Young Legends —Os Herdeiros
16 Perseguindo Sombras
Notas iniciais

"Perseguindo Sombras"
Base dos Young Legends
— Então está resolvido — Oliver falou decidido — Nós vamos para Nanda Parbat essa noite. Nós vamos trazer Connor de volta.
— Está certo — retrucou Thea.
— Zatanna, você pode...eu não sei, nos teleportar para lá? — quis saber Oliver.
— Sim. Eu cuidarei da viagem — replicou Zatanna.
— Ótimo.
→
Nanda Parbat, fortaleza de Ra's Al Ghoul
Os guardas entram com Connor em uma sala que era fechada por uma porta de metal. Os guardas que vigiam a entrada, abrem a porta para os outros e os deixa entrar. Eles entram na sala e Connor é posto em uma cela pelos guardas de Ra's.
— Ei, me tirem daqui! — bradou Connor furioso — Vocês me ouviram? Me tirem daqui!
— Mestre Ra's decidirá a sua sentença — disse um dos guardas com uma voz abafada pelo pano que cobria o rosto dele.
— Minha sentença? Ele vai me matar?
Então surgiram passos no corredor. Os sons iam se intensificando. A porta da sala se abre e Ra's Al Ghoul e seu assassino de aluguel, Karl Ivanovich Bragin, entram. Ambos se aproximam da cela de Connor e o olham como um animal enjaulado.
— Eu vejo que você fez um ótimo trabalho, senhor Bragin — Ra's voltou o seu olhar para Karl — Não se preocupe, você será recompensado.
— Eu espero receber o meu dinheiro logo. Perdoe a minha indelicadeza, mas...eu sou um homem apressado, senhor Ra's — Karl retrucou olhando para Ra's com um olhar penetrante.
— Eu entendo — Ra's bateu palmas chamando um de seus guardas, que logo surgira com uma maleta de metal nas mãos — Meus homens recuperaram uma quantia em dinheiro de um certo Ray Palmer no hospital, quando ele estava se recuperando.
O guarda se aproximou de Karl, se ajoelhou, abaixou a cabeça e entregou a maleta para ele.
— Por favor, aceite essa generosa recompensa — retrucou Ra's.
Karl pegou a maleta das mãos do guarda, e a abriu soltando as presilhas para conferir o dinheiro.
— Bem, parece que meu trabalho foi bem recompensado — analisou um Karl maravilhado com as notas contadas na maleta — Há algo mais que eu possa fazer por você? Mas eu vou logo avisando, eu vou cobrar mais caro a partir de agora.
Karl fechou a maleta e a abaixou.
— Você estaria interessado em se juntar a Liga dos Assassinos, Karl? — Ra's olhou para Karl e abriu um sorriso malicioso.
—Bem, talvez não seja uma má idéia...— avaliou Karl.
— Então temos um acordo? — Ra's estendeu a mão para Karl.
Karl se aproximou e apertou a mão de Ra's.
— Eu acho que temos.
— Ótimo! Agora, você está livre para fazer o que você quiser.
— Eu agradeço.
Karl se retirou dali deixando Ra's à sós com Connor e desapareceu. Ra's se aproximou da cela de Connor.
— Aquela maleta! Você roubou do Ray Palmer! Eu dei a dei para ele! — acusou Connor.
— Parece que o seu amigo Ray Palmer estava dormindo na ocasião então meus homens foram minuciosos e me trouxeram a maleta — retrucou Ra's.
— Seu bastardo! — bradou Connor batendo nas barras da cela.
— Obrigado por seu elogio.
— O meu pai vai me resgatar! E você vai se ferrar! Você está me ouvindo!
— O seu pai? Oliver Queen? Eu dúvido.
— Cala a boca!
— Connor, não é? Eu estou aqui para fazer uma proposta à você. Ninguém precisa se ferir, isso é...se você aceitar.
— E se eu discordar?
— Bem, então você sofrerá uma morte excruciante.
Connor ficou a refletir sobre aquilo.
— Eu vou ser bem direto. Torne-se o meu herdeiro na Liga dos Assassinos. Eu estou ciente de que você tem as habilidades necessárias para assumir o meu posto quando eu morrer — retrucou Ra's.
