Notas iniciais
Olá! Desculpem a demora! Eu queria avisar que esse capítulo ficou enorme, mas é por causa que eu resolvi amarrar todas as pontas soltas nos capítulos anteriores, e também fazer desse um tributo ao ator Manu Bennet e ao personagem que ele interpretou em Arrow, o Deathstroke, ou o Exterminador como é conhecido. Várias coisas passaram pela minha cabeça, mas enfim terminei esse capítulo. Aqui temos a participação de Tatsu Yamashiro, a Katana. E eu resolvi explorar o background dela e também de outra personagem das HQs, que é a Emiko Queen, filha do pai de Oliver com Shado, que é uma arqueira também. E a Katana tem nesse background dela nas HQs uma rivalidade com Lady Shiva, porque ela tentou se apossar da espada Soultaker, que é uma lâmina mística capaz de absorver a alma de quem for ferido por ela. Mas, obviamente isso não acontece em Arrow, então eu resolvi adaptar um pouco esse cenário e fazer Lady Shiva matando o mestre de Connor que foi mencionado no capítulo 6, por ele se recusar a treiná-la. E...como o background de Connor é inspirado no filme Sete anos no Tibete, eu resolvi continuar com a referência. Como homenagem ao Manu Bennet/Deathstroke de Arrow, eu resolvi explicar como o Slade escapa da ilha Lian Yu, de sua prisão de segurança super máxima da A.R.G.U.S. e também o cenário da nova droga Chemo. De novo, temos mais um OC. E eu achei que esse capítulo está bastante detalhado. Boa leitura, ou não.

"O Caminho Da Espada"

Lian Yu

Prisão de segurança super máxima da A.R.G.U.S

Slade Wilson estava com o cabelo todo desgrenhado, usava o seu tapa-olho no lado direito, o rosto coberto por hematomas, vestia uma camisa branca de manga curta, e uma calça branca e com os pés descalços. Ele estava dormindo em uma cama dentro de sua cela. No outro lado estava um banco branco de frente para a porta da sela dele.

Ele então acorda com o som da porta de metal reforçado que levava a cela dele se abrindo e estalos de sapatos se aproximando de onde ele estava. Seus olhos se abrem, e ele se levanta da cama, parecia farto de estar naquela prisão por 4 ou 5 anos mais desde que Oliver o aprisionou lá.

Por um momento, Slade pensara que Oliver teria vindo visitá-lo depois de tanto tempo. Ele então anda até a porta de sua cela e se depara com a figura feminina de uma mulher negra, cabelo preso em um coque, vestindo um terno preto com uma camisa branca por baixo, e sapatos de salto preto com sola vermelha. Ela estava sentada no banco olhando para ele enquanto seus homens da A.R.G.U.S, que vestiam fardas camufladas e boinas pretas na cabeça, com as sombras do local cobrindo seus rostos, e com as mãos cruzadas atrás das costas, guardando a porta como leões de chácara, ficavam atrás dela.

Slade coloca as mãos nas barras de sua cela e fixa o olhar na mulher que o olhava.

— Quem é você? — inquiriu Slade com sua voz rouca — Você está trabalhando para Oliver Queen?

A mulher se levantou e se aproximou da cela de Slade.

— Senhor Wilson...— retrucou a mulher como se le-se os direitos dele como um policial faz — Meu nome é Amanda Waller, e eu vim aqui pois tenho uma proposta para você.

— Como me achou? — quis saber Slade curioso.

— Eu trabalho na agência conhecida como A.R.G.U.S, a mesma que construiu essa prisão na ilha de Lian Yu — explanou Amanda.

— Uma proposta você disse? Diga-me, por que eu me importaria? — disse um Slade descrente. Aquilo parecia um pouco suspeito com ele naquela posição, como se ele fosse um mero escravo da vontade de sua carrasca.

— Vou ser direta com você. Você quer escapar dessa ilha? Tudo bem. Eu, preciso de você. Então, o que acha de cooperar comigo. Eu dou o que você quer, e você me dá o que eu quero — propôs Amanda sendo complacente para com o detento, mesmo sabendo que com alguém como Slade Wilson, você no mínimo tem que jogar sujo e ser bem direto.

Slade pensou um pouco naquilo.

— O que eu ganho, se...digamos, eu aceitar te ajudar? — questionou Slade desconfiado.

— Sua liberdade. Todos merecem uma segunda chance. — replicou Amanda — E eu estou disposta a dar essa chance a você, contanto que você não cometa um deslize se quer.

Slade ficou a pensar naquilo.

