Young Legends —Os Herdeiros
6 Chemo
Notas iniciais

“Chemo”
Verdant
hora: 21:00
Um homem desconhecido trajando um moletom preto com um capuz e um lenço na boca ocultando sua face entra no meio da pista de dança e começa a oferecer uma lata de um poderoso energético que ele carregava em um dos bolsos da frente da calça. A lata era verde limão com o nome em letras brancas que ao ser exposta ao escuro, brilhava. O homem oferece para cada uma das pessoas que dançavam na pista abordando-as com uma conversa de que a bebida poderia dar poderes à elas. A maioria das pessoas na boate rejeitava a bebida dizendo não estarem afim, outras até demonstravam algum interesse, mas ainda resistiam. O homem não desistia de vender a bebida. Ele passa por todos ali, até que vê uma garota no balcão do bar, ela era loira de olhos verdes, vestia um vestido vermelho com decote tomara que caia, e sapatos de salto alto vermelhos. Ele senta na cadeira ao lado dela e a aborda.
—Senhorita, qual é o seu nome?
—Selene Krumen — Ela responde meio tonta depois de ter bebido várias taças de Dry Martini.
—Você gostaria de ter super poderes?
—Super o quê…?
—Super poderes. Super — força, super visão, coisas do tipo. Você gostaria?
—Sim. Porque não?
—Você vai ser muito poderosa. Quem sabe você possa até se tornar uma super heroína?
—Sim, seria legal.
O homem pos a lata de energético no balcão e apresentou o produto para a mulher.
—Chemo. É o novo super energético preparado pela Condessa Vertigo. Ainda está em fase de testes. Essa é uma amostra grátis. Você pode ser a primeira a experimentar a bebida. O que acha?
—Hmm...Eu acho que vou experimentar — disse a mulher tocando na lata.
O Homem sorriu ao ver a resposta da mulher. Connor que estava supervisionando como uma águia a boate, olhou a seu redor e viu o estranho homem com a cliente da boate. Pelo Bluetooth conectado na orelha esquerda ele avisou Diggle.
—Diggle, você deixou um homem de moletom preto e calça cinza entrar na boate? —indagou Connor estranhando.
—Como? Um homem de moletom preto e..—disse Diggle no aparelho meio interrompido, já que ele estava observando cada pessoa que entrava na boate.
—Você ouviu o que eu disse? —indagou Connor.
—Sim, eu ouvi, patrão. Mas...não me lembro de ter visto ninguém com essa descrição entrar na boate. Porque?
—Bem, porque eu estou vendo um assim no bar —respondeu Connor.
—Será que ele entrou de penetra? Enfim, eu não posso cuidar disso no momento. Eu estou ocupado revistando e observando os convidados que entram na boate. Não vai dar, patrão.— lamentou Diggle.
—Eu entendo. Eu só queria confirmar com você sobre isso. Eu vou falar com ele.
—Tudo bem, patrão. Diggle desligando.
Connor desceu as escadas e foi até o estranho homem e o abordou.
—Com licença, amigo. Como você entrou aqui? —indagou Connor.
—Eu entrei pela porta dos fundos.
—Pela porta dos fundos,hein? Boa tentativa, mas você não me convenceu.
—Quem se importa? Eu já consegui o que eu queria. Veja!
O estranho homem saiu do bar e ficou ao lado do balcão. A mulher que tinha bebido a bebida energética começara a ter tonturas e tremer, e seus olhos haviam vertido lágrimas de sangue, mas ela estava completamente fora de si. Ela bufava e grunhia.
Connor olhou fixamente para a mulher e estranhou a reação dela.
—O que diabos tem nessa bebida? —exclamou Connor.
—Ah, então você quer saber o segredo de Chemo? —questionou o homem sinicamente.
—Me diga o que tem na bebida, caso contrário…
—Você vai fazer o quê? Atirar em mim? Você não é policial — disse o homem soltando uma gargalhada.
