Notas iniciais
Mais um! Eu amo vocês!

Derick começou a nos empurrar para dentro da Prefeitura, onde ficaríamos por alguns minutos para nos despedir de nossos parentes e amigos. Mas uma voz lá no fundo das fileiras das garotas nos fez parar.

- Esperem! Esperem! – saiu a garota tropeçando nos próprios pés. – Eu! – ofegou. – Eu me ofereço no lugar da Prim... Eu... Me... Ofereço... – ofegante até demais.

Derick abriu o sorriso mais largo que eu poderia ver, ou somente olhar. Imagine o de Kathyniss Everdeen. Aquela era a garota nerd da minha sala de Matemática. Ela era a queridinha da professora, e muitas vezes tirava as notas maiores da classe. Maiores até que as minhas. E olhe que minha média é de 9.0 para cima! Sim, eu sou CDF, por que?

A menina abriu caminho e empurrou Primrose Everdeen. Se colocou em seu lugar e balançou a cabeça em direção a porta, indicando que deveríamos continuar a ir para a Prefeitura. Senti um grande fardo sair de minhas costas. A menina que se oferecera deveria ter seus 15 anos... Mas não me surpreendi quando ela respondeu a uma pergunta de Derick:

- Quantos anos você tem?

- Treze. – falou como se notasse que fosse tão nova quanto Primrose.

Senti o fardo retomar as minhas costas. Mas ela não parecia ter treze! Parecia ter uns quinze ou dezesseis! É sério, eu até pensei em dar uma cantada nela, mais tarde... Tá, eu to brincando. Desculpe meu péssimo senso de humor.

Quem veio me ver? Mamãe, não. Caú, sim. Kalú, disse que despedidas são para fracos, e que os fortes esperam voltar de cabeça em pé. Bom, como se eu fosse de alguma maneira voltar. Mas meu irmão mais forte tinha esperança em mim. E isso so queria dizer que eu mesmo deveria ter esperança em mim. Afinal, ela é a última que morre. Sei que eu disse que se fosse para esses Jogos teria chances de voltar... Mas agora que realmente estou neles... Ah, é difícil, sabe? Sua vida em jogo, e você não pode fazer nada. É como se estivesse vulnerável demais. Algo que nunca fui. Pois minha saúde é de ferro.

Pedi a Caú falar para Mamãe que eu voltaria, e que traria uma casa bem grande para ela fazer todos os tapetes do mundo. Caú assentiu. Despedidas de homens, não se vêem lágrimas. E sim tapinhas camaradas no ombro de quem vai embora. E talvez nunca volte.

O relógio estava no 10:35 quando os guardas expulsaram Caú e Kalú da sala, e me obrigaram a força (sendo que eu iria mesmo que eles pedissem por favor, sem escolhas, né...) para um trem que de certeza me levaria para a Capital, junto com a outra garota.

Quando entrei no vagão onde tinham as comidas. Vi a garota que se oferecera no lugar de Primrose e Derick conversando. Ela comia como se nunca tivesse visto comida em casa. E no Distrito 12 não seria nenhuma surpresa. Derick tentava arrancar dela quantas respostas possíveis, mas ela só queria saber mesmo era de comer.

Me sentei na mesa onde eles estavam e olhei para toda aquela comida. De certa, a garota iria ficar a noite toda com dor de barriga. Mas nem eu agüentei quando vi o cheiroso... molho que estava numa panela. Logo descobri que dentro do molho havia pedaços de frango. E eram uma delícia...

- Isso é Strogonoff. – falou Derick vendo minha expressão de muita felicidade. — Então, como se chamam mesmo?

- Leo Frangz. – respondi com a boca cheia de frango.

- Angela Moore. – a garota respondeu sem tirar os olhos de seu prato ultramegahipercheio.

Derick sorriu para nós e estralou os dedos das mãos. Kathyniss e Peeta entraram no vagão-refeitório e sentaram a mesa. Peeta segurava a mão de Kathyniss como se nunca fosse mais soltar. E eles tinham um olhar entre eles... Que me dizia que era algo mais do que amizade. Com certeza algo estava acontecendo, e os boatos de que era tudo uma farsa não passavam de fofocas. Eles se amavam... Ai, como eu estou sendo gay! Coisa melosa... Mas de certa forma bonita.

Ficamos em silencio por algum tempo, até Peeta perceber eu e Angela atacando a comida.

- Gostando do que tem na frente de vocês? – perguntou sorrindo.

- Com certeza. – respondi enchendo a boca de stragro... streifo... ahh, você sabe...

- Uhum. – respondeu Angela também de boca cheia.

- Vão gostar muito da Capital. Mas é melhor moderar um pouco na comida. – falou novamente tirando o garfo da mão de Angela.

- Não queremos vocês obesos nos Jogos!

Afastei a panela de strogonoff (acertei!) (e sim, eu havia pego a panela inteira, por que?). Ouvi algumas das explicações deles. Mas meus olhos estavam mesmo era naquela panela... brilhosa... e com cheiro tão bom...

- Pode comer mais, Leo. – sorriu Kathyniss.

- Sério?

- Claro. Só não fiquem dependentes de tanta comida. Nos Jogos, isso afetara muito.

Assenti e peguei minha nova namorada de inox para meus braços... Isso ainda daria uma linda história de amor... Melhor que Crepusculo!

º º º

Peeta me mostrou o quarto e também me ensinou a utilizar o chuveiro (essa foi minha primeira pergunta, depois é claro de quando seria o jantar). Tirei minhas roupas e apertei os botões que ele mandou. Um jato de água morna caiu em minhas costas... Huum... Delícia... A água. Mente poluída... Não a sua, a minha... Ah, esquece... Fui até o guarda roupas e achei uma roupa larga e confortável. A vesti e fiquei mexendo nas gavetas. Sim, eu sou muito curioso.

Notei que não havia conversado ainda com Angela. E nem dito que ela tinha sido muito corajosa se oferecendo para os Jogos. Ah, eu encontrei um livro! Ele se chama “Distrito 13, Distrito Morto”. É um pouco cruel... mas achei legal de ler. Fala sobre como foi a destruição do Distrito 13, e sua reconstrução... e eu aprendi como usar barro e cálcio das pedras para fazer uma superfície dura e impermeável! Tá, CDF entrando em ação... Mas isso para mim foi legal...

Além da dança e das fartas Colheitas, o Distrito 13 era principalmente conhecido por transformar o carvão do Distrito 12 em várias matérias-primas. Como fósforo e potácio. O Distrito 13 tinha as mais belas mulheres de toda Panem. E elas foram, na grande maioria, escolhidas para se tornarem Avóx, ou seja, empregadas usadas na Capital, que por algum crime teem as línguas cortadas. E o crime que essas lindas mulheres cometeram foi nascerem mais belas que as Capitalistas.

Fiquei lembrando da Tributo do Distrito 13, na TV. Ela era loirinha e tinha lábios lindos. Sim, era a garota mais bonita que eu já havia visto... E pensando bem, não via um certo por que para matá-la.

Angela Moore

Notas finais
Lembram que a Ivy tinha dito que ninguém a pouparia pela beleza? Olhem o que o Leo disse em sua última frase... Tão bonitinho! Quero meus reviws!!