Your Hunger Games - Fanfic Interativa
74 Ivanny Justice (Final)
Notas iniciais
Ivanny Justice
Eu não acredito que aquela vadia teve a coragem de pegar o meu Leo enquanto eu estava fora. Eu matei aquela degraçada com gosto! Mas não demorou muito até Leo voltar ao seu corpo de novo, me pegou pelos ombros e me aperto muito, até eu soltar um gemido de dor. Ele queria gritar tudo na minha cara, me chamar de todas as coisas ruins que conhecia, mas parecia que estava tudo entalado em sua garganta. Ele me olhava com ódio, raiva, fúria... Isso me machucava muito mais que suas mãos, pois ele estava daquele jeito porque Pray havia morrido. Foi tudo tão rápido, que eu nem ouvi seu canhão, somente de noite foi que vi seu rosto no céu, e o nome do Distrito 12 brilhando embaixo dela. Me senti péssima, sim, ela havia beijado o Leo, mais ainda era uma criança, tinha apenas 13 anos, havia se voluntariado no lugar da menina mais conhecida de toda Panem, Primrose Everdeen.
- Quando nós vencermos, eu irei morar com você, e não terá mais de aguentar as minhas reclamações sobre... — comecei a puxar assunto.
- Nós? "Quando nós vencermos"? Quando EU vencer, você quis dizer.
- Como? Não, quando a gente, eu, você, o bebê... A Casa que ganharemos, eu vou me mudar para o Distrito 12 e...
- Não. A única mudança que faremos juntos será mudar o bebê da sua casa para a minha, só isso. — ele me olhou, sério — Eu não quero acordar todas as manhãs e ver seu rosto, não quero você perto da Minha Princesinha! — ele disse "Minha Princesinha" como se soubesse que o bebê era uma menina.
- Mas Leo...
- Mas nada, Ivanny, a gente acabou por aqui. "Nós" não existe mais, a única pessoa que eu amo é a Minha Princesa, você não.
E se virou, ficando com as costas para mim. Virei o rosto. Não queria que ele me visse chorar. Mas chorei, uma lágrima após a outra, até meu rosto estar completamente molhado. Sabia que minha pele estaria quente, e minha cabeça estava doendo de tantas lágrimas, mas eu não ousei dar um pio, não queria dar motivo para ele deboxar de mim.
O vento era constante para o Oeste, fazendo o cheiro de água salgada chegar ate meu nariz. Mar. Isso seria um bom lugar para se ir com a família, em dia de férias. Mas eu nunca teria uma família, nem um bebê para ensinar a dizer "Mamãe". Afinal, depois de tudo que eu fiz com o Leo, era justo ele ficar com a sua Princesinha. Princesinha do Papai. Uma vez eu ouvi Artur chamar Samantha de princesa, será que até mesmo o Impiedoso amava a Samantha mais do que o Leo me amava? Amava. Por este verbo no passado ainda é meio doloroso e difícil para mim, eu nunca pensei nisso, mas afinal, doi muito. Eu nunca acreditei no amor, sempre fui cabeça dura quando este era o assunto que Vânia queria conversar. Ah, Tânia. Eu deveria ser uma vergonha agora para ela. Sentei-me mais confortávelmente, o vento de repente mudou de direção e bateu para o Leste, tirando todo o cheiro do mar que me ajudava a pensar em outra coisa que não fosse Leo.
Assim que ouvi o som de galhos de quebrando ao meio, e passos sobre folhas, me levantei e peguei o arco de Samantha. Ele era lindo, tinha o nome dela entralhado no arco, que era tão grande quanto eu, e que a corda estava muito firme e grossa, perfeita para atirar mais de uma flecha. As penas das flechas de sua aljava eram negras e palavras sem sentido como: Geladeira, freezer, persiana, cadeira e muitos outros móveis estavam escritos no couro da aljava. Talvez para ela fizesse algum sentido.
Coloquei a flecha na corda do arco e preparei mais uma na bota e uma na cintura, mirei bemna direção de alguns arbustos maiores e vi que eles não se mexiam quando o vento passava por eles, como se algo por trás deles estivesse bloqueando as folhas, Fechei um dos olhos, mirei, puxei a corda e... Tum! Mais um Tributo indo embora. O som do canhão fez com que Leo acordasse apavorado, perguntando por meu nome.
- Você ainda me ama, diga a verdade. — sorri.
- Não, na verdade eu só tive medo de perder meu filho, só isso. — e voltou a dormir.
Bufei e coloquei o arco pousado ao meu lado, em uma pedra. Se aquele menino fosse quem eu queria... Andei até os arbustos e os abri, revelando um fundo falso, onde cabiam mais dois Arturs, e olha que um Artur já é bem grande. Embora o tamanho fosse enorme, quem estava lá era muito menor, era uma menina. Uma menina de cabelos vermelhos como fogo e sardas por todo o rosto. Ela estava muito magra, e tinha em mãos o resto do coelho que eu e Leo havíamos matado para comer. Como ela havia roubado sem eu perceber, eu não sei, só sei que não foi muito bom para mim ver que eu havia matado mais uma parceira de no máximo 14 anos. Suspirei e e tirei a flecha que havia fincado certeiramente sua testa. Sangue jorrou do local, e eu só a deixei entre os arbustos, para que seu sangue saísse todo de seu corpo, era cruel, e eu me perguntei se não estava sendo infectada por alguma vingança de Artur, pois eu nunca havia matado tanto como naquela noite. Virei de um lado e apenas fechei os olhos, dormindo instantâneamente.