Decisão difícil. Para se juntar a liga seria necessário deixar tudo o que ele conhecia, tudo o que ele se importava para trás e se tornar nada mais que um servente do demônio, um soldado sem alma, sem sentimentos, sem consciência.
— O que eu preciso fazer? — Connor começou a questionar.
— Você terá que deixar tudo para trás. Só assim você os protegerá, Connor — Ra's explanou.
— Deixar tudo para trás...Lian...— Connor suspirou. Como ele poderia deixar aquela que ele tanto amava para trás?
— Eu vou dar-lhe algum tempo para pensar — Ra's disse se retirando dali.
Os guardas assentiram com a cabeça e abriram passagem para Ra's que saíra da sala com o peito estufado e esbanjando poder.
Connor ficou em sua cela pensando em Lian e todas as pessoas com quem ele se importava. Talvez devesse se unir a liga, para salvar todos aqueles que ele amava.
[...]
Enquanto isso, fora da fortaleza de Ra's Al Ghoul, um portal em forma de cruz egípcia surge no meio do deserto e dele saem Oliver Queen trajando o seu velho traje de Arqueiro, Thea Queen com o seu uniforme vermelho que havia pertencido a Roy Harper e Zatanna.
Os três se movem silenciosamente pelo terreno. Oliver e Thea empunhavam seus arcos dispostos a disparar em tudo o que se movesse. O portal se fecha atrás deles, deixando-os à sós.
— Tomem cuidado! — Oliver falou em voz baixa.
Thea e Zatanna assentiram com a cabeça.
O grupo continuou a se mover, até que das dunas de areia saíram os soldados de Ra's Al Ghoul com seus arcos e espadas apontados para eles.
— Parece que nós estamos cercados — atestou Zatanna.
— Não, não estamos — Thea disparou uma flecha em um dos guardas que o derrubou no chão.
Em seguida, Oliver disparou suas flechas contra o restante dos guardas. As flechas zuniram enquanto voavam pelo ar em direção a seus alvos. Mais guardas caíram e outros surgiram no lugar.
— Oliver, são muitos deles — Thea comentou assustada.
— Continue atirando!
Thea relutou mas acabou seguindo a ordem de Oliver.
— Ok. Eu vou ajudá-los — retrucou Zatanna.
Então Zatanna conjurou um feitiço com sua varinha mágica.
—Oãgard Orgen!
Um enorme dragão feito de energia negra com um corpo que serpenteava no ar surgiu sobre a cabeça dos soldados de Ra's. A criatura serpenteou em volta deles e então os devorou um a um. Os guardas soltaram gritos de pavor que foram abafados por suas máscaras. Seus corpos estremeceram e eles caíram mortos no chão.
A fera desapareceu. Como efeito colateral devido a quantidade de energia usada no feitiço, Zatanna desmaiou.
Oliver e Thea olharam para a garota caída no chão e tentaram socorrê-la.
— Zatanna! — bradou Thea aflita — Nós precisamos da sua ajuda.
— Zatanna! Você não pode morrer aqui!
A missão parecia ter ido para o cano, com os homens de Ra's se aproximando para deter os dois arqueiros. Oliver preparou mais flechas e as disparou nos homens de Ra's que se aproximavam.
— Speedy, faça-a acordar! Nós precisamos dela!
Thea assentiu com a cabeça.
— Zatanna, acorde! — Thea deu alguns tapas no rosto de Zatanna.
Alguns homens de Ra's com metralhadoras nas mãos surgiram das sombras e dispararam contra Oliver. O Arqueiro contra-atacou disparando mais flechas que os acertaram, cravando-se no peito deles.
[...]
Depois de algum tempo, Zatanna abre os olhos e vê Thea ao lado dela.
— Thea! — Zatanna bradou.
— Você está bem? Vamos! Nós precisamos de você! — Thea ofereceu a mão para ela se levantar.
Zatanna segurou na mão de Thea e ela a levantou.
— Eu estou bem. Não foi nada...— replicou Zatanna — Vamos continuar.
→
Apartamento de Laurel Lance
Rose estava dormindo no sofá de Laurel com a televisão ligada e sintonizada em um canal qualquer. A luz que saia do aparelho era refletida no rosto dela, iluminando. Ela estava vestindo uma mini blusa verde com um shorts jeans asa delta, e calçava tênis branco. O corpo dela respirava normal e ela ajeitava a cabeça no braço do sofá.
