Notas iniciais
Ultimo capítulo do Leo... que dó... mas ele logo volta. Vou fazer o seguinte: Serão três capítulos narrados por um Tributo, tirando o Capítulo de apresentação. Assim, todos os Tributos narram. Mas o Leo não vai morrer tão fácil! Nem a Mya... que todos pensam que vai morrer na Cornucópia... nem o.. A deixa eu calar a boca... Bom capítulo, Tributos!

Leo Frangz

Misery — Maroon 5

Sim, eu estou meio afim dela, por quê? Tem problema? Foi o que pensei, claro que tem problema! Ela é de outro Distrito, e me odeia. Não sei por quê. Mas eu ainda vou conquistar ela. Pode apostar em mim. As apresentações nas Carruagens foram normais. Minha roupa era preta, como sempre é no Distrito 12, e alguns desenhos de fogo estavam brilhando e dançando por ela, como se fosse fogo, mas eram só desenhos brilhosos. A garota de meu Distrito também tinha um vestido lindo, claro, melhor que o meu. Os cabelos castanhos estavam presos numa trança longa que lhe caia nas costas. Os olhos estavam destacados com desenhos de fogo e cores vivas. E seus lábios eram negros. O que dava um destaque ainda maior. Não acreditei quando a vi. Estava mais bonita que a garota do Distrito 13. Mas isso só até eu realmente ver a garota do Distrito 13. Pai! Papai! Por que põe garotas tão bonitas para me ignorarem?

Descobri que o nome dela era Ivanny. Ivanny entrou na fila dos Tributos e deixou o queixo de todos os caras no chão. Só o cara do Distrito 4 não queria nem saber, tinha uma cara de quem iria vomitar a qualquer momento. Era alto e duplamente grande. Quando subiu na Carruagem foi a melhor coisa que alguém poderia ver. Seu vestido era de seda, com babados e detalhes finos como teias de aranha. O rosto estava iluminado, e os lábios tão delicados estavam pintados com uma cor muito clara e rosada. Os sapatos eram saltos que lhe davam um jeito de boneca. Não me pergunte por que eu notei os sapatos dela! O decote do vestido... Não era tão grande quanto eu queria que fosse. Mas era delicado. Ela deveria ter uns quatorze anos. Mas eu fiquei sabendo que tinha 16 anos. Como eu.

– Ei! Leo, ei! – Angela estralou os dedos na frente dos meus olhos. – Pare de babar na menina do Distrito 13 e cai na real, eu sou mais bonita que ela!

Aquilo era ciúmes ou o que? Olhei para Angela. Não podia concordar com ela, mas sorri e lhe abracei de lado, pondo o braço em seus ombros, ela reclamou mas eu só ri dela. A pequena deveria estar com ciúmes pois queria que alguém a notasse. Ótimo, eu banco o irmãozinho. Afinal eu sempre quis ter uma irmã mais nova. Angela subiu em nossa carruagem e eu segui seu exemplo. E a partir daí tudo foi normal.

º º º

Os treinos foram muito mais chocantes do que eu esperava. Nós éramos jogados numa arena onde tínhamos que matar, ou tirar os pontos, de outro Tributo inimigo. Tá, eu não ganhei nenhum dos dias. Mas eu tive a chance de falar com a loirinha. E aprender o quanto o ódio dela é grande.

Acordei em meio a um vale repleto de flores silvestres. Mais além dava para ver um lago e um pântano. Me sentei e percebi um instrumento ao meu lado, uma lança. Não sou muito bom com lanças, nunca usei uma, mas acho que devem ser fácil de manusear, já que eu li muitos livros sobre as guerras romanas e como são feitas as lanças e para que tipo de serviço. Andei pelo lugar onde eu acordei por um momento. Mas não havia ninguém. Respirei fundo. Comecei a lembrar de Lupi. Meu lobo. Ele deveria estar sentado na colina, esperando o almoço. O que aconteceria a ele se eu morresse nesses Jogos? Com certeza Lupi não sobreviveria.

Nem percebi o movimento suspeito entre os galhos da árvore acima de mim. Um vulto desceu. Não consegui distinguir sua forma. Mas era um vulto grande e magro. E o número 4 brilhava em sua roupa. Algo me atingiu no estômago, senti meu umbigo gemer de dor. O cara que agora tinha um sorriso no rosto, lançou mais alguma coisa contra mim. Não deu tempo nem de pegar minha lança, comecei a cambalear, e quando dei por mim, estava caído e um mar de lâminas. Uma armadilha.

