Young Legends —Os Herdeiros
17 As Faces De Um Herói
Notas iniciais

"As Faces De Um Herói"
Um suposto falso Arqueiro invade a Palmer Tech. Ele chega pelo elevador que tinha um painel com manchas abstratas amarelas. O sino o avisa que já havia chegado no andar onde ficava o escritório de Ray Palmer. As portas do elevador se abrem e ele sai. Ele passa pelo escritório onde ficava Felicity Smoak. Felicity que estava trabalhando em sua mesa vê a figura do Arqueiro e logo estranha.
— Oliver é você? Ou é o novo Arqueiro? — ela inquiriu confusa — Mas, você não tinha desistido de ser o Arqueiro?
O falso Arqueiro para e volta o olhar para Felicity que o encara com estranheza. Ela levanta uma de suas sobrancelhas.
— Oliver? Responda! É você ou não?
O falso Arqueiro não responde e segue seu caminho até o escritório de Ray Palmer. Felicity tenta impedí-lo.
— Espere! O que você vai fazer? Esse é o escritório do Ray.
Então, antes de prosseguir, o falso Arqueiro imitou a voz de Oliver como Arqueiro.
— Obrigado, Felicity.
Felicity ficou chocada. A voz do Arqueiro era idêntica a de Oliver quando usava aquele traje. O falso Arqueiro seguiu para o escritório de Ray Palmer.
Chegando lá, ele se armou com seu arco e uma flecha apontada para Ray Palmer e se aproximou lentamente da mesa dele. Ao se aproximar da mesa de Ray, ele proferiu as palavras do antigo Arqueiro.
— Ray Palmer! Você falhou com essa cidade! — declarou o falso Arqueiro usando o alterador de voz.
Ray se levantou da cadeira e encarou o falso Arqueiro.
— Oliver? O que você está fazendo aqui? Você não desistiu de ser o Arqueiro? — Estranhou Ray.
Não era Oliver Queen naquele traje idêntico ao do Arqueiro. Muito menos o filho de Oliver, Connor Hawke.
— Eu estou tentando de outra forma — disse o falso Arqueiro com sua voz alterada.
— Entendo. Você quer fazer igual o Robin Hood, acertei? — Ray falou com ironia.
O falso Arqueiro não respondeu.
— Entendo. Olha, Oliver, eu tenho que ser sincero com você...Felicity me disse que...— Ray interrompeu a fala e olhou bem para o Arqueiro que apontava a flecha para ele.
— Eu não sou Oliver Queen — devolveu o falso Arqueiro.
— Não, você não é. Você é o Arqueiro, não? Então isso me leva a crer que você...deve ser o filho dele. Eu lembro de quando nos encontramos, Connor — deduziu Ray.
— Eu não sei do que você está falando. E eu não ligo. Eu estou aqui para matá-lo, Ray Palmer — replicou o falso Arqueiro com sua voz alterada.
O verdadeiro Arqueiro que antes fora Oliver Queen, ou mesmo o novo Arqueiro, filho de Oliver, não usaria tais palavras. Oliver e Ray Palmer já brigaram no passado por suas diferenças quando Felicity ficou dividida entre Ray e Oliver, mas aquilo já era considerado águas passadas por ambos. Oliver não caçaria o agora amigo, Ray Palmer. Então, o que esse suposto Arqueiro queria? Quem era ele?
[...]
Em seu escritório, Felicity discava para a polícia de Starling City, tentando não chamar atenção. Ela pega o telefone e liga.
Departamento De Polícia De Starling City, DPSC
O Capitão Lance estava em sua sala preenchendo alguns documentos quando um oficial do departamento bate na porta. Lance apenas balbucia um "Entre" sem tirar os olhos dos documentos. O oficial entra na sala.
— Senhor? — Ele fecha a porta atrás de si depois de entrar.
Lance resolve parar o que estava fazendo e voltar sua atenção para o oficial.
— Oficial Blake. O que você deseja? — abordou Lance
Oficial Kurt Blake era um homem loiro de olhos verdes, um rosto quadrado, vestia o uniforme da polícia de Starling City e era um policial em começo de carreira, alguns de seus parceiros o chamavam de "Billy The Kid".
— Senhor, Nós recebemos uma ligação da senhorita Felicity Smoak. E...ela diz que o Arqueiro está na Palmer Tech e está ameaçando tirar a vida de Ray Palmer — desembuchou Kurt.