Então um flash surge e Rose começa a ver uma mulher sendo abordada por um homem estranho. A voz dentro dela começa a sussurrar.
— Rose, a mulher está em perigo, liberte-me.
Rose ignora a voz dentro dela.
Ela e a voz travam uma luta dentro da mente. Rose conversa com Thorn que tinha cabelos vermelhos e ondulados, olhos azuis ao contrário de verdes como os dela, vestia uma mini blusa de látex verde, uma calça de látex também verde forrada com um trançado lateral, e botas de couro verde de cano baixo.
Thorn estava aprisionada em um esquife de gelo em meio aquele cenário todo branco com neve no chão. Rose olhava para Thorn em sua prisão gélida, acordada, e se debatendo dentro daquele bloco de gelo.
— Rose, me liberte! — retrucou Thorn.
— Thorn...— suspirou Rose olhando para seu alter — ego preso dentro daquele bloco de gelo.
— Rose, me liberte. Eu prometo não lhe fazer nenhum mau — rebateu Thorn.
— Eu não sei, Thorn. Eu não sei o que fazer! — bradou uma Rose confusa com aquela situação.
— Rose, você precisa me tirar daqui — insistiu Thorn.
Rose não sabia o que fazer.
— Vamos, Rose! Me liberte!
Ruas de Starling City, um carro preto estaciona na calçada. Dentro dele havia um homem vestindo uma jaqueta de couro preta com uma camiseta cinza clara, uma caça preta e sapatos pretos. Ele tinha cabelo preto e curto e estava usando óculos escuros. Ele estava a fumar ao volante e observava a rua.
Ele então vê uma mulher andando sozinha pela quadra onde estava com seu carro. Ela vestia um vestido vermelho justo ao corpo com sapatos de salto alto vermelhos. Ela tinha cabelos pretos e olhos cinza. Ela carregava uma bolsa vermelha de couro no ombro direito. O homem sai do carro. Ele abre a porta, joga a bituca de cigarro no chão e pisa em cima. Então ele fecha a porta do carro e segue atrás da mulher de vermelho. Ao notar que alguém estava a segui-la, ela aperta o passo, mas o homem continua a persegui-la e ela começa a correr e a gritar por socorro. Ninguém parecia ouvir os gritos da mulher.
[...]
Então o homem se aproxima da mulher e a pega. Ele tapa a boca dela com uma das mãos e faz um "Shhh!" com a outra mão.
— Está tudo bem. Eu não vou machucá-la — promete o homem.
Ele solta a mão da boca dela.
— O que você quer? — questiona a mulher aflita e com os pelos do braço arrepiados.
— Eu sou um diretor de filmes independentes e estou fazendo um filme e ai eu vi você andando pela rua e pensei em convidá-la para participar do meu filme. É um filme de baixo orçamento, já que eu estou começando no ramo — O homem tentou convencê-la com sua lábia — Você é perfeita para o meu filme.
— Não, eu não estou interessada — replicou a mulher.
— Eu posso te dar algum dinheiro como um adiantamento — insistiu o homem.
— Não! Sai de perto de mim! — bradou a mulher.
— Que pena. Eu pedi gentilmente. Agora vou ter que usar a força — disse o homem enquanto retirava do bolso interno de sua jaqueta um saco preto.
O homem pegou o saco e o estendeu diante da mulher.
— O que você está pretendendo fazer comigo? — questionou a mulher aflita.
— Fique bem quietinha e tudo ficará bem.
O homem colocou o saco na cabeça da mulher. Ela começou a gritar por socorro, mas seus gritos foram abafados. Ele a agarrou e ela deixou sua bolsa cair no chão.
— Você vem comigo!
Ele então a guiou até o carro dele, abriu a porta para ela e a colocou sentada no banco do carona e fechou a porta.
Em seguida, ele deu uma volta na frente do carro, abriu a porta do motorista, entrou dentro e a fechou. Ele colocou o cinto de segurança na mulher, que arfava com o saco na cabeça. Ao ouvir um "click", ele se afastou do banco dela e olhou para ela.
Ele ficou a ponderar se seria necessário amarrar os pulsos dela.
— Você vai se comportar? — O homem questionou a mulher.
A mulher apenas gritava "socorro" com aquela "máscara" abafando o som da voz dela.
