Your Hunger Games II - Fanfic Interativa
14 Peter Weelloy II
Notas iniciais
Peter Weelloy
Meu maior medo era Lia de repente querer me matar. Afinal, eu não havia conseguido separar Dasha de Yuri.
- E então? – ela perguntou assim que eu entrei.
Neguei com a cabeça, e ela bufou e revirou os olhos.
- Eu disse pra você jogar charme em cima dela! Não para pedir “por favor”.
- Eu tentei! Não deu certo!
- Como não deu? Dá certo com qualquer uma!
- Ate mesmo com você? – ergui uma sobrancelha.
- Peter Weelloy, eu não sou qualquer uma. – ela colocou o dedo no meu nariz e disse isso como se eu fosse um bebezinho. – Tudo bem, eu vou falar com ela.
- Não vai dar em nada.
- Por que não?
- Porque eu chamei ela de gorda.
- V-você o que? – ela gritou – Eu vou te matar, Peter Weelloy!
- Me chame de Pepe.
Ela me fulminou com os olhos e... Seu rosto se suavizou e ela andou até mim, e tocou o alto da mina sobrancelha. Seus dedos eram finos e o toque da pele era macia. Fechei os olhos e senti suas mãos tocar o inchado de minha testa. – O que é isso? – ela perguntou.
- Ela deu alguns socos em mim.
- Está inchado... – ela sussurrou enquanto pressionava.
Resmunguei, mas ela continuo a verificar.
- Precisa de gelo. – disse por fim.
- Como você sabe disso?
- Quando eu era menor, tinha um priminho de 2 anos. Ele vivia batendo a cabeça, até que bateu em uma pedra...
- Ele morreu? – perguntei.
- Sim. – ela respondeu, triste – Foi instantâneo.
- Sinto muito pelo seu primo.
- Não sinta. Ele está numa melhor agora.
Assenti. A mão dela não estava mais em minha testa, mas em meu maxilar. Vi os olhos dela brilharem por causa das lágrimas. Segurei seu rosto. Queria beijá-la, mas sabia que com certeza ela iria me matar a socos e chutes, então esperei o momento certo.
- Sim, você está certa. – concorde.
Lia ergueu os olhos e sorriu para mim. Ela me abraçou, seu rosto em meu peito e os braços ao meu redor, me apertando contra si mesma. Retribui ao abraço.
- Obrigado, Pepe – ela sussurrou.
Sorri. Sorri um sorriso idiota. Mas feliz. Quando dei por mim, estava sussurrando em seu ouvido que queria beijá-la e que ela era linda. E sim, eu queria beijar ela ainda mais. Assim que ela segurou minha mão, senti algo quente se agitar lá embaixo. Queria fazer amor com ela. Queria tê-la para mim. Mas sabia que era loucura. Não estava amando aquela mulher, só estava excitado com o abraço, só isso. E sei que seria errado eu fazer qualquer coisa com ela, até mesmo um abraço. Lia se afastou de mim assim que sussurrei que queria ser corpo, e ela estava com o rosto vermelho. Se sentou em sua cama e eu demorei a voltar para meu próprio ser. Me sentei em minha cama, também.
- Ah, quero que me ajude em algo. – ela foi até o guarda-roupas colocado ali pela Capital e pegou dois vestidos. Colocou um na cama e, segurando o outro pelo cabide, me mostrou. – Enquanto vocês estava lá com ela, — Lia colocou o vestido na frente de seu corpo – eu escolhi alguns vestidos para a noite do poker e... Achei este legal.
O vestido era curto, com um decote em V, sem mangas, branco e com um tecido brilhoso.
- O que acha?
Imaginei o vestido no corpo dela. As curvas do vestido nas curvas dela. O fim do vestido nas coxas dela. O brilho do tecido combinando com o azul dos olhos dela. O decote revelando parte dos seios.
- É sexy – falei débilmente.
