Your Hunger Games II - Fanfic Interativa
21 Selene Desverouix III
Notas iniciais
Selene
Lucca passou seu braço por minha cintura. A reunião havia acabado, e nós havíamos combinado de fingir estarmos apaixonados um pelo outro. Fechei os olhos, sentindo a respiração de Lucca em meu pescoço. Sorri. Para mim mesma.
– Que tal nós treinarmos para a Arena? – Lucca sugeriu.
– Treinar?
– Sim, tipo... Alguns beijos, ou frases melosas.
– Tudo bem.
Nos sentamos um de frente pro outro, e nos encaramos por dois longos minutos. Ele não sabia o que fazer. E eu não sabia o que fazer. Esperei por algo. Nada. Lucca deu de ombro e me beijou lentamente e bem rapidamente.
– Você acha que eles vão acreditar nisso? – perguntei.
– E você acha que não? – assenti – Então o que fazemos?
– Isso.
Tirei sua camiseta do pijama e ele somente seguiu minhas mãos com o olhar. Sentei de frente para ele, entrelaçando suas pernas nas minhas, e puxei-o pelos ombros, até eles ficarem tensos e irem relaxando lentamente, enquanto eu beijava e mordia seu pescoço. Lucca se arrepiava continuamente, e soltava risinhos idiotas as vezes. Por fim, o encarei e segurei seu rosto, indo de cabeça para um beijo muito, muito demorado. De cabeça e de língua, também, Lucca me permitia quase acesso total a seu corpo, o que facilitava muita coisa. Nunca jamais pensei que beijar alguém como beijava ele. É claro que eu já havia pensado no assunto e já havia feito com meu braço, mas era totalmente diferente. Eu havia lido 50.000 Tons de Cinza umas 400 vezes, e também assistia á Teleguiadas Que Me Mordam 4, na TV. Além de Bobeou Dançou 16, e Jogos Vorazes +18. Já havia aprendido de tudo, mas... Fazer era muito diferente.
– Acho que isso é convincente. – Lucca assentiu.
Tomamos alguns segundos de ar, e ele ligou a TV. Nenhum dos dois conseguia dormir, e eu havia lhe contado sobre os programas de noite que iriam nos ajudar a aprender a arte de ser apaixonado. Vimos 2 Tributos e Meio, Sex In The 4, Bolas em Pânico 4, e vários outros filmes.
– Vamos dormir? – ele sugeriu. – Acho que já vi tudo o que precisava para ter uma ereção...
– Lucca?
– Oi?
– Cala boca!
Ele riu e assentiu. Me deitei perto de seu corpo e esperei pelo mais óbvio, que Lucca passasse seu braço por meu corpo e me abraçasse, mas ele aparentemente havia esquecido daquele detalhe. Resmuguei.
– O que foi? – perguntou.
– Você não vai me abraçar?
– Tenho?
– Mas é claro!
Ele obedeceu e sorri para mim mesma. Mandar em um menino? Isso era uma coisa muito legal...
Acordei junto com Lucca, assim que Rubi entrou no meu quarto dizendo: Acordem, Diamantes! Ela ficou boquiaberta ao ver a minha figura junto com a figura de Lucca. Ela nos puxou pelos pés para fora da cama, já que nenhum dos dois queria sair, e disse que tínhamos que ir logo ver nossos estilistas para o desfile de hoje a noite. Dei de ombros e me levantei.
– Imaginem a cara do Jouro quando ficar sabendo! – ela ficava falando para si mesma enquanto ajudava a mim e a Lucca a se trocar.
Ignorei, mas Lucca parecia desconfortável. Então decidi não perturbar mais ele quando ele estivesse querendo ficar sozinho. Suspirei e sai de nosso Vagão. Dasha tomava café da manhã em uma mesa mais afastadas das outras, por isso decidi ir até lá. Me sentei e dei uma mordida em um pão integral.
– Dormiu bem? – perguntei a ela.
Dasha me encarou, cheia de olheiras nos olhos e sorriu com desprezo. – Eu quase matei meu irmão. Queria que eu dormisse bem?