—Me diga o que tem na bebida! —exigiu Connor.
—Um segredo não é mais um segredo, se contado.
—Vai se ferrar! ME CONTE AGORA O QUE TEM NA BEBIDA!!! —vociferou Connor.
Connor se aproximou do homem e o puxou pelo colarinho.
—Me diga o que tem na bebida? —repetiu Connor.
—Está bem, eu vou falar. Mas depois eu vou ter que matá-lo. Ninguém pode saber o que tem na bebida. Essa foi uma ordem expressa da Condessa Vertigo.
— Condessa Vertigo? Quem é ela?
—Alguém que tem contas a acertar com Oliver Queen.
—Desculpa, mas não vai rolar. Oliver não está em Starling City.
“Oh merda! O que eu estou fazendo? Eu estou dando informações demais para ele”—pensou Connor.
A mulher se aproximou de Oliver e pressionou o pescoço dele com uma força brutal. Connor se viu enforcado pela mão da mulher.
—O que. tem. na. bebida! — disse Connor já arfando.
—Você quer mesmo saber?
Connor tentava resistir e se livrar da mão da mulher.
—Está bem. A bebida é composta de uma mistura de Vertigo e Mirakuru. Oliver Queen já foi capaz de deter ambos separadamente, mas juntos? Ele não conseguiria se livrar deles. —o homem começou a gargalhar da situação.
—Vertigo? Mirakuru? O que são essas coisas?
—Você nunca ouviu falar disso?
—Não.
Connor já estava vermelho e mau conseguia respirar. Ele ofegava muito.
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Na base dos Young Legends, Thea olha as imagens das câmeras de segurança no monitor e fica chocada ao ver Connor sendo enforcado no meio da boate.
—Meu Deus! Connor!
Lian que estava treinando na barra como Oliver costumava fazer, interrompeu o treinamento e foi até onde Thea estava.
—O que está acontecendo? —disse Lian suspirando.
—Connor está em perigo! —disse Thea.
—Como assim? O que está acontecendo? —indagou Lian com preocupação.
—Olha as imagens, Lian. Essa mulher está sob o efeito de Mirakuru. A mesma droga que transformou Slade Wilson no mercenário chamado Exterminador. Nós precisamos nos apressar e fazer alguma coisa, caso contrário, Connor vai morrer! Vista-se, garota! —disse Thea olhando séria para Lian.
—Ok, eu estou indo.
—Lian, você não queria agir como o eu ou o Arqueiro? Agora é a sua chance.
—Obrigada, Thea.
—Não precisa me agradecer, apenas vá!
Lian foi até a quarta vitrine montada para ela com o seu uniforme e arco e pegou o arco. O arco era bem largo, feito de fibra de carbono como Cisco havia sugerido e todo pintado em preto com o apoio das mãos em verde.
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Lian chega no local onde estava Connor já trajando seu novo uniforme de Black Boa e com o arco nas mãos com uma flecha preta apontada para a mulher.
—Solta ele, AGORA!
Connor virou um pouco a cabeça e viu Lian trajando o seu uniforme de vigilante.
—Lian! —exclamou Connor já rouco.
—Agora! Solte ele!
A mulher, já de olhos abertos, olhou para o homem misterioso e ele fez um sinal com a cabeça para ela soltá-lo. Ela entendeu o comando e tirou a mão do pescoço de Connor. Connor caiu no chão com o rosto vermelho, tossindo e tentando recuperar o fôlego.
—Bem, eu vou deixá-la lidar com a Arqueira.
—Sim, chefe! —assentiu a mulher.
O homem misterioso desapareceu ao vento, deixando a mulher alterada cuidar de Black Boa.
—Não se mexa, ou eu vou disparar!
—Vá em frente, queridinha! Nada pode me deter!
—Veremos!