— Então eu vou poder me vingar de Oliver Queen? — questionou Slade.

— Sim — replicou Amanda.

— E o que eu devo fazer? — quis saber Slade.

— Trabalhar para a minha agência, a A.R.G.U.S, como um membro da Força Tarefa X — disse Amanda mostrando os dentes e franzindo o cenho.

—Força Tarefa X? — Slade ficou confuso.

— Também conhecido como Esquadrão Suicida — explanou Amanda.

Slade abriu um sorriso amarelo.

— Só para garantir, essa oferta é por tempo limitado. Caso você resolva recusar a minha proposta, você continuará passando o resto de seus dias aqui, nessa ilha — Amanda se certificou de que Slade havia compreendido cada palavra que ela dissera jogando um olhar fuzilante para ele.

Slade começou a se sentir intimidado pela abordagem de Amanda Waller, mas ela logo o advertiu.

— Você não tem outra escolha, Slade. Olhe a sua volta, você quer continuar preso nessa ilha infernal ou você quer ser um sobrevivente e sair daqui o mais rápido possível?

Slade ficou pensando naquilo. Durante todos os anos que passou na Ilha de Lian Yu ao lado de Oliver, sua amada Shado, e até mesmo Sarah Lance, ele foi um grande mentor para Oliver ao lado de Shado. Ele se apaixonou por Shado, mas devido a sua insegurança, ele relutara em se declarar para ela. Vê-la nos braços de Oliver o deixava deveras enciumado. Quando ela morreu, Slade sentiu que seu coração havia sido estraçalhado em inúmeros pedaços. Oliver tentou explicar para ele sobre o real culpado da morte de Shado, mas ele culpava Oliver por ter matado ela. Ele e Oliver escaparam daquela ilha com a ajuda dele.

O Mirakuru fez Slade alucinar e perseguir o fantasma de Shado, mergulhar em um mar de ilusões criadas pela mente perturbada dele. No final, ele havia se curado do Mirakuru, mas o luto e o ódio por Oliver eram tamanhos que ele não conseguia esquecer.

Da última vez que ele vira Oliver, ele estava ali, sentado onde Amanda estava e se despedira dele falando sobre o quanto Slade o influenciou a ser o que ele havia se tornado, um herói para todos os efeitos.

Slade acusou Oliver de não ter coragem para matá-lo, mas Oliver rebateu dizendo que embora ele não tivesse coragem para fazer aquilo que Slade desejara tanto que fosse seu destino, ele tinha a força para deixá-lo viver sem matá-lo.

Então ele começou a se lembrar do que jurara a Oliver naquela cela. "Eu cumpro minhas promessas!". Slade certamente iria querer viver para cumprir tal palavra, mas para isso teria que aceitar a proposta de Amanda Waller e se tornar um mero peão nas mãos dela.

Enquanto isso, Amanda já ia se retirando da cela de Slade quando ele a parou.

— Espere! — Slade interveio.

Amanda voltou-se para ele e se aproximou da cela dele.

— Sim, Slade? — disse levantando uma das sobrancelhas.

Slade olhou para Amanda como um mendigo pedindo esmola na rua. A expressão no semblante dele era de pena.

— Eu farei o que você desejar. Apenas, me tire dessa droga de ilha! — Suplicou ele.

— Desculpa, você disse algo? — indagou Amanda meio incrédula.

— Eu disse que eu vou fazer o que você quiser — bradou Slade se sacudindo nas barras de sua cela.

— Muito bem. Mas, nós estaremos de vigiando — replicou Amanda.

— Apenas me tire dessa ilha — retrucou Slade, farto daquela situação.

— Está bem, guardas! — Amanda chamou os guardas.

Os guardas que estavam na porta se aproximaram de Amanda.

— Abram a cela dele. — replicou Amanda.

Um dos guardas tirou do bolso uma chave, se aproximou da porta da cela e a inseriu. Em seguida, ele girou a chave e destrancou a porta da cela. O guarda puxou a porta da cela para Slade sair.

Assim que Slade saiu, o guarda trancou a cela dele.

— Muito bem, Slade, venha comigo. Nós temos negócios à tratar — retrucou Amanda.

Precipitadamente, Slade desferiu um soco no rosto de Amanda e se afastou dela. Ela então colocou a cabeça no lugar e tocou na pequena mancha de sangue escorrida de sua boca e a limpou com o dedo. Os homens que protegiam Amanda sacaram rapidamente suas pistolas e as apontaram para Slade.

— Acha mesmo que eu vou trabalhar para você? — bradou Slade.

