Notas iniciais
Fichas:
Nome Completo:
Idade:
Distrito:
Foto (Obrigatório):
Personalidade & Características:
Preferências
Par Romântico?
Armas?
Roupas/Estilo?
Morre/Vence?
Biografia Antes dos Jogos?
Antes de responder, ler as regras e como a Fanfic funcionará:
1 - será aceito dois Tributos para cada Distrito de ambos os sexos
2 - O Jogo será desenvolvido utilizando-os nele, mas somente um será o narrador principal (Vou escolher).
3 - Se tiver alguma dúvida, queixa, ou uma dica para um acontecimento com seu personagem, dizer isso no reviw ou em uma MP.
4 - Se fez um Tributo, tem que seguir a Fanfic, se não ele será desclassificado.
5 - Mortes e Mutilações aconteceram livremente.
6 - Pares Romanticos eu escolherei. Mas se quiser, pode colocar a preferência na ficha. Será permitido pares com outros Distritos que não sejem o seu.
7 - A Biografia, para quem não sabe ou não entendeu, é a História de Vida do Tributo. A Biografia mais diferente, criativa e bem escrita será escolhida para narrar a Estória.
8 - A foto do Tributo é obrigatória, para termos uma idéia de cada um deles. As fotos serão postadas nos Capítulos da Fanfic ao longo dela.
9 - Serão Capítulo longos em meio a curtos, então não brigue comigo se eu fizer eles muito pequenos! Tempo é algo que aqui no Distrito 1 não temos!
10 - Demorarei um pouco para postar a Fanfic pois vou organizar os Tributos e escrever os primeiros Capítulo para melhor a Fanfic ser, e mais organizada, né?
11 - Atualizarei a Fanfic todos os dias, enquanto as vagas dos tributos ainda estarem abertas.
12 - Se seu Tributo já tem uma vaga (por exemplo) no Distrito 4 e alguém quiser também ocupar ela, irei conversar com a(o) dona(o) da ficha menos pretigiosa para resolver o problema.
13 - Conversas sobre as fichas, ou outros, somente por MP.

