Your Hunger Games - Fanfic Interativa
6 Ivanny Justice I
Notas iniciais
Do Distrito 12
Do Distrito 7
Do Distrito 2
Do Distrito 3
Do Distrito 4
Do Distrito... já acabou?
Bom, eles conseguiram fechar as vagas! Então, parabéns! As melhores vagas sempre acabam primeiro! E por isso vocês são especiais!
Ivanny Justice
Quando acordei, Télo mugiu dizendo que queria comida. Não poderia culpá-lo. Aqui no Distrito 13 já somos acostumados com a pobreza e a falta de alimento. E como eu jantei na casa dos pais de Vânia ontem, permiti que Télo comesse meu café da manhã. Estiquei todos os músculos do corpo. Ainda faltavam horas para a Colheita, mas eu não queria sair de casa. O frio lá fora era muito grande. E infelizmente a única roupa adequada para eu usar na Colheita era um vestido de renda nada fechado, que me deixaria com calafrios e uma gripe imensa. Mas o vesti mesmo assim. Prendi os cabelos no que minha irmã chamaria de caminho de ratos, pois não dava para ver onde começava e onde terminava. Meus cachos louros estavam rebeldes hoje, mas os prendi com muito esforço. Lavei o rosto e passei o resto do vidrinho de perfume que um dia pertencera a Melinda.
Peguei uma foto de minha irmã e a olhei fixamente. Ela era tão bonita. Com os cabelos louros quase marrons clarinhos, ela e os olhos castanhos de nossa mãe... Eu a invejava por sua beleza. Tinha conseguido seduzir dois Tributos nos Jogos de que participara, e eu com certeza nunca iria conseguir.
Ouvi o hino da Capital e sai correndo de minha casa. A Colheita já havia começado e meu nome nem estava nas fichas! Quase cai em meus próprios pés. O frio realmente estava cortante, e meu vestido também não ajudava muito. Segurei as barras do vestido para não jurem na lama que era a rua toda esburacada. Mas não deu outra. Cai em uma poça. Lutei contra a coisa pegajosa que parecia um imã atraindo meu corpo e meu vestido para ela.
Quando cheguei para dar meu nome, os homens da Capital me olharam de cima-embaixo e concluíram que eu era uma criadora de porcos. Mas deixei, eu já disse que estou acostumada com pessoas pensando coisas a meu respeito.
– Seu nome? – perguntou o moço que furou meu dedo e depositou meu sangue no papel.
– Ivanny Justice. – respondi.
Ele me soltou e eu vi ele limpando a mão na toalha da mesa. Mas ignorei. Entrei no meio das meninas que contavam o hino da Capital. Sim, eu sujei a maioria delas de lama. Mas até que foi divertido, pois começaram a gritar e reclamar da sujeira, filhas de Pacificadores, sabem como é...
Cantei o hino tão afinada que me confundi com a voz de Melinda e a procurei pela multidão. Até eu perceber que era eu mesma. Olhei para o palco. Lá em cima, onde todos podiam babar, estava o lindo e gato Tributo que havia ganhado os Jogos a tanto e tanto tempo atrás. Ele seria nosso conselheiro nesses Jogos. Melinda deu a vida para salvar ele dos Jogos, e no ano seguinte ele se voluntariou para vingar sua morte. E deu certo. Mas eu e ele nunca conversamos. Acho que ele nem sabe que eu existo, ou que sou irmã de Melinda. Diamante subiu ao palco. Diamante é a cadelinha da mulher que representa nosso Distrito na Capital, e sorteia os nomes. Ela se chama...
– Olá, Distrito 13, sou eu novamente! – ela bateu palmas – Scarlett Brooklyn! E esta já conhecem! Diamante, senta! – a cadelinha sentou. – Muito bem! – bateu palmas novamente.
Aquela mulher não iria acabar logo com a apreensão do Distrito 13 e sortear os nomes logo? Já estava me dando nos nervos! Eu odeio gente que enrola desse jeito! Não conseguiria viver com ela no meu pé! Ou aquela cadela sem pelos que Scarlett diz ser a última moda para pets de estimação. Blé!
– Vamos sortear o nome da menina, como é costume! – anunciou. Finalmente.
Ela andou. Todos em silencio. Somente o barulho dos saltos alto dela faziam qualquer som. Até mesmo os pássaros pararam de anunciar o dia. Olhei em volta procurando-os, e percebi a câmera da Capital. Não havia notado-a até agora. Acho que foi por causa do desespero de não ter meu nome lá e depois eles virem aqui no Distrito me matar ou cortar minha língua.
– E a Tributo é... – abriu o fecho do envelope, como se fosse o maior suspence do mundo. – Vânia Pouch!
Meu rosto começou a ferver e meus olhos senti marejar. Aquela não era a minha Vânia, era? A garota de cabelos castanhos avermelhados saiu do meio das meninas, e foi caminhando um pouco apressada e desesperada para o palco em frente a Prefeitura.
Não sei o que deu em mim. Sai do meio das meninas. Aquela não era eu! Corri e segurei o braço de Vânia. Ela não podia ir. Não podia me deixar. Eu estaria sozinha novamente! Abandonada. E seria novamente culpa da Capital. Abracei Vânia mesmo cheia de lama e sujando seu lindo vestido de linho. Ignorei os guardas da Capital tentando me tirar de Vânia. Minha amiga se desesperou mais ainda e começou a soluçar.
– Vânia, não vai, não me deixa! – implorei em seu ouvido.
– Mas, Ivy, o que você quer eu faça...?
– Não sei, não vai! – implorei olhando em seus olhos.
– Mas Ivy...
– Eu! – gritei. – Eu me ofereço pra está merda de Jogos! – gritei para Scarlett.
Vânia me segurou e se ajoelhou em meus pés.
– Não! Ivy! Não! NÂO! – gritou enquanto seus pais a tiravam de lá. – IVY! IVY!!
Gritava enquanto se debatia tentando escapar de seu pai, forte, que a segurava e levava para longe. Acompanhei os guardas que me acompanharam e conduziram até Scarlett que acenava para mim.
– Diga-me, — ela colocou o micro fone na minha boca – ela é sua prima? Irmã?
– Não. – respondi vendo Vânia ainda espernear e se debater até seus pais a acalmarem e a consolarem.
– E por que você se ofereceu no lugar dela? – me perguntou Scarlett.
– Por que... eu não sei. Ela é minha amiga. – respondi ainda olhando para Vânia.
– Que linda amizade! Que pena que não durará! – ela disse sem dó nem piedade. – Agora, ao tributo masculino!
Ela caminhou até a urna dos nomes dos garotos e de lá tirou um papel, e com muito suspense, o abriu e anunciou o nome.
– Alex Minervo! – meu mundo caiu.
Ivanny Justice
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