Amanda mandou os guardas guardarem suas armas sinalizando com uma mão espalmada para eles. Os guardas guardaram as armas e ela continuou.

— Senhor Wilson, eu não estava brincando quando eu disse que você não tinha escolha — retrucou Amanda.

— Eu tenho uma escolha. Não trabalhar para você! Eu não trabalho para ninguém — contestou Slade.

— Slade, você está em uma prisão militar administrada pela minha agência. Essa prisão é monitorada via satélite. Qualquer coisa que você faça, nós o encontraremos — devolveu Amanda.

— Você não pode me deter, ninguém pode. NADA PODE ME DETER!!! — bradou Slade explodindo de raiva e apontado o dedo indicador para Amanda.

— Você está me ameaçando, senhor Wilson? — questionou Amanda.

Slade e Amanda ficaram se encarando como cão e gato.

— Muito bem, você quer ir para a cadeia? Fique a vontade. Eu sou apenas uma facilitadora nessa situação. Você não quer minha ajuda para sair dessa prisão? boa sorte passando mais alguns anos aqui em Lian Yu — disse Amanda rangendo os dentes.

— Eu vou sair daqui e você não pode me impedir — declarou Slade.

— Senhor Wilson, um homem como você seria de grande valor na minha agência. Não desperdice seu talento, use-o ao invés disso. Você quer sair dessa ilha? Eu sou a sua chave — replicou Amanda.

— Vá para o inferno! — praguejou Slade.

Slade correu até a porta e os guardas de Amanda fizeram mira nele e se prepararam para atirar, mas ela os impediu.

— Parem! — Bradou Amanda— Deixe ele ir.

Antes que ele saísse do local, Slade virou para trás e abriu um sorriso de soslaio.

— Então você vai me deixar ir? — questionou Slade

— Aparentemente eu não tenho outra escolha...— Amanda desabafou — Mas, para onde você for, o que você fizer, eu estarei de olho em você.

— Você vai me espionar? — questionou Slade.

— Interprete como quiser. Mas você ainda é uma peça importante do meu quebra-cabeças, e eu não gostaria de perdê-lo. — observou Amanda.

— E eu agora sou, o quê? Uma marionete nas suas mãos? — argumentou Slade.

— Você quer ser livre? Então esse é o jeito melhor de obter a sua liberdade — retrucou Amanda — É uma pena que você tenha recusado a minha oferta de ser um agente da A.R.G.U.S e um membro da Força Tarefa X, senhor Wilson — Amanda se lamentou.

— E agora eu tenho minha liberdade limitada a isso, com você me espionando? — balbuciou Slade.

Blüdhaven

Casa "The Green Devil"

Hora: 00:30

Slade Wilson entra no bordel com uma pasta prateada. Ele vestia um terno preto com uma gravata vermelha e uma camisa branca.

Ele é recebido pela dona do bordel, Rebecca Strain.

Rebecca vestia apenas um vestido verde esmeralda de decote largo de ombro a ombro e sapatos de salto da mesma cor do vestido. Seu cabelo era preso atrás com um pauzinho verde, com algumas mechas caídas sobre os ombros.

—Olá! Como posso ajudá-lo? Procurando uma garota para passar essa noite aqui? —disse Rebecca sendo solícita.

—Olá, senhora. Meu nome é Slade Wilson, e eu gostaria de falar com a proprietária. Eu estou aqui para fazer uma proposta.—disse Slade com sua voz rouca característica.

—Ah, direto ao ponto. Eu gosto de homens assim. Negócios, então?

—Sim. Você é Rebecca Strain?

—Em carne e osso. Eu sou a dona dessa casa. —disse Rebecca se apresentado.

—Eu li a seu respeito. Soube que está planejando uma nova droga...

—Sim, eu estou. Já ouviu falar de Vertigo? —indagou Rebecca olhando para Slade com um sorriso nos lábios.

—Vertigo? Não. Já ouviu falar de uma droga chamada Mirakuru? —rebateu Slade com outra pergunta.

—Mirakuru? Não, isso é novidade para mim.

—É uma droga criada pelos japoneses para criar super soldados. Mirakuru significa "Milagre" em japonês —explicou Slade.

—Você é traficante de drogas? —questionou Rebecca.

—Não. Mas eu tenho uma ideia envolvendo o Mirakuru —disse Slade com um sorriso maquiavélico.

—Bem, eu sou toda ouvidos.