Catarine McDoart

Quando me perguntam “O que você faria se não pudesse salvar sua irmã?” eu nunca sei responder. Eu acho que me mataria. Ela é tudo o que eu tenho, agora. Minha mãe foi morta em praça pública pois era uma cigana, e abominavam ciganos, e meu pai... Ele fugiu pois não conseguia agüentar a humilhação de ter uma esposa cigana. Eu criei Ludmila, minha irmã, ela hoje tem 14 anos, e é uma menina forte, embora não tenha chegado ainda na puberdade. Não passou pela menarca e ainda é reta. Mas eu creio que logo ela se tornará uma mulher. Os raios fracos de Sol passaram pelas persianas da janela e eu me levantei. Fui até a cozinha e arrumei a mesa para o café-da-manhã. Logo Lud saía do quarto, coçando os olhos e bocejando. Lentamente se sentou na cadeira que rangeu, e já tinha uma perna quebrada, e cruzou os braço sobre a tábua de madeira da mesa, colocando o rosto sobre os braços, e fechando os olhos. Se entregava ao sono facilmente. - O que você quer comer? – perguntei – Temos... Pão com geléia e geléia com pão. Consegui vê-la abrir um pequeno sorriso, mas logo este desapareceu. Ela estava calada desde que tivera um pesadelo semanas atrás. Olhe, assim como minha mãe, Ludmila é meio que vidente, ela pressente coisas ruins e até sonha com premunições, mas ela não me contou desta vez o que era que havia acontecido para estar tão quieta. Empurrei o prato em sua direção e peguei um pedaço de pão para mim, uma faca e a geléia. - Anda, Lud, você precisa comer... – falei. Ludmila, relutante, pegou um pedaço de pão e comeu puro, em sua garganta vi que ela engolia os pedaços secos. Lhe ofereci leite, mas ela não aceitou. Funguei e terminei de comer meu pão com geléia de amora, e guardei nossos pratos na pia. Segurei suas mãos e encarei-a, forçando-a a olhar para meus olhos. - Lud, o que for que estiver te perturbando, me diga, eu quero ajudar. - Não é nada, Cat... – ela respondeu vagamente. Dei de ombros, não iria arrancar nada dela, mesmo se insistisse, uma coisa que nós duas tínhamos era isso, persistência quando o assunto é algo secreto ou só nosso. Me levantei e disse que ela poderia ir tomar um banho de balde que eu iria passar nossos vestidos e iria lavar a louça. Ela me obedeceu, como sempre. Um tesouro de menina. Um ouro de mulher. Comecei a cantarolar na cozinha, enquanto lavava a pequena louça de ontem a noite e a de hoje de manhã. Ouvi minha irmã enchendo o balde para o banho e sorri. Era bom morar só com ela. Nós não gastávamos muito com as despesas, e meu emprego no Prego era muito bom. Fui até nosso quarto e peguei dois vestidos do armário. Um deles era branco e cheio de babados, e o outro era mais simples e azul claro, como o céu daquela manhã. Olhei para a janela. Nenhum vestígio de que iria começar a chover, somente de que o céu iria ficar limpo e que o Sol brilharia muito. O vento não estava forte e o aroma estava muito bom. Senti o cheiro de café da vizinha entrando no quarto e não me contive em olhar para a janela dela, onde havia um café sendo coado. Mordi os lábios, não podia me dar ao luxo de beber café. Então voltei minha atenção para os vestidos e os coloquei na tábua de passar. Tinha que tomar cuidade com os detalhes do vestido de Lud, mas foi rápido. Quando eu terminei, ela já havia saído do banho, e estava vendo televisão, como sempre, a Capital estava fazendo a retrospectiva do ano passado. Fazendo reportagens exclusivas sobre os 5 últimos finalistas e entrevistando a família das vítimas. Não escutei o que passava, pois não queria lembrar que meu namorado havia ido para os Jogos, Joshuá, este era seu nome. Ele morreu como sendo o terceiro, quando dois tributos o cercaram no deserto onde ele estava, e o outro o matou. Respirei, não podia chorar ou qualquer coisa deste tipo, se não iria deixar Ludmila ainda mais triste e quieta, o que eu não queria. Quando fui tomar banho, enchi novamente o balde, passei a água no corpo e prendi os cabelos, evitando molhá-los. Somente água, nada mais. Não precisamos de mais nada para tomar banho. Quando voltei ao quarto, Lud estava se olhando no espelho, com os cabelos molhados e despenteados. - Como eu estou? – ela perguntou se virando para mim. - Linda. - Não, eu estaria linda se fosse você... Segurei seus ombros e sorri. - Ei, nós somos irmãs, você se parece comigo e eu com você, somos lindas, princesas, cada um tem sua beleza, e cá entre nós, eu adoraria ter um rostinho jovem como o seu. - Mas você tem 16 anos, e pode pintar os cabelos, tem muito mais corpo que eu e... Toma conta da casa. - Lud, isso não quer dizer nada, você é linda e pronto acabou, aposto que vai chamar a atenção dos menininhos. - Você acha? - Sim. Ludmila sorriu e voltou a se observar no espelho. Peguei meu vestido da cama e o coloquei. Prendi os cabelos em uma trança lateral e fiz o mesmo no cabelo de Lud, só que deixando duas tranças em seus cabelos louros. Ela queria pintá-los de ruivo, como os meus, mas eu nunca a deixaria estragar um cabelo tão bonito. Assim que terminei de arrumá-la, peguei em sua mão e nós fomos até a porta de casa. Antes de sair, ela grudou em minha cintura e implorou para não irmos. - Lud, eles vão nos procurar pelo Distrito inteiro se não formos, eles irão nos matar ou cortar nossas línguas. Ludmila empalideceu e grudou em mim, assim saímos. O Sol ofuscou um pouco minha visão, mas eu continuei seguindo. Muitos adolescentes de doze á dezoito anos estavam indo também, dando adeus a seus pais e entrando em risco de morte. Ludmila escondeu o rosto do mundo em minha barriga, e foi até difícil de andar com ela grudada em mim, mas eu continuei mesmo assim. Fomos em silêncio, como todos. Lud estava tremendo, e eu sabia que estava morrendo de medo. Mas continuei firme, tinha que dar o exemplo a minha irmã. Entramos na fila para que coletassem nosso sangue. Ludmila ficou desesperada quando chegou sua vez, mas eu garanti que só seria uma picadinha e que não doeria nada. - Eu não sabia que eles iriam fazer isso, eu não sabia... – ela abraçava minha cintura, pedindo apoio. - Lud, você já veio para a Colheita 2 vezes, você sabe sim que eles iriam fazer isso, e sabe que não dói nada. – assegurei. Ela assentiu e permitiu que a mulher coletasse o sangue de seu dedo com uma picadinha de agulha. Fizeram mesmo comigo, após eu dar meu nome. 38 vezes, essa era a quantia de quantas vezes meu nome estava lá. Não deixei que Ludmila fizesse o mesmo. Ela não podia se arriscar. Foi se sentar junto com as meninas menores, enquanto eu fiquei na fila de trás, com as meninas de minha idade. O hino da Capital começou a tocar 6 minutos depois, e eu vi a figura disforme andar no púlpito que a Capital havia feito em frente a Estrutura da Justiça, ou a nossa prefeitura. - Olá, Tributos do Distrito 7! Bom, Jogos Vorazes e que a sorte esteja sempre a seu favor!

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Catarine McDoart

Notas finais
Não esqueçam das fichas!