— Grite o quanto quiser, ninguém vai te ouvir! — frisou o homem — Você tem um belo corpo, a propósito.
O homem deu a partida no carro e saiu dali com a mulher.
[...]
Algum tempo depois, o misterioso homem retirou o saco preto da cabeça da mulher e ela olhou ao redor. Ela estava sentada em uma cadeira de madeira com as mãos amarradas.
O local era um velho armazém abandonado. Estava escuro, então o seqüestrador estalou os dedos e as luzes se acenderam.
O homem ficou encarando a mulher e abriu um sorriso malicioso.
— Olá!
— Onde eu estou? — Ela questionou se debatendo na cadeira.
— Nós estamos no set de filmagem, é claro.
Refletores e uma câmera foram ligados. A mulher ficou bastante assustada com toda aquela parafernália ao redor dela.
— O que você quer de mim? — questionou a mulher.
— O que eu quero? Eu quero que você olhe e sorria para a câmera. O show já vai começar — anunciou o homem.
— Quem é você? Por que está fazendo isso?
— Eu? Eu sou Burt Weston. Eu já fui um famoso Diretor de filmes para o cinema, mas então a mídia fez duras críticas aos meus filmes, e eu fui à falência. Ninguém queria me contratar, então eu comecei a fazer filmes de baixo orçamento por conta própria, até que eu finalmente conheci alguém que me deu uma mão.
Burt estalou os dedos e uma sombra entrou pela porta lateral do armazém. A sombra foi aumentando até envolver a mulher sentada na cadeira.
— Ora, ora, o que temos aqui? — questionou o vulto.
Burt se afastou com a presença daquela figura sombria, mas não tinha medo.
— Eu te trouxe essa mulher, patrão — retrucou Burt.
A figura misteriosa então se revelou. Era Karl Ivanovich Bragin, o "Poker Face".
— Senhor, a câmera está ligada e filmando — alertou Burt.
— Eu não ligo para o seu "Big Brother", Burt — balbuciou Karl — Eu só quero uma mulher que possa gerar um filho meu, o perfeito assassino.
— Mas, senhor...eu pensei que nós tínhamos um acordo. Eu te trazia uma garota e você me ajudava com os meus filmes — retrucou Burt.
— Bem, Burt, você de fato me trouxe a garota, mas eu não quero participar desse seu show, Film Freak!
Karl se afastou da mulher e olhou para as câmeras que estavam gravando.
— Parem a gravação! AGORA! — berrou Karl.
Os homens controlando os equipamentos apagaram os refletores e desligaram a câmera na hora.
— Muito bem.
Burt ficou pé da vida com aquela situação.
— Você estragou o meu filme, Karl!
— Eu não ligo! Vá embora daqui! Eu não preciso mais de você! — mandou Karl.
— Está bem. Eu vou...
Burt se retirou do armazém, deixando Karl à sós com a mulher.
Karl se aproximou da mulher, sacou uma faca e começou a passá-la pelo rosto da mulher. A mulher arregalou os olhos e estremeceu. A boca dela ficou mole. Ela se viu ameaçada.
— P-Por favor! Não me machuque...— suplicou a mulher olhando para a faca deslizando no rosto dela.
— Você é muito bonita...eu fico pensando se você é a progenitora ideal para o meu filho...— retrucou Karl.
— Por favor...não me machuque! Eu faço tudo o que você quiser! — insistiu a mulher...
— Isso depende de você. Diga-me, qual é o seu nome? — questionou Karl.
— He- Heather Win-Winslow. Por favor! Não me mate! — retrucou a mulher a ponto de enlouquecer.
— Heather Winslow...é um nome bonito....combina com a sua beleza...
A mulher começara a verter lágrimas. Ela estava bastante assustada. O coração dela batia bem rápido. Ela começara a suar frio e seu corpo respirava ofegante.
— Fique bem quietinha e tudo ficará bem — retrucou Karl.
↑
Enquanto isso, fora do armazém, Burt andava em direção ao seu carro, quando um vulto intervém no caminho dele.
— Eu estive observando você, onde está o seu patrão? — questionou o vulto.
Burt foi se afastando. Ele se viu acuado por aquela figura misteriosa que surgira.
— Por favor, não me machuque! — suplicou ele — Eu não sei do que você está falando.