—Ótimo! Eu vou falar sem rodeios. Eu quero criar um exército de super soldados com o Mirakuru. A minha primeira tentativa foi frustrada pelo Arqueiro no passado, e agora que ele está fora de Starling City, eu resolvi tentar outra vez. Eu não vou parar até conseguir o meu exército —disse Slade sendo bastante enfático nas palavras.

—Entendo. Vertigo é uma droga que causa alucinações, tontura, dentre outros efeitos colaterais. Mas, o Arqueiro já frustrou as duas tentativas de espalhá-la em Starling City —disse Rebecca.

—Então temos um inimigo em comum. Eu te ajudo com a droga, e você me ajuda com o meu exército de super soldados, o que acha? —Questionou Slade.

—Perfeito! Apenas me diga do que você precisa.

Slade abriu a pasta prateada e mostrou os frascos de Mirakuru que estavam alojados dentro dela. O líquido nas ampolas era amarelo claro.

—Isso é Mirakuru. Talvez possamos combinar as duas drogas e obter uma droga ainda mais poderosa com os efeitos de ambas.

—Eu adorei! Você é um gênio, senhor Slade Wilson.

—Por favor, me chame apenas de Slade. Então, temos um acordo, senhora Strain? —disse Slade estendendo a mão para Rebecca.

—Sim — disse Rebecca apertando a mão estendida de Slade.

—Foi um prazer fazer negócios com você, senhora Strain.

[...]

Em outra ocasião, Slade entra em um prédio em uma rua de Blüdhaven. Na parede ao lado de uma porta de aço velha e toda coberta por ferrugem, com uma pequena janela de metal no centro, haviam pichações.

Rebecca bate na porta, até que o visor na janela se abre e revela um par de olhos castanhos que se escondiam atrás da porta.

— O que vocês querem? — questionou o homem atrás da porta.

— Olá, lembra de mim? Eu sou Rebbeca Strain e esse é o meu amigo, senhor Slade Wilson. Nós queremos ter uma conversinha com o seu chefe — retrucou Rebbeca,

Então o homem fechou o visor da porta e abriu para eles.

— Dominic está ai? — quis saber Rebecca.

— Sim. Ele está nos fundos — disse o homem de cabelo castanhos, com um corte moicano, olhos castanhos, cheio de tatuagens nos dois braço, vestindo uma regata brance, uma regata branca, calça verde musgo e fumando cigarro na porta.

Ele os deixa passar e assim que Slade e Rebecca entram, ele fecha a porta atrás de si. Ele então fecha a porta atrás de si e os guia por um corredor um pouco estreito que os acompanha até o laboratório de droga.

Chegando lá, o homem que os acompanhava entra com eles em uma sala fechada e com pouca luz onde havia uma enorme mesa branca com várias mulheres usando apenas sutiã e calcinha com uma capa branca e transparente, máscaras cirurgicas nas bocas e luvas pretas de silicone. Elas misturavam os líquidos dentro de tubos de ensaio, centrifugavam, pesavam e enchiam latas compridas e cilíndricas de alumínio com a mistura. As latas depois eram pintadas com um spray para parecer um energético normal, tudo bem artesanal.

— Esperem aqui — disse o homem que os acompanhava.

O homem que acompanhara Slade e Rebbeca foi até uma porta no fundo da sala onde ficava o escritório de Dominic Grell, um famoso barão das drogas de Blüdhaven.

Escritório de Dominic Grell

O homem que estava com Slade e Rebecca entra no escritório do barão das drogas. O lugar tinha uma parede amarela descascando, uma mesa de mogno com algumas canetas e lápis, pilhas de papéis e cadernos, uma agenda, uma luminária com uma meia — luz, que era onde Dominic Grell, um homem negro careca, de olhos verdes, com um cavanhaque preto e alguns fios tingidos de branco, charuto aceso na boca, trajando um belo e impecável terno vermelho com uma camisa branca ficava. Na parede atrás dele haviam fotos de mulheres de biquíni e também algumas peladas em poses de capas da Playboy. No lado direito, um enorme armário de aço, e um cofre onde ficava alguns documentos e pastas. No centro da parede, atrás de uma réplica da Mona Liza de Leonardo Da Vinci, ficava um cofre onde ele guardava todo o dinheiro faturado de sua operação que era coordenada com Rebecca Strain.

— Senhor, Rebecca Strain está aqui com um convidado, um tal de Slade Wilson. Eles desejam falar com o senhor — informou o homem olhando para Dominic que estava ocupado contando algumas notas de dinheiro da operação.

Dominic levantou a cabeça com um olhar penetrante. Aquilo parecia ter despertado o interesse dele.