— O quê?! E o que você está fazendo ai parado, oficial Blake? — Bradou Lance se levantando da mesa — Vamos pegar esse assassino, agora!
Lance parecia bastante ansioso. Pegar o Arqueiro era algo que ele sempre sonhara desde a época em que ele era apenas um detetive no departamento de polícia.
— Sim, senhor — replicou Kurt entusiasmado.
[...]
Enquanto isso, na Palmer Tech, o falso Arqueiro ainda apontava a flecha para Ray Palmer.
— Eu estou curioso. Se você não é o Oliver, e não é o meu amigo Connor Hawke, quem é você? — questionou Ray.
Então, Felicity entra no escritório de Ray e vê o falso Arqueiro ameaçando Ray Palmer com uma flecha e fica bastante chocada com aquela cena.
— Meu Deus! Ray! Você está bem? — indaga Felicity paralisada em um canto da sala.
— Eu estou bem, Felicity, por hora...eu acho — replicou Ray fitando o Arqueiro — Você não parece do tipo que fala muito, eu suponho. Tudo bem, me mate!
— Ray! Não! — suplicou Felicity tremendo nas bases.
Então os policiais do departamento de polícia de Starling City, liderados pelo Capitão Lance surgem com suas armas apontadas e com olhares penetrantes. O Capitão anuncia a prisão.
— Parado ai! Abaixe a arma e coloque as mãos onde eu possa ver! — bradou Lance.
O falso Arqueiro volta o olhar para o Capitão e seus oficiais uniformizados.
— Abaixe esse capuz ridículo e mostre o seu rosto ou nós iremos atirar! —insistiu Lance.
→
Segunda base do time Arqueiro
Roy que estava no computador recebe as imagens das câmeras de segurança da Palmer Tech que mostravam o falso Arqueiro com os policiais, Ray Palmer e Felicity naquele impasse.
— Oliver, você vai querer ver isso — anunciou Roy.
Oliver que estava vestindo um terno cinza com uma camisa branca sem gravata, e sapatos pretos, se aproximou de onde Roy Estava. Sarah e Laurel treinavam alguns golpes juntas. Sarah vestia o seu uniforme de Canário Branco e Laurel o seu uniforme de Canário Negro.
— E ai, o que está acontecendo, Roy? — indagou Oliver.
— Esse suposto Arqueiro está ameaçando Ray Palmer na Palmer Tech — informou Roy — Sabe o que é estranho? Eu tentei procurar ele no banco de dados e ele aparentemente não tem uma ficha criminal. Ele parece estar te copiando ou talvez o novo Arqueiro de Starling.
— Entendo. Mas, porque esse cara está fazendo isso? Quem é ele? — Oliver ficou a ponderar sobre o assunto.
— Esse cara é um "Fantasma", Oliver. Sem ficha criminal, sem qualquer ligação com a polícia, ou qualquer pista sobre o seu MO — replicou Roy.
— Hmm...Felicity poderia nos ajudar com isso — sugeriu Oliver.
— É, se ela não estivesse no meio de um fogo cruzado entre a polícia e o suposto Arqueiro — replicou Roy.
— Verdade. Acho que você está certo — admitiu Oliver.
Oliver ficou ponderando sobre o que fazer, até que teve uma idéia.
—Hmm...esse cara quer mesmo mexer com o Arqueiro usando a identidade dele. Talvez eu possa ir lá e enfrentá-lo sem o uniforme — sugeriu Oliver.
— Que nem quando aquele russo seqüestrou o seu filho? — questionou Roy.
— Exatamente — replicou Oliver — Ele não pode copiar a minha aparência sem um traje.
— Bem pensado — retrucou Roy — Mas, vamos deixar os policiais fazerem o trabalho deles, se precisarmos nós chamamos os novos vigilantes.
— Está bem. Vamos ver como eles se saem — devolveu Oliver.
[...]
No escritório de Ray Palmer, o falso Arqueiro se viu acuado pelos policiais enquanto ameaçava o CEO da Palmer Tech com sua flecha.
— Largue a sua arma! — voltou a repetir o Capitão Lance.
O Arqueiro então voltou-se para os policiais com sua flecha apontada para eles e a disparou. A flecha acertou o peito de um oficial do grupo.
Lance voltou sua atenção para o policial abatido e informou no rádio enquanto continuava com sua arma apontada para o falso Arqueiro.