A figura se revelou. Era Lady Shiva que o tinha seguido até aquele armazém.
— Onde está o seu chefe? — insistiu Lady Shiva.
— Eu não sei...— Burt começara a suar.
— Me diga! Onde ele está!
— Por favor! Não me mate!
— Eu não vou repetir!
— Espere! Ele...ele está lá dentro! — Burt apontou o dedo na direção do armazém.
— Obrigada — Lady Shiva acertou um chute com a perna esquerda em Burt e ele caiu no chão inconsciente.
Lady Shiva andou em direção ao armazém e chegando lá se deparou com Karl.
— Solte a garota! — bradou Lady Shiva.
— Quem é você? — questionou Karl.
— Eu sou Lady Shiva! — Anunciou ela.
— E eu sou POKER FACE! — replicou ele se apresentando.
— Solte a garota! — Lady Shiva insistiu.
— Venha pegá-la! — retrucou Karl.
Karl desferiu uma facada e Lady Shiva acertou um chute com a perna direita na mão dele que estava com a faca, desarmando-o.
Ele então se pôs em posição de ataque com os punhos na frente do rosto e esperou o próximo ataque dela.
Lady Shiva desferiu uma seqüência de socos tentando invadir a defesa de Karl, mas os ataques foram contidos.
Ela se afastou e Karl desferiu uma seqüência de socos na direção dela.
— Vamos! Venha! — provocou Karl.
Lady Shiva saltou e desferiu um chute no ar que acertou o rosto de Karl.
Ela graciosamente pousou no chão sem se machucar.
— Minha vez! — retrucou Karl.
Karl se aproximou de Lady Shiva e desferiu outra seqüência de socos em direção ao rosto dela. Ela então bloqueou os ataques dele segurando os punhos dele com suas mãos e os soltando.
Lady Shiva desferiu mais uma seqüência de chutes na direção de Karl e ele bloqueou os golpes, afastando as pernas dela dele.
— Você é bastante habilidosa — atestou Karl — Quer ser a mãe do meu filho? — quis saber um Karl impressionado.
Lady Shiva não respondeu. Ela continuou lutando com ele.
→
Enquanto isso, na fortaleza de Ra's Al Ghoul, depois de se livrarem de alguns guardas, Oliver, Zatanna e Thea chegam nos corredores e olham a sua volta para ver se ninguém vinha atrás deles. Oliver e Thea estavam com seus arcos e flechas preparados. Zatanna mantinha sua varinha em mãos.
Zatanna voltou o olhar para uma porta metal no canto direito do corredor.
— Deve ser ali que estão mantendo Connor aprisoonado — retrucou Zatanna.
Porém, havia dois guardas protegendo a entrada do lugar.
— Não deve ser um problema passar por esses guardas — Thea apontou a sua flecha para os guardas.
— Espere! Eu sei de um jeito melhor — Zatanna interrompeu.
Thea e Oliver abaixaram seus arcos e guardaram suas flechas nas aljavas.
— Como? — quis saber Oliver curioso.
— Venham comigo —retrucou Zatanna.
Zatanna, se aproximou de onde os guardas estavam e Oliver e Thea a acompanharam.
A ilusionista então retirou a cartola da cabeça, disse as palavras mágicas e retirou um pó mágico prateado do fundo da cartola e o assoprou nos guardas. Eles começaram a tossir e então ela conjurou um novo feitiço.
—Mamrud! — retrucou ela.
A voz de Zatanna começava a ecoar na cabeça dos guardas e eles foram fechando os olhos e acabaram adormecendo ali, do lado da porta.
Oliver, Thea e Zatanna se aproximaram da porta.
—Oderges!
Então a porta de metal se abriu num piscar de olhos e eles entraram na sala.
Dentro dela, assim que entraram, a porta se fechou sozinha atrás deles.
Os três viram Connor em sua cela e ele os viu.
— Pai? Zatanna? Thea? O que vocês estão fazendo aqui? — disse Connor bastante surpreso.
— Nós viemos te buscar, filho — replicou Oliver — você está bem?
— Sim, eu estou ótimo. Escuta, Ra's quer que eu me junte à ele como seu herdeiro, eu não sei o que fazer, pai...— Connor parecia desesperado.