— Interessante. Rebecca Strain, eu costumava namorá-la — disse um Dominic nostálgico — Há anos que eu não a vejo...está bem, Jansen, mande-os para cá.

— Sim, senhor Grell...— disse Jansen se retirando.

Laboratório

Jansen retornou para o laboratório e se reuniu com Slade e Rebecca.

— O senhor Dominic Grell quer vocês dois no escritório dele — retrucou Jansen.

— Está bem. Leve-nos até ele — retrucou Rebecca.

Jansen guiou Slade e Rebecca até o escritório de seu patrão.

Escritório de Dominic Grell

Slade e Rebecca entram no escritório de Dominic, e Jansen os deixa à sós com o patrão.

— Rebecca Strain! Há quanto tempo! — saúda Dominic se levantando de sua mesa e indo na direção dela.

Dominic se aproxima e abraça Rebecca e depois a beija no rosto.

— Como tem passado? — quis saber ele.

— Eu vou bem, obrigada — replicou Rebecca.

— E você? Slade Wilson, não? — indagou Dominic olhando para Slade.

Slade voltou sua atenção para Dominic, se aproximou dele, estendeu a mão para ele apertar e assim Dominic o fez.

— É um prazer conhecê-lo, Slade — retrucou Dominic.

— O prazer é meu, senhor... — Slade interrompeu.

— Grell, Dominic Grell — Ele se apresentou — Eu sou dono de vários negócios nessa cidade, incluindo a casa "The Green Devil".

— Interessante — retrucou Slade.

— Direto aos negócios, Dom. O senhor Wilson é o fornecedor do Mirakuru, a droga que está sendo usada em conjunto com o Vertigo — lembrou Rebecca.

— Ah sim. Eu me lembro agora. O seu sócio na produção do Chemo — retrucou Dominic.

— Exatamente. Nós viemos aqui para ver como os negócios estavam.

— Eles vão de vento em popa. Estamos fazendo muito dinheiro com a produção dessa nova belezinha.

— Entendo. Você poderia nos guiar pela produção?

— Certamente.

Então Slade e Rebecca acompanharam Dominic que os levou de seu escritório para um tour pelo laboratório do composto.

Lassa, Tibete

Connor foi recebido por uma jovem mulher vestindo uma túnica amarela, e o cabelo preso com um grampo que falava muito bem o inglês.

—Bem-vindo a Lassa, forasteiro — saudou a jovem mulher.

—Olá! Você fala a minha língua? — Quis saber Connor.

—Sim.Qual é o seu nome? — questionou a jovem mulher.

—Connor Hawke — ele se apresentou.

—Meu nome é Palden Pema. — ela se apresentou.

—Muito prazer, Palden — Connor replicou com um sorriso.

— Então, você veio até aqui buscando ajuda espiritual? — quis saber Palden.

—Como...?

—Eu posso ler o seu coração. Por favor, venha comigo.

Palden Pema era na verdade uma mulher conhecida como Tatsu Yamashiro. No passado, ela havia se despedido de Oliver em Starling City, e dito que ela ira procurar um lugar onde ela encontrasse paz, depois da morte de seu marido, Maseo Yamashiro. Então, ela foi para o Tibete para começar uma nova vida.

Depois de tanto tempo longe de Oliver, a antiga Tatsu Yamashiro secretamente havia concebido um filho dele, uma garota de nome Tashi que ela mantinha em sua casa que ficava no vilarejo próximo a Lassa.

Connor seguiu Palden e ela falou com os guardas no dialeto local que o mestre dela estava aguardando por aquele estrangeiro e que ela iria levá-lo até ele.

Os guardas abriram passagem para Palden e Connor e eles entraram na cidade. Palden levou Connor até uma enorme fortaleza próximo a um barranco e eles entraram. Próximo a um altar, estava um homem careca, vestindo uma túnica preta, sentado de joelhos diante de uma estátua do Buda. Palden anunciou a chegada do estrangeiro e o homem interrompeu o que estava fazendo, se levantou e virou para trás. O homem tinha um cavanhaque branco.

—Senhor Connor Hawke. Eu estava a sua espera.

—É mesmo? Como...

—Buda disse que um jovem estrangeiro viria em busca de esclarecimento.

—Desculpa. Quem é você?

— Meu nome é Kunchen. Eu serei o seu guia nessa jornada por auto-ajuda —disse Kunchen.

— Muito prazer, senhor — replicou Connor.

[...]