— Policial abatido! Repito, Policial Abatido! Eu preciso de reforços agora — disse Lance pelo rádio.
O falso Arqueiro ficou parado por um tempo encarando os policiais e lentamente sacou uma nova flecha de sua aljava e a armou em seu arco.
— Esse é o seu último aviso, abaixe sua arma! — bradou Lance.
O falso Arqueiro abriu um sorriso.
— Mate-me, Capitão! — ele disse com sua voz alterada — Eu quero ver se você tem coragem.
O falso Arqueiro queria testar o Capitão Lance. Ele estava tentado a peitar a polícia se pondo na mira do revolver.
Capitão Lance não conseguia acreditar naquilo. Um criminoso que não se preocupa em morrer?
Lance começou a suar mas manteve sua postura diante do criminoso.
Sem hesitar, o falso Arqueiro solta a flecha do arco que se crava no chão e uma luz vermelha começa a piscar.
— É uma bomba! Afastem-se todos! — Bradou Lance já recuando junto com os policiais.
A flecha então explode e o falso Arqueiro se retira do prédio pela janela quebrando o vidro e deslizando pela corda como tirolesa. Ray se aproxima da janela e avista a corda estendida. O criminoso havia desaparecido.
— Ele se foi — atestou Ray — Pelo menos, ninguém se feriu.
Felicity "descongelou" e soltou o ar, aliviada.
— Graças à Deus, você está bem, Ray — retrucou Felicity.
Felicity se aproximou de Ray Palmer e o abraçou.
Lance e os outros policiais socorreram o policial abatido. Ele removeu a flecha do peito do policial que ficou arfando e tentava resistir a dor.
— Você está bem? — questionou Lance.
— Sim, eu estou bem — respondeu o oficial abatido.
— Senhor, nós ainda vamos pegar esse criminoso, certo? — inquiriu Kurt, o policial novato bastante excitado.
— Sim, mas primeiro precisamos levar esse homem para o hospital — replicou Lance.
[...]
Enquanto isso, na base dos Young Legends, Thea estava assistindo a gravação da cena em que o falso Arqueiro ameaçava Ray Palmer e resolveu fazer um reconhecimento facial do Arqueiro. Thea vestia uma jaqueta de couro vermelha com uma blusa preta de decote v profundo, uma calça preta e botas pretas de cano alto com fivelas.
Connor, que estava usando um terno verde com uma camisa branca sem gravata, e sapatos de camurça verde foi até onde Thea estava. Ele parecia curioso quanto ao que ela estava fazendo.
— O que você está fazendo, Thea? — quis saber ele.
— Eu estava vendo uma gravação onde um cara misterioso usando um traje igual ao seu ameaça Ray Palmer na Palmer Tech, e resolvi fazer um reconhecimento facila dele — replicou Thea.
— Então, esse cara está se passando por mim? — inquiriu Connor confuso.
— Ou se passando pelo seu pai. Isso é estranho, porque alguém faria algo assim? O que ele ganha com isso? — questionou Thea.
O reconhecimento facial termina sem resultados. Thea bate o punho na mesa.
— Maldição! — praguejou Thea.
— O que foi, Thea?
— O reconhecimento facial não conseguiu encontrar nenhum resultado positivo para o nosso Arqueiro misterioso — replicou Thea.
Thea repetiu o reconhecimento facial tentando encontrar mais uma vez uma pista sobre o falso Arqueiro.
— Talvez a informação esteja encriptada...— sugeriu Connor.
— Bem pensado. Mas, para desencriptá-la, precisaremos da ajuda de Felicity — devolveu Thea.
No canto da sala estavam Liam, vestindo uma blusa verde de uma alça só, uma calça jeans, e tênis preto com detalhes em verde, e Rose que vestia uma blusa de renda verde sobre um sutiã verde, uma saia longa de babado vermelho e sapatos de salto verde. Ela usava maquiagem um pouco pesada de um batom vermelho fosco.
Ambas conversavam entre elas.
— Então, como você está depois do que houve ontem? — quis saber Lian.
— Eu estou bem, Lian. Mas eu ainda me pergunto se aquilo tudo foi um pesadelo. Eu estou tentando controlar a Thorn embora ela não goste de ser controlada — disse Rose ainda confusa com o que houve anteriormente.
— Você vai ficar bem, Rose. Nós somos uma equipe — Lian tentou reconfortá-la.
