Notas iniciais
Sei que esse capítulo não ficou grande nem bom o bastante, mas estou subre carregada e tudo mais, então, desculpem.

Catarine McDoart

Assim que o hino da Capital acabou, a figura humanóide foi até o microfone e recitou seu discurso de como era honroso para alguém participar dos Jogos Vorazes.

- Vamos agora conhecer os nossos Tributos deste ano! Aquele que irão ter a honra de representar o Distrito 7. As damas primeiro! – ela anuncia, me fazendo suspirar, já que todo ano é assim.

A figura que não consigo entender se é homem ou mulher, pássaro ou cachorro, vai até a urna com os nomes de todas as garotas de 12 á 18 anos de nosso Distrito. Ela faz alguns dramas, pegando papeis e os soltando, até pegar um bem no fundo, que deixa a aparecer a primeira letra do nome no telão. C. Respiro fundo. A figura desfocada anda com seus saltos altos até o microfone e anuncia.

- Catarine McDoart! – minha respiração começou a acelerar, e eu conseguia ouvir a voz de Lud em minha mente, minha pequena irmãzinha...

Fui tirada do meio das outras meninas de 17 anos, e levada pelos Pacificadores até a escada, mas alguém se prendeu em minha perna e não soltava de jeito nenhum. Um Pacificador encostou a arma na cabeça de Ludmila, me fazendo entrar em pânico.

- Não! Ela é minha irmã, não!

- Eu quero participar dos jogos! – a voz de Ludmila sobressaiu a de todos. – Eu me voluntario para os Jogos Vorazes!

Seguro seu rosto, com as lágrimas já deixando minha visão embaçada. Não! Não! Ludmila não podia participar desses Jogos, ela só tem 14 anos! Não! Agarrei seus ombros e os chacoalhei. Ela ficou me olhando fixamente e eu não lembro o que gritei para ela, mas gritei com tanta força e com todo o pulmão, que fiz com que Lud saísse correndo, e se perdesse atrás dos Pacificadores. Permiti que eles me levasse novamente, e quando cheguei ao lado da figura desumana, minha cabeça já explodia em um milhão de dores diferentes. Senti todos os músculos do meu corpo latejarem e meus olhos ficarem pesados. E não lembro mais de nada.

º º º

Acordei com um garoto passando a mão e meu cabelo, e enxugando as lágrimas secas em meu rosto. Ele estava cheirando á chocolate quente, e sorriu ao me ver acordar. Senti tontura ao olhar pela janela, e perceber que estava em movimento, dentro de m vagão. A mais de 500 km por hora, e nem tive tempo de me despedir de Lud. Ela deve achar que eu a odeio.

- Oi, meu nome é Luka Simons. E você desmaiou no palco, em cima da Dorô.

- Dorô, nossa representante.

- Aquela coisa estranha?

- Sim.

Me sentei e percebi que estava no bando de uma mesa, repleta de comida e fartura. Antes, eu só tinha pão e geléia, agora eu tenho o que eu quiser. Toquei a jarra que continha o café que perfumava o ar, e Luka sorriu. Tive de me conter para não sorrir junto.

- Prontinho! – Uma figura meio pássaro meio lobo apareceu e sorriu para nós, trazendo um homem ao seu lado, e uma mulher atrás.

A mulher deveria ter 78 anos, e o homem era mais novo, uns 56 no mínimo. Os nossos mentores, eles irão cuidar de nós nos Jogos, para que a gente não morra. A mulher deveria ser quem nos sorteou. Luka estendeu a mão para o velho e depois para a mulher, que a apertaram e sorriram para ele. Eu não tive essa iniciatividade, por isso só assenti para eles e disse que poderiam sentar conosco. O quer com que a mulher risse de mim.

- Quem diz o que pode ou não fazer somos nós, criança. – ela disse.

- Eu não sou uma criança. – falei.

- Oh, claro que não. E eu tenho 18 anos e estou no auge de minha idade! – ela exclamou e me olhou com raiva.

- Cale a boca. – resmunguei, e o homem riu.

- Está vendo só, Otto, olhe o que essas crianças dizem para nós, vitoriosos! Desde quando nos mandam calar a boca?

- Foi a primeira que teve essa iniciativa, adorei. – disse o homem, somente.

Otto, o homem, fez um positivo com a mão para mim, e eu sorri para ele. Ele se sentou na minha frente, e a mulher somente resmungou algo em outra língua, e se sentou na frente de Luka. Com uma conversa calma e simpática que Luka começou com nossos mentores, descobri que o nome da mulher era Olívia. Otto e Olívia. Não é raro pessoas antigas terem os nomes começando com a letra O em meu Distrito, pois antigamente se acreditava que nomes que começavam com esta letra tinham sorte, e, bem, olhe Otto e Olívia aqui!

- Então, por onde começamos? – perguntei.

- Epa, epa, epa! Calminha menina. – Olívia pediu, sem olhar para o meu rosto.

- Nós vamos começar avaliando suas maiores habilidades. – respondeu Otto, e eu agradeci.

Já vi que vou odiar Olívia, e vou amar Otto.

Luka Silimoes

Notas finais
Resviws! EU quero postar mais hoje!