Algum tempo depois, o mestre Kunchen estava em uma sala do templo, meditando no centro dela, alguns metros de uma estátua dourada do deus Buda.

Uma sombra aparece escondida atrás de um dos pilares vermelhos na sala. O mestre Kunchen havia sentido a presença naquela sala e então abriu os olhos.

— Quem está ai? — indagou ele.

A sombra foi se aproximando em direção a ele e se revelou. Era Lady Shiva, vestindo um sobretudo verde musgo com uma camisa vermelha, uma calça da mesma cor do casaco com um coldre preto carregado com algumas facas na região da coxa, e botas de couro preto.

Ela anda até o mestre e fica parada atrás dele.

— Mestre Kunchen, eu presumo? — quis saber ela.

O mestre que estava vestindo um quimono preto, sandálias de palha com uma meia branca, e carregava um terço budista no pulso se levanta e volta-se para a mulher.

Ele dá um passo a frente e a encara.

— Sim, quem é você? — retrucou ele.

— Meu nome é Sandra Woo-san, e eu vim aqui pois estou tentando achar o meu caminho, me ajude, por favor — suplicou Sandra.

— E o que você busca, minha criança? — questionou Kunchen.

— Por favor, mestre. Eu suplico que você me treine — replicou Sandra.

— Hmm...venha, deixe-me ver o seu futuro.

Lady Shiva se ajoelhou diante do mestre e ele colocou a mão sobre a cabeça dela e fechou os olhos.

— O que você, vê, mestre? — quis saber Sandra.

Mestre Kunchen se assustou e abriu os olhos.

— Você matou muitas pessoas, minha criança — revelou ele — Me desculpe, mas eu não posso ajudá-la em sua jornada.

Lady Shiva se levantou, pegou uma das facas no coldre em sua perna e a empunhou. O mestre olhou assustado para ela.

— O que você está pensando em fazer?

— Eu vou matá-lo! — ameaçou Sandra.

Em um movimento rápido, Lady Shiva apunhalou o mestre no abdômen e ele soltou um grito de pavor. O sangue começara a sair e manchar o tecido preto que ele vestia. A assassina então continuou a apunhalá-lo naquele local, várias vezes até ele cair morto no chão. O corpo dele estava todo ensangüentado e ele agonizava. Ele então começou a gritar por socorro repetidas vezes. Sua voz estava falhando.

Foi nessa hora que Palden Pema, que estava procurando por ele chegou na sala e viu a assassina ao lado dele que estava caído. Ela arregalou os olhos e muito chocada com aquela cena, foi até o local encontrar o mestre.

Quando chegou lá, Palden se aproximou do corpo do mestre, mas Lady Shiva interveio colocando seu braço direito estendido que estava com a faca que havia matado o mestre na mão.

— O que você fez? — quis saber Palden.

— Eu o matei — confessou Sandra.

— Porquê? — questionou Palden.

— Ele não me quis como discípula — revelou Sandra — é uma pena.

— Quem é você? — quis saber Palden.

— Meu nome é Sandra Woo-san, mais conhecida como Lady Shiva.

Palden fechou a cara. Ela não só a estava odiando como a mesma se tornara sua rival naquele dia.

Enquanto isso, o mestre gemia em seu leito de morte.

Palden se ajoelhou perto do mestre, tocou no corpo dele levantando a cabeça dele do chão. O mestre então disse suas últimas palavras.

— Palden. Chame. C-Connor...— balbuciou Kunchen.

— Mestre! Não morra, por favor! — implorou Palden já vertendo lágrimas.

— Está acabado...— se vangloriou Sandra.

O Mestre não resistiu. Ele deu o seu último suspiro e morreu. Palden ficou devastada com a morte de seu mestre, que parecia lembrar a morte do falecido marido, Maseo Yamashiro.

[Fade In]

Nanda Parbat

Katana estava ajoelhada depois de cravar sua espada no abdômen de Maseo. Ela o acolhera nos braços. Ele sussurrou no peito dela: "Obrigado por me libertar. De minha prisão." enquanto ela vertia lágrimas por ele. A dor de perdê-lo era insuportável, mas pelo menos agora sua alma estava livre. Ela então começou a cantar uma canção japonesa enquanto o segurava em seus braços. Ao terminar a canção, ela gritou e as lágrimas correram soltas por seu semblante.

[Fade Out]

Palden fora tomada por melancolia enquanto segurava o mestre em seus braços.

Ela soltou um berro, e então limpou as lágrimas e se levantou furiosa. Ela ficou em posição de ataque com suas mãos na guarda enquanto encarava Lady Shiva com os olhos cheios de lágrimas.