— Eu sei, só...não me deixem sozinha outra vez, porque a Thorn realmente me assusta quando eu estou sozinha.
— Nós não vamos. É só que esses dias foram complicados. Uma antiga amiga de Connor veio aqui, o nome dela é Zatanna Zatara e...bem, eu fiquei um pouco incomodada com a presença dela... — Lian desabafou.
— Você ficou com ciúmes? — interrogou Rose.
— Eu não fiquei com ciúmes...eu só...
Lian estava de fato se remoendo de ciúmes, mas não conseguia evitar. Claramente uma tentativa inútil de mascarar aquilo que estava sentindo.
— Então você teve ciúmes — concluiu Rose.
— Sim. Eu só não sei como explicar...digo, Connor disse que aquilo tudo é passado, que ele me ama, mas...o jeito que ele beijava aquela garota...
— Bem, eu não sei como te ajudar, amiga. Eu e Connor tentamos namorar juntos, mas, nós não queríamos estragar a nossa amizade. Eu sempre gostei muito dele. Mas então... — Rose ficou cabisbaixa.
— Mas então aconteceu aquilo com os seus pais e você virou órfã — completou Lian.
— Sim — replicou Rose mordendo o lábio inferior.
— Venha aqui!
Lian abriu seus braços e Rose correu para abraçá-la. Ela então segurou Rose nos braços.
— Está tudo bem, Rose. Não chore. Você está muito bonita e vai acabar estragando a maquiagem — retrucou Lian.
— Me desculpa...
[...]
Então, Felicity aparece na base. Ela estava vestindo um vestido azul com sapatos de salto alto da mesma cor. Ela olha ao seu redor e fica fascinada com as instalações da base que logo fora tomada por nostalgia.
— Esse lugar me trás várias lembranças...— disse Felicity maravilhada.
Thea e Connor saíram do computador e foram cumprimentar Felicity.
— Felicity!
— Oi, Felicity!
Eles se aproximaram de Felicity e Connor estendeu a mão para ela apertar.
— Muito prazer, meu nome é Connor Hawke eu sou...
— Eu sei quem você é. Você é o filho de Oliver, não é? — Felicity interrompeu.
— Sim. E você deve ser a minha cunhada...
— Connor comprou a boate e nós trabalhamos juntos para redecorar a base e tudo mais — lembrou Thea.
— É, Eu vim para Starling para conhecer o meu pai, Thea me disse que você e Oliver estavam nas Bahamas, e que ela estava responsável pela Boate, então...nós assinamos um contrato e ela me passou a boate... — retrucou Connor.
— Então vocês trabalharam nisso tudo? — questionou Felicity.
— Sim. E então o senhor Diggle me procurou, disse que estava precisando de um emprego para sustentar a filha...eu ofereci a ele o cargo de leão de chácara...
— Então, você está continuando o trabalho de Oliver?
— Legado. Eu estou continuando o legado de Oliver, na verdade, não só eu. Lian?
Connor chamou Lian. Ela se separou de Rose e foi até ele.
— O que foi, Connor? — inquiriu Lian.
— Essa é Felicity Smoak — Connor apresentou.
— Felicity! Você é aquela ajudante do Oliver, não é?
— Você pode dizer isso. E quem é você?
— Eu sou filha do Roy, Roy Harper? Você conhece ele?
— É claro que eu conheço o Roy, nós estamos no mesmo time que Oliver e ele — replicou Felicity — E aparentemente Roy fez o mesmo que Oliver, só não escondeu isso de ninguém como ele.
— Minha mãe é a Lince, e...por causa disso já acharam que eu sou uma criminosa, mas...eu estou tentando mudar isso — Lian disse com desdém.
— Aparentemente a mãe dela vem protegendo-a de Ra's Al Ghoul e eu entendi como ela se sentiu depois que eu fui seqüestrado por ele e o meu pai, Oliver, me resgatou — explanou Connor.
— Ra's Al Ghoul é do mau. Vocês não deveriam mexer com ele — advertiu Felicity.
— É, nós sabemos. Por isso montamos o Young Legends. E não estamos sozinhos nessa. Nós temos o Wally West, filho do Barry, e...Rose.
Rose então se juntou a Connor e Lian.
— Essa é a minha amiga Rose Forrest. Ela perdeu os pais e não tem para onde ir então nós estamos cuidando dela. Embora ela tenha passado a maior parte do tempo com Laurel no apartamento dela.
