Your Hunger Games II - Fanfic Interativa
4 Camille McGrath
Notas iniciais
Camille Reed McGrath
Quer saber de uma coisa? Que se dane. Eu não estou nem ai. Devon irá me odiar, mas eu vou fazer isso mesmo. Ergui minha mão. Não ligando para as outras meninas aos meus lados que suspiravam após receberem a notícia de que não iriam para os Jogos. Embora a menina dos sorteio fosse mais velha e mais forte fisicamente do que eu, eu podia ver o brilho de medo que refletia em seus olhos, e os seus passos lentos enquanto era empurrada pelos Pacificadores até o palco. Assim que pisou no primeiro degrau, ergui minha voz, e pronunciei minha sentença de morte.
- Eu, Camille McGrath me ofereço como tributa para o Distrito 9.
Jonitt olhou para mim com seus olhos bicoloridos e os dentes pontiagudos como os de um lobo de caça. Ele sorriu. E logo mandou que a menina grandalhona e medrosa fosse tirada de lá, e que eu viesse. Ninguém veio me levar até o palco. Ninguém queria relar e mim. Eu não podia culpá-los, era uma sangue McGrath, um dos piores sangues, desde que meu pai, minha mãe, meu avô e minha tia foram mortos em praça pública, enforcados, pois a Capital suspeitava que meu pai estivesse roubando os lucros dela.
Meu sobrenome, de orgulho foi para desprezo, e eu hoje envergonho todo o Distrito 9, por estar viva.
Muitos devem estar felizes, sorrindo por dentro e dizendo que eu mereço ir mesmo para os Jogos, mas eu sei que não vão cantar de alegria enquanto meu irmão e meu tio estiverem na Colheita. Assim que cheguei ao final da escada que levava até o palco, me vire para Jonitt e ele segurou minha mão, a ergueu e pronunciou em voz alta.
- Camille McGrath! Primeira voluntária do Distrito 9!
~~*~~
Estava deitada, olhando para o teto, enquanto Devon passava seus braços pelos meus ombros e dizia que tudo não passava de um sonho. Eu havia novamente meu pai e minha mãe sendo enforcados, titia ser castigada a morrer sendo queimada viva e vovô ser mutilado vivo. Tudo passava por minha cabeça, e tudo havia acontecido em praça pública. Onde todos podiam ver a desgraça de minha família.
- Não vou deixar eles fazerem mal nenhum a você. – Devon, meu irmão, prometeu.
Me encolhi em seu abraço e coloquei os braços sobre seu corpo, retribuindo seu carinho por mim. Ele sempre sabia quando eu iria ter pesadelos a noite, e sempre vinha dormir comigo quando acontecia. Titio não iria fazer esse ato de afeto, ele sente vergonha por ter de cuidar dos filhos de seu irmão imprestável e vigarista, como ele o chama. Devon me beija nos lábios e eu sinto o quente de seu beijo.
- Pode deixar, eu não vou deixar nada te acontecer.
Eu ainda estou em choque por causa do pesadelo, mas sinto mais medo ainda de estar sonhando quando Devon me beija. Somos irmãos. Ou pelo menos é o que titio diz. Ele fala as vezes que Devon é adotado, depois pede desculpas e diz que ele o encontrou na rua, no lixo e depois diz que ele é meu irmão de sangue.
- Eu te amo, Cami, e a gente protege quem ama. – Devon beijou minha testa.
De uns tempos para cá, venho percebendo que Devon está mais carinhoso comigo, e está tentando ganhar intimidade. O que eu dou facilmente para ele. Ele tenta tocar em mim, e diz que eu sou a melhor irmãzinha de criação que ele tem. Agora, com ele assim, me abraçando. Tocando em mim. Dizendo que mau algum irá acontecer comigo... Isso me deixa feliz. E principalmente seu beijo. Foi no momento certo que ele fez isso.
- Eu também te amo, Devon. – digo.
- Mas eu te amo de um jeito diferente. – ele fecha os olhos e encosta os lábios em minha testa, e adormecendo lentamente.
Não respondo nada. Eu já sabia que isso estava acontecendo, sabia que ele estava gostando de mim, mas não desse jeito. Não posso, não podemos. Eu estou determinada a entrar nos Jogos e eles sabe disso. Talvez Devon só esteja fazendo isso para mostrar o quanto irá sofrer se eu for para a Arena. Mas eu já prometi a mim mesma que irei fazer isso. Vou mesmo.
Ele dorme, e eu não consigo fechar os olhos nem por um segundo. E se eu sonhar novamente com a sentença de morte de minha família? E se eu sonhar com meu desempenho nos Jogos? E se eu não sonhar?
O dia começa, e depois de muitas horas do nascer do Sol, Devon acorda. Ele está com um mau hálito terrível, e suas olheiras são grandes, mas está perfeito. Com o braço por minha cintura, e o queixo em minha testa. Olho para ele, na esperança de receber um selinho, pelo menos, mas nada. Ele olha para mim, e parece tentar lembrar como foi parar na minha cama. Reviro os olhos e me levanto.
Estou usando meu pijama de flanela, branco-encardido e que está tão curto quando qualquer coisa, pois uso este pijama desde os 6 anos, quando meus pais foram mortos. Sinto o frio da manhã. Devem ser dez ou onze horas, pois Devon demorou a acordar, mas está frio. E o vento entra pelas persianas. Por isso saio da cama e fecho as cortinas. Deixando o quarto mais escuro, rompendo a entrada do Sol.
Devon ainda está na minha cama, com seu pijama de shorts e camiseta de regata, mas agora parece estar se lembrando do que aconteceu na noite passada, e está com a cabeça baixa, com vergonha de si mesmo. Corri para a cama, como uma criança boba e alegre, e pulei em seu pescoço, dando-lhe um beijo na bochecha, próximo a boca.
- Você vai mesmo pra lá? – ele perguntou, com certa dorna voz.
- Sim, Devon. Eu vou.
- E se você não voltar? – ele perguntou segurando meus ombros.
- Seja feliz. Encontre uma mulher e tenha muitos filhos... – ele me soltou e bufou, bravo – Devon, dê o meu nome para um deles.
- Eu nunca vou encontrar uma mulher como você.
- Devon, somos irmãos, não podemos...
- Não! Não somos irmãos! Eu sou filho de Yan. Não sou filho de seu pai. Você foi criada conosco, mas não é minha irmã. Só minha prima. Você não pode ir, Cami, não pode! – ele esta a vermelho e sem fôlego.
Beijei sua testa, mas ele me pegou nos braços e me beijou com intensidade. Sua língua tocou a minha e eu não protestei. Deixei que tudo fluísse normalmente. Ouvi a porta de meu quarto se abrindo, mas Devon não me soltou, ele segurava meu rosto, impedindo que eu cortasse o beijo, e procurava incansavelmente por minha língua, que tentava correr para dentro de minha boca. Suas mãos deslizando por mim, e eu me entregando a ele.
Alguém pigarreou: — Vamos almoçar, crianças.
Camille McGrath
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