Notas iniciais
Capa: ERRRRR个呆 - @ERRRRR09269284



Sanji o atacou violentamente pela primeira vez. Estava irritado, puto da vida. Ele não ficaria surpreso caso matasse aquele garoto desgraçado. A mordida acabou sendo em outro ponto, quase em sua virilha, então ele sentiu quando o volume começou a endurecer por estar com o rosto praticamente colado ali. Sentiu cada uma das pulsações, do desespero daquele garoto, notando o quanto ele se excitava com aquela violência absurda.

Ele quis se importar, mas parecia que cada vez mais as palavras ecoavam em sua mente em uma repetição infinita. Enquanto uma de suas mãos segurava a coxa que sugava, a outra apertava violentamente a oposta, tanto que sem querer suas unhas afiadas rasgaram a luva e foram enfiadas com vontade na carne morena, mas não como forma de seduzi-lo, não provocante como todas as outras vezes, não, apenas contendo todo seu ódio mortal.

Zoro pensou que nenhuma das outras vezes se comparava à esta, não havia delicadeza, não parecia nem fome, parecia apenas que teria um pedaço da sua perna arrancado a qualquer instante. Percebia agora que aquelas vezes eram controladíssimas perto do que estava acontecendo naquele momento. Seu sangue era sugado com brutalidade e a dor era muito mais forte do que ele estava esperando. Era muito melhor. Fazia seu corpo reagir muito mais rápido, sua ereção já obscenamente evidente.

Em poucos segundos estava sentindo muito mais do que em minutos inteiros de encontros anteriores. E apenas se intensificava pelo fato de sua outra coxa estar sendo apertada com uma intensidade descabida, a mão marcando sua pele de tão forte que pressionava. Se fosse em qualquer outra situação poderia ter gritado de prazer, mas não o faria. Nem que precisasse engolir sua própria língua, jamais o faria.

Com mais uma pulsada e o leve movimento do outro corpo que fez a ereção ser esfregada em seu rosto, Sanji se deixou levar completamente pelos instintos e a unha saiu da carne e rasgou facilmente o tecido da roupa íntima. Ele queria chupar o sangue que havia escorrido do machucado na outra perna, assim como desejou engolir o pau melado e latejando a sua frente, mas seus olhos que pareciam cheios de sangue apenas conseguiram subir até o rosto revoltado do outro que tentava disfarçar o claro prazer que sentia com tudo aquilo. Insuportável.

Sanji absolutamente odiava como Zoro se excitava com violência, sentia-se um idiota por em um momento ter desejado ser amado. Aquele garoto não podia sentir isso, tudo que ele sentia por um vampiro era ódio... E, mais recentemente, tesão.

Ele não percebeu quando se levantou e abaixou todas suas peças inferiores deixando-as presas em seus pés, assim como não se deu conta ao virar bruscamente o corpo menor de costas para ele e o jogou contra a poltrona, colando seu peitoral vestido nas costas alheias com várias camadas de tecido.

O caçador notou o vampiro desgraçado esperando que ele falasse alguma coisa para permitir, mas que ele jamais falaria algo para um lixo daqueles. Por mais que quisesse desesperadamente, que precisasse de alívio, não iria pronunciar aquelas palavras em voz alta, seu consentimento mudo era tudo que o loiro teria. O fato da sua espada não estar atravessando o pescoço dele naquele momento era sua permissão.

Principalmente, ele sabia muito bem que Sanji não precisava de palavras. Sabia que ele entenderia o silêncio, já que passaram um tempo juntos e estiveram constantemente em contato. Antes dele descobrir que o loiro era um monstro, é claro.

A forma como Zoro não protestou ao passar a mão por seu corpo e segurar em seu peito, enquanto segurava a própria ereção molhada e a esfregava na entrada alheia, fez Sanji perceber que o tesão era maior que o ódio. Ainda estar vivo provava o quanto o jovem desejava aquilo. Então apenas cuspindo uma grande quantidade de saliva e a espalhando por toda extensão, ele se enterrou com força no orifício dolorosamente minúsculo.

Zoro jamais havia sido invadido daquela forma, jamais sequer cogitou tal possibilidade. Aquele lugar parecia pequeno em demasia para o que estava sendo enfiado ali dentro e seu interior ardia com a invasão, o fazendo fechar os olhos bastante apertado. Suas coxas ainda latejavam e parecia que todo seu corpo estava a mil, seu sangue fervendo de excitação e ódio, intensificando sua sensibilidade em todos os lugares. Ainda se recusava terminantemente a se mover um milímetro sequer em direção a ele, a demonstrar que estava gostando, mas ele estava muito mais do que queria.