– Idiota, — ele riu. – você não vai durar nem um segundos nos Jogos.

– Vamos ver. – respondi tentando me levantar.

Mas os espinhos não me soltavam, eram pegajosos e quanto mais eu me debatia, mais eu me prendia a eles.

– Vamos acabar com isso logo. – o cara revirou os olhos e ergueu sua espada. Uma menor agora.

Só vi o brilho dela e eu afundando na terra.

º º º

O segundo treino vamos dizer que foi um pouco mais legal.

Quando acordei, eu estava num lugar cheio de neve e o vento assobiava em meus ouvidos. Subi em uma árvore e esperei até um sinal de alguém vindo, seguir os passos de meu inimigo me ajudou, pois logo apareceu um cara com o número 3 na roupa. Ele era ruivo e tinha um andar meio medroso. Se escondia em sombras e entre as árvores. Então logo surgiu uma garotinha, de doze anos, com o número um na roupa. Mya. Ela estava aqui? Mas como? Ó céus! O que será de mim? Tenho que proteger a garota do meu Distrito, proteger a Mya, proteger a garota do 13... Não que ela tenha dito que queria minha ajuda... mas... ah, eu não deixar qualquer um matar ela.

Aquilo seria uma boa hora de ajudar Mya. Mas acho que ela não precisou da minha ajuda. Estava quase pulando da árvore, quando eles se vêem. O garoto ruivo se encolheu e começou a tremer. Mya, ainda desconfiada, andou até ele. Em suas pequeninas mãos estavam uma faca pequena. Ela segurou a faca com um pouco mais de força.

– Ruivo? – falou. – é você?

O garoto assentiu enquanto tremia. O que? Eles se conheciam? Mas que rolo!

– Você veio mesmo para cá. – falou como se não acreditasse nisso. – Tenho que te matar, não?

Ele assentiu e soltou o ar pela boca, formando uma leve fumaça que subiu até onde eu estava. Sorte que eles não me viram. Mya fincou a faca em sua barriga e depois virou o cabo, fazendo o menino cair ajoelhado e depois de muito espernear, em silêncio, caiu morto no chão. Aquela era a minha Mya! – não em um sentido literal – Mas minha alegria logo se foi. O cara grandão do Distrito 4 aproveitou-se que Mya estava observando o ruivo desaparecer na terra e fincou a sua espada dupla, de dois gumes fortemente projetada com ferro de cálcio de pedra vulcânica e a fez cair ao lado do ruivo, que já sumia. Ah não! Aquele cara já matou a minha amiguinha, já me matou e eu não vou deixar ele fazer isso com mais ninguém!

Estava quase pulando da árvore, quando o vejo se sentar no chão, e fingir estar dormindo. E de dentro de um emaranhado de árvores em neve saiu a mulher mais linda do mundo. Loira e com um arco em prontidão, ela esticou a corda e soltou a flecha. Pensei por um momento que ele havia morrido, pois a flecha atingiu seu pescoço, mas logo percebi o leve sorriso em seu rosto. Quando se levantou, a loira atirou flechas para todos os lados, e o atingiu só uma vez. E olhe que uma das flechas quase me atingiu. Ele avançava e ela desajeitava recuava. Senti uma vontade enorme de pular nele e arrancar suas tripas. Então ele a derrubou, e começou a dar uma série de golpes descontrolados. A vi deitada no chão, tentando se proteger de todos eles. Pulei em silêncio, me misturando ao ar da neve. Sem som algum. Coloquei a minha espada em suas costas e ele caiu ajoelhado.

– Quem está rindo agora, otário! – falou vendo o menino do Distrito 4 desaparecer na terra. – Que idiota! Eu disse que ia te matar! Verme! HAHAHA, que piada... –Parei de rir quando a vi. – Você! –Falei com um sorriso de orelha à orelha. – A garota do Distrito 13! – sorri. – Muito melhor pessoalmente.

– Do que você está...?- ela parou de falar e então eu vi a fúria em seus olhos. A sua agilidade me impressionou.

Não demorou dez segundos, e eu estava gemendo no chão, sendo sugado por ele. Olhei para os olhos verdes dela e dentei falar algo, mas meus lábios só se mexeram:

Quem é você?

Notas finais
Então? Alguma chance para o Leo?