Your Hunger Games II - Fanfic Interativa
8 Camille McGrath II
Notas iniciais
Camille McGrath
- Vamos, você vai se atrasar, Mille. – Devon ajeita o meu colarinho.
- Obrigada.
Ele para, olha para os meus olhos, e me beija. Depois para, e me empurra para a porta. Eu vou. Mas não do jeito que eu quero. Sinto que, se eu ir, vou deixar Devon muito, muito triste. E eu não quero. Mas eu quero ir para os Jogos. Quanto mais rápido as pessoas da família McGrath morrerem, melhor. Respirei fundo, e sai pela porta.
- Não faça besteira. – pediu Devon.
- Não vou. – respondo.
Mas ele sabe que não mudou minha mente, que não mudou meu jeito de pensar. Ele sabe que eu ainda vou para aquela Arena, e vou dar um jeito de morrer. Mas não vou simplesmente esperar que me matem, eu irei lutar pela vida, mas irei deixar que me matem, sim, quando estiver entre os quatro últimos na Arena. Escuto o sinal de que a Colheita começou, e que eu devo ir logo dar meu sangue e meu nome para os Pacificadores. Dou um beijo na bochecha de Devon e me despeço de Tio Yan.
- Eu não vou voltar. – digo.
E saio pela porta, sem dizer mais nada. Corro para a Prefeitura. 40 adolescente mais ou menos estão já dentro da Colheita, e a fila tem somente cinco, tirando eu. Assim que a mulher pega minha mão, pergunta meu nome.
- Camille McGrath. – respondo.
Ela me encara nervosamente e pede para eu entrar logo na Colheita. Ela deve conhecer a maldição dos McGrath. Reviro os olhos e tento esconder meu rosto. Vejo todos olhando para mim, e tentando se afastar o quanto mais, e isso me deixa no meio de muitas meninas, só que com um metro de distância de qualquer uma delas. Respiro fundo e bufo logo em seguida. Que chatice, por que eu não posso logo entrar naquela Arena e sair matando todo mundo?
Um homem meio afeminado sobe ao palco construído na frente da Prefeitura e bate no microfone, causando um barulho horrível que faz algumas meninas tamparem os ouvidos. Eu não. Não sou como elas. Frescas. Olho diretamente para ele, e por um segundo percebo que ele também olha para mim, mas é somente mera visão, ele faz isso com muitas meninas, só para assustá-las.
- Como vão, belos camponeses? – ele pergunta com a boca próxima demais do microfone, fazendo-a ficar alta demais. Deve ser o primeiro ano dele aqui. – Vocês devem estar ansiosos para saberem quem irá representar o Distrito 9 nos Jogos deste formidável ano, não? – ninguém responde, ele percebe que não iremos cair no papinho dele e vai logo adiante. – Vamos para a urna das meninas!
Ele anda até ela. Olho para o Pacificador colocando meu nome na urna, segundos antes do homem-mulher colocar a mão dele na urna. Cruzo os dedos, seria tão mais fácil se ele simplesmente me sorteasse...
- Canadá Hill! – ele grita fazendo microfonia.
Uma menina de dezoito anos sai da multidão de outras garotas de sua idade e começa a caminhar trêmula para o corredor da morte. Minha mente está a mil por hora. Devon irá sofrer, eu acho. Não posso deixá-lo. Ele iria ficar sozinho com um pai horrível... Mas por outro lado, este é o melhor jeito de morrer e mostrar ao Distrito 9 que a família McGrath tem, realmente, uma maldição. Mas eu não sei o que fazer...
Quer saber de uma coisa? Que se dane. Eu não estou nem ai. Devon irá me odiar, mas eu vou fazer isso mesmo. Ergui minha mão. Não ligando para as outras meninas aos meus lados que suspiravam após receberem a notícia de que não iriam para os Jogos. Embora a menina dos sorteio fosse mais velha e mais forte fisicamente do que eu, eu podia ver o brilho de medo que refletia em seus olhos, e os seus passos lentos enquanto era empurrada pelos Pacificadores até o palco. Assim que pisou no primeiro degrau, ergui minha voz, e pronunciei minha sentença de morte.
- Eu, Camille McGrath me ofereço como tributa para o Distrito 9.
Jonitt olhou para mim com seus olhos bicoloridos e os dentes pontiagudos como os de um lobo de caça. Ele sorriu. E logo mandou que a menina grandalhona e medrosa fosse tirada de lá, e que eu viesse. Ninguém veio me levar até o palco. Ninguém queria relar e mim. Eu não podia culpá-los, era uma sangue McGrath, um dos piores sangues, desde que meu pai, minha mãe, meu avô e minha tia foram mortos em praça pública, enforcados, pois a Capital suspeitava que meu pai estivesse roubando os lucros dela.
Meu sobrenome, de orgulho foi para desprezo, e eu hoje envergonho todo o Distrito 9, por estar viva.
Muitos devem estar felizes, sorrindo por dentro e dizendo que eu mereço ir mesmo para os Jogos, mas eu sei que não vão cantar de alegria enquanto meu irmão e meu tio estiverem na Colheita. Assim que cheguei ao final da escada que levava até o palco, me vire para Jonitt e ele segurou minha mão, a ergueu e pronunciou em voz alta.
- Camille McGrath! Primeira voluntária do Distrito 9!
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