Notas iniciais
Ultimo capítulo da Mya.. que dó, mas não se deesperem! Ela volta daqui apouco! Bom, é isso! Beijos pra Mya!

Mya Kitten

Payphone — Maroon 5

O primeiro dia de treino foi o pior de todos. A começar que eu acordei totalmente molhada por causa do um pântano lamoso e fedorento. Comigo havia um boomerang. Mas não esses comuns, em suas pontas haviam lâminas muito afiadas. Devia ser um novo instrumento que a Capital inventou. Quando me levantei, vi outra garota também de pé. Ela deveria ter uns quinze anos, mas quando me viu, acenou e gritou:

- Eu não vou te machucar! – e andou até mim. – Angela Moore. – estendeu a mão para mim cumprimentá-la.

- Mya Kitten.

- Distrito 12, e você?

Fiquei pensando por um tempo. Distrito 12 era o Distrito de Leo. E de Lupi. Como será que eles estavam a uma hora dessas? Leo deveria estar em sua casa implorando para que eu voltasse sã e salva. Mas eu duvidava muito disso. Sei que não ficaria nem nas quatro últimas vagas da final. Mas exclui esse pensamento da cabeça e respondi a ela:

- Distrito 1.

Angela deu um passo atrás e quase caiu no lago onde eu havia acordado. Ela deveria estar pensando que eu era uma Carreirista e estava querendo matá-la. De qualquer jeito, era meu dever, mas não um desejo pessoal.

- V-você vai me matar? – perguntou.

- Bom, é um dever... – peguei o boomerang e mostrei a ela. – Corra, o mais rápido que puder.

Eu sabia que iria errar. Ela correu.O mais rápido que pode. Infelizmente isso não era o bastante. E infelizmente também, minha mira estava um pouco melhor hoje. Acertei suas costas e ela perdeu todos os pontos na hora. Andei até ela, mas então percebi mais cinco boomerangs num cinto ao lado de minha cintura. Peguei o boomerang que a perfurara. A roupa de ferro havia contido o impacto, mas havia um grande talho onde o boomerang fincou. Andei por mais alguns kilômetros, até ver um garoto de uns 16 ou 17 anos. O número 11 estava bem grande em sua roupa. Ele estava verificando o chão, e rastreando algum inimigo. Me escondi nas sombras de uma árvore e preparei um boomerang. O lancei e infelizmente o boomerang acertou o alvo. Verifiquei se havia mais alguém por perto e tirei o boomerang das costas do garoto caído. Andei por mais tempo. Vi o Sol no meio do céu. Meio dia. Os moradores do Distrito 3 deveriam estar me esperando para roubar mais comida.

Andei até meus pés começarem a cansar. E meu nariz entortar de tanto fedor. Ouvi a voz de alguém. Alguém cantando. Alguém cantando afinadamente. Alguém cantando afinadamente na beira do rio. Alguém... ta, parei.

Era uma garota de 16 anos, com o número 5 em seu braço. Ela cantava enquanto via seu reflexo no rio. Não entendi muito bem, mas ela não via o perigo que estava fazendo, dando sua localização ao primeiro que ouvisse sua voz. Estava prestes a soltar um boomerang, quando alguém entra atrás da garota e levanta sua espada. Sim, ela viu pelo rio o reflexo do homem em cima dela. E foi rápida, do nada apareceu um arco e flecha em suas mãos e a flecha atingiu em cheio o meio do pescoço do garoto. Se não fosse pela malha de ferro, ele estaria morto. O número em seu braço era evidente: 4. Não sei como, mas ele conseguiu se livrar da flecha e com as mãos segurou a cabeça da menina. A ergueu do chão e gritou, espremendo-a como uma azeitona. Quando a menina caiu novamente no chão, seu olhar era fixo e vidrado, morto. Ela foi sugada pela terra. Andei alguns passos para trás e então comecei a correr desesperada. O garoto não podia me ver, não podia! Quando dei de frente com a garota, minha primeira reação foi me encolher e começar a chorar. As cenas da cabeça da menina sendo esmagada ainda estavam em minha mente. A garota tinha o número 2 na roupa, e uma faca de caça na mão. Ajoelhou na minha frente e disse:

- Pronto, já passou, já passou... – enquanto enfiava a faca em meu coração.

º º º

O segundo dia foi terrível. Acordei e logo percebi uma faca perto de mim. Era um lugar nevado, frio, e muito perigoso. Quanto mais eu andava, mais me perdia. Todo barulho que eu ouvia era assustador, e fazia os pelos de minha nuca se arrepiarem. E eu vi um vulto tremendo de frio e com um cabelo laranja vivo. O Ruivo. Sai correndo em sua direção e segurei suas mãos. Ele tremia e respirava com dificuldade. Não lembro muito bem de muita coisa, mas lembro de ter ouvido alguma coisa acima da árvore, procurado e não encontrado.

- Ruivo? – faloi. – é você?

O garoto assentiu enquanto tremia.

- Você veio mesmo para cá. – faloi como se não acreditasse nisso. – Tenho que te matar, não? – falei com dó e com a voz trêmula.

Ele respirou com a boca, soltando uma fumaça, e fechou os olhos. Peguei minha faca e a coloquei em sua barriga. Logo em seguida a virei e ele caiu de joelhos no chão. Demorou um pouco até cair morto. Me ajoelhei em sua frente, não queria deixar a terra levá-lo. Mas foi preciso. Estava quase me levantando, quando senti uma dor imensa nas costas, e logo depois a terra me devorando.

º º º

O terceiro e último dia de treinamento foi o pior. Estávamos em um só lugar. Numa sala fechada, onde era tudo esculpido em pedra, e desenhos de deuses e deusas por todos os lados. Percebi que aquilo era um templo grego.

Todos estavam lá. Os Tributos desde o Distrito 1, o meu, até o Distrito 12. Algo muito estranho me chamou a atenção no Tributo do Distrito 12. Ele era louro e tinha olhos verdes, uma cicatriz perto do lábio inferior que fora causada por um lobo chamado Lupi... Leo.

Vi também o ruivo. A garota do Distrito 2 que me matára para tirar a tortura de mim. E o garoto do Distrito 4. O impiedoso.

No centro da arena havia uma pedra que em cima dela havia um par de louros. Todos nos olhamos com interrogações entalhadas na testa. A voz do Grego, o cara que anuncia os Jogos desse ano, e ecoou pela sala de piso de mármore.

Bem vindos a mais nova inovação novástica da Capital! A arena grega. Aqui, vocês trabalharam em equipe. Escolham seus pares em 10 segundos, que não tiver um, será automaticamente excluído. Assim que seu par morrer, você assumirá o poder de vencer a todos sozinho. Se morrer, bom, não terá mais treino para você hoje. Se dentro de 5 minutos, não tivermos um vencedor, bem... Todos explodiram. Não de verdade, mas isso valerá nos Jogos. Bom, por enquanto é isso. Bom treino, e que a sorte esteja sempre à seu favor.

E com isso começou a destruição.

Notas finais
Algum elogio...? Se estão gostando da Fanfic, favoritem, e se estão amando, recomendem! Beijos!