Young Legends —Os Herdeiros
5 Relâmpago Amarelo
Notas iniciais

"Relâmpago Amarelo"
Meu nome é Wally West e eu sou o filho do "Homem mais rápido do mundo" alguns o conhecem por esse apelido, alguns por sua alcunha "Flash", e outros pelo seu verdadeiro nome, Barry Allen, um famoso perito de Central City. Para todos que podem estar se perguntando, "Ele conseguiu mesmo consertar o buraco no espaço — tempo?", a resposta é sim, ele conseguiu, mas tudo tem seu preço. Ele sim, conseguiu salvar a cidade, mas o impacto foi tão grande que fez com que dois universos paralelos colidissem um com um outro. Muitas alterações foram feitas, apesar de a cidade toda ter sido salva do ciclone provocado pelas alterações que ele fez em seu passado. Logo depois de ter salvo a cidade e se tornado uma verdadeira celebridade, ele decidiu se mudar com minha mãe, Iris West para Keystone City, a cidade vizinha de Central City, de forma que ela não ficasse tão longe da família. Meu avô, Joe West continuou trabalhando com o meu pai em Central City, até que o meu pai resolveu se aposentar do trabalho na polícia. Para Joe, o trabalho na polícia era mais do que um trabalho. Era algo que ele gostava muito de fazer, que o mantinha vivo, mesmo correndo o risco de um dia ser morto no próprio trabalho. O velho Joe era durão, não se importava com os riscos, apenas em manter a cidade limpa de qualquer criminoso metahumano. É verdade, ele já quase foi morto por um gorila gigante chamado Grodd que costumava ser o animalzinho de estimação do General Wade Eiling, e ele quase teria morrido se meu pai não tivesse detido a criatura. Meu pai me contou sobre isso um milhão de vezes para mim quando eu era criança. Ele contava isso como quem canta uma canção de ninar para o filho. Isso era algo que ele se orgulhava muito, de ter salvo as pessoas que ele amava, porque como o velho Joe dizia, isso fazia parte dele, era algo que estava entranhado dentro dele, era como uma cicatriz profunda que nunca cicatrizou. E isso era algo que o famoso Arqueiro de Starling City não tinha. Oliver Queen, esse era o nome dele, não é mesmo? Eu nunca o conheci pessoalmente, pois eu ainda estava na barriga da minha mãe quando ela me teve. Mas, eu acabei conhecendo depois o filho dele, Connor Hawke, meu parceiro, meu truta, meu bro. Ele é um cara legal, tem uma cara de riquinho snobe, filhinho de papai, playboyzinho mimado e marrento, mas é gente fina. E tem uma mina legal, super simpática, chamada Lian Harper, ela é tão fofa, e bonita também, pena que ela prefere o meu mano Connor. Porque as minas adoram esses caras ricos? Eu não entendo. Eu sei que tem o dinheiro envolvido nisso, mas além disso, existe algo mais além disso? Enfim, meu pai também me disse que o tal Oliver Queen disse para ele uma vez, que caras como eles nunca ficam com a garota por causa do que eles fazem. Esse foi um conselho que ele parece não ter ouvido,pois ele provou para todos e para ele mesmo que ele não é como o Arqueiro de Starling City, ele é apenas o Barry Allen, que apesar de sua alcunha, ele fez o que fez, e ainda sim era o Barry Allen que todos conheciam e amavam. Que ele podia não ser perfeito em tudo, que ele tinha um coração nobre, e ainda era humano por dentro. Ele também era um pouco durão como o velho Joe, e acho que isso ele aprendeu com ele. Mas, ele ainda era o Barry Allen.
Essa é mais uma entrada do meu diário que eu estou escrevendo direto da sala secreta através da Gideon. Meu pai reconfigurou ela para me servir e apagou todas as entradas anteriores que pertenciam ao antigo Dr. Harrison Wells, mais conhecido como o "Flash Reverso" com a ajuda de Caitlyn Snow e Cisco Ramon, que levaram algum tempo fazendo isso, mas finalmente conseguiram. Depois disso, Caitlyn despertou os seus poderes de controlar e manipular o frio. Um dia, o Capitão Frio apareceu aqui no laboratório, pois queria que Cisco o ajudasse a resgatar o pai dele da prisão, pois sentia muita falta dele. Mas, você consegue acreditar na palavra de um vilão?
