Your Hunger Games - Fanfic Interativa
47 Ivanny Justice III
Notas iniciais
Ivanny Justice
Você deve estar pensando que eu estava super felizinha com essa manhã. Pois está muito ERRADO. Não que eu não tenha gostado. Mas de repente eu não sentia mais nada pelo Leo. Sentia vergonha, isso sim. Não sei, mas parecia que uma página da minha vida tinha sido virada. E eu odiava isso. Queria matar Leo. Mas também queria abraçá-lo e chamar de minha vida. Isso é normal? Quer dizer, eu nunca amei ninguém. Deve ser isso quando acontece das pessoas começarem a ser... Quem elas não são.
Me levantei. Minha cabeça ainda girava e eu ainda sentia dor. Peguei uma faca que estava perto da mochila de Leo. A levantei. Meu pulso tremia. E minha respiração cortava o ar frio da manhã. Queria abaixar aquela lâmina bem no pescoço dele. Vamos lá,Ivanny. Três... Dois... Um... E...
- Adeus. — falei.
º º º
Não consegui. Meu braço inteiro tremia.
Olhei para minha mão. O que estava fazendo? Me odiei imediatamente. Leo ainda estava adormecido. Soltei a faca e cambaleei para trás. Senti meu corpo inteiro ferver e comecei a correr sem direção.
Esbarrei em árvores e arbustos. Não queria ficar mais nem um segundo ali naquela nascente. Minha respiração era dura. Como se eu estivesse respirando barras de gelo extremamente afiadas. Meus braços se apoiavam nas árvores e minha visão ficava turva a cada passo. Meus joelhos fraquejaram. E eu cai em meio a neve que já derretia. O céu estava branco. O Sol não aparecia. E as núvens deveriam se divertir e brincar de esconde-esconde entre a cor do céu. De pouco em pouco o gelo era derretido. E eu adormecia.
º º º
- Iv-Ivanny Justice?
Abri os olhos, e olhei para cima. Uma menina de cabelos louros e olhos azuis sem cor e sem vida me observavam. Ela me estendeu uma mão e me ajudou a sentar perto do tronco da árvore.
- S-S-Samantha? — falei batendo os dentes.
A garota sorriu. Por algum motivo, senti que ela não era uma ameaça.
- V-você n-não estava c-c-com o...
- O Artur? — ela olhou para o chão e suspirou. — N-não, mais.
- E-ele tentou te matar? Você conseguiu escapar? — eu perguntei já mais acordada.
- Ahn... — a menina se atrapalhou em suas próprias palavras — E-eu... Q-quer dizer, e-ele...
- Tudo bem. Eu também fugi. Estamos juntas agora.
- Não! — ela se desesperou — Você não pode ficar comigo! O Art vai nos procurar e... Quer dizer, ele vai me procurar. Para acertar suas contas. E você tem que estar o mais distante. Eu vi seu acampamento durante a noite. Eu posso te levar devolta. Leo deve estar...
- N-não! — foi minha vez de me desesperar. — Não posso voltar.
- Mas por que? Eu vi como o Leo te olhava enquanto você dormia...
- É por isso mesmo...
Desviei o olhar e acho que ela compreendeu. Pois ficou quieta e se sentou ao meu lado. Ficamos encarando o branco que ainda nos rodiava. Enquanto tudo virava água. Acho que aquele era nosso final. Nos matarmos. Isso faria tudo se resolver para nós. Homens! Por que complicam tudo...?
- Eu já vou. Mas... Lembra de mim. Eu sei que vocês querem reunir todos os Tributos. Se houver um lugar para mim... — ela falhou — Não. Acho melhor eu ficar o mais longe de você. Artur te odeia. E se me ver junto com você... Não irá somente me matar. Se é que entende.
- Claro. — concordei. — Mas eu vou lembrar, mesmo assim. Vou olhar todos os dias para o céu, para ver se você ainda estará aqui.
Samantha assentiu e se virou. Dando as costas. Senti um arrepio me congelar, mesmo com o pequeno raio de Sol relando em meu rosto. Ela era minha amiga. Não sei como, mas de repente eu sabia que era. Ela nunca me mataria. E estava partindo. Será que foi isso que Vânia sentiu quando eu dei-me em seu lugar na Colheita?
- S-samantha... — chamei. Mas ela já havia sumido em meio a neve das árvores.
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