— Oi! Muito prazer em conhecê-la! — Rose deu um abraço em Felicity.
— Muito prazer — replicou Felicity.
— Mas, vamos ao mais importante. Esse criminoso que te atacou...ele parece não ter nenhum registro na polícia, nem nada. Ele parece um "fantasma". Eu suspeito que o perfil dele esteja encriptado. Então, nós adoraríamos se você pudesse nos ajudar de alguma forma, pois não entendemos desse tipo de coisa.
— Sim, eu estava lá quando ele ameaçou o Ray. Então, acho que talvez eu possa ajudá-los. Apesar do fato que eu ainda não consigo acreditar que Oliver teve um filho e não me contou — retrucou Felicity.
— Se conseguirmos o perfil desse cara, talvez possamos saber onde ele atacará em seguida — propôs Connor.
— Por favor, nos ajude, Felicity — suplicou Thea.
— Está bem. Mas o processo é demorado. Eu vou levar algum tempo... — advertiu Felicity.
— Está bem. Vamos fazer o seguinte, você nos ajuda e nós te ajudamos, fechado?
— Fechado. Mas, só dessa vez, garoto.
— Tudo bem.
[...]
Felicity sentou na velha cadeira e começou a trabalhar no computador.
— Você acha que vai dar certo, Thea? — quis saber Connor.
— Felicity é a melhor Hacker. Ela é perfeita para essa tarefa — retrucou Thea.
[...]
Na segunda base do time Arqueiro, Oliver, Roy, Laurel e Sarah assistiam ao noticiário local que passava no computador trazendo a notícia sobre o caso do falso Arqueiro.
"Hoje, o CEO da empresa Palmer Technologies, Ray Palmer foi ameaçado por um misterioso Arqueiro. Relatórios policiais suspeitam do novo Arqueiro de Starling City, mas até o momento não temos nenhuma confirmação de tais acusações..."
— Isso é um absurdo. Estão suspeitando do meu filho agora? — bradou Oliver questionando a notícia.
"O Criminoso ainda está foragido. Um policial foi ferido durante o ataque..."
— Se não conseguimos impedir quem quer que seja que esteja fazendo isso, a coisa toda cairá na boca da mídia — retrucou Roy.
— Eu já estou imaginando as manchetes...— disse Laurel com receio— Mas, não temos como impedir isso, sem o perfil desse copiador.
— Uma coisa que eu acho interessante é que esse cara, ou quem quer que seja, só imita perfis masculinos. Digo, ele não tem como imitar a identidade secreta de Laurel ou a minha...— observou Sarah.
— Hmm....isso é verdade — Oliver ficou pensativo — Talvez a outra equipe consiga alguma coisa. Vamos esperar.
[...]
Na base dos Young Legends, após algumas horas tentando acessar o perfil do falso Arqueiro, Felicity finalmente tem alguma sorte e as imagens e os dados do copiador aparecem na tela. No perfil que surgira na tela estava a foto de um homem de cabelo preto e curto, olhos castanhos, barba por fazer e vestindo um casaco marrom com uma camiseta preta por baixo.
— BINGO! — gritou Felicity— Senhoras e senhores, parece que nós encontramos nosso homem misterioso.
Connor, Thea, Lian e Rose ficaram bastante animados com a notícia e se juntaram a Felicity para ver o que ela havia encontrado.
— O que você conseguiu, Felicity? — indagou Connor.
— A identidade do nosso Arqueiro misterioso é...Thomas Ludlow Hallaway, ele é engenheiro civil, os pais estão mortos. Thomas estava farto de ver os criminosos cometerem assassinatos e outros e queria levá-los a justiça. Thomas idolatrava o Arqueiro, nosso querido Oliver Queen e ele queria ser um herói. Porém ele começou a matar os criminosos sem piedade na surdina e isso rendeu-lhe o apelido de "Aranha" — finalizou Felicity.
— Então esse cara está copiando as identidades secretas dos vigilantes apenas para disfarçar suas mortes e parecer que ele fez um ato heróico? — questionou Connor.
— Parece que é isso.
— Então nós precisamos avisar o Oliver e os outros. Felicity, faça a ligação.
— Está bem.
Felicity faz uma ligação para o celular de Oliver usando um programa no computador.