— Venha, vingue o seu mestre! — provocou Sandra.

As duas começaram a lutar, Lady Shiva usando sua faca e Palden usando os seus punhos e as pernas. As duas juradas inimigas se enfrentavam com fúria em seus olhos.

[...]

Enquanto isso, Connor estava em uma casa no vilarejo. Ele estava em seu dormitório e escrevia uma carta contando sobre os seus dias naquele lugar.

"Querida Thea, faz algum tempo desde que eu não tenho escrito nada para você. Eu estou em Lassa, no Tibete. Por 2 anos eu fiquei congelado no Himalaya. Eu não sei como consegui sobreviver usando apenas as roupas do corpo. Mas eu sobrevivi. Alguns nômades me encontraram e me abrigaram por uns dias, eu continuei minha jornada e enfim cheguei até essa cidade. Eles dizem que é uma cidade proibida para estrangeiros. Bem, meus tempo aqui está acabando. Eu estou voltando para casa. Eu sinto muito a sua falta."

Assinado, Connor Hawke

Então, um dos monges do mestre Kunchen bate na porta da casa onde Connor estava e ele vai até a porta e abre.

— Senhor Hawke. É urgente, venha depressa! — disse o monge aflito.

— O que aconteceu? — indagou Connor assustado.

— O mestre Kunchen foi assassinado! — bradou o monge.

— O quê?!

— Venha, depressa!

[...]

Connor chega no templo e o monge que o trouxe o leva até o salão onde o corpo do mestre Kunchen estava. Eles correm apertando o passo e chegando no local...

O monge para e aponta para o local onde o corpo do mestre estava. Lady Shiva e Palden Pema ainda se enfrentavam.

— Ali. O corpo do mestre está ali — retrucou o monge.

Connor então vai até o mestre, se ajoelha e começa a chorar.

— Mestre... — balbuciou um Connor entristecido.

Lady Shiva e Palden desferiam socos e chutes uma na outra.

[...]

Connor então olhou ao seu redor tentando procurar o culpado por aquilo e viu Palden e Lady Shiva lutando entre elas.

— Palden? Sandra? — Ele questionou.

Palden e Lady Shiva continuaram se enfrentando mais algum tempo até que Palden desferiu um chute no abdômen de Shiva que a jogou contra um pilar e ela caiu.

— Connor! — bradou Palden correndo na direção dele.

Connor se afastou do corpo do mestre, se levantou e foi na direção de Palden.

Palden enxugou as lágrimas no rosto de Connor.

— Você está bem?

— Não. Meu mestre foi assassinado e eu encontro você e ela brigando? O que está acontecendo?

— Você a conhece, Connor?

— Sim, eu costumava namorar ela. O nome dela é Sandra Woo-San! — revelou Connor.

— Então você conhece essa assassina...ela matou o nosso mestre, disse que ele não quis treiná-la — explanou Palden.

— O quê?

Enquanto isso, Lady Shiva se levantou com um pouco de dificuldade, e sorriu para Connor.

— Olá, Connor!

— Sandra! Porque você fez isso? Porque você matou o mestre Kunchen? — bradou Connor.

— Eu vim aqui para tentar um novo caminho. Como você, aparentemente. — Sandra deduziu — Eu pedi educadamente que o seu mestre me treinasse e ele recusou, então eu o matei.

— Sua assassina! — praguejou Connor.

— Eu preciso ir. E apenas um lembrete, não me procure nunca mais — advertiu Sandra.

[...]

Presente

Base dos Young Legends

19:00

Thea estava no computador monitorando as atividades. Ela vestia uma blusa cinza com uma calça preta e sapatos pretos.

Rose estava em um canto da sala pensando. Rose estava vestindo uma blusa baby look verde de decote em U, recortada na parte frontal, viés da cor da blusa nas mangas e decote, uma calça vermelha, e sapatos de salto da mesma cor.

Connor estava treinando nas barras de metal tentando alcançar o topo. Ele estava sem camisa e usando apenas uma calça preta com os pés descalços. Porém, apesar dele vir treinando desde que começou o legado de seu pai, ele não tinha o mesmo preparo físico de seu pai, e isso dificultava um pouco as coisas. Ele sobe para a segunda seção do suporte e fica pendurado que nem um frango.

— Oh Deus! Agora como é que eu desço? — Connor ficou ponderando.

Lian viu que ele parecia com dificuldade e se foi até ele. Ela usava uma blusa verde de decote princesa, um shorts branco, e tênis rosa com detalhes em roxo.