Enfim, eu tentei ajudá-la com o Capitão Frio e nós acabamos travando uma luta pelo laboratório. Ronnie, o Nuclear, marido de Caitlyn, surgiu para ajudar. Eu e Ronnie tentamos detê-lo, mas ele me jogou para escanteio e começou a medir forças com Ronnie. Fogo e gelo se cruzaram, até que no calor da batalha, Ronnie disparou uma labareda na mão do Capitão Frio, que acidentalmente acertou um raio gélido em Caitlyn. Ela tinha ficado uma estátua de gelo. Aos poucos, o gelo no corpo dela foi rachando e pedras de gelo caíram no chão. Caitlyn havia mudado. Ela já não era mais a mesma. Ela se tornou bastante violenta. Ela ficou confusa, e o Capitão Frio denunciou que fora Ronnie que a deixara naquele estado, que ele era o culpado pelo que aconteceu. Caitlyn começou a acreditar que a culpa era mesma de Ronnie e lançou uma chuva de granizo sobre a cabeça dele. Ronnie explodiu as pedras de granizo com suas chamas e tentou convencer Caitlyn de que a culpa não era dele e sim do Capitão Frio, mas ela não o ouvia, ela lançou cristais de gelo das mãos espalmadas na direção de Ronnie e as lâminas de gelo começaram a cortar o rosto e o corpo dele, rasgando partes da roupa dele e fazendo-o sangrar com pequenos cortes na pele dele. Eu rapidamente entrei na frente de Caitlyn e tentei impedi-la de continuar com aquilo, pois estava machucando a pessoa que ela mais amava na vida dela. Mas, ela não tinha consciência do que estava realmente fazendo e disse para eu sair da frente, pois ela queria matar Ronnie por tê-la deixado daquele jeito. O Capitão Frio riu daquilo e disse: "Que triste, dois amantes que não podem ficar juntos, apesar de se amarem tanto, isso me lembra Romeu e Julieta."
— Cala a boca, Snart! — Ronnie interferiu.
O Capitão Frio riu outra vez. Ele estava mesmo adorando todo aquele drama e então se defendeu.
—Esquentadinho, você. Acho que vou levá-lo comigo para fazer companhia ao Mick —disse ele com um sorriso malicioso estampado na cara.
—Cala a boca Snart! — disse Ronnie explodindo de raiva e soltando chamas pelo corpo.
—Venha, mana. Junte-se à mim. Venha fazer parte do meu exército de Rogues — disse Snart com um olhar penetrante em Caitlyn.
— Não, Caitlyn! Não faça isso! — disse Ronnie ainda em chamas.
—Nós não temos mais nada entre nós, Ronnie. Snart, será um prazer trabalhar ao seu lado — disse Caitlyn.
Snart apenas sorriu para ela.
— Bem — Vinda ao grupo, Caitlyn. Diga "Adiós" para os seus antigos amiguinhos e venha comigo — disse Snart.
— Adeus, pessoal! —disse Caitlyn acenando "adeus" para aqueles que haviam sido seus amigos.
E foi assim que Caitlyn despertou seus poderes e passou a se chamar "Nevasca". Ronnie passou vários dias chorando a partida de Caitlyn Snow dos laboratórios Star. Ele estava com o coração partido.
Pergunta, como Leonard Snart nos encontrou? Simples, o meu pai já trouxe ele aqui uma vez quando acabou tendo que confiar na ajuda dele para que um plano desse certo.O que acabou virando um enorme fiasco, já que o Capitão Frio tem uma natureza dúbia, e não é confiável. Sim, eu concordo que o meu pai errou em confiar no Capitão Frio, mas ele só estava tentando ser humano e mostrar alguma compaixão pelo seu pior inimigo. E eu entendo que no lugar dele, eu talvez fizesse o mesmo, mas...porque escolher o errado, quando se pode escolher o certo?
Mas, chega dessa história. Eu vou contar minha história mais uma vez, para que todos os que visitarem essa sala no futuro, possam ver quem eu fui e se lembrarem, caso eu venha a morrer. O meu pai já chegou a ser marcado para morrer pelo Flash Reverso, que tinha assumido a identidade de Dr. Harrison Wells, e arquitetou todo um plano debaixo dos narizes de todos que acreditavam que Harrison Wells era um cara legal e que jamais mataria alguém, que jamais faria o que o Flash Reverso fez. Até descobrirem sua verdadeira identidade, Eobard Thawne.
Laboratórios S.T.A.R
Wally estava de pé e de frente para a IA chamada Gideon e continuava a narrar a sua entrada do diário. Ele vestia uma camisa jeans com uma camiseta branca por baixo, uma bermuda preta, e tênis preto com detalhes amarelos.