O vampiro o preenchia deliciosamente bem, fazendo sua ereção pulsar e Zoro não ter escolha alguma a não ser agarrá-la e movimentá-la rudemente em sua mão. Ele tentava não pensar muito no que estava deixando acontecer, porque se usasse um neurônio sequer para refletir sobre aquilo apenas se acharia a pessoa mais patética da face da Terra. Seu cérebro estava, portanto, bem mais desligado do que de costume. A única coisa que importava eram as sensações que sentia, a dor e o prazer perfeitamente combinados. O que importava era que queria mais, queria gozar forte e intensamente e seus instintos o comandavam em direção a isso.

Sanji se enfiava profundamente, sentindo o interior apertado tentando expulsá-lo, ao mesmo tempo que parecia querer que não saísse nunca. O excesso de roupas que ainda estava cobrindo ambos os corpos era irritante, queria ver as costas do moreno, mordê-lo, devorá-lo. Vê-lo tão exposto a um monstro a ponto de deixá-lo irritado e sentindo ódio de si mesmo. E ao mesmo tempo, tudo que queria era despi-lo aos poucos, beijando seu corpo, sentindo a pele quente contra a sua, marcá-lo com chupões que mostraria que Zoro tinha um amante e ninguém deveria tocá-lo.

No entanto, ele precisou afastar os pensamentos idiotas e esquecer aquela ideia, se esquecendo da vontade absurda que estava de abraçá-lo. Mesmo assim, ao sentir a movimentação do braço alheio em desespero, Sanji ficou um tanto irritado, parecia que o menor apenas desejava se derramar rapidamente pelo próprio estímulo do que pela penetração terrivelmente prazerosa, estava um tanto ofendido. Sem pensar, Sanji empurrou o peitoral nas costas largas e segurou com força os dois pulsos, prendendo-os com as mãos apoiadas no encosto da poltrona. Seus corpos ficaram tão colados que era até difícil se movimentar, mas continuou investindo, aproveitando-se do moreno mais curvado.

A boca ensanguentada do vampiro estava perigosamente perto da nuca alheia. Sentia o aroma perfeito que exalava daquela parte minimamente visível no colarinho e obviamente salivou. Não pelo sangue que corria naquela parte que parecia tão apetitosa e sim apenas pelo cheiro. Ele não conseguiu resistir a suas próprias vontades, então rapidamente forçou a boca molhada naquela parte e passou a devorá-lo. Não o mordeu, apenas usou seus lábios enquanto se drogava no cheiro irresistível e beijava, lambia e mordiscava levemente a nuca atraente, sentindo o gosto viciante daquele garoto.

Ter seus movimentos limitados era bastante frustrante para Zoro. Um dos motivos era que agora não podia mais se tocar e seu corpo implorava por alívio. O outro, era que aquilo era o oposto de controle. Não tinha controle sobre o outro, que fazia o que bem entendia, fosse fodê-lo, imobilizar suas mãos, até mesmo mordê-lo novamente caso desejasse, qualquer coisa que quisesse. E não tinha o mínimo controle sobre si mesmo, seu desejo carnal ultrapassando qualquer barreira que sua mente pudesse ter imposto, o corpo agora dando sinais claros do seu prazer já que não podia se aliviar. Ouvia sua própria respiração pesada e descompassada ecoar no castelo silencioso a cada investida, denunciando o que estava sentindo e fazendo Zoro se xingar por não conseguir controlar o próprio corpo.

Ele estava quente, quase febril, sentia o suor escorrendo pela pele, grudando suas roupas. Sentia Sanji em sua nuca e aquilo arrepiava cada pelinho do seu corpo. Zoro apenas se preparava para a prazerosa mordida que com certeza viria, o matando de tesão naquela parte tão sensível. No entanto, aquilo nunca aconteceu.

Por mais que sentisse as presas roçando seu pescoço de vez em quando, o vampiro continuava apenas beijando sua nuca, a boca quente abusando da sua pele suada de forma prazerosa, fazendo Zoro esquecer dos pensamentos sobre ser mordido. Fazendo-o esquecer de quaisquer pensamentos na verdade. Não havia nada em sua mente que não fosse o calor, as roupas pesadas grudadas no corpo, o corpo mais frio pressionado contra o seu, mais fundo do que era capaz de imaginar, e aquela boca o obrigando desonrosamente a colocar a cabeça para frente e expor mais ainda sua nuca como se quisesse mais, mais vulnerável do que nunca.