— Não se junte à liga. Eu já fiz isso no passado para tentar eliminar o velho Ra's Al Ghoul — aconselhou Oliver — Você irá se tornar um escravo das vontades dele.
— Além do mais, a Lian te ama, não é mesmo? — questionou Thea.
— Sim, é verdade. Agora, vocês podem me tirar daqui? — replicou Connor.
— Deixe isso comigo — retrucou Zatanna pronta para fazer um novo feitiço.
A porta é destrancada e se abre. Ra's Al Ghoul entra na sala, fecha a porta atrás dele e se encontra com Oliver, Thea e Zatanna.
— Olá, Oliver! — saudou Ra's.
— Malcom Merlyn! — retrucou Oliver.
— O nome agora é Ra's Al Ghoul — informou Ra's.
— Que seja!
— Nossa! Que felicidade encontrar você aqui, seu monstro — Thea descarregou parte de sua raiva acumulada.
— Thea, eu ainda sou seu pai — lembrou Ra's.
— Não, você não é — contestou Thea.
— Solte o Connor agora mesmo, Malcolm! — bradou Oliver
— Eu escolhi o seu filho para assumir o título de Ra's Al Ghoul, no caso de eu morrer — retrucou Ra's.
— Seu filho da... — Oliver se conteve, mesmo a vontade de esganar Ra's sendo maior que ele.
Ra's permaneceu em silêncio. Ele parecia não se importar com a provocação de Oliver.
— Nós tínhamos um trato. Deixar todos seguros — lembrou Oliver.
— Bem, aparentemente ele não cumpriu o trato, Ollie — comentou Thea.
— Vocês estão enganados. Eu salvei alguém, pelo menos — replicou Ra's.
— Quem? Malcolm, o que você fez? — Oliver desconfiou.
— Eu trouxe Sarah de volta e a libertei da liga...— Ra's desabafou apesar de relutar muito em dizer aquilo.
— Você o quê?! — contestou Oliver.
— Apesar de saber as conseqüências de se trazer alguém de volta a vida com o poço de Lázaro, eu pensei em fazer um gesto nobre e trazer Sarah de volta à vida — afirmou Ra's.
A discussão chegou até os ouvidos de Nyssa que estava andando pelo palácio após ser notificada por um dos guardas sobre a presença de Oliver Queen.
Ela abriu a porta da sala e entrou. Todos voltaram o olhar para ela, inclusive Ra's, seu marido.
— Nyssa! — Ra's retrucou.
— Eu fui notificada por um dos guardas sobre a presença de Oliver Queen — retrucou Nyssa.
— Sim, ele veio buscar o filhinho dele — Ra's deixou escapar.
— Nyssa, é bom te ver — comentou Oliver.
— Eu não posso dizer o mesmo de você, Oliver Queen — balbuciou Nyssa.
— Bem, Nyssa, Ra's me disse que ele ressuscitou Sarah — Oliver informou.
— O quê?! Sarah está viva?! — Nyssa ficou furiosa com a notícia.
— Sim, Nyssa. Eu a trouxe de volta...— replicou Ra's.
— E você escondeu isso de mim? — Nyssa rangeu os dentes.
— Eu posso ter escondido isso de você, Nyssa, mas foi para honrar a promessa que fiz à Oliver.
— Maldito! Você vai pagar caro por isso!
Nyssa se desmanchou em lágrimas. Ela ficou bastante sentida.
— Sarah... — disse Nyssa com lágrimas nos olhos.
— Malcolm, isso é o bastante. Solte o meu filho! — vociferou Oliver.
— Está bem, Oliver. Se você quer tanto que eu solte o seu filho, você vai ter que duelar por isso. Essa é a minha única condição para soltar o seu filho — propôs Ra's.
Nyssa enxugou as lágrimas e se recompôs.
— Eu vou lutar no lugar do Oliver. E se eu vencer a luta, eu quero o título de Ra's Al Ghoul — Nyssa interrompeu — Você vai pagar por esconder a verdade sobre Sarah de mim!
— Bem...— Ra's avaliou — parece justo.
— E quanto à nós? — questionou Zatanna.
— Vocês estão convidados a testemunhar esse duelo — retrucou Ra's.
→
Na sala do posso de Lázaro, os guardas de Ra's estavam à postos. Dois deles seguravam Connor pelos braços. Oliver, Thea, e Zatanna assistiam de braços cruzados o início do duelo.
