Your Hunger Games II - Fanfic Interativa
15 Chuck Amadsen II
Notas iniciais
Catarine McDoart
Selene Desveraux
Lucca Sant'Dio
Camille McGrath
Dasha Eaghmatoui
Peter Weelloy
Chuck Amadsen
Yuri Eaghmatoui
Prontin! Os outros não narraram, mas irão aparecer na fic como "personagens não jogáveis" tipo o The Sims.
Chuck Amadsen
Tentei ignorá-la. Afinal era só o Distrito 1, nada mais. Mas Camille estava muito histérica com sua visão privilegiada. Dois Tributos entraram no trem. A menina foi a primeira a entrar, ela era loira e tinha um vestido digno da Capital. O menino era magro e tinha os cabelos bagunçados, um suspensório e uma camisa azul celeste.
- U-A-U! – Camille exclamou e pulou no vestido da menina, assim que ela passou pelo nosso corredor – Eu adorei o seu vestido! Queria tanto morar no Distrito 1...
A menina loira mexeu o maxilar e soltou as mãos de Camille de seu vestido, e assentiu, e quase que correu para longe de nós. Revirei os olhos. Inúteis. Esses Tributos devem ser riquinhos idiotas eu têm tudo na mão. Por algum motivo, ergui os olhos, e vi a mão estendida do Tributo do Distrito 1.
- Oi. – ele disse.
Olhei de sua mão para seu rosto. Não sabia se sentia nojo ou raiva. Seu conselheiro deu um tapa em sua cabeça e ele se encolheu, e foi se sentar onde a menina loira havia se sentado, bem distante de nós, perto da mesa dos Tributos do 12. Camille bufou e disse que o Distrito 1 deveria ser a Capital. Ignorei-a, esse bando de gente esnobe não deveria ser “A Capital”!
Deitei minha cabeça no encosto da poltrona e voltei a fechar os olhos. Adormeci. Não tive sonhos. Somente um pequeno devaneio. Senti as mãos de Camille me acariciarem. E então as carícias foram ficando mais intensas e fortes, brutas e...
- Ai! – exclamei ao acordar sobressaltado.
Ela estava beliscando minhas costelas com suas unhas, o que dói muito, para quem não sabe. A olhei procurando uma resposta, mas ela só revirou os olhos e me puxou pelo braço. Deixei que ela me levasse, e fomos parar em nosso vagão no trem, que era o número 9.
- Vamos, coloque uma roupa bonita. – ela pediu.
- Por quê?
- Ora, você não quer ir assim para a noite do poker, certo? – ela ergueu uma sobrancelha
- Poker? – perguntei ainda sonolento.
- Sim. A Noite de Poker, os Tributos mais velhos irão se reunir. Vamos nos conhecer melhor, e fazer alianças para matar os fracos.
- Mas só porque são pequenos não quer dizer que sejam...
- São fracos sim, Chuck. – Camille sorriu.
Assenti. Peguei uma camisa e a coloquei. Troquei de calça, e pareceu que Camille não se importou. Ela estava ocupada mexendo em um caderno. Tentei ver por cima de seu ombro, mas ela na deixava, os cabelos cobriam tudo que eu poderia ver. Tentei afastá-los, mas Camille apontou uma faca para meu pescoço.
- Não rele em mim, capiche?
- Aham... – tirei sua mão da frente de minha cara, e voltei a me sentar normalmente. – O que é isso?
- Meu... Anotário.
- Anotário?
- Sim. Eu anoto tudo sobre um certo Tributo. Aqui, você dorme demais. E... Tributo 6 é muito faminto. Ah, e a Tributa 12 é ainda mais comilona...
- O que? Como sabe tudo isso?
Ela me encarou, séria, e revirou os olhos, fechando seu “Anotário”. – Se eu te contasse não acha que seria... Estúpido demais para mim mesma?
Assenti. Camille talvez não fosse somente louca. Inteligente, um pouco, mas louca por completo. Indiquei a saída e ela se levantou. Jogou seu anotário na cama e saiu, sem dizer nada. Não sei se estava brava comigo, ou não. Só sei que a segui, até o Vagão 1. O Vagão onde seria o Poker. Não me pergunte porque escolheram o 1.
- O Tributo do 5 sabe olhar suas cartas por baixo da mesa, e o Tributo 1 é ótimo em apostas, tem intuição própria. – Camille disse sem se virar. – O 3 é lerdo tanto em raciocínio como em movimento. A 12 é a que mais ataca. 9 sempre quer o rei. E você. – ela se virou e olhou dentro dos meus olhos – Vai perder feio, se apostar sua camisa.
Ergui uma sobrancelha. – Como sabe tudo isso? – perguntei.
- Intuição. – respondeu – E porque eu sou uma estrategista. – ela ergueu uma sobrancelha. – Está surpreso? Achou que eu fosse louca?
Engoli em seco. Talvez ela soubesse mais coisas sobre mim, do que eu mesmo.
Ela sorriu e entrou no vagão, deixando a porta aberta para mim. Entrei e logo notei as cinco figuras sentadas em uma roda. Todas de pernas cruzadas e roupas de gala, somente eu que estava com a roupa mais... Pijama.
- Distrito? — uma menina loira perguntou.
- Nove. – Camille se sentou ao lado de outros dois jovens entre 15 e 18 anos.
Me sentei perto dela, afinal não conhecia ninguém ali. Engoli em seco quando vi a faca fincada no chão do carpete. Quem for que tive posto aquilo ali, estava com raiva. Muita raiva. Cruzei as pernas e recebi meu baralho.
- Vou repassar as regras. – a menina loira falou – Isso aqui é para lazer, não para... – ela olhou para o menino ao se lado e a garota morena mais distante. – brigas. Qualquer que for seu motivo, será expulso deste evento e, se for o caso, será morto. Claro, na Cornucópia. São aceitos golpes de sorte, apostas, dinheiro e... Trapaça. – ela sorriu para si mesma. Deveria ser muito boa em trapaça. Ficar de olho nela. Espere... Eu estou ficando tempo demais com Camille. – Quem tiver a ponta da faca apontada para si, é que vai apostar, e que tiver o cabo da faca é que deverá pagar a aposta.
- Não entendi. – falei.
Todos riram, menos Camille. Que parecia mais concentrada em seu baralho.
- Docinho, — a menina morena falou amigavelmente – você aposta, mas outra pessoa paga o preço. Isso é verdade ou morte, entende? Que for o primeiro, será o primeiro na Arena.
- Então isso... Irá decidir quem...
- Vive. – ela completou.
- Mas não se preocupe. – o garoto ao seu lado disse sorrindo – A gente não morde. Não tanto.
A menina morena sorriu para ele e eles... Se beijaram. Sim, se beijaram. E foi de língua, eu vi. A menina loira começou a rir e o menino ao seu lado a agarrou com tudo e foi para cima dela. E eu... Só pude encarar Camille, que estava concentrada em suas cartas. Eu queria sair dali. Queria mesmo. Estava prestes a sair, quando um casal entrou pela porta do vagão.
- Alguém disse bacon ai? – o menino perguntou. – Nossa, que melação... – ele olhou para sua colega. – E ai, baby, rola ou não?
Ela sorriu docemente para ele, e eu já podia prever que eles iriam começar a se descabelar e tirar a roupa, mas... Ela deu um tapa na cara dele e disse segurando seu rosto. – Acho que não.
- Charles Stoddard e Donna "Fenix" Daniels – Camille disse sem levantar os olhos das cartas. – Distrito 5.
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