→
Na base do Arqueiro, o celular de Oliver que estava no bolso da calça do terno dele vibra e toca. Ele o tira do bolso e atende.
— Alô, Felicity?
— Oi, Oliver. Eu...estava passando na antiga base e...— Felicity interrompeu.
— Por que você foi até ai? Por que você não me ligou? — questionou Oliver no telefone.
— Ahn...podemos deixar isso para depois? Eu tenho uma informação muito importante para compartilhar com vocês. — replicou Felicity no telefone.
— Claro. O que é?
— Então, aparentemente o nosso homem misterioso é Thomas Lundlow Hallaway, e resumindo ele assume as identidades secretas dos vigilantes pois ele queria ser um herói e também esconder os crimes que ele comete, como se fossem "atos heróicos" da parte dele. E adivinha, a primeira identidade que ele assumiu foi a sua como Arqueiro. Esse cara é extremamente perigoso, ele mata criminosos na surdina e tem o apelido de "Aranha".
— Obrigado Felicity. Eu vou repassar a informação — agradeceu Oliver se despedindo.
Então, Oliver encerra a ligação e guarda o celular no bolso da calça.
— Então, quem era no telefone? — quis saber Roy.
— Era Felicity — replicou Oliver.
— Ela achou algo sobre o nosso cara? — inquiriu Laurel.
— Sim. Aparentemente o nome dele é Thomas Hallaway, ele mata criminosos usando a identidade de vigilantes para encobrir os crimes dele e fazer parecer um "ato heróico". E ele assumiu a identidade de Arqueiro pois ele me idolatra, algo assim.
— Então, nosso cara assume as identidades dos vigilantes pois ele quer ser um herói? — indagou Laurel.
— Sim, Laurel.
— Entendo. Então depois de você, ele provavelmente deve assumir a identidade do Roy? — deduziu Laurel.
— Minha identidade não, mas provavelmente da Thea, já que ela é que está com o uniforme vermelho. Eu não sou mais um vigilante — retrucou Roy.
— Vamos ficar de olho nesse cara, pessoal — sugeriu Oliver.
→
Em um beco na cidade, um falso Arsenal surge empunhando o seu arco vermelho, quando é abordado por três traficantes.
— O que você está fazendo aqui, chapeuzinho vermelho? — indagou um dos traficantes — volte para a casa da vovó.
— Vocês falharam com essa cidade! — declarou o falso Arsenal.
— Peguem ele, rapazes! — mandou o líder do grupo.
Os capangas foram se aproximando do arqueiro vermelho, prontos para bater nele. O Arqueiro vermelho disparou duas flechas nos criminosos com seu arco e eles caíram. O sangue de suas feridas escorreu pelos corpos deles e eles agonizaram cuspindo sangue pela boca até darem seu último suspiro e morrerem.
O líder olhou para os corpos esticados de seus capangas e ficou furioso. Ele partiu para cima do arqueiro vermelho com uma faca que ele tirou do bolso de sua calça nas mãos e desferiu um corte com ela.
O arqueiro vermelho desferiu um chute no rosto do homem fazendo-o cuspir sangue. O homem então fez a guarda, flexionou os joelhos e se preparou para atacar o arqueiro.
— Eu vou acabar com sua raça! — proferiu o homem desferindo um soco em direção ao rosto do suposto vigilante. O vigilante afastou e acertou um soco de direita no homem.
[...]
Na base dos Young Legends, Felicity olhou as imagens no monitor e ficou pasma.
— Esse cara agora imitou a identidade da Thea — retrucou Felicity.
— O quê?! Não pode ser! Eu vou ensinar uma lição nesse cara.
Thea subitamente foi até a vitrine com seu uniforme vermelho e ficou olhando para ele.
— Onde você vai, Thea? — quis saber Connor.
— Eu vou matar esse cara! — bradou Thea.
→
No beco, o falso arqueiro vermelho começou a socar o estômago do traficante, quando Thea usando o seu uniforme vermelho interrompeu a briga.
— Então você quer mexer comigo? Venha, eu vou te ensinar uma lição, seu filho da mãe! — bradou Thea furiosa.
Thea sacou uma flecha e a apontou para o falso arqueiro vermelho. O criminoso viu uma oportunidade de escapar e saiu correndo dali. Thea voltou o seu olhar para o criminoso fugindo e atirou a flecha na perna dele. O criminoso caiu e urrou de dor.