Black Boa puxou mais a corda e disparou a flecha contra a mulher. A mulher pegou a flecha no ar e a jogou no chão. A flecha caiu fazendo um barulho metálico.
—Droga! — disse Black Boa irritada com aquilo.
Black Boa continuou disparando flechas na direção da mulher, que as evitava fazendo com que elas caíssem todas no chão.
—Parece que você está sem flecha, queridinha! —disse a mulher com um sorriso malicioso.
—Já chega! Eu vou acabar com você! —disse Black Boa jogando o arco no chão.
—Pode vir! — disse a mulher.
—Eu não tenho medo de bater em uma mulher inocente! Eu não sou como o Arqueiro Verde foi no passado — disse Black Boa avançando em direção a mulher.
Black Boa avançou em direção a mulher, e desferiu um chute no rosto dela. A mulher ficou um pouco desorientada. Lian desferiu uma sequência de Jab e direto no peito da mulher, mas ela resistia, devido ao efeito do Mirakuru.
—Que diabos você tomou?! —disse Black Boa com espanto.
—Chemo. Chemo é legal. — disse a mulher.
—Chemo? O que é isso? Eu não entendo! —exclamou Black Boa.
—Uma mistura de Vertigo e Mirakuru. Você devia experimentar! — revelou a mulher já soltando uma gargalhada.
—Merda! Eu não sei o que fazer diante disso! —exclamou Black Boa desesperada.
—Mas eu sei! —disse a mulher já desferindo um soco na direção do rosto da vigilante.
Lian ficou distraida olhando para a mulher e ela acertou o golpe bem no rosto de Lian.
—Ai! Sua vadia! —exclamou Black Boa sofrendo com a dor do soco.
Black Boa não se conteve e desferiu uma cotovelada com o braço direito na cara da mulher. A mulher começou a cuspir sangue e Black Boa desferiu um chute no meio das pernas da mulher, que acabou caindo de joelhos no chão. Lian nem se preocupou em socorrer a mulher, foi direto socorrer Connor. Ela se aproximou de Connor e falou com ele.
—Connor! Você está bem? —indagou Black Boa.
—Eu acho que sim. —disse Connor meio fraco.
—O que aconteceu?
—Eu apenas vi esse homem estranho e quando eu vi, ele já tinha tranformado a cliente numa psicopata.
—Isso eu percebi. Agora, eu não entendo o que é esse tal de Chemo? A mulher disse que era uma mistura de Vertigo e Mirakuru... — comentou Black Boa.
—Pois é. Eu ainda não sei que substância é essa. Se a Felicity estivesse aqui, ela teria nos explicado. Eu acho.
Connor respirou normalmente.
—Você quer que eu te leve para um hospital, alguma coisa? —disse Black Boa preocupada.
A vigilante abaixou a máscara, revelando seu rosto para Connor.
—Não, eu vou ficar bem. Você está muito linda nesse uniforme —disse Connor com um sorriso carismático.
—Obrigada. Sabe o que é engraçado nessa situação toda?
—Não, o quê?
—Eu finalmente aprendi a não usar o Arqueiro Verde como referência. —riu Lian.
—Esse é só o começo. Aos poucos você vai evoluindo.
—E quanto a você, como é que você já está sabendo usar o antigo uniforme do Arqueiro Verde?
—Eu tive um treinamento intenso quando estive no Tibete treinando com um monge budista —revelou Connor.
—O Arqueiro Verde treinou em uma ilha, e você no Tibete?
—Sim, pois, ao contrário dele, eu precisava encontrar a paz. Eu buscava encontrar todas as respostas para as minhas dúvidas lá.
Flashback
Um dia, Ray Palmer estava em sua mesa, trabalhando no computador. Ele vestia um elegante terno preto risca de giz, com uma gravata azul simples, sem nenhuma estampa. Então, ele recebe uma ligação no telefone em sua mesa. Ele tira o telefone da base e atende.
—Sim?