Nyssa e Ra's deram um passo a frente e cruzaram suas lâminas. Nyssa empunhava uma cimitarra e Ra's o seu sabre. Eles trocaram olhares.
— É sempre um prazer treinar com você — elogiou Ra's.
— Eu não estou treinando. Aliás, eu devo lembrá-lo que eu só aceitei isso porque você escondeu a verdade sobre a Sarah de mim — lembrou Nyssa.
— Muito bem, minha cara...— retrucou Ra's.
Então, Nyssa e Ra's começaram a esgrimar com suas lâminas. Ela desferiu um golpe alto na altura da cabeça de Ra's e ele se defendeu, bloqueando com a espada. Faíscas voaram e um som metálico foi emitido pelas lâminas.
Ra's trocou de canto e Nyssa girou o corpo na direção dele desferindo outro golpe com sua lâmina na direção de Ra's. Ele abaixou a cabeça, desviando do ataque e ela desferiu um corte em meia lua e continuou a cortar o ar com sua espada. Ra's se ajoelhou e brandiu sua espada contra a de Nyssa. As lâminas bateram uma na outra. Eles puxaram as lâminas e um som metálico ao afastar uma lâmina da outra ecoou pela sala.
Ra's e Nyssa continuaram cruzando suas lâminas e mais faíscas eram produzidas com o atrito sofrido pelas lâminas.
[...]
Algum tempo depois, Nyssa desferiu um último golpe fazendo um corte no pescoço de Ra's.
— Eu admiro muito a sua bravura, Nyssa.
Ra's foi até o poço, molhou a mão na água e passou no ferimento. Instantaneamente o ferimento se fechou. Ele retornou para onde Nyssa estava.
— Na próxima eu corto a sua cabeça — disse Nyssa rangendo os dentes.
Ra's sorriu confiante.
— Eu gostaria de vê-la tentar. Mas, por enquanto eu vou considerar isso como uma trégua — replicou Ra's — O garoto pode ir agora.
Nyssa ficou absurdada por Ra's não ter declarado vitória para ela. Ela era mais habilidosa e inteligente que ele.
— Um dia, um dia o título de Ra's será meu — declarou Nyssa.
— Até lá, eu ainda continuarei sendo o líder da liga dos assassinos — Ra's se vangloriou.
— Veremos...— contestou Nyssa.
↑
→
De volta a base dos Young Legends, Oliver, Zatanna, Thea e Connor voltam de Nanda Parbat. Oliver e Thea abaixam o capuz de seus trajes e as máscaras.
Eles são recebidos por Lian que já estava entediada de olhar para o computador e observar a movimentação na cidade, na boate...
Lian corre para os braços de Connor e o abraça e dá um beijo.
— Eu senti muita saudade de você, Connor — retrucou Lian.
— Eu também senti saudade de você. E bem, eu agora sei porque a sua mão não quer que você vá para a Liga dos Assassinos. Aquele lugar...como é o nome mesmo? — replicou Connor.
— Nanda Parbat — soprou Thea — Eu odeio aquele lugar...
— Obrigado. Nanda Parbat.. aquele lugar é insano. Ele realmente me deixou com medo. Mas, agora eu estou aqui.
— Hmm...eu acho que não consigo ficar sem você, Connor. Eu o amo muito — declarou Lian.
— Eu também te amo, Lian — declarou Connor.
Oliver estava admirando a base que ele havia alojado o time arqueiro nos seus primórdios e se encheu de nostalgia.
— Esse lugar...tantas memórias...— suspirou Oliver.
Connor e Lian estavam se beijando quando Connor interrompe para falar com o pai que ele não via a tanto tempo. Ele se aproximou de Oliver e falou com ele.
— Pai, podemos conversar um momento — disse Connor de braços cruzados.
Oliver voltou o olhar para o filho e sorriu para ele.
— Claro, filho. Sobre o que você quer conversar? — indagou Oliver.
— Bem, depois de todo esse tempo...digo, eu só te vi uma vez na TV no programa da Oprah enquanto eu estava crescendo e...eu realmente te admiro muito. Você salvou essa cidade no passado e...eu fiquei inspirado e então resolvi assumir o manto no seu lugar, já que você estava ausente...
— É. Roy me contou sobre isso, e a Laurel...
