Notas iniciais
Mais um capítulo, Tributos! Vamos ao que interessa, os Jogos!

Ivanny Justice

Bad Reputation — Joan Jett

– Bom, a gente teve uma briga feia quando criança, mas... – tentei desconversar.

O Grego piscou para mim, e riu olhando para Alex, que quase agradeceu por eu não ter contado sobre nossa troca de favores. Ele tirava o meu BV (Boca Virgem) e eu lhe ensinava como atirar arco e flecha, sem que a corda batesse em seu braço. Quando ele já estava bom, ficamos um dia inteiro abraçados e nos beijando, não me pergunte por que, tinha sido antes da nossa briga, e eu não tinha nada contra menino, pois Melinda ainda estava viva.

– Senhor Leo, de acordo com nossos computadores, seu coração acelerou quando fiz essa pergunta a Ivanny, pode me explicar por quê? – Nossa, que pergunta afiada!

– Ahn... bem... – Leo se engasgou em suas próprias palavras. – Não sei, talvez por que eu... tenha lembrado da minha mãe? – aquilo era uma afirmação, mas saiu mais como pergunta.

– Bem, vou aceitar essa resposta, mas procure ser mais específico. – ele piscou.

Virou sua cadeira e parou na frente dos Tributos do Distrito 2.

– E vocês? Parece que são uma dupla não só nos Jogos.

– Sim, eu gosto dele, por quê? – Hooper foi agressiva e transparente demais, para alguém que está apaixonado. Eu não conseguiria falar abertamente do Leo desse jeito. Não que eu goste dele... De jeito nenhum!

O Grego saiu e fez um comentário sobre aquilo. Se passaram muito tempo e a garotinha do Distrito 2 ate fugiu junto com o garoto do 3. Eu não confio nela. Sabe, é intima demais do Leo. Não que isso sege um problema!

– Senhor Artur, o que acha dos seus colegas?

– Primeiro eles não são meus colegas, são meus alvos. Segundo, acho eles todos uns bobões.

– Especificamente.

– A garota do Distrito 1 e o garoto são dois baixinhos distraídos que não vêem um metro a depois de si mesmo. A garota do Distrito 2 com certeza não deve gostar da minha cor, da pra saber isso quando ela olha para mim. O garoto do 2, um ignorante e abestado que nasceu com algum problema. A garota do 3, bom... essa eu só deixo parecer a nota dela, vai ser BEM baixa. O garoto do 3 é um pouco mais valente, mas se rende pra uma garotinha de doze anos, imagina para mim. O garoto do 5 é um idiota e muito burro, pois não sabia a diferença entre uma borboleta e uma bomba aérea. A garota do 5, nem tive a chance de vê-la. Morreu rapidinho nos treinos. O garoto do Distrito 6 e a garota, otários. O pessoal do 7, burro. O do 8 mais burro ainda. Os do 10 são razoavelmente péssimos. A garota do 11 é... linda, confesso, mas não liguem pra beleza dela. O garoto nem se fale, feio pra chuchu. A menina do 12 é agressiva e pouco inteligente, mas se rende após alguns minutos de luta. O seu companheiro de Distrito, nem se fale, é tão idiota que pensa que seu pedaço de madeira vai me machucar. E ainda se rende facinho pelos encantos sensuais daquela ali. – apontou para mim, e eu senti minha face corada. – E o cara do treze é um retardado, só digo isso. E a garota do 13 é a que mais tem chance de perder uma luta comigo. – ele olhou para o Grego para ver se ele tinha entendido.

– E qual deles poderia de alguma forma ganhar de você?

– Ah... nenhum. Mas o menos “pior” – ele fez com os dedos aspas. – é a garota do 2. Ela não tem como eu machucar. Se eu ver os olhos dela, não vou conseguir matá-la.

– E por que não.

– Por que eles me lembram muito a minha mãe, e... Bom, ela foi importante para mim.

Senti uma dó extrema de Artur, eu também havia perdido minha mãe. Mas não tinha ficado tão agressiva como ele.

Fez mais uma pergunta pro garoto do Distrito 7 e terminou as entrevistas.

Após meu jantar, fomos ver nossas notas. Sem apresentações, eu vou informar as notas mais importantes:

Distrito 12:

Pray = 9

Leo = 11

Distrito 13:

Ivy = (eu) 13

Alex = 8

Distrito 4:

Artur = 13

Isso me assustou muito...

º º º

Não escute se quiser

Acordei enroscada em meio a muitas raízes de árvores. Só me lembrava de ter levado uma injeção e começado a querer dormir e... Minha cabeça doía muito. Meu cabelo estava enrolado nas raízes, o que dificultou muito minha saída. Ao meu lado, um arco e uma aljava cheia de flechas. O arco ela branco e tinha desenhos de riscos e chamas em dourado. As flechas tinham penugens vermelhas e as pontas eram altamente afiadas e prateadas como a lua. Me levantei meio zonza e senti uma coisa nos meus pés, uma corda. Não sabia por que aquilo estava ali, nem queria saber, só tratei de subir na árvore mais alta e me amarrar, só para dormir novamente.

º º º

Quando acordei, escutei a voz aflita de alguém. Pelos galhos entortados e grossos da árvore que havia subido, procurei ver de onde vinham gritos tão desesperados. E achei. Era uma menina amarrada a uma árvore. Em sua volta havia uma fogueira, não acesa, e s galhos pareciam molhados, como se estivessem banhados em gasolina. Então o rosto de quem fizera aquilo aparecer, e eu o vi jogar algo parecido com chamas na menina. O fogo começou na lenha. Depois foi percorrendo rapidamente os pés da garota. Ela gritava e olhava para baixo, tentando soltá-los das cordas. O fogo subiu suas canelas e eu vi sua pele se desmanchando e sua carne viva aparecendo. O fogo consumiu suas calças, e não consegui mais enxergar suas pernas semi-destruidas por o fogo estava muito alto. Sua cintura já estava com bolas de queimado e sua roupa era a coisa que mais ajudava o fogo a ser aumentado. Quando o fogo chegou a seu pescoço, ela nem gritava mais. Sua voz havia sumido num sussurro de:

– Não.

Notas finais
Reviws? Mereço umnzinho?