—Senhor Palmer, desculpa interrompê-lo...—disse a voz sensual de Rebecca, a nova secretária de Ray Palmer no telefone.
Com Felicity Smoak fora da empresa de Ray Palmer, ele acabou contratando uma nova secretária para ajudá-lo enquanto Felicity estava ausente. A nova secretária era Rebecca Strain, uma mulher madura de olhos verdes, cabelos pretos, e um corpo escultural e voluptuoso.
—Está tudo bem, Rebecca. Você...precisa de algo?
—Não, eu estou bem. Eu gostaria de avisá-lo que você tem uma visita. É um rapaz chamado Connor Hawke.
—Connor Hawke? Eu fico imaginando quem seria ele. Está bem, mande-o subir.
—Sim, chefe. Imediatamente.
A ligação termina e Ray coloca o telefone de volta na base.
↑
Na recepção, Rebecca passa a resposta de seu chefe para Connor, que aguardava com as duas mãos nos bolsos de seu terno.
—Você pode subir. O senhor Palmer vai vê-lo.
—Obrigado.
Connor seguiu em direção ao elevador e Rebecca o fitou por um momento. Connor chamou o elevador apertando o botão para subir e virou para o lado. Ele notara que Rebecca olhava para ele e ela abriu um sorriso malicioso para ele e ele sorriu de volta para ela.
Rebecca não conseguia evitar de olhar para Connor. Pegou uma caneta BIC azul, colocou entre os dentes e fez movimentos de mordida, como se quisesse mordê-lo. Logo que o elevador chegou, as portas se abriram e Connor entrou no elevador que tinha um painel âmbar no fundo. As portas se fecharam e ele apertou o botão para o andar superior onde Ray Palmer ficava.
↑
Rebecca continuou trabalhando em sua mesa, porém não parava de pensar em Connor. Mas, ela possuía um segredo que ninguém sabia, muito menos o CEO da empresa. Rebecca Strain na verdade era a Condessa Vertigo e havia assumido depois que Oliver deu cabo dos dois primeiros Conde Vertigo. O legado dos Condes Vertigo, continuava, agora com uma mulher. De dia, Rebecca era a secretária de Ray Palmer, mas de noite, ela era a Condessa Vertigo e atuava em Blüdhaven.
Blüdhaven era uma cidade perto de Starling City e irmã de Gotham City. Blüdhaven tinha uma população socioeconômica muito pobre. O sonho de Blüdhaven era se tornar uma cidade industrial e comercial, mas falhava nesses quesitos. Quando o desastre envolvendo a máquina de gerar terremoto de Malcolm Merlyn aconteceu, a enorme onda sísmica que abalou não só Starling City, mas também os Glades, também afetou Blüdhaven, transformando as duas cidades em um cenário caótico e apocalíptico. A criminalidade em Blüdhaven já era demasiadamente alta, e depois do terremoto, apesar dos esforços do prefeito da cidade de querer restaurá-la e transformá-la em uma cidade Industrial e comercial como sempre desejou vê-la, começou a aumentar mais ainda. Muitas famílias foram mortas não só pelo terremoto, mas também pelas ondas de crimes sem controle que se alastrava a cada dia pela cidade. A cidade tinha se tornado uma verdadeira zona de guerra muito pior que o Paquistão. Blüdhaven havia se tornado uma cidade sem lei, onde os criminosos ditavam as regras na cidade como ditadores do passado da humanidade. Drogas, prostituição, e violência descomunal faziam parte da cidade. Os poucos policiais que haviam na cidade, se viram forçados a se juntarem aos criminosos, caso contrário seriam mortos. Matança, assassinatos, homicídios eram praticados todos os dias pelos criminosos, que faziam a festa na cidade.
