Notas iniciais
Maims um Tributo

Lucius Sylvester

Acordei com uma dor imensa na cabeça. Algo estava errado. Alguém estava acima de mim, e ficava batendo em meu corpo. Alterando na cabeça até a barriga. Minha visão estava turva. O pedaço de metal que a pessoa usava já estava torto eu ainda estava um pouco inconsciente.E então algo o fez parar. Ele se virou e começou a atacar o nada. Mas então percebi que o nada na verdade era a silhueta de uma garota. Não muito alta, não muito magra. Parecia delicada, mas com uma determinação grande.Quando o menino caiu, derrotado, a garota me estendeu o braço e eu segurei. Ela me ajudou a levantar e então deu um soco no meu estômago.

– Dá próximo vez vê se para de ser dorminhoco. – falou. – Agora vem, não quero meu aliado em apuros ou vulnerável demais.

Não estava com a consciência boa para responde-la, mas eu não estava acreditando que aquela garota me queria como aliado. Mas deixei que ela me levasse até um pequeno laguinho, onde nos sentamos e ela começou a limpar meu rosto, que logo notei estava cheio de sangue seco.

– Qual seu nome? – perguntou.

– Lucius. – respondi com ar em vez de voz.

– Prazer, sou Arya Black – falou – Distrito 5, e você?

– Onze. – respondi sem forças.

Ela sorriu e viu eu tentando pegar a água do lago para beber, e logo fez concha com as suas mãos e pegou um pouco de água, pondo-a em minha boca. Bebi com vontade, estava morto de sede. Isso refrescou minha garganta e eu fiquei um pouco mais disposto a falar com ela. Agora que estava me sentindo melhor, percebi que ela era muito linda. E o jeito estranho que mexia as sobrancelhas enquanto limpava meu corpo, cheio de sujeira e sangue.

– Não tente fazer esforço, vai sentir-se melhor em alguns minutos. – falou quando terminou de me limpar.

– Tudo bem. – falei – Eu agüento.

– Ora, por favor, não me faça ter de te dar mais um soco!

Sorri e ela percebeu que eu encarei aquilo como uma brincadeira. Ficou a me olhar por um longo tempo, enquanto não tínhamos nada para que falar. O treino estava rolando, mas acho que ela não estava nem ai para ele. Mas então percebeu eu pensando e acho que pensou que eu estava percebendo ela sorrir para mim, sim eu estava percebendo seu mini sorriso se abrindo. E logo tirou um cinto da cintura e me entregou.

– Tente não morrer. – avisou.

– Vou fazer de tudo para não deixá-la triste. – ri.

– Mas quem disse que eu vou ficar triste se você morrer?- ela sorriu.

– Eu disse. E seu sorriso me disse.

Sorrimos um para o outro e percebi suas bochechas rosadas. Por que ela estava acanhada? Por que estava rolando um clima? Por que havia me ajudado? Por que eu estava me aproximando dela?

Os olhos dela se fecharam e eu percebi que os meus também, assim que tudo ficou escuro. Já era para mim ter beijado ela! Estava demorando demais. Abri os olhos esperando ver ela rindo da minha cara enquanto eu estava pensando que realmente ia beijá-la.

– Luci! – um grito engasgado me fez abrir realmente os olhos.

Olhei para frente. Um cara de dois metros de altura segurava Arya pelo pescoço, e o virou com as mãos. Ela caiu adormecida, mas mesmo já sabendo que ela havia saído do treino, ele olhou para mim e sorriu. Pegou Arya antes que sumisse na terra e beijou seus lábios dormentes. Senti a mais pura raiva que eu poderia sentir. Dei um passo a frente para correr até o canalha e matá-lo. Mas quando coloquei o pé no chão, fui arremeçado para cima, e percebi que havia caído em uma armadilha, com um pé preso numa corda, e de ponta cabeça.

– Ei! Me solta! Cara, me solta! Isso é jogo sujo! – reclamei.

– Não, isso é Inteligência e estratégia. Cuidado onde você pisa. – falou e lançou a faca do cinto que Arya me deu.

A ultima coisa que vi, antes de cair de cabeça no chão, foi a corda do meu pé se cortando.

º º º

No segundo dia de treinamento, não consegui encontrar Arya, mas ela me encontrou. Não sei como, mas ela aparecia do nada, saindo de lugar nenhum. Como mágica. Me explicou que aquele cara que havia nos tirado do treino do dia anterior era do Distrito 4. E que ele era um impiedoso que não dava mole para ninguém. Pensei se ele já havia gostado de alguém, na vida. Mas creio que não.

Também me contou que quando era criança, o cara gostava de pegar gatos indefesos e enfiar espetos nos ânus dos animais até atravessarem a cabeça, e depois pendurar nas casas das pessoas, para assutá-las. E que seu único ponto fraco, era ser confiante em todas as suas escolhas. Logo de cara percebi que ele era o mais forte oponente, e que eu nunca conseguiria vencê-lo. E por isso, ele me matou novamente no treino.

º º º

No terceiro treino, e ultimo, nós acordamos em uma arena grega cheia de armas espalhadas pelos cantos. Uma voz me fez acordar de verdade, eu sou muito dorminhoco quando estou com preguiça, e basicamente, eu sempre estou com preguiça.

– Bem vindos a mais nova inovação novástica da Capital! A arena grega. Aqui, vocês trabalharam em equipe. Escolham seus pares em 10 segundos, que não tiver um, será automaticamente excluído. Assim que seu par morrer, você assumirá o poder de vencer a todos sozinho. Se morrer, bom, não terá mais treino para você hoje. Se dentro de 5 minutos, não tivermos um vencedor, bem... Todos explodiram. Não de verdade, mas isso valerá nos Jogos. Bom, por enquanto é isso. Bom treino, e que a sorte esteja sempre à seu favor.- a voz do Grego, o cara que vai narrar os Jogos desse ano, ecoou pela carnificina.

Isso foi o aviso, de que o inferno havia começado.

\"\"

Arya Black


\"\"

Lucius Sylvester

Notas finais
Elogios? Reviws? Recomendações? Favoritos? Críticas? Sempre bem vindos! Fichas ainda abertas!