Ela riu e disse que minha cara era muito engraçada. O outro vestido era vermelho, o decote era muito maior, só que ele era longo e cobria suas lindas pernas. Não combinava com seu tom de pele e nem com os olhos, e cobria os ombros, deixando-a mais baixa. E, é claro, escolhi o branco.
Lia disse mais um zilhão de coisas sobre vestidos, e eu somente ignorei. Quando ela finalmente se calou, eu perguntei: — E o que vamos fazer agora? Sem a garota do 12, quem nós devemos separar?
- Ningu[em tão urgente como os dois irmãos. Mas eu gostaria de ter o cara do 1. Ele parece durão e...
- É bonito? – perguntei cruzando os braços.
- Sim, é bonito sim, mas não é só por isso que eu o quero. Ele pode ser uma ameaça com a garota de seu Distrito.
- Uma ameaça como? Vocês duas vão brigar pelo guarda-roupas da Capital?
Lia me fuzilou com os olhos – Ela pode parecer fraquinha e patricinha, mas você viu o que ela fez com aquela garota? Ela a deixou inconsciente só com uma unhada. Imagine o que ela poderia fazer...
- Mas então por que não a pegamos em vez do menino?
- Porque eu não quero motivos para você deixar a estratégia. Ela é bem bonita.
- Correção: Linda e maravilhosa.
- Chame como quiser. – Lia deu de ombros. – Você já demonstrou ser fraco em relação a meninas bonitas, então é melhor termos um menino conosco do que uma menina.
- E a Dasha?
- Ela não é bonita. E você nem conseguiu jogar charme para cima dela.
- Mas em você funcionou.
- Você com o que no poker? – ela perguntou do nada. Dei de ombros. – Eu andei vendo o seu lado do guarda-roupa, e descobri que cada vestido meu tem um par com uma camisa sua. E... – ela tirou uma camisa de botão, da cor creme, que era igual a de seu vestido, uma calça jeans azul desbotada e sapatênis. – E então?
- Bom, eu gostei da camisa.
- Ótimo, vai usar ela hoje a noite. – ela me deu para que eu colocasse. – Vá tomar banho.
- Ok. – concordei e fui.
Meu banho durou alguns vinte minutos. Quando sai, a visão que eu tive só me deixou com mais vontade de arrancar a roupa de Lia. Ela havia colocado o vestido. E ele ficara ainda melhor do que em meus pensamentos. O cabelo estava preso em uma trança que passava por sua nuca e terminava em cachos definidos ao lado do ombro. Não havia passado muita maquiagem, somente um lápis dourado nas pálpebras e na parte interna e externa dos cílios. Uma batom dourado e um pouco de pó avermelhado nas bochechas que eu não sei o nome.
- Já separei sua gravata... – ela indicou com o dedo para a roupa em cima da minha cama. – Pode se trocar, eu não vou olhar.
Ela disse e se sentou na cama, virada de costas para mim. Tirei a toalha do corpo e fiquei olhando para ela. Nenhum movimento, nem de sua respiração, foi evidente. Coloquei a cueca Box dourada que estava na colcha da cama. Olhei novamente para ela. Parada. Estátua. Coloquei a calça. Ela continuou completamente intacta. Abotoei a camisa e coloquei a gravata. Fui atrás dela em silêncio e apertei sua cintura, fazendo-a saltar na cama. – Seu filho da desgraça! – soltou quando me viu. – Ui, que gatão. – elogiou – Eu te mato, ainda – disse – Desse jeito vou ter de colocar coleira em você. – sorriu – Vamos, idiota. – se levantou e abriu a porta que levava ao corredor principal do trem.
- Você está bem...
- Sexy? – ela pergunto me provocando e balançando os seios um pouquinho.
- Também. – concordei – Mas está linda. Como uma boneca de poercelana.
Ela sorriu para o chão e falou para mim sair logo. E quando passei por ela, pode sentir o cheiro de seu perfume, que me fez deslocar da terra, e me levou para um céu cheio de nuvens e... Amor.
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