Em tal cenário deturpado que um novo herdeiro do legado dos Condes Vertigo havia surgido. Rebecca Strain, mais conhecida como Condessa Vertigo. Ela era dona de um bordel na cidade, e depois de estudar a fórmula da droga Vertigo, ela resolveu fazer algumas mudanças para torná-la mais potente. Um dia, o senhor Slade Wilson foi até ela dizendo que havia ouvido falar dela e queria vender algumas doses da droga conhecida como Mirakuru, a droga que o transformou, deixando-o insano e extremamente volátil.
Flashback
Casa "The Green Devil"
Hora: 00:30
Slade Wilson entra no bordel com uma pasta prateada. Ele vestia um terno preto com uma gravata vermelha e uma camisa branca.
Ele é recebido pela dona do bordel, Rebecca Strain.
Rebecca vestia apenas um vestido verde esmeralda de decote largo de ombro a ombro e sapatos de salto da mesma cor do vestido. Seu cabelo era preso atrás com um pauzinho verde, com algumas mechas caídas sobre os ombros.
—Olá! Como posso ajudá-lo? Procurando uma garota para passar essa noite aqui? —disse Rebecca sendo solícita.
—Olá, senhora. Meu nome é Slade Wilson, e eu gostaria de falar com a proprietária. Eu estou aqui para fazer uma proposta.—disse Slade com sua voz rouca característica.
—Ah, direto ao ponto. Eu gosto de homens assim. Negócios, então?
—Sim. Você é Rebecca Strain?
—Em carne e osso. Eu sou a dona dessa casa. —disse Rebecca se apresentado.
—Eu li a seu respeito. Soube que está planejando uma nova droga...
—Sim, eu estou. Já ouviu falar de Vertigo? —indagou Rebecca olhando para Slade com um sorriso nos lábios.
—Vertigo? Não. Já ouviu falar de uma droga chamada Mirakuru? —rebateu Slade com outra pergunta.
—Mirakuru? Não, isso é novidade para mim.
—É uma droga criada pelos japoneses para criar super soldados. Mirakuru significa "Milagre" em japonês —explicou Slade.
—Você é traficante de drogas? —questionou Rebecca.
—Não. Mas eu tenho uma ideia envolvendo o Mirakuru —disse Slade com um sorriso maquiavélico.
—Bem, eu sou toda ouvidos.
—Ótimo! Eu vou falar sem rodeios. Eu quero criar um exército de super soldados com o Mirakuru. A minha primeira tentativa foi frustrada pelo Arqueiro no passado, e agora que ele está fora de Starling City, eu resolvi tentar outra vez. Eu não vou parar até conseguir o meu exército —disse Slade sendo bastante enfático nas palavras.
—Entendo. Vertigo é uma droga que causa alucinações, tontura, dentre outros efeitos colaterais. Mas, o Arqueiro já frustrou as duas tentativas de espalhá-la em Starling City —disse Rebecca.
—Então temos um inimigo em comum. Eu te ajudo com a droga, e você me ajuda com o meu exército de super soldados, o que acha? —Questionou Slade.
—Perfeito! Apenas me diga do que você precisa.
Slade abriu a pasta prateada e mostrou os frascos de Mirakuru que estavam alojados dentro dela. O líquido nas ampolas era amarelo claro.
—Isso é Mirakuru. Talvez possamos combinar as duas drogas e obter uma droga ainda mais poderosa com os efeitos de ambas.
—Eu adorei! Você é um gênio, senhor Slade Wilson.
—Por favor, me chame apenas de Slade. Então, temos um acordo, senhora Strain? —disse Slade estendendo a mão para Rebecca.
—Sim — disse Rebecca apertando a mão estendida de Slade.
—Foi um prazer fazer negócios com você, senhora Strain.
↑
Connor chega no escritório de Ray Palmer e se aproxima da mesa dele. Ray se levanta da mesa para cumprimentá-lo.
—Senhor Hawke. É um prazer te conhecer. Eu sou Ray Palmer.
—Connor Hawke. Muito prazer em conhecê-lo. —disse Connor estendendo a mão para Ray.