Ela então voltou sua atenção para o falso arqueiro, sacou uma flecha de sua aljava e apontou para o vilão. Ele então fez o mesmo e apontou a flecha para Thea.
— Vamos ver quem é mais rápido — disse Thea rangendo os dentes.
Os arqueiros ficaram se olhando. Os dedos deles ansiavam em soltar a corda para liberar suas flechas. Thea então puxou com força a corda do arco com a flecha e a soltou. A flecha voou na direção do falso Arqueiro e cravou no ombro dele. Ele então se manteve no lugar e disparou sua flecha. A flecha dele voou na direção de Thea e acertou o abdômen dela fazendo soltar um grito.
Thea tentava resistir ao ferimento. Ela arfava e olhava para o seu adversário.
— Seu filho da mãe! — bradou Thea.
O falso arqueiro ativou o seu alterador de voz.
— Eu sou o herói e você uma criminosa! Você é o câncer da sociedade — declarou ele com a voz alterada.
— Você está enganado! — gemeu Thea.
→
Na base dos Young Legends, Felicity, Connor e Rose assistiam no monitor as imagens mostrando Thea e o falso arqueiro vermelho.
Rose olhava para as imagens e sentia uma vontade de querer ajudar Thea crescer dentro dela. Então, a voz de Thorn surgiu e falou com ela.
— Me liberte, Rose! Eu posso cuidar desse cara!
Rose fechou os olhos por um instante. Na mente dela ela viu Thorn presa pelas trevas no chão de uma sala escura com um piso vermelho e sem paredes, janelas, nem mesmo portas.
— Thorn! — bradou Rose olhando para seu alter-ego.
— Rose! Me solte! — Bradou Thorn olhando para ela com seus penetrantes olhos verdes.
Thorn estava lá vestida com uma blusa de látex, um par de luvas de látex verde na altura do cotovelo, uma calça verde forrada com um trançado lateral, e botas verdes de couro e cano baixo com zíper.
»
De volta a realidade, em um piscar de olhos, ela abriu seus olhos, agora verdes e penetrantes. Thorn havia assumido completamente o controle sobre o corpo de Rose, que agora vestia as roupas de Thorn.
Connor, Felicity e Lian ficaram espantados ao verem Thorn diante deles.
— Quem diabos é você? — inquiriu Felicity
— Eu sou THORN! — bradou ela.
— É uma longa história que eu prometo te contar algum dia, Felicity — Connor estremeceu.
— O que você fez com a Rose, vadia? — questionou Lian.
— Rose não está aqui. Quer deixar uma mensagem para ela? — indagou Thorn com um jeito sádico.
— Meu Deus! Essa dai é um monstro! — gritou Felicity.
— Monstro! Eu não sou um monstro! — contestou Thorn — Agora, quem vai ser o primeiro?
Thorn sacou um pequeno par de foices com cabos verdes e foi se aproximando de Connor, Lian e Felicity.
— Agora, nós temos uma psicopata enquanto Thea está lá nas mãos daquele assassino? — indagou Felicity.
— Rose, essa não é você! — bradou Connor indignado.
Então, a consciência de Rose inteferiu.
— Pare Thorn! Eles são meus amigos. Eu não quero que você os machuque. Vá ajudar a Thea! — bradou Rose.
— Cai fora, Rose! — bradou Thorn lutando contra a consciência de Rose.
— Nossa! Isso é insano! O que está acontecendo com elas? — questionou Felicity.
— Quer um resumo? Basicamente elas estão lutando entre si — explanou Connor —no mesmo corpo.
Felicity ficou boiando.
— Pare, Thorn! — reclamou Rose.
— Vá embora, Rose! — rebateu Thorn.
[...]
Algum tempo depois, Rose e Thorn chegaram em um acordo.
— Está bem! Eu vou ajudar essa garota! — bradou Thorn.
A consciência de Rose desapareceu e Thorn ganhou o controle.
→
No beco, Thea e o falso arqueiro ainda se encaravam, até que Thorn interveio.
— Deixe a garota em paz! — bradou Thorn.
Thea que nunca havia conhecido o lado sádico de Rose ficou espantada.
— Quem é você? — suspirou Thea.
— Eu sou Thorn! — bradou ela.
Thorn se aproximou do falso arqueiro com suas foices nas mãos e o apunhalou no peito com uma das foices. Ele soltou um enorme grito. O sangue dele esguichou para fora do corpo.