Sanji se movia com força, ao mesmo tempo que tentava ser minimamente cuidadoso, não que sua mente estivesse conseguindo diferenciar o que era ser cuidadoso ou não naquele momento. O interior de Zoro era tão quente. Não, todo o moreno era quente, parecia estar fervendo e o contato entre os dois corpos era muito bom. O cheiro de sua nuca, o gosto, até as gotinhas de suor que escorriam por aquela pele deliciosa, o loiro estava se drogando nele.

Notou que Zoro expôs mais a nuca como se quisesse que ele continuasse ali e isso o fez sorrir e sentir um agradável calor em seu coração. Queria descontar sua raiva no corpo menor, mas não era bem isso que estava acontecendo. Tudo era perfeito e seria ainda mais se os corpos estivessem realmente conectados. Irritado, Sanji usou suas garras afiadas e fez um risco forte em toda a parte traseira das vestes de Zoro, seguindo a linha de sua espinha até a parte que sua unha foi solta no fim da roupa. Imediatamente as várias camadas das vestes foram separadas e o loiro viu que havia aprofundado muito o arranhão e riscado as costas do outro.

Zoro não protestou a nada, em nenhum momento, em nenhum segundo, e mesmo que tivesse sido vulneravelmente mordido no pescoço, não reclamaria. Mas, aquela era a única coisa que não queria de jeito nenhum. Ter suas costas marcadas. Claro que a culpa era toda sua em primeiro lugar, por deixá-las expostas e vulneráveis a outrém, mas, como sempre, direcionava sua culpa para o vampiro. Porém, já era demasiado tarde para fazer qualquer coisa, suas roupas jaziam rasgadas no chão e o corte ardia em sua pele bronzeada.

Sentindo culpa, Sanji se abaixou e começou a lamber o sangue que escorria, de forma lenta e um tanto sensual. Quando não existia mais nenhum sangue, o vampiro terminou de retirar as próprias vestes superiores, jogando tudo no chão e se focando no contato delicioso com o corpo exageradamente quente. Havia soltado sem perceber os pulsos do moreno e agora envolveu seu corpo com bem mais carinho que antes, continuando as investidas fortes no orifício estreito até se derramar fácil e rápido dentro dele, gemendo baixinho o nome do outro inconscientemente com o rosto enfiado na nuca suada e o apertando em seus braços. Ele parou os movimentos. Era tão confortável senti-lo tão perto, estava viciado em Zoro.

Zoro começava a perder a paciência pois o maldito não só havia arranhado suas costas, como também parado completamente de se mover, acabando com os estímulos prazerosos. Fazendo Zoro parecer patético por estar tão vulnerável e apenas interromper tudo. Sabia que o vampiro provavelmente já havia se aliviado dentro dele, pela forma como o corpo frio se acalmou e estava praticamente descansando em cima do seu, agarrado a ele como um carrapato. Além de sentir seu interior estranhamente melado. Enquanto isso, sua própria ereção, em que Zoro não pôde nem tocar aquele tempo todo, não estava nem um pouco aliviada, o que era completamente injusto e descabido. E Zoro certamente não iria se aliviar pateticamente do lado de fora como havia feito da última vez.

Então, ele simplesmente imitou o vampiro, trocando suas posições com violência, ainda um pouco puto pelo que o loiro havia feito com suas costas. Não houve nenhum protesto e o vampiro levantou um pouco sua própria camisa branca, expondo mais daquela pele pálida que parecia translúcida à luz das velas.

Zoro ajustou sua postura, não perdeu tempo e se enfiou com força no outro, quebrando a resistência daquele orifício e deslizando graças ao fato de estar muito excitado, ainda que com bastante dificuldade. Talvez outrora tivesse se preocupado mais com isso, mas Sanji merecia aquilo, afinal, era sua culpa por não deixá-lo se aliviar corretamente.

Seria mentira se Sanji falasse que estava esperando por aquela reação, porque com certeza ele não estava. Não imaginava que Zoro sentisse vontade de fodê-lo também, mas o que sentiu quando as posições foram invertidas era indescritível. Sem dúvidas ele também queria, tanto que se expôs e empinou, pensando no motivo de estar tão necessitado por algo que nunca sentiu. Ele queria ser fodido por Zoro. E claro, assim como ele mesmo havia feito, a penetração foi intensa e dolorosa, o obrigando a morder os lábios para não gritar de dor. Doía. Muito. Fechou os olhos e apertou as mãos no encosto do sofá, tentando não pensar no quanto estava dolorido por dentro.