—O prazer é meu —disse Ray apertando a mão de Connor —Então, como você ficou sabendo da minha empresa?
—Eu vi a propaganda da sua empresa durante os intervalos do Super Bowl na televisão —explicou Connor.
—Entendo. Por favor, sente-se —disse Ray indicando a cadeira perto da mesa dele.
—Obrigado.
Connor e Ray se sentaram.
—Rebecca disse que você queria me ver. Qual é o motivo da sua visita? —indagou Ray curioso.
—Bem, um passarinho me disse que você é muito amigo do meu pai — disse Connor puxando assunto.
—Seu pai? Quem é ele? Eu não estou conseguindo acompanhar. — disse Ray um pouco confuso.
—Oliver Queen —respondeu Connor sendo direto.
—Ah, Oliver. O antigo, novo caso da Felicity — lembrou Ray.
—Sim. Eu sou filho dele. Mas, ele me abandonou — disse Connor.
—Você é filho do Oliver? Sério? Isso é...incrível! —exclamou Ray bastante surpreso.
—Ah-ham! —pigarreou Connor.
—Desculpa. Eu não consegui me conter —Ray se desculpou.
—Bem, eu tenho um pedido. Na verdade, eu gostaria de te pedir uma ajuda financeira —disse Connor bastante direto.
—Eu não sou agiota. Mas, se estiver ao meu alcance, eu posso mexer os pauzinhos e ver no que dá —disse Ray sendo sarcástico.
—Ok. Acho que vim ao lugar errado —disse Connor já se levantando da cadeira.
—Não, por favor, sente-se. Você se parece muito com o seu pai na personalidade —disse Ray enquanto ajeitava a gravata.
Connor e Ray se sentaram de novo.
—Como eu estava dizendo, Ray...eu gostaria de pedir a sua ajuda financeira. Veja, eu comprei recentemente a antiga boate de Oliver, a Verdant, mas...não é sobre isso que eu quero falar. O que eu quero dizer, é que se precisar eu reponho o dinheiro...
—Desculpa, Connor. Eu não estou entendendo —disse Ray confuso.
—Ok. Então, eu estou planejando fazer uma viajem ao Tibete. E...gostaria de fretar um avião da Ferris Air, e para isso eu preciso de dinheiro e como eu disse, eu te reembolso depois. Não se preocupe.
—Está bem. E de quanto nós estamos falando? —indagou Ray.
—Eu não sei. 1 milhão de dólares, talvez, meio milhão? —disse Connor indeciso.
—Entendo. Você ainda não se decidiu.
—Não, e eu preciso também de um piloto para me levar até lá.
—Entendo. Desculpa perguntar, é só...curiosidade mesmo. Qual o motivo dessa sua viagem?
—Bem, eu preciso de um lugar onde eu possa refletir sobre a minha vida, sabe, respirar outros ares?
—Entendo.
Ray começou a fazer um cheque de meio milhão de dólares e o entregou para Connor.
—Aqui está. Você me paga quando puder.
—Obrigado —disse Connor pegando o cheque.
— Bem, eu espero que você faça uma boa viagem.
—Obrigado.
Algum tempo depois, Connor estava em um avião da Ferris Air, no meio de uma tempestade quando de repente um relâmpago cai e acerta uma das turbinas do avião.
—Estamos perdendo altitude! Nós temos que pular! —Alertou o piloto da Ferris Air.
—O quê?!
—Eu disse que estamos caindo. Precisamos saltar! —vociferou o piloto.
—Mas, eu não sei saltar de pára-quedas. Eu nunca saltei antes —disse Connor um pouco assustado.
—Sempre tem uma primeira vez para tudo. É saltar ou morrer, você escolhe, garoto — disse o pilto.
—Não me chame de garoto!
O piloto largou os controles e foi para trás. Ele pegou um pára-quedas para si e o colocou nas costas. Havia sobrado um segundo pára-quedas.