— Connor! O que você está fazendo? — indagou Lian.

— Eu estou tentando treinar na barra como o meu pai, mas aparentemente eu não tenho o mesmo preparo físico que ele — replicou Connor urrando tamanho era o esforço para se manter na barra.

Rose se aproximou e ficou assustada ao vê-lo daquela forma.

— Connor, você está bem? — perguntou Rose preocupada.

— Eu...não.

Rose logo chamou a atenção de Thea.

— Thea, ajude o Connor. Ele não consegue descer.

Thea voltou sua atenção para rose e ficou chocada ao ver Connor na barra.

— Meu Deus! Connor! — bradou Thea.

Thea se levantou e se juntou as garotas.

— Nós precisamos fazer alguma coisa — sugeriu Lian.

[...]

Então, John Diggle surgiu de repente na base e foi ver o que estava acontecendo. Ele vestia uma camiseta cinza, uma calça preta e sapatos pretos.

— Patrão! O que você está tentando fazer? — questionou Diggle.

— Aparentemente tentando ficar em forma como o meu pai, mas não está dando certo — replicou Connor.

Diggle então foi até onde Connor estava e segurou nos pés dele. Ele então o empurrou para cima tentando tirá-lo da barra.

— Patrão, solte as mãos da barra. Eu estou segurando você.

— Está bem.

Connor soltou suas mãos da barra e Diggle o pegou pelas pernas e o colocou no chão.

— Pronto. Não faça isso de novo, Connor — Diggle advertiu.

— Entendido — replicou Connor.

— O que você estava tentando fazer? Se matar?

— Desculpa, eu errei.

— Você está achando que é o Oliver? Você não é! — bradou Diggle.

— Não, eu não sou...

Um bip soa na tela do computador da base. As câmeras de segurança mostram Slade Wilson andando pela boate e olhando ao seu redor. Connor, Diggle, Thea, Lian e Rose correm até o monitor e olham para as imagens.

— O quê? Como diabos ele entrou aqui?

— Você não estava cuidando da segurança, Diggle?

— Eu estava, até ver você bancando o Oliver.

— Eu vou até lá.

— Você está maluco, Connor?

— Eu posso cuidar disso, John.

— Eu não vou deixar você sozinho. Eu vou junto — retrucou Lian.

— Lian...

— Sem mais nem menos. Eu vou te proteger.

— Garotos, não vão fazer besteira...— advertiu John.

— Está tudo bem, John.

Connor foi até a mesa perto da vitrine com o traje dele, pegou a camiseta verde que estava sobre ela, e a vestiu.

[...]

Connor e Lian surgem na boate e encontram Slade bebericando algo no bar. Ele vestia um terno preto com camisa branca e gravata vermelha por baixo, e calçava sapatos pretos com meias pretas. Ele também estava usando o seu tapa-olho.

Eles se aproximam de onde ele estava e falam com ele.

— Com licença. Quem é você? — quis saber Connor.

Slade havia sorvido o Whisky do gelo no copo e o repousara sobre o balcão.

— Senhor Connor Hawke, estou certo? — retrucou Slade.

— Como você sabe o meu nome?

Slade saiu do bar, virou-se para Connor e o encarou.

— Eu li o seu arquivo. Você é o filho ilegítimo de Oliver Queen. Sua mãe é Sandra Moonday Hawke — revelou Slade.

Slade então voltou o seu olhar para Lian.

— E você tem uma namorada, que nem o Oliver...

Slade fixou o olhar em Lian e logo se lembrou de seu antigo amor, Shado.

— Shado. Você me lembra a Shado.

— Eu não sei do que você está falando — retrucou Lian assustada.

— Eu vou dizer quem o seu pai realmente é, garoto. Ele é um assassino. Ele me colocou em uma prisão. Ele não teve coragem de me matar quando teve a chance. Eu estou aqui para cumprir uma promessa que eu fiz a ele há muito tempo. De que eu iria destruir a vida dele. E marque minhas palavras, garoto. Eu cumpro minhas promessas! — bradou Slade.

— Quem é você? E o que você está fazendo na minha boate? — insistiu Connor.

— Sua boate? Desde quando você tem idade para ser dono de uma boate, garoto? Essa deveria ser a minha boate — rebateu Slade.

— Responda a minha pergunta! — bradou Connor.

— Calma, Connor — Lian o aquietou.

— Slade Wilson — Slade se apresentou com um desgosto por Connor.

— Senhor Wilson. Eu vou pedir gentilmente que você saia da minha boate agora