Notas iniciais
Mais um capítulo, meus Tributos! Vamos jogar pra valer agora.

Leo Frangz

Hurts Like Heaven — Coldplay

Pray estava dormindo no sofá, quando Peeta a pegou no colo para levá-la ao quarto. Katniss estava pensativa. Algo no clima estava difícil naquela etapa dos Jogos. Eu sabia que poderia ser a última vez que eu veria eles. Ou talvez que eu veria pessoas amigáveis. Mya deveria estar em choque. Eu queria poder fazer algo para ajudá-la, mas não tinha como. Peeta logo voltou para a sala e Katniss o acompanhou e os dois se sentaram na frente do sofá em que eu estava.

– Leo, precisamos conversar.

Pronto. Eles sabiam que eu estava afim da Ivy, que não poderia matar a Mya e que a garota do nosso Distrito estava sobre minha guarda. Mulheres! As vezes elas só trazem problemas, mesmo, como disse o cara do Distrito 4.

– Você tem vinte e seis Patrocinadores, nem eu e Peeta juntos conseguimos tantos. O que você mostrou para eles? O que você fez? – Katniss perguntou seriamente.

– Eu não sei... – respondi e Peeta assentiu.

– Kat, ele só foi simpático, como Haymicht disse para nós sermos. – Katniss riu ao perceber que Peeta havia mudado o nome do antigo conselheiro e chamado-o de Pão Fofo Bêbado.

– Tudo bem, mas tem alguma coisa mesmo entre você e a garota do Distrito 13?

– Não, claro que não!

– Não foi o que pareceu, e... – ela se arrumou no sofá – o garoto do Distrito 3 convidou-o a participar da aliança entre ele e a garota do Distrito 1. Se você quiser...

– Claro! Eu aceito!

Naquela noite, fui dormir pensando em Mya. Ela estaria no meu grupo, isso nos daria um tempo pra conversar e até lembrar-se de Lupi. Fiquei pensando naquelas garotas da escola. Elas eram muito bonitas. Não tanto quanto Ivy, mas davam para o gasto. Também pensei em Caú e Kalú cuidando de nossa mãe. Até agora eu não havia pensado neles. Isso era ruim? Não sei como poderia deixá-los sozinhos em nosso Distrito. Os gêmeos eram novos demais para receber o meu fardo sobre suas costas. Eu sabia como era ter sido forçado a amadurecer, e não quero isso para eles.

º º º

Ivy estava deitada em meio a grama. Seus olhos estavam fechados e Lupi estava ao seu lado. O sol refletia a sua pele, e suas poucas sardas pelo nariz lhe davam uma inocência grande. Os cachos louros estavam esparramados pela grama e Mya tirava as pétalas de sua flor. Enquanto o garoto ruivo do Distrito 3 a estava abraçando. Pray colhia frutas das árvores ao nosso redor. Caú a ajudava, e Kalú acariciava afetivamente as orelhas de Lupi. Mamãe estava tecendo mais um de seus tapetes coloridos e alegres de cor. Todos estavam felizes, só notei a falta de uma pessoa. Eu. Ivanny abriu os olhos e eu os vi avermelhados e lacremejosos. “Só faltava ele...” falou e todos concordaram assumindo uma expressão de tristeza. “Eu sinto muito, filha” Mamãe falou enquanto enxugava os olhos. Então Mya começou a gracejar e dizer “Coisinha fofinha! Você tem a cara do Leo!” e eu vi em seu colo um bebê loiro com os olhos verdes. Cachos cresciam em sua cabecinha, e o rosto era gordinho, como o meu quando eu era criança. Estava só com uma fralda, e suas mãozinhas e pezinhos eram gorduchos. O garoto ruivo comentou com ela “Um dia vamos ter o nosso” e a pequena Mya quase o matou quando ouviu isso.Ivy pegou o bebê antes que Mya e o garoto ruivo o matasse. “Não o machuque,” falou “é a única coisa que sobrou entre mim e Leo” Caú veio pegar o bebê, e Ivanny permitiu. Pray brincou com ele também.

–Leo, acorda! – Katniss falou por cima de mim.

º º º

Acordei com o grito de Katniss. Não lhe contei o meu sonho muito estranho. Eu havia morrido, e eu e Ivy tínhamos um bebê, e minha mãe estava chorando, e a Mya estava com o ruivo e a Pray com o Caú, o Kalú não estava caçando Lupi...

Pray já comia ferozmente o café da manhã. Sentei-me a mesa e a acompanhei, tinha de encher a barriga para os Jogos. Depois disso, Katniss e Peeta nos informaram que os Jogos não seriam os mesmo, e que muita coisa havia mudado. Que o clima poderia virar de um dia para o outro, de inverno para verão e de montanhas para deserto.

Fomos encaminhados para um avião, onde deram algo para nós, um chip, que me fez ficar com muito sono. Eu lutei contra ele e quase fiz a maior força que podia para manter os olhos abertos, mas permiti que adormecesse. Quando acordei, estava em cima de uma árvore muito alta. Uma corda estava me amarrando ali, e em minha mão havia um apito prateado. Ainda meio desorientado, desci a árvore sem o auxílio da corda, já que estava acostumado a fazer aquilo.

Olhei em volta. Nada. Comecei a andar sem um caminho certo pela floresta. Minha visão estava turva e minha cabeça rodava em um milhão de pedaços de vidro se quebrando. Quando vi o arco e flecha até pensei em pegá-los para mim, mas quem estava ao lado deles não me permitiu. Era Ivanny Justice. Ela estava em um sono profundo, e o arco pertencia a ela. Eu deveria pegar ele para mim, já que eu não tinha armas, mas ela só tinha aquilo para se proteger. Então peguei uma das flechas que estavam em uma aljava e com uma pedra risquei no cabo a letra “L” e coloquei perto de sua cabeça, para que ela visse. Pensei em ir andando. Mas algo me disse para eu fazer mais por ela. Então coloquei minha corda em seus pés. E parti por meio a floresta até encontrar algo que fizesse sentido para mim.

Depois de muito andar, avistei um casal de jovens, um ruivo e uma morena, fazendo uma fogueira e com um rato/ratazana num galho fino sendo assado. Era Mya e o garoto que estava junto a nós. Adentrei no acampamento deles devagar.

– Mya? – falei chamando sua atenção.

A pequena soltou os galhos que recolhia e correu em minha direção, vindo me abraçar. O ruivo tambem veio me ver, ele estendeu a mão e disse:

– Louie McCartry.

– Leo Frangz.

– É, a Mya me disse muito sobre você. – algo em sua voz deixava a aparecer que estava com ciúmes.

Notas finais
Mereço algo?