— Eu espero que você não fique zangado comigo.
— Eu comentei com Roy sobre isso. Ele realmente acha que nós devemos confiar nosso legado à vocês. E...vendo como você e a Thea realmente cuidaram da minha antiga base secreta...eu realemente concordo com Roy que a cidade precisa de vocês em tempos como esse — analisou Oliver.
— Obrigado por confiar em nós, pai — replicou Connor.
Então Zatanna resolveu se despedir de todos.
— Bem, eu acho que preciso ir. Mas, eu estarei por perto se precisar de mim. Eu aluguei um apartamento na cidade. É temporário, mas pelo menos eu vou ficar perto de vocês, pessoal — disse Zatanna se despedindo.
Connor foi até Zatanna se despedir dela.
— Obrigado por tudo, Zatanna — Connor agradeceu.
— Sem problemas, Connor. Na próxima vez, me avise do seu paradeiro — advertiu Zatanna.
— Pode deixar. Eu avisarei — Connor sorriu e deu um abraço na ilusionista.
Lian olhou assistiu aquela cena de braços cruzados e Connor olhou para ela. Ela o olhou de volta, como se não se importasse mais com a garota.
[...]
Então Zatanna se separou de Connor e foi se despedir de Lian.
— Então, eu vou indo e...eu queria me despedir de você, Lian. Foi um prazer de conhecer — retrucou Zatanna.
Lian olhou de novo para Connor e ele disse apenas com os lábios um "Eu amo você".
Ela então voltou o olhar para Zatanna.
— Me desculpa. Ahn...foi um prazer te conhecer também, Zatanna — Lian deu um abraço na ilusionista.
— Obrigada. Nós nos vemos por ai?
— Claro!
Zatanna então se retirou da base e acenou um "adeus" para Oliver .
Oliver, Lian e Connor se reuniram em um canto da base para discutir a despedida da ilusionista.
— Então você se enrolou com essa garota...— apontou Oliver.
— Sim, mas foi há um tempo atrás, pai — Connor confessou.
— Hmm...talvez eu deva te dar o conselho que eu dei para um velho amigo meu, Barry Allen. Caras como nós nunca ficam com a garota no final, por causa do que fazemos — aconselhou Oliver.
— Bem, parece que você não seguiu esse conselho a risca...— contestou Connor.
— ...verdade — atestou Oliver rindo de si mesmo.
— Sabe, senhor Queen, o Connor também já namorou uma mulher mais velha...— Lian denunciou.
— Lian, pare! Isso é passado....eu agora só tenho olhos para você — declarou Connor.
— Como é? Você não...sério? Você se apaixonou por uma mulher mais velha? — indagou Oliver tirando sarro.
— Foi só uma vez...o nome dela é Sandra Woo-San, mais conhecida como Lady Shiva.
Oliver começou a gargalhar.
— Para! Você também gosta de tira uma com a minha cara?
— Não, é só que...eu não me divertia assim desde que eu...esquece. Eu não quero falar sobre a minha relação com Felicity...
Então, Laurel surgiu na base com Rose. Laurel vestia um casaco bege de frio fechado com uma blusa de gola rulê preta por baixo, uma calça comprida preta grossa e botas de couro marrom.
— Oi Connor! Oi Oliver! Eu passei para trazer a Rose. Ela disse que viu uma tal Lady Shiva enfrentando um assassino russo ou algo assim no sonho que ela teve...— retrucou Laurel.
—É, foi muito assustador...— disse uma Rose assustada.
— Que estranho. Tem certeza de que era um sonho? — argumentou Connor.
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Enquanto isso no armazém abandonado, Karl e Lady Shiva se viram cercados pelos policiais liderados pelo Capitão Lance que anunciou a prisão no megafone.
— Parados ai! Mãos aonde possamos ver!
Karl e Lady Shiva levantaram as mãos, e então Shiva sacou uma bomba de cortina de fumaça e a jogou. Ao explodir, uma fumaça verde preencheu o lugar onde eles estavam e se dissipou logo em seguida.
O Capitão Lance ficou pé da vida por não conseguir prender os dois criminosos.
— Filho da...— praguejou o Capitão — Certo, pessoal, desamarrem a garota.
— Sim, chefe — retrucou um dos policiais.
Lance olhou a sua volta. Ele estava a ver navios.
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