Notas iniciais
Para compensar, mais um capítulo!

Samantha Christopper

Descobridor dos Sete Mares — Lulu Santos [N.A. *--*]

Eu me aproximei dele. Não queria parecer sensual. Nem um pouco atraente. Queria ser eu mesma. [N. do Artur: Sam se aproximava de mim com um olhar tão sensual e um corpo tão atraente que me fazia querê-la mais e mais. Até perder a noção]. Continuei. Queria mostrar a ele que aquilo não era um teste. [N. do Artur: Aquilo estava parecendo um teste.]. Coloquei de leve as mãos por dentro de sua camiseta. Fui subindo devagar. Vendo os olhos de Artur quase revirarem dentro das órbitas. Sim, eu já havia visto muitos outros homens com quem dormira daquele jeito. Mas Artur era diferente. Eu não me sentia um lixo com ele daquele jeito. Nem uma prostituta. Eu me sentia leve. Feliz. Feliz por fazê-lo feliz.

Aproximei de leve minha cabeça em sua direção, tomando cuidado para não ir rápido demais. Afinal, eu tinha quase dezoito anos, e Artur somente 14. Como eu poderia me apaixonar por um cara quatro anos mais novo que eu? Já havia dormido com homens de até quarenta anos, e nenhum deles me fazia querer mais.

Quanto mais me aproximava dele, mais minha pele se arrepiava. Calafrios subiam meus braços e pernas, e arrepios pelo meu ventre. Quando estava próximo uns vinte centímetros, ele interfiriu.

- Você está cometendo um erro.

- Minha vida é um erro. – respondi.

Quando estava à dez centímetros, ele me previniu novamente.

- Você está em perigo.

- Eu corro perigo todos os dias.

Cinco centímetros.

- Você está cometendo um erro muito grande. – ele falou vendo-me a menos de três centímetros de seu rosto. Era agora ou agora.

E antes que eu cometesse o maior erro da minha vida, só falei.

- Acho que vou te beijar.

Quando senti o impacto de minhas costas na madeira sólida da nossa toca, quase pensei que iria quebrá-la. O ar saiu de meus pulmões, e demorou até recuperá-lo. Só via os olhos de fúria de Artur em meu rosto. Pensei que havia conseguido. Não, não pense que eu sou uma doida. Mas Artur talvez estivesse querendo mais um beijo, dessa vez bem mais emocionante...

- Eu devia te matar por isso! – gritou.

- Mas não vai matar. – falei.

Ele me lançou mais um olhar fulminante, o que me disse que eu estava muito errada. Pensei que realmente era meu fim. Não teria escapatória. Ou era minha vida, ou ele estava brincando comigo. Acho que se era uma brincadeira, estava dando certo.

Me virei de costas para ele e comecei a chorar em silêncio. AH, fala sério! Eu chorando? Onde já se viu? Ninguém havia me feito chorar antes. Somente minha mãe. Mas ela foi algo importante. Mas por algum motivo eu sentia que Artur também era algo importante. Não! Eu não poderia estar apaixonada por um pirralho de 14 anos que só batia em mim e que me tratava como uma desmiolada. Mas algo dentro de mim estava vazio. Como se ali tivesse saído algo que permanecera por muito tempo. Queria chorar e gritar. Mas também não queria que Artur notasse que eu estava me sentindo tão mal a ponto de chorar. Ouvi uma ventania, e Artur voltou com um vidro em mãos.

- É para você. – ele me entregou.

Peguei sem responder. A voz de Artur não aparentava ele ter mudado de ânimo ou se arrependido do que havia feito. O que eu mais queria era ter continuado com meus lábios nos dele. Aquilo tinha sido tão bom. Tão real. Como se eu realmente estivesse beijando-o. belisquei meu braço para comprovar se não era um sonho. E doeu. Enxuguei os olhos e abri o rolo de papel.

“Você é a pior atriz que eu já treinei, Samantha Christopper!”

— R.M.

- Vai se fuder. – falei em voz alta.

- VOCE DISSE OQUE? – Artur se virou.

Pronto, adeus mundo!

Notas finais
Reviws...