º º º
Tum!Samantha estava morta. Sorri para mim mesma, é, eu havia ganho dela! Aquela vagabunda barata! Nem acreditava nisso, eu estava com um arco novo e havia matado a minha maior inimiga! Claro, as palavras que ela me disse ainda rondavam a minha mente. "Você não moveu um dedo para conquistá-los", isso era estranho, muito estranho. Não sei se ela estava falando de Leo e Pray, ou algum outro parceiro meu, mas ela não parava de rir como uma débil mental, e matá-la foi a forma mais rápida que achei de acabar com aquela loucura. Leo não me olhou nos olhos, eu não estava querendo saber o que ele estava pensando sobre mim. Eu queria que ele se danasse, sem mim, é claro.
Artur pegou-a no colo e a levou embora dando seu aviso final, de que estávamos mortos. Me perguntei se Leo seria capaz de fazer aquilo comigo, de me levar com ele, mesmo eu estando morta, não me deixar no chão sujo, com um cadáver qualquer nos Jogos. Mas eu tinha certeza que ele não iria me responder, ignorar ou somente dizer que "não", então não perguntei. Fiquei calada. Até momento em que precisei falar.
Era final de tarde, e eu havia visto Artur andando por perto de uma trilha para o lado Sul da arena. Haviam somente eu, Leo, dois garotos e meu bebê. Fiquei sabendo que na noite da morte de Samantha, não somente ela morreu, como também um garoto do Distrito 9 e uma menina do Distrito 8, deveria ser a menina que eu havia matado. Então sobravam eu, Leo, Artur e um menino somente. Um que deveria ser do Distrito 7.
Contei a Leo que havia descoberto o esconderijo de Artur, era no alto das árvores, um tronco caído, preso entre dois galhos de duas árvores torcidas e altas. Era ali onde ele passava a noite, e era ali onde eu iria matá-lo. Leo gostou muito da idéia de ir matá-lo a noite, e até permitiu que eu atirasse nele primeiro, que fofo! No fundo ele ainda me ama! Certeza. Mas não conseguimos esperar até a noite, a vontade de matar era maior!
Fiquei bem na frente do tronco, no solo, enquanto Leonardo subiu no tronco, atirei uma flecha na porta do acampamento de Artur, só para assustá-lo e o deixar bravo, mas acho que ele foi mais esperto, pois não fez nada, somente atirou outra coisa, uma lança, que me errou por pouco. Eu não consegui ver bem, mas parecia que a lança havia vindo de um lugar bem mais alto do que o tronco... Com os olhos, segui até os galhos mais altos da árvore, o vulto de Artur estava lá. Como ele havia percebido nossa presença? Tentei sinalizar para Leo de que era uma armadilha, mas nada deu certo, Artur já havia pulado e já estava com os pés por cima do corpo de Leo. Senti raiva dele. Atirei uma flecha, que ele desviou com facilidade, curando-se. Ele sorriu, e colocou a sola do tênis na bochecha de Leo, o esmagando contra o chão. Eu vi seus olhos pedindo ajuda, e eu armei outra flecha.
- Vamos, — chamei Artur — vamos lutar de igual para igual, o Leo não está armado.
Artur deu de ombros e saiu de cima de Leo, deixando-o respirar normalmente. Artur tirou uma espada enorme da cintura, devia ser altamente cortante, pois a mão de Artur estava enfaixada, e ela tinha aspecto de recém afiada. Ele a mexeu em minha direção e me jogou uma adaga de três dentes, uma adaga egípcia.
- De igual para igual. — ele repetiu, avançando em minha direção.
A questão é: EU não sabia manusear uma espada! Nem mesmo adagas! Somente facas de atirar e arcos-e-flechas. Me senti morta, encularrada, vulnerável... Só consegui dar passos para trás, de medo, e ver com o canto dos olhos Leo se levantar. Assim que eu bati as costas em uma árvore, Artur não me cortou com sua espada, somente virou meu pescoço, fazendo-o estralar, e eu apagar instantâneamente.
º º º
Quando abri os olhos, percebi que minha visão estava turva. Eu estava desonrientada. Não estava morta, isto era bom, mas estava com uma forte dor de cabeça. Minhas mãos seguravam uma adaga egípcia, com o nome "Sai" entalhado. Olhei para frente, Leo estava com Artur quase cortando-o ao meio. As mãos de Artur estavam para cima, e ele estava com uma crueldade imensa nos olhos e no sorriso, iria cortar Leo ao meio. Leonardo olhou para mim com o canto do olho, e eu entendi. Mesmo desorientada, me levantei e com a adaga em mãos, caminhei silenciosamente em direção a Artur. Cautelosamente, até chegar a suas costas. Ele estava numa espécie de conversa(briga) com Leo, e ele dizia que:
- Ivanny matou tudo o que eu tinha, agora é minha vez de matar tudo o que ela tem... — e seu braços tremeram, recebendo a mensagem vinda de seu cérebro de que era a hora de acabar com a vida de Leo. Levantei a adaga e...
Tum!
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