Your Hunger Games - Fanfic Interativa
4 Mya Kitten
Notas iniciais
Mya Kitten
E lá vamos nós. Mais um dia de trabalho. Mais um dia de crimes.
Vejo meus irmãos Tina e Sebastian indo treinar na arena de nosso distrito.
Espero que tudo seja fechado.
Por sorte, minha mãe dorme como uma pedra e meu pai sai cedo para trabalhar nos rios.
Abro a janela e vejo o sol no meio do céu. Meio-dia, horário perfeito para trabalhar.
Antes de eu te contar, prometa que será nosso segredo! Jure solenemente, coloque um dedo no peito e trace um X. Este é um antigo costume de meu distrito. Feito isso, você não pode quebrar o juramento, e se quebrar, morre.
Pulo a janela com facilidade.
Eu trabalho roubando o que, certamente, as pessoas não precisam.
Já estava começando a correr, quando me lembro da carta. Volto e a pego debaixo de meu travesseiro.
Tenho que ser rápida, as 2:00 horas da tarde iram passar algo da Capital aqui no meu distrito, e se vem da Capital, não é coisa boa.
Esse ano, como fiz 12 anos, comecei a treinar na arena para os Jogos Vorazes. É ilegal, mas meu distrito é o favorito da Capital pois somos nós os responsáveis por produzir suas jóias, e por isso ganhamos algumas exceções.
Minha irmã e meu irmão vão todo dia lá. Eles já têm mais de 14 anos. Têm mais chances de sair no sorteio.
Meu distrito é rodeado por grandes muralhas de concreto, para impedir uma tentativa de fuga. Ou de entrada. Para você conseguir sair de meu distrito, é fácil, se você for magro, principalmente, tiver coragem e ser muito bom em segurar a respiração. No fim das muralhas, há grades para que o rio possa fluir continuadamente. Se você prender a respiração e nadar por essas grades, consegue sair daqui.
Passei e me pus a caminhar na trilha dentro da floresta que rodeava todos os distritos. O mais próximo era o 4. Eram uns 15 minutos aproximadamente até atravessar a mata e chegar lá.
O distrito 4 fez sua proteção com grades e minas terrestres explosivas. E ele é o encarregado de produzir explosivos, pólvora e armas para a Capital, então, tome cuidado ao tentar invadir este distrito.
É proibido alguém de outro distrito pisar no distrito vizinho. Mas eu sou uma garota fora da lei. E sabe que as garotas fora da lei são... Ahn... Tipo... Fora da lei.
Subi no galho de uma árvore baixa e saltei por cima das grades elétricas de alta voltagem.
Era véspera da colheita, e todas as persianas estavam fechadas. Todos estavam trabalhando, ninguém queria perder tempo.
A única casa que fica aberta 24 horas por dia é a casa do dono da loja das armas e facas. A residência dele fica em cima de sua loja.
Escalei a parede da loja e pulei para dentro da janela. Na mesa uma decoração linda e deliciosa de um prato de biscoitos. Peguei seis biscoitos da bandeja e instantaneamente queimei minhas mãos brancas e avermelhadas pelo frio. Coloquei nervosamente as guloseimas dentro do bolso do casaco de meu irmão. Eu sabia que estava sendo vigiada por ele. O menino.
Vou lhe contar:
Eu tinha apenas seis anos quando meus irmãos me levaram para fazer meu primeiro assalto.
Olhe, nossa família não é rica como pensam nos outros distritos, nem temos jóias em casa. Somos do distrito 1, o distrito que produz jóias, ouro, rubis e muitos outros diversos. Meus irmãos e eu estávamos morrendo de fome, e já tínhamos sido pegos por roubar batatas do Mercado das Pulgas, como chamamos aqui o comércio. Então por isso resolvemos ir até outro distrito e roubar de lá, já que ninguém nos conhecia.
Meus irmãos entraram na loja de revolveres e me mandaram ir escalar a parede da loja e pular dentro da casa do proprietário. E fiz exatamente isso. Entrei com um pouco de dificuldade, já que nunca havia pulado nada muito maior do que o degrau da minha casa. No segundo andar, lá estava a janela da cozinha. E na cozinha, a bandeja de biscoitos. Saindo fumaça. Invadindo minhas narinas e me fazendo flutuar de tão bem cheirosos.
Coloquei todos os biscoitos dentro dos bolsos da jaqueta e das calças. Ouvi um ruído e corri para a janela. Já estava com uma perna para fora, quando vejo o ruivo menino com os olhos azuis arregalados.
– É seu. — disse ele e me entregou um biscoito que deveria ter caído de meu bolso.
Assenti e peguei o biscoito das mãos gélidas e tremulas do garoto. Ele deveria ter oito anos. Dois anos mais velho que eu.
Desci a parede com cuidado e corri com meus irmãos que já estavam me esperando.
E desde então, venho cometendo roubos no distrito 4. Sozinha. Meus irmãos não sabem de nada. eu gostei de roubar. E com o tempo, fui desenvolvendo técnicas especiais para esse tipo de coisa. Sei escalar. Pular bem alto.
Mas eu e o ruivo nunca mais nos vimos. Pelo menos eu não o vejo. Minha audição é extremamente boa e consigo detectar qualquer ruído. Desde de algodão caindo em carpete, até os passos de um menino ruivo do distrito 4, temendo que eu o veje, me vigiando. Sei me mover utilizando as sombras e o sopro do vento. Com o vento e as sombras a seu favor, você nunca será visto.
Sei que em algum lugar daquela cozinha, ele sempre me vigia, roubar os suculentos biscoitos de sua mãe.
Mas dessa vez, não vou fingir que não sei que ele está lá. Escrevi uma carta para ele. Contando tudo sobre minha vida, o por que de roubá-lo e pedindo desculpas.
Coloquei a carta na mesa, dentro da bandeja de biscoitos.
– Eu sei que você está ai. — falei.
E sai pulando a janela. Comecei a correr quando já estava no chão. Mas um grito me fez parar.
– Gatuna! Ei, volte!
Olhei por cima do ombro e vi o ruivo na janela acenando e balançando a cabeça num sinal para que eu voltasse.
Escalei a parede novamente e fiquei escorada na janela, pisando nos telhados.
– Você me chamou do que? — foi a única coisa que consegui pensar para dizer no momento.
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