—Pegue esse pára-quedas, filho. Boa sorte!
O piloto saltou do avião e abriu o pára-quedas.
"Que merda! Mas eu não vou ficar aqui enquanto o avião cai" —Connor pensou.
Connor pegou o último pára-quedas e o vestiu. Ele foi até a porta do avião e saltou. O avião se distanciou de Connor e acabou batendo no cume de uma montanha nevada no Himalaya. Enquanto isso, Connor ia caindo em queda-livre e o relógio no pára-quedas de repente toca. Estava na hora de abrir o pára-quedas. Connor puxou a primeira alça e o pára-quedas não abriu. Ele continuou tentando em vão abrir o pára-quedas.
"Eu vou morrer!" —Ele pensou.
Connor resolveu tentar abrir o pára-quedas de emergência, puxou a alça, e o pára-quedas abriu. Connor sobrevoou o Himalaya até pousar em uma parte da montanha, ao lado do corpo do Piloto já morto, pois ele havia colidido com a parte rochosa da montanha e rolado para a parte coberta por neve. Connor estava sem um equipamento para o frio, mas havia sobrevivido a queda do avião. Ele olhou para os lados e não via ninguém por perto. Ele estava congelando de tão frio que fazia, sua boca estava seca e ele acabou desmaiando.
Connor passou 2 anos congelado no Himalaya até ser encontrado por por alguns caçadores usando peles de animais, acompanhados de cabras e bodes, que levaram ele para uma casa num vilarejo aos pés da montanha. Lá, os caçadores deram comida e banho quente nele dentro de um tonel de madeira. Connor tremia de frio. Os caçadores não falavam inglês.
Algum tempo depois, os caçadores haviam abandonado Connor e ele seguiu sozinho, percorrendo 8.000 quilômetros até a Índia para depois chegar ao Tibete. Quando chegou na Índia, Connor procurou abrigo em um povoado pobre. Ele bateu na porta de uma casa, e um casal de fazendeiros o recebeu. Ele disse que estava em uma longa viagem até o Tibete, e que precisava de um lugar para passar a noite. O casal graciosamente o recebeu e o abrigou por mais alguns meses, e depois ele seguiu viagem até o Tibete.
Exausto de sua longa viagem, ele tentou entrar na cidade de Lassa. Uma cidade proibida para estrangeiros. Os guardas no portão de entrada da cidade disseram em seu idioma nativo para ele voltar. Ele tentou convencer os guardas a deixarem ele entrar. Então, ele foi recebido por uma jovem mulher vestindo uma túnica amarela, e o cabelo preso com um grampo que falava muito bem o inglês.
—Bem-vindo a Lassa, forasteiro.
—Olá! Você fala a minha língua?
—Sim.Qual é o seu nome?
—Connor Hawke.
—Meu nome é Palden Pema.
—Muito prazer, Palden.
— Então, você veio até aqui buscando ajuda espiritual?
—Como...?
—Eu posso ler o seu coração. Por favor, venha comigo.
Connor seguiu Palden e ela falou com os guardas em seu idioma nativo que o mestre dela estava aguardando por aquele estrangeiro e que ela iria levá-lo até ele.
Os guardas abriram passagem para Palden e Connor e eles entraram na cidade. Palden levou Connor até uma enorme fortaleza próximo a um barranco e eles entraram. Próximo a um altar, estava um homem careca, vestindo uma túnica preta, sentado de joelhos diante de uma estátua do Buda. Palden anunciou a chegada do estrangeiro e o homem interrompeu o que estava fazendo, se levantou e virou para trás. O homem tinha um cavanhaque branco.
—Senhor Connor Hawke. Eu estava a sua espera.
—É mesmo? Como...
—Buda disse que um jovem estrangeiro viria em busca de esclarecimento.
—Desculpa. Quem é você?
— Meu nome é Kunchen. Eu serei o seu guia nessa jornada por auto-ajuda —disse Kunchen.
