Your Hunger Games - Fanfic Interativa
19 Angela Moore I (Final)
Notas iniciais
Angela Moore (Final)
Leo sorriu e agradeceu por ter passado a manteiga a ele. Hoje a tarde seria o primeiro dia de treinamento. No total seriam três dias de treino, estava ansiosa por eles. Limpei a boca com o guardanapo e me levantei.
- Vou me arrumar. – falei.
Katniss assentiu e eu fui para meu quarto. Em meu quarto estava uma roupa com o número 12 nas mangas e na cor preta. Calça também preta. Ela era feita com um tecido de metal. Katniss entrou assim que eu terminei de me trocar.
- Vamos, temos que descer. – avisou ela.
- Eu ainda não prendi meu cabelo! – reclamei.
Ela sorriu e começou a arrumar-me, fazendo uma trança até o meio das costas, com as madeixas castanhas fez ondas e enfeites que deixou a trança linda.
- O Leo é bonito, não? – falou normalmente, com a maior simplicidade do mundo.
- Ah, Não sei... – respondei meio sem jeito.
- Fale a verdade. – ela começou a trançar meu cabelo um pouco mais devagar.
- Um pouquinho...- respondi.
- Sei...
Ela acabou de prender meu cabelo e segurou minha mão. Andamos em silêncio até o elevador que nos levaria a arena dos treinos, no subsolo. Lá estavam Peeta e Leo, conversando camaradamente. Uma mulher me ofereceu um pouco de água, e a Leo também. Logo depois, adormeci.
º º º
Acordei deitadaem meio as flores. Me levantei. Elas estavam na minha cintura, de tão altas. Percebi um estranho movimento entre elas. O que me fez abaixar novamente. Me escondi em meio a elas. Quando deu quatro segundos, percebi um outro movimento nas flores. E enquanto abaixava, senti algo em minhas costas. Uma aljava cheia de flechas. Mas não flechas comuns. Flechas maiores e mais fortes, feitas para serem lançadas com as mãos. Percebi mais alguns movimento e preparei o instrumento de morte. Não vi o rosto de quem era, só lancei o dardo. Em sua roupa havia o número 7 e logo foi sugada pela terra.
Andei até sair do meio das flores, o que levou um tempinho... Peguei uma flecha e a preparei pondo-a por cima do ombro e deixando pronta. Não demorou muito até outro alvo aparecer. Um garoto de cabelos ruivos e com o número 4 na camiseta. Ele tremia e andava com medo até das árvores, o que me deu a entender que estava sem armas. Então decidi entrar o assustando e lhe dar uma flechada. E logo que fiz isso, fui pega de surpresa pelo som do disparo de sua arma. Pulei gritando “Aaaahh”, mas no fim, só gritei de dor. A arma me jogou longe, e eu logo fui sugada pela terra.
º º º
segundo dia de treinamento foi pior ainda. Acordei no meio da neve, com os cabelos cheios de gotículas de água congelada. Me levantei com as mãos congeladas. Senti algo nelas, e logo percebi a arma de fogo que eu portava. Me desesperei, eu não sabia usar isso! Não sou do Distrito 3, o Distrito que produz esse tipo de coisa!
Por isso, quando dei por mim, estava já nas mãos do garoto do Distrito 4. Morri de uma forma rápida, o que me deixou feliz. Ele torceu meu pescoço e logo me jogou no chão, deixando-me ser devorada pela terra.
º º º
o terceiro... nem me fale. Era o terceiro e último dia de treinamento, e eu já dava glórias por isso. Acordei dentro de uma sala de arquitetura grega, chão de mármore negro. Desenhos de pessoas morrendo e monstros de sete cabeças. Achei bem legal. Todos estávamos lá. As regras foram dadas, formavam-se duplas, quem não formasse só saia do treino, e lutávamos por duas coroas de louros. Ótimo. Foram dados 10 segundos para serem escolhidas as duplas. Eu quis ir com Leo, mas ele já tinha companhia. Uma garotinha de doze anos do Distrito 1, de aparência bonita. O que me deixou com um pouco de ciúmes. Mas fazer o que? Pareciam bem amigos, e até se abraçaram. E ela perguntou sobre um tal de Lupi... mas esquece.
Um garoto puxou meu braço e falou entre os dentes:
- Você vem comigo, lindinha. – ela era do Distrito 8 e cheirava a cigarro.
Não me importei e concordei com ele. Um sinal foi dado e todos começaram a lutar. Fiquei desorientada e procurando um oponente. Mas todos estavam ocupados demais. Bem, nem todos. Fui tirada do chão assim que alguém passou o braço pelo meu pescoço e me enforcou. Senti meus olhos quererem saltar para fora das órbitas, e formigarem, se é que isso é possível. Meus pés se mexiam freneticamente e minhas tentavam frustradamente tirar o braço do garoto de mim. Vi na manga de sua camisa o número quatro, e logo percebi que não havia como escapar. Senti um enorme vazio dentro de mim. Tentei sugar ar com a boca, mas não consegui. Meus olhos foram se fechando e o mundo se apagando para mim.
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