Your Hunger Games - Fanfic Interativa
43 Samantha Christopper
Notas iniciais
Samantha Christopper
Airplanes B.O.B ft. Jayke Williams
Me segurei para não perguntar o que estava acontecendo com Artur. Ele estava diferente. Mais cauteloso e silencioso. Não sorria, só fazia o que qualquer um numa floresta sem nada para fazer faria. Ficar afiando sua faca. Aquilo já estava me irritando profundamente. O barulho da lâmina da faca raspando na pedra... Ai!
- Quer parar com isso? — pedi.
- Você vai fazer isso para mim? — ele parou de afiar a faca e me encarou.
- Eu poderia fazer coisa melhor com você! — só depois eu percebi que a minha frase não saiu como o esperado.
- Tipo...?
- Caçar... — falei tentando arrumar as coisas — Matar pessoas...
- Mas ninguém vem para cá. Como vamos matar?
- Mas é por isso! Vamos sair dessa toca!
- Não. Eu prefiro ficar aonde eu conheço. Se você quiser ser atacada por algum animal selvagem, fique a vontade.
- Mas é por isso que existe nossa parceria! Eu entro em perigo, você ajuda!
Mas ele parecia decidido a ficar dentro daquela árvore. AH, homens! Eu não queria mais ficar ali dentro! Pensei que me juntando a ele poderia matar pessoas a cada segundo que se passava, mas ele só queria ficar dentro de sua árvore. Ele estava concentrado, como se recebesse algo importante. O que eu realmente não entendia.
- O que foi? — perguntei.
- Nada. — ele respondeu como se não fosse realmente nada.
- HUm... — respirei fundo — Que tal fazermos alguma outra coisa, para variar?
Ele fungou e parou novamente de afiar a faca. Me encarou e a colocou de lado.
- E o que você sugere?
- Ham... Não sei, talveza gente podia conversar um pouco.
- Mas a gente pode fazer isso enquanto eu afio minha faca...
- AH! Por favor! Não há mais nada que você saiba fazer além de afiar uma faca?!
- HAHA — ele riu — Tudo bem, vamos conversar.
- Certo.
- Quando você acha que eu vou te matar?
- O que? Como assim?
- Ora, você já se esqueceu que eu vou te matar?
- Bem, eu pensei que nós ganharíamos esse jogo juntos...
- Não é assim que funciona comigo. Eu falo algo, eu cumpro.
- M-mas... Eu quero ganhar os Jogos! Com você!
- Fofinha, nem tudo é o que nós queremos.
- Mas nem tudo é o que dizemos. Você nunca me mataria. Se fosse me matar, já teria feito!
- Você tem razão em uma coisa, eu já poderia ter feito, mas isso não quer dizer que eu não vá te matar. Aprenda, nem sempre é bom confiar em estranho...
- Mas você não é um estranho! Você é Artur, o Impiedoso, do Distrito 4, que tem o mesmo caminho que eu. Artur, nós dois perdemos nossas mães, e elas eram as pessoas mais importantes para nós. Eu sei é isso. E pode ter certeza que eu sofri mais do que você. Eu me envergonho de quem sou, mas sei que não sou culpada por ser assim. Você também não. Mas não quer dizer que precisemos fazer assim. Você me entende?
- Não. E não é por causa de um grande discurço que você vai mudar minha vontade.
Dei de ombros.
- Eu vim para esse Jogos para morrer, mesmo.
- Você é muito estranha! — ele sorriu.
- Percebeu que é a primeira vez que você realmente conversa comigo?
- Ham... E-eu não queria deixar tão na cara...
- HUm... E ficar me evitando e se fechando.
- Eu estava com medo de você fazer mais um de seus testes.
- Mas quem disse que você tem que ter medo deles?
- Quem disse que eu estou com medo deles?!
- Você...
Ele ficou com a cabeça baixa. E eu falei:
- Você está tentando me agradar?
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