Your Hunger Games - Fanfic Interativa
44 Leo Frangz II
Notas iniciais
Leo Frangz
- Mas que tal a gente juntar todos os outros Tributos para lutarmos contra o Garoto do Distrito 4? – sugeriu Ivanny.
- Como assim? – perguntei.
- Todos temos medo dele. E agora que você disse que essa tal de Samantha está do lado dele, sabemos que ele é mais forte. Não acredito que uma garota do Distrito de Rue poderia ser tão má.
- Quem disse que só por que Rue era uma garotinha boazinha os outros podem ser também?
- Eu só estava pensando alto. – ela falou irritada.
Quase me soquei ali mesmo. Como é que eu estragava o meu momento com ela? Eu sou tão idiota! Ela estava tão de bem comigo, até já tinha conseguido segurar na mão dela! Ai eu dou uma de Jô Soares e BUM! Ah, por que só acontece comigo?
Ivanny se afastou e começou a olhar para as árvores perto de sua nascente, como se aquilo fosse muito interessante. Lupi chamou a minha atenção, e depois balançou a cabeça na direção de Ivanny. Cavou o chão com a pata dianteira e mostrou a língua.
- Tem certeza? – perguntei.
- Au! – não me pergunte por que meu lobo imitou um cachorro.
Aproximei-me silenciosamente de Ivy e fiz o que Lupi mandou. Peguei-a no colo de uma só vez (sim, minhas costas até doeram) e a coloquei por cima do ombro.
- PARA LEO! Seu débil mental! – ela gritava.
Enquanto ela se debatia, e socava minhas costas inútilmente, fiz cócegas em sua barriga, até ela parar de me bater e começar rir.
- Para... – rindo – Seu – rindo – Lindo – rindo.
A coloquei com muito cuidado deitada nas raízes de uma arvore. Ela segurava em meus cabelos, e sorria com o sorriso mais lindo do mundo. Claro, depois do da minha mãe. Senti suas mãos deslizando pelo meu rosto. Mas o frio era tamanho que não sentia mais do que isso.
- Eu sou lindo, agora?
- Sempre foi. – corrigiu.
Sinceramente, todo menino diz que nunca gostou dessas coisas melosas e tudo mais. Mas eu sempre ficava pensando em como iria tratar minha esposa. Chamaria ela de meu amor e de minha princesa, e abraçaria, e sim, eu pensava em quantos filhos teríamos. No mínimo sete. Ter muitos filhos no meu Distrito não é algo muito sobrenatural. E sim, iria todas as noites dormir no estilo conchinha com ela. Mas Ivanny nunca deixaria isso...
- Você não acha isso meio clichê? – ela perguntou
- Não, com você é totalmente diferente.
- Olha ai! Ta sendo meloso de novo.
- Você não gosta? Eu podia estar matando, te prostituindo, mas estou te chamando de minha princesa.
- É, eu prefiro assim. – e me deu o beijo mais encantador da minha vida.
Não, por mim nem precisava dessa última fala dela. Na verdade não precisava de nada. Só ela me beijar já tava ótimo. Mas acho que com esse clima que estava se formando ali, com certeza isso iria acontecer. Então, pensando melhor, seria bom enrolar. Opa, desculpe estou indo rápido demais. Vamos ao ponto principal.
A água da cachoeira era contínua, e os tordos cantavam. Minha alma dançava em minha mente, e minha língua na boca de Ivanny. Sim, eu quase parei aquilo. Com certeza havia feito algo de errado. Nunca vi nenhum casal se beijando daquele jeito em meu Distrito. Com certeza estava fazendo errado. Mas Ivy não parava. Bom, não sei se no Distrito dela isso era normal, mas para mim, eu estava sendo o mais ridículo de todos os caras do mundo! Isso por que quando ela colocou as mãos quentes na minha barriga gelada eu me arrepiei instantaneamente. Eu já havia lido muitos livros. As vezes nem me lembrava de todos. Mas os que eu sempre me lembrara era daqueles livros de romances pesados. E isso estava parecendo um deles. Eu não tinha domínio sobre meu corpo. E senti que Ivanny também não tinha sobre o dela. Quando dei por mim, eu já segurava sua cintura, e estava prestes a adentrar sua camiseta. Claro, algo tinha que atrapalhar.
- AUUU! – gritou Lupi indignado.
Sei o que ele queria dizer com isso. “Eu disse só fazer as pazes! Não criar filhinhos!”. Ivanny parou, assustada. Lupi já havia dado esse sinal. Quando muitos animais selvagens estavam avançando para o acampamento. Por isso, também fiquei meio atento. Mas quando ela percebeu que era só o ciúmes de Lupi, riu e me abraçou. Acho que foi ai que percebeu que estava com as mãos dentro da minha camiseta.
- Ahn.. Me-Me desculpe! – pediu.
- O que? Ah, isso... – falei sabendo que estava corado.
- Meu Deus! O que foi que fiz? – ela falava para si mesma.
- Basicamente, você soltou seu lado romântico. – falei.
- Você parece uma menina patricinha, falando assim! – ela discriminou.
- Ei! Eu leio romances, só isso.
- Eu disse que parecia uma menina patricinha! E pior, do Distrito 1!
- Mas a Mya não era patricinha...
Ela fez uma careta como se dissesse “Eu estou dizendo de uma forma geral”. Pisquei para ela e fiz a pergunta que menos era provável.
- Sou magrinho?
Ivanny quase morreu sufocada de tanto rir. Ela ria tanto que pensei que minhas mãos em sua cintura estavam fazendo cócegas nela. Mas quando parou, ela respirou fundo, e respondeu.
- Está em forma. Mesmo que o Garoto do Distrito 4 seja muito melhor...
- O QUE? – quase dei a louca lá.
- Calma... – risos – Calma... – risos – Eu estava brincando, bobão!
Fiz uma careta e ela passou as mãos pelos meus braços. Admito que tentei deixá-los mais rígidos, para que ela pensasse que eu fosse de alguma forma um tanto fortinho. Mas este foi meu pior erro. Ela beliscou meu braço de um jeito afetivo. Mas como eu estava com ele rígido, doeu pra caramba!
Tentei ficar firme, mas chacoalhei os braços por um tempão. Ela ergueu uma sobrancelha, e eu dei de ombros.
- Não sabia que eu era tão forte assim. – ela comentou.
- Nem eu.
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