Keyston City
Local: Casa da família Allen
Hora: 01:20
Um jovem Wally West estava em seu quarto jogando um RPG Online chamado City Of Heroes. Ele usava um Avatar, um personagem velocista como o pai, pois adorava o pai e desejava muito ser como ele. O tempo naquela noite estava realmente assustador. O céu estava cinza e coberto de nuvens pretas. Relâmpagos e trovões caiam sem parar. Um vento estranho circulava pela atmosfera e fazia a janela do quarto de Wally estremecer. As descargas elétricas começavam a cair junto com vários clarões no céu.
Wally estava tão concentrado no jogo que não se preocupou em desligar o computador naquela hora.
"Um raio não cai duas vezes no mesmo lugar, então eu estou tranqüilo..." —Ele pensou.
Wally não tinha a consciência de que tal imprudência poderia por a vida dele em risco. Então ele continuou jogando o video game, até que a imagem no computador começou a piscar sem parar. Ele achou que deveria ser problema de algum vírus de computador poderoso e desconhecido.
—Eu acho que vou falar com o meu pai para levar esse computador na assistência técnica.
A tela do computador se estabilizou e depois se apagou por um tempo.
—Droga! Justo quando eu estava passando para o nível 30! — disse Wally nervoso.
A força volta, porém, Wally tinha que entrar outra vez no jogo com o seu login e senha, e começar o que estava fazendo, tudo de novo. Bufando, ele começou a digitar o seu login e senha várias vezes, até que surgiu uma mensagem:
"Impossível se conectar com o servidor do game. Verifique a sua conexão com a internet e tente mais tarde."
—O quê?! Que porcaria é essa? — Questionou Wally.
Wally não desistiu e foi tentar abrir alguma página no navegador do PC, mas logo viu que o navegador apresentava uma tela em branco no navegador que apresentava o seguinte erro:
Erro 404, Página não encontrada.
—O navegador também? Que saco!
Enquanto isso, Iris West estava no quarto com Barry, deitada ao lado dele na cama com uma camisola branca e transparente de renda, quando ouviu os gritos de Wally. Barry ainda dormia só de cueca samba — canção.
"Eu achei que Wally estivesse dormindo a uma hora dessas" —Iris pensou.
Iris calçou suas pantufas cor de rosa de pêlo, abriu a porta do quarto, caminhou pelo corredor até a porta do quarto de Wally, e já bocejando, e uma cara amassada de sono, bateu na porta.
—WALLY RUDOLPH WEST! DESLIGA ESSA DROGA DE JOGO E VAI DORMIR! — Vociferou Iris cansada. Faltava — lhe sono — SE NÃO DESLIGAR AGORA ESSA DROGA DE JOGO, VOCÊ VAI FICAR DE CASTIGO POR DUAS SEMANAS!
No quarto, um Wally apavorado com o castigo deveras exagerado de Iris, foi desligar o computador.
—EU JÁ ESTOU DESLIGANDO, MÃE! —vociferou Wally tentando se virar para desligar o computador.
"E agora? Eu estou ferrado!" —Wally pensou.
Wally andava de um lado para o outro, fazia que ia desligar o computador, mas depois resolvia que não. Ele fazia isso constantemente.
—Porcaria! Eu não quero ficar duas semanas sem jogar esse RPG viciante! —exclamou Wally batendo o pé.
Wally resolveu ir desligar o computador já que a internet havia caído por causa do mau tempo. Ele clicou na ponta da barra de ferramentas, um menu abriu, e ele clicou em "Desligar computador".
O computador começou a ser desligado, mas de repente, um clarão surgiu e um enorme relâmpago não só queimou o computador enquanto a máquina desligava, e uma descarga elétrica atingiu Wally no peito, jogando-o para trás. Wally bateu na parede e caiu sobre a própria cama, que desmontou com o impacto sobre ela. Wally estava inconsciente.
—JÁ CHEGA! WALLY RUDOLPH WEST, VOCÊ VAI FICAR...
Antes que Iris pudesse completar a frase, ela fora interrompida por um enorme estrondo no quarto do filho. Iris resolveu abrir a porta silenciosamente e ao entrar no quarto todo bagunçado do filho, ela olhou ao seu redor tentando encontrá-lo, e quando o viu caído sobre a cama, ela soltou um grito de espanto.
—MEU DEUS! WALLY! FILHO!
