Your Hunger Games - Fanfic Interativa
29 Samantha Chrsitopper
Notas iniciais
Samantha Christopper
Aquela droga estava começando e eu só queria dormir mais um pouco.
Minha vida não é o que se pode dizer de algo “legal”. Eu sempre fui a menina bonitinha do casal Christopper. Mas isso por que eles não sabiam o que ocorria em minha casa. Todos os dias minha mãe apanhava de meu pai, e eu assistia. Aos meus 5 anos, mamãe saiu de casa e prometer que viria me buscar. Ignorância minha acreditar naquela vadia. Foram 12 anos de puro horror e medo. Todos os dias meu pai trazia para casa homens de seu serviço, que em troca de míseras moedas me molestavam e me agrediam sexualmente. Depois, o dinheiro era gasto em bebidas, drogas e mulheres. Até o dia em que meu próprio pai fez isso comigo. Lembro-me de ter saído de casa por volta de meia noite, sem levar nada. Procurei por todos os lados minha mãe, mas ninguém do Distrito 11 sabia dela. Como eu não sabia fazer mais nada para me sustentar, vendia meu corpo em troca de um prato de comida. O dono da lanchonete quase todos os dias me chamava. Assim eu cresci. Mas não quero mais saber disso. Vou dar um basta nessa porra. Eu me voluntariei para os Jogos Vorazes.
º º º
Acordei e logo percebi o perigo que estava correndo. O garoto do Distrito 4 estava ao meu lado, aparentemente, me esperando acordar, para quando fosse me matar, visse meu rosto de terror.
– Não, por favor. – falei.
– O que? Eu não sou bem vindo? – ele perguntou.
– V-você não vai me matar?
– Vou. Mas por enquanto eu preciso de você. – ele ergueu uma sobrancelha para ver se eu havia entendido.
– S-s-sim, eu te ajudo. – respondi gaguejando.
– Ótimo. E é melhor que você não traia a minha confiança, se não vou ter de te amarrar, e eu não pretendo fazer isso, está entendendo?
– S-sim.
– Agora venha, aqui é muito vulnerável. Mas para ter certeza. – ele se aproximou. Pensei que fosse se aproveitar de mim, ou alguma coisa, mas somente tampou meus olhos com alguma coisa. – Para você não tentar escapar pelo mesmo caminho que veio.
E me pegou no colo. Colou-me em seu ombro e começou a andar tranquilamente. Estava desconfortável, admito, nenhum de meus fregueses lá do Distrito me tratavam assim, quando queriam algo que eu podia dar a eles.
º º º
O garoto tão alto e musculoso me colocou no chão tão delicadamente que estranhei se ele iria tentar algo comigo. Eu nunca mais confiei em um homem depois de minha adolescência perturbada.
– Está com frio? – perguntou meio sem jeito.
– Não.
– Quer comer alguma coisa?
– Vem cá, isso é sério mesmo? – perguntei muito desconfiada.
– Olha, eu só quero ser legal, ta certo? Ou se você quiser do jeito difícil... – ele mostrou o punho fechado.
– Hã-hã. – falei mexendo a cabeça negativamente.
– Foi o que pensei. – ele se sentou e encostou as costas na madeira.
Madeira?! Olhei em volta e notei que estava dentro de uma árvore. Sim, um tronco oco, deitado na floresta. A saída dele era repleta de raízes, o que não era evidente que eu tentasse escapar. O tronco era oco, mas percebi que sua madeira era muito resistente. O garoto estava relaxado, seguro de que ninguém tentaria invadir seu esconderijo. Pegou uma faca e começou a afiá-la com uma pedra. Olhei para o final do tronco, muitas, muitas armas por lá.
– Mas como...? – falei involuntariamente.
– Acontece que esses são Jogos diferentes, e em cada esconderijo há comida, armas e abrigo. Coisas que você usa para sobreviver. E eu também aproveitei que alguns Tributos estavam dormindo como um bebê e tomei alguns ìntens que os deixariam vivos. Principalmente o garoto do 12, só deixei uma corda e um apito idiota que não servira para nada.
Assenti. Ele encostou a cabeça no tronco da árvore e fechou os olhos. Ele iria dormir mesmo, comigo lá dentro? Tipo, ele não iria fazer nada? Ele... não iria... me... ah, me agredir ou coisas do tipo? Chamar-me de cadela e tudo mais? Afinal ele queria um favor! E o que mais os homens idiotas poderiam querer de uma pobre garota linda e indefesa?
Aconcheguei-me no tronco da árvore do lado onde eu estava sentada e me deitei também. Tentei dormir, mas eu estava com muito medo do que ele poderia querer fazer comigo. Eu tinha dezessete anos, e ele somente 14, mas era mais forte que eu, e era um homem. O que o tornava um imbecil, como todos os outros. Me remexi no tronco, tentando parar de pensar no que ele poderia faze comigo, e ele abriu os olhos.
– O que você quer, hein loirinha? – ele perguntou infezado.
– Eu é que pergunto!
– Eu só quero um favor seu, feliz?
– E você vai me matar depois?
– Claro.
– Então por que não fazemos isso logo e você me mata de uma vez?
– Por que coisas assim levam tempo.
– O que? – meu Deus, ele iria querer se aproveitar de mim todas as noites?
– Não é fácil controlar um Jogo feito pela Capital! – ele falou revirando os olhos.
– Mas espera, você quer que eu te ajude a controlar os Jogos?
– Basicamente.
– Mas você não vai me... não vai me... ahn, não vai...
– Não vou o que, loirinha?
– Ah, você não vai abusar de mim?
– Eu? Abusar de você? – ele começou a rir descontroladamente. – E por que eu iria fazer isso? Você enlouqueceu?
– M-mas...
– Olha, naõ é só por causa do seu rostinho bonito que eu vou querer alguma coisa que venha do seu corpo, e sim da sua cabeça.
– Então o que resumidamente você quer de mim?
– Sua inteligência.
Mordi os lábios. Não confiava nele, ainda. Mas sabia que não agüentaria mais ficar com os olhos abertos.
– Estou com frio, poderia me dar alguma coberta?
– HAHA, lindinha, eu disse naquela hora, se você não quis é por que não precisava.
– Falou certo, eu não preci-S-A-V-A, mas agora preciso.
– E quem disse que eu vou te dar.
– Tudo bem, se você não quer me dar, eu deito do seu lado e...
– Não! – ele percebeu que estava sendo descontrolado demais. – Tome, fique com minha jaqueta. E não peça mais nada a não ser que eu ofereça.
Assenti e me enrolei em sua jaqueta. Se continuasse assim, seria fácil conseguir o que eu quisesse dele. Pronto, eu estou viva para esses Jogos. Se o garoto do 4 quiser minha ajuda, eu o ajudo, mas vou enrolar, até o fim dos Jogos. Então ele vence e eu venço com ele! Volto pro meu Distrito e humilho eternamente meu pai. Sendo aliada, ou somente uma escrava, do garoto do Distrito 4, eu tenho certeza que posso sobreviver aqui nessa selva.
Samantha Christopper
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