— Meu Deus! — espantou Thea.
Thorn removeu a ponta da foice do corpo do arqueiro e ele começou a sangrar diante dela.
— Você gosta de machucar garotas, não é? — questionou Thorn.
O falso arqueiro abaixou o capuz vermelho e a máscara revelando seu rosto diante de Thorn e implorou por sua vida.
— Por favor! Não me mate! — suplicou Thomas.
— Todos dizem isso! Você se acha o herói, não é mesmo? — questionou Thorn — Eu vou dar uma lição em você.
Thorn retalhou a roupa do impostor deixando vários cortes na pele dele. O impostor então caiu com um último golpe desferido por ela. Ele ainda respirava. Thorn sentou sobre a barriga dele e cortou o rosto dele com suas duas foices e então as largou no chão.
O impostor deu seu último suspiro antes de morrer.
— Por favor, não me mate!
Então ele faleceu. Thorn abriu um sorriso no seu semblante manchado de sangue.
A pobre Thea estremeceu ao ver a expressão no rosto daquela mulher.
Thron saiu de cima do impostor e se rastejou até Thea.
— Não se aproxime de mim! — bradou Thea mesmo machucada.
— Relaxa, garota. Eu não vou machucá-la — jurou Thorn.
Thorn tocou na flecha cravada no abdômen de Thea e a puxou com força, fazendo-a grita bem alto.
— Doeu tanto assim? — indagou Thorn.
— Me deixa! — gemeu Thea.
A sirene da polícia logo ecoou pelo local e o barulho foi se aproximando.
— Os policiais! Nós precisamos sair daqui! exclamou Thea.
Thorn se aproximou de Thea e impulsivamente a beijou na boca. Ela então se afastou e quando seus olhos verdes encontraram os de Thea, ela surtou e os olhos verdes se transformaram em azuis. Ela havia voltado a se Rose.
— O que eu estou fazendo aqui? — indagou Rose a si mesma.
— Não temos tempo para explicações. Vamos, Rose, vamos embora antes que os policiais nos peguem — advertiu Thea.
—Policiais!
Rose saiu de cima de Thea e ela se levantou com dificuldade. Rose se levantou logo em seguida.
— Segure-se em mim!
Rose se aproximou e abraçou a cintura de Thea enquanto ela disparava uma flecha — arpão. Ambas foram içadas para o alto e desapareceram antes que os policiais chegassem.
→
Na base dos Young Legends, Rose surgiu carregando Thea com os braços em torno do pescoço dela.
— Thea! O que houve? — bradou Felicity.
— O "Aranha" acertou uma flecha em mim, mas eu estou bem — explanou Thea.
— Nós precisamos levá-la ao hospital — disse Connor espantado.
— Sério, pessoal. Eu estou bem.
— O que houve com o impostor? — quis saber Lian.
— Ele está morto — informou Rose.
[..]
Starling General Hospital
Thea estava em um leito do hospital vestida com o pijama de bolinhas. Connor, Lian, Felicity, Rose estavam com ela.
— Como você está se sentindo, Thea? — quis saber Connor.
— Eu estou ótima. Foi só um arranhão, não é mesmo? — questionou Thea.
— Thea, se eu te fiz alguma coisa, eu peço desculpas e gostaria de dizer que não era eu — disse uma Rose arrependida.
— Está tudo bem, Rose. Eu estou bem — atestou Thea.
Então, Oliver entra no quarto para ver como Thea estava.
— Olá, Speedy! — disse ele com um sorriso.
— Oi, Ollie!
— Como você está? — quis saber ele.
— Eu vou sobreviver.
— É claro que vai. Você é forte.
[...]
No cemitério, Connor estava prestando condolências em uma cova específica.
Ele estava ajoelhado perto da lápide onde estava escrito o nome da mãe dele, a data do falecimento, e o dizer: "Amada mãe".
— Olá, mãe! Eu vim aqui para dizer que eu estou bem. Eu conheci uma nova garota, o nome dela é Lian Harper...— disse Connor em voz baixa.
Connor fez uma breve pausa de reflexão.
— Eu prometo que vou pegar o seu assassino, custe o que custar.
Sandra Moonday Hawke havia morrido no dia que Connor se mudou para Starling City, mas ele não sabia quem era o assassino, ou porque ele teria feito aquilo.
Agora, Connor só tinha o pai e sua tia Thea na família.
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