Meu nome é Connor Hawke e depois de 7 anos treinando com mestre Kunchen, eu retornei para voltei para Starling City, para voltar a administrar minha boate. E comecei a ajudar Thea nas missões.
↑
Connor e Lian se levantam e vão ver como a mulher que havia consumido Chemo estava. Chegando lá, eles se aproximam do corpo da mulher. Connor chega os sinais vitais dela e percebe que ela estava bem.
—Ela está bem. Ela está viva!
Porém, a mulher começa a ter convulsões e alucinações em decorrência do efeito da droga Vertigo, que havia ficado depois que o efeito do Mirakuru havia passado e morre. Sua cabeça vira para o lado esquerdo. Connor fecha os olhos da mulher e começa a sentir pena dela.
—Nós perdemos ela...—diz Connor com um forte pesar.
—Me desculpe. Acho que em partes a culpa é minha. Eu me preocupei com você ao invés dela. — disse Lian arrependida.
Connor se levanta e olha para Lian com o rosto cheio de lágrimas.
—Porque você não a salvou? Porque se preocupou comigo? —indagou Connor irritado.
—Porque eu te amo?—ponderou—Eu acho que se Oliver estivesse aqui ele diria que você não consegue salvar todo mundo, eu acho...
—Mas, nós somos heróis. Nós devemos salvar as pessoas, não deixar elas morrerem! —disse Connor furioso.
—Eu acho que você está levando muito a sério o nosso trabalho como vigilantes.
—Mas é claro que eu estou. Ser um herói é um trabalho sério.
—Olha, eu estou levando a sério o nosso trabalho a sério. Eu só acho que você tem que ser mais flexível. Você não salvou alguém hoje, então faça o possível para tentar salvar o máximo de pessoas que você conseguir. —disse Lian bem séria.
Deepois ter chorado muito, Connor acabou concordando com Lian e enxugou as lágrimas.
—Ok, me desculpe.
—Está tudo bem —disse Lian abraçando Connor.
—Obrigado, Lian —disse Connor abraçando o Lian.
Lian colocou a máscara de volta no rosto e Connor a levou de volta para a base de operações.
Base dos Young Legends
Connor e Lian chegam na base e são recebidos por Thea.
—E então, como foi? Vocês conseguiram deter a psicopata?
—Mais ou menos. Eu acho que eu a matei...
—Você o quê?! —Exclamou Thea.
—Eu me preocupei mais com o Connor, então...eu tecnicamente a deixei morrer...me desculpa —diz Lian arrependida.
—Lian, como heroína você tem que salvar as pessoas, não deixá-las morrer! —disse Thea absurdada.
—Eu sei. Eu acho que eu nunca vou ser como o Oliver. Me desculpem. Eu acho que...eu não quero mais ser parte do grupo....—disse Lian com lágrimas nos olhos.
—Lian, qual é? Eu peço desculpas por ter ficado bravo com você...Eu te amo. —disse Connor emocionado.
—Não, Connor. Eu não quero mais usar esse uniforme. Eu...estava doida para usar o uniforme de Arsenal, ai depois a Thea brigou comigo por causa do uniforme. Cisco veio aqui entregar o novo uniforme, o que eu agradeço muito, mas...
Thea pensou, repensou, respirou fundo e falou com Lian.
—É o uniforme de Arsenal que você quer? Eu vou te dar ele.
—Não, Thea. Pode ficar. Eu não quero mais nenhum uniforme. Acho que eu não estou preparada para combater o crime...
Lian começou a chorar sem parar. Connor se aproximou dela e a confortou.
—Lian, você ainda está aprendendo a ser uma vigilante. Não desista. Nunca! Não é fácil manter a paz e a ordem, mas não podemos desistir —disse Connor confortando-a em seus braços.
—Eu quero o meu pai, minha mãe. Eu sinto saudade de quando éramos uma família unida...
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