Iris foi até onde estava o corpo do garoto e começou a chorar sobre o corpo dele. Ela pensou ter perdido o seu filho naquele dia. Ela enxugou as lágrimas com as mãos e chamou o marido.
—BARRY! BARRRY! BARRRRY! VENHA AQUI, RÁPIDO!
Iris continuou berrando o nome do marido, até que ele se levantou da cama e andando vagarosamente como uma lesma, já que sua super — velocidade estava um pouco fraca, depois de um looongo tempo sem exercitá-la, e foi até o quarto de Wally. Ele parecia um zumbi. Seus olhos estavam injetados, a cara amassada. Nitidamente se notava o cansaço no semblante dele.
—O que foi, Iris? Para que todo esse escândalo? —indagou Barry cansado.
—Olha, o nosso filho! Ele...está morto! — disse Iris ainda desesperada.
Barry olhou para o corpo do garoto nos braços de Iris, levou a mão sobre o rosto tentando desfazer o cansaço no rosto, e assim que viu o filho, logo se lembrou de quando ele estava na sua casa em Central City, olhando as pistas que ele mantinha em um mural sobre quem seria Harrison Wells, o caso da prisão de seu pai, Henry Allen que havia sido preso injustamente e acusado de matar a esposa, Nora Allen, quando ele era apenas um garoto e viu um relâmpago vermelho e um amarelo brigando entre si e depois se viu a quilômetros de sua casa apenas de pijama, sem entender o que havia acontecido. Naquele dia, o rádio anunciara uma forte chuva e o momento em que o gerador de partículas construído pelos laboratórios S.T.A.R seria ligado, afim de testá-lo. Quando a máquina foi finalmente ligada após a contagem regressiva que todos em Central City aguardavam ansiosos, uma forte explosão, semelhante a explosão da bomba atômica de Hiroshima e Nagasaki devastou a cidade, e fez com que todos os afetados pela explosão se tornassem meta-humanos e ganhassem poderes, enquanto um forte relâmpago caiu no quarto de Barry, e ele caiu sobre uma estante cheia de produtos químicos e fora banhado por eles no processo, antes de cair inconsciente no chão, como Wally e depois acordar nos laboratórios S.T.A.R, onde fora salvo por Cisco Ramon, Caitlyn Snow e o Dr. Harrison Wells. Logo depois disso, Barry havia se tornado o "Flash" e assumido um uniforme vermelho especialmente desenhado por Cisco.
Barry chacoalhou a cabeça para espantar o cansaço e se juntou a Iris.
—Ok. O que aconteceu aqui?
—Eu não sei. Eu...no começo estava muito brava com o Wally por ele não largar esse jogo online que ele fica jogando até tarde no computador. E ai eu ouvi um estrondo muito forte, e quando eu abri a porta, me deparei com o corpo do nosso filho estendido no chão. — explicou Iris.
—Certo —Barry acompanhou.
—Barry, eu estou com medo. Eu não sei o que fazer. Eu acho que ele está morto. Eu não consigo sentir os pulsos dele.
—Está bem. Fique calma, Iris. Deixe-me ver isso.
Iris se afastou do corpo de Wally e Barry tocou o peito do garoto para testar. Quando Iris ficou no hospital uma vez, foi esse mesmo choque que a fez voltar a vida. Barry logo se lembrou disso. Mas, no caso de Wally, o corpo dele estava todo eriçado, como se estivesse envolto por um campo de força eletro-magnético que o protegia.
—Ele está bem. Mas, é melhor nós levarmos ele para o hospital.
—Talvez. Não seria melhor levá-lo para o laboratório? Cisco e Caitlyn podem ajudar. —sugeriu Iris.
—...Eu preferia levá-lo ao hospital.
—Mas Barry...—disse Iris com incerteza.
—Ok, Iris...vamos levá-lo para os laboratórios S.T.A.R...—concordou Barry mesmo relutando.
Laboratórios S.T.A.R
Wally de repente acorda em uma mesa com Barry, Iris, Caitlyn e Cisco ao redor dele o olhando. Wally estava com o tronco nu com alguns eletrodos na região. Ele usava apenas a bermuda preta que ele estava usando na noite anterior com parte da cueca aparecendo, e os pés de meias brancas.
—Pai? Mãe? Onde eu estou? —indagou Wally confuso.
—Querido! Você acordou? Que bom! Eu achei que você tinha morrido — disse Iris toda saltitante.
—Você está bem, filho? — perguntou Barry.
—É, eu to legal. O que aconteceu?
—Você...estava desmaiado no seu quarto ontem à noite, lembra? —explicou Barry.