Dei de ombros. – Eu não sabia disso. Então quer dizer que você realmente se virou contra ele, hein? Sábia escolha, assim não terá de matá-lo no final.
– Como?
– Você sabe, matar. Se por acaso nós o encontrarmos na floresta ou deserto, pode contar comigo pra matar ele. Não quero que você tente de novo. Já não conseguiu uma vez...
Ela bufou e se levantou, saindo pisando duro, e me deixando comer o final de meu pão. Dei de ombros e fui em direção ao meu Vagão, mas uma moça com mais três outros caras me parou. Lia Behcker? – perguntou.
– Não.
– AH, aonde foi parar essa garota?
E passou por mim, sem dar muita mais importância ao meu ser. Dei de ombros e fui para meu Vagão. Entrei, e Lucca estava nu.
º º º
Imagine a visão de um ser humano nu. Pronto. Agora imagine esse ser humano num sexo masculino. E agora imagine ele envolto de pó. Pó cintilante e que parecia com...
– Pó de prisma? – perguntei sem ligar para o fato de que Lucca estava mais vermelho que um pimentão.
– Oh, Selene, correto?
– Sim. – me virei em direção a uma mulher sorridente e com uma Lua na cabeça... Ela me lembrava uma pessoa...
– Flower? – me pergunto maravilhada. Ela estava muito mai brilhante do que de costume.
– E ai, Selene. – ela piscou para mim.
Flower era a mulher da Capital que meu pai havia me mostrado antes da Colheita. E ela era mãe de...
– Quanto tempo, Sesse. – Kinder sorriu atrás de Lucca.
O sangue subiu para o meu cérebro e eu tive uma crise de temperamento. – Saia daqui! – gritei. – Ninguém vê meu namorado nu! — Kinder assentiu, envergonhada, e saiu apressadamente do Vagão. Flower suspirou e voltou a desenhar algo em sua prancheta. Olhei para Lucca. Ele estava ainda mais vermelho. Suspirei e joguei uma almofada para ele. Andei até sua pessoa e dei um bom tapa em seu rosto. – é melhor você nunca pensar em ficar pelado pra qualquer uma. – Falei ignorando-o por fim.
– M-mas, eu...
– AH, cale a boca, está bem?
Alguém bateu na porta, e Flower disse que poderia entrar, era Jumper. O cara com pele de magenta e que parecia um jardim de flores vivo. Jumper sorriu para mim e deu um beijo na bochecha de sua mulher, e incrivelmente não deixou marca magenta na pele azulada dela. Tentei não parecer impressionada. Lucca passou o braço por cima de meu ombro e me juntou a seu corpo. Ele estava tão cheio de pó de prisma que eu mesma fiquei com aquilo na pele. E eu sou um pouco alérgica a isso, imagina quanto eu espirrei...
– Isso, é perfeito! – Jumper exclamou observando a mim e a Lucca. – Tire as roupas, Selene. – eu o encarei.
– Não. – respondi.
– Anda, tira. Todos aqui estão acostumados com isso.
– Não!
– Tudo bem, mas no desfile você vai entrar do mesmo jeito que veio ao mundo, queridinha. Pó de prisma, quem diria, não, Flower? Vamos deixá-los a sós, fofa.
E Jumper puxou Flower para o nosso banheiro. Esperei até ouvir o trinco da porta e me virei para Lucca. Ele estava ainda com a almofada cobrindo a região genital.
– Acredita no que eles querem fazer com a gente? Eu não vou aparecer pelada pra ninguém! – gritei.
– Nem pra mim? – Lucca perguntou se virando e colocando uma cueca.
– Ah, pra você é diferente. – falei engasgando em minhas próprias palavras. A questão é: Se eles querem me mandar nua pra um desfile, tudo bem, mas isso não quer dizer que o que eles querem é lei.
– O que você vai fazer? – Lucca perguntou a mim.
– Vou dar um toque de Selene ao look.
Notas finais
Gente, é uma parceria com o Asukin, o gordin, novidade, neah...
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