Notas iniciais
ùltimo capítulo de hoje! =( Mas foi legal, não?

Samantha Christopper

Assim que abri os olhos, o mundo ao meu redor estava mudado. Eu estava de cara com o tronco de uma árvore. A minha direita e a minha esquerda. Eu estava dentro de uma árvore. Não! Não! Não! Ele esperou eu acordar para me torturar e me matar enquanto eu estivesse acordada...

- Você está melhor? — a voz doce de Artur me fez sair de meus pensamentos.

Me sentei. Ele segurava uma tigela, com sopa fria, e uma garrafa de água. Minha boca estava com gosto de sopa fria e água parada. Era veneno, só podia ser.

- Espero que esteja. — ele ofereceu a garrafa, e eu peguei. — Ficou apagada por três dias.

- V-você cuidou de mim?

- Mas é claro! Não é isso que os aliançados fazem?

- E-eu não sei!

Me arrastei para trás, ele avançou. Fiquei encularrada entre as armas no final do tronco e Artur. O que era morte certa. Ele não podia estar falando a verdade! Não podia! Eu o odeio! Ele avançou, mesmo que o corpo já cobrindo o meu. E me deu o maior soco que eu poderia receber. Mas foi um soco bom. Um soco com os lábios.

- Hmmm... — o empurrei. — Que nojo!

- Hein? — ele ergueu uma sobrancelha. — Nojo? Da pessoa que te salvou um segundo antes de morrer? E teve paciência de dar colheradas de sopa na sua boca? Não sei se me conhece, mas sou o "garoto do Distrito 4", o temído! Não é da minha parte fazer coisas desse gênero.

- Por isso que eu desconfio!

- Ah, cale a boca, eu sei que você gostou.

Senti minhas bochechas queimarem. Aquele menino de quatorze anos, com pele morena e músculos sedutores estava me fazendo ficar constrangida, eu uma mulher de quase dezoito anos. Ah, fala sério.

- Sinto muito, mas você parou o último beijo que eu iria te dar. — ele ergueu as mãos.

- O que? — indaguei

- Que foi? Se interessou de repente?

Ahh! Que raiva dele!

- Você sabe que eu quero ficar do seu lado. — pousei minha mão na sua.

- Mas infelizmente não podemos. — ele puxou sua mão. — Temos que nos concentrar no jogo. Temos pouco tempo... E além disso, eu nunca iria ficar com você! Samantha, você tem 18 anos! DEZOITO! Eu tenho 14! QUATORZE!

Um soco em meu coração, e uma escuridão me afundando em nada.

- Mas você disse que...

- Ah, foi só charme que eu joguei pra cima de você, esqueça...

Esquecer? Impossível! Ela quase havia se declarado para mim! Artur do Distrito 4 se declarando para mim!!

- Mas... Nossa estratégia...

Ele me explicou várias coisas que fizeram minha cabeça doer. Ah, fala sério, eu havia acabado de acordar de um coma e ele já queria por estratégias de combate na minha cabeça! Mas eu ouvi, calada. Até ele parar de falar.

- Eu senti sua falta... — sussurrei.

- Eu também senti a sua, mas a estratégia...

- Cala boca, Artur, é sério, eu senti saudade...

- Ta bom, eu também senti, mas acontece que...

- Mas que droga! Quer calara boca? Eu senti saudade dos seus tapas e empurrões...

- Também senti falta das suas piadas sem graça e dos seus jogos de carta, — ele sorriu. — Bem, é meio chato ficar 24 horas sozinho...

- OU pasando fome e frio... — acrescentei, e ele assentiu.

- Me desculpa, mas pensei que você estivesse me atrasando.

Minha vez de assentir. Me deitei, em suas pernas, e olhei para seus olhos castanhos-claros. Me senti acolhida e protegida, assim que fechei os olhos.

Notas finais
Não ficou como o capítulo original que eu havia escrito e o Nyah travou, mas ficou bom. Respondendo: O Artur gosta da Sam, mas sbe que ela e ele nunca dariam certo juntos. Afinal, a diferença de idade é bem grandinha...