—Não. Eu não consigo me lembrar.
—Barry, os sinais vitais dele são surpreendentes. Lembram muito os resultados dos seus batimentos quando você veio para cá, lembra? —indagou a Dra. Snow analisando os dados em um tablet.
—Sim, eu me lembro —atestou Barry.
—Bem, obrigada por salvar a vida do meu filho —disse Iris dando um abraço em Caitlyn.
—Não precisa agradecer. Eu só estou fazendo o meu trabalho — disse Caitlyn com um sorriso.
Wally olhou para os eletrodos no corpo dele e começou a tirá-los.
—Para que são essas coisas? — disse Wally incomodado com aquilo.
—Para monitorar os seus sinais vitais.—respondeu Caitlyn olhando séria para Wally.
—Está um frio aqui — disse Wally se levantando da mesa.
—Desculpa, eu vou te trazer uma camiseta.
Caitlyn foi até a mesa dela e pegou uma camiseta azul marinho com o logotipo do laboratório que estava na cadeira e a entregou para Wally vestir.
—Obrigado. —disse Wally vestindo a camiseta.
—De nada — respondeu Caitlyn.
—Ele lembra muito você — disse Cisco puxando da memória.
—Obrigado, Cisco —agradeceu Barry.
—Então, temos mais um Flash na família — analisou Cisco.
—Sim, o nome dele é Wally Rudolph West. Ele é fã de video games — comentou Barry.
—Incrível! Esse é o meu bro — disse Cisco maravilhado.
—Então, eu ainda estou de castigo? —indagou Wally.
Barry olhou para Iris com um sorriso no rosto. Ela olhou de volta para Barry, pensou por um tempo, e respondeu.
—Eu vou pensar no assunto.
—Mãe! Qual é?! Dá um desconto! — reclamou Wally.
—Eu prometo que vou pensar no assunto. Mas, acho que em partes a culpa foi minha. Eu não devia ter brigado com você daquele jeito. E quando vi você desmaiado no quarto. Eu quase tive um infarto — disse Iris.
—Mãe, você se preocupa demais comigo —disse Wally.
—E porque eu não deveria me preocupar? Afinal, você é meu único filho — disse Iris.
—Eu acho que você exagera um pouco, Iris — disse Barry.
—Tal pai, tal filho. Parece que eu não tenho um marido e um filho, parece que eu tenho dois filhos, um grande e um pequeno, porque vocês dois...sinceramente, parecem duas crianças —disse Iris inconformada.
—Deixa o garoto. Ele é jovem ainda, tem mais é que se divertir —disse Barry descontraído.
—Obrigado, pai. — agradeceu Wally.
—Mas nem por isso deixe de ouvir a sua mãe — alertou Barry.
—Obrigada, Barry, por botar algum juízo na cabeça desse moleque — disse Iris puxando a orelha de Wally.
—Ai, mãe!
—Isso é para lembrá-lo que quando eu falo para você fazer uma coisa, é para você fazer — disse Iris um pouco autoritária.
—Tá bom, mãe. Desculpa!
—Você já pensou no que teria acontecido se você tivesse morrido? —questionou Iris.
—...—Wally evitou olhar para a mãe— Quando é que começa a minha "nova vida" como Flash, Cisco? —indagou Wally.
—Não tão rápido, Billy "The Kid"! Primeiro precisamos fazer um treinamento como fizemos com o seu pai quando tínhamos o Dr. Harrison Wells, para testar suas habilidades.
— E depois?
—Depois vamos testar você em algumas missões, mas como um soldado raso, e já tenho um nome de escoteiro para você, Kid Flash. Você ainda terá que provar que é digno de ser um cavaleiro Jedi, jovem padawan. E então você terá suas cores.
—Entendeu, filho? — questionou Barry.
—Sim, pai. Sim, Cisco.
Presente
Laboratórios Star, Sala secreta.
Wally termina de registrar sua entrada no diário.
—Mais alguma coisa, Wally? —perguntou Gideon.
Wally leu a sua entrada do diário na tela e concluiu.
—Não, é só, Gideon. Muito obrigado — disse Wally.
—Está bem, Wally. Tenha um bom dia— disse Gideon se despedindo de Wally.
O rosto da IA desapareceu da tela e o painel se apagou. Com um sorriso, Wally saiu da sala secreta, passou pelo laboratório e se despediu de Cisco.
—Eu vou indo para a minha casa, Cisco.
—Tudo bem. Boa noite, Wally.
—Boa noite, Cisco.
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