Para Zoro, aquela pressão e aquela fricção eram maravilhosamente bem-vindas depois de tanto tempo de espera. Precisava tanto daquele alívio que não tentou refrear seus movimentos, estocando rápido e ouvindo o estalar dos seus corpos se chocando ecoando alto no castelo vazio. O loiro estava bastante distante de si e Zoro logo percebeu que aquela posição na poltrona não era ideal quando não mantinham os corpos colados, como o vampiro estava fazendo anteriormente com ele. Mas não queria fazer isso. Então, para conseguir manter algum equilíbrio, ele simplesmente agarrou o rabo de cavalo loiro, enrolando na mão e se segurando nele, enquanto a outra mão tocava o quadril do vampiro, apertando a carne macia.

Cada estocada machucava e era desesperadora, Sanji se forçava a esquecer a dor, mas Zoro não parecia querer colaborar nisso, especialmente quando puxou seu cabelo fazendo Sanji gemer de prazer.

— Zoro… — Ele gemeu alto o nome do caçador, de forma indecente e obscena, em total transe. A dor era imensa e cada vez mais ela desaparecia, dando espaço para o calor delicioso daquele homem. Queria se encostar mais nele, senti-lo mais fundo, dilacerando seu corpo, mesmo que não apreciasse exatamente a dor, ele amava que quem a causasse fosse Zoro. Era uma dor diferente de todas que antes havia sentido, chegando a ser bem próxima de prazerosa.

Junto ao primeiro gemido, outros se juntaram, dessa vez apenas palavras desconexas. Uma de suas mãos procurou a do outro, deslizando pelo corpo gelado até encontrá-la na parte do quadril que parecia queimar. Sanji apertou os dedos em cima da mão morena e começou a investir para trás, em busca de mais contato, delirando a cada vez que os corpos se chocavam e ele sentia a temperatura elevada do garoto que era sua perdição.

— Zoro… Hgnn... — Sanji queria mais dele, que Zoro usasse seu corpo como bem entendesse e desejava. — Zo...ro...

O vampiro não tinha o direito de dizer seu nome. Absolutamente nenhum direito. Muito menos daquela forma tão erótica e necessitada, como se precisasse desesperada e angustiadamente encher seus ouvidos com seu próprio nome. Zoro odiava.

Odiava, odiava, odiava, mas não conseguia dizer nenhuma palavra, nem mandá-lo calar a boca, só conseguia continuar metendo cada vez mais fundo, cada vez mais rápido, como se aqueles gemidos controlassem seu ritmo. A pressão era muito maior do que imaginava, o orifício apertava sua ereção tornando aquilo prazeroso para ele em mais de uma maneira. Logo os olhos de Zoro giravam involuntariamente para trás, nocauteado pelo prazer e despejando todo o fruto daquela abominação carnal bem no fundo dentro do vampiro loiro.

Ele era realmente patético. Mas o que era pior do que ter acabado de se derramar dentro do corpo frio daquela criatura que tanto desprezava, era que ele não parava de pensar coisas estúpidas que não queria pensar.

Como no quão fria aquela mão segurando a sua era, mesmo com a luva. Como no jeito cativante que as costas pálidas do vampiro reluziam à luz das velas. Como no fato daquele cabelo em suas mãos cheirarem como o banho que havia tomado há muito tempo naquele castelo, tão familiar, quase como se estivesse revivendo aquela lembrança.

— Fique longe de mim. — Ele vociferou enquanto se retirava rapidamente, quase tombando para trás no processo. A mente ainda muito drogada pelo seu orgasmo e as pernas menos fortes do que gostaria.

Zoro apenas se cobriu novamente com a calça, apanhou suas espadas e, já que sua roupa de cima havia sido destruída, pegou a do vampiro e saiu o mais rápido que pôde. Completamente melado, nojento e suado, tentando se cobrir do vento gelado da madrugada com o sobretudo que cheirava àquele vampiro maldito.

E Sanji que havia se sentido amado a cada estocada dolorida ficou mais uma vez abandonado no enorme castelo solitário. Ter corpo quente de Zoro em contato com o seu foi maravilhoso, ainda mais quando ele se despejou totalmente em seu interior. O vampiro havia gemido manhoso, apreciado aquele ato, para ele era quase como se Zoro estivesse desesperado para marcá-lo. Era patético um pensamento assim, Zoro apenas havia usado seu como como um receptáculo e não realmente se importava, não havia nem uma gota de amor naquele ato, era só uma foda qualquer que não significava nada. Mesmo assim, Sanji tentava se iludir de que era amor, que se não fosse assim não teriam feito aquilo.

Ele sabia. Sabia que era tudo uma mera ilusão de sua mente e quando o garoto disse para que ficasse longe dele, tudo se confirmou. Doía mais do que a primeira estocada, deixava seu coração em pedaços e o corpo se tornava ainda mais frio que já era, como se todo mísero calor tivesse sido roubado pelo outro que havia o abandonado e o deixado pateticamente jogado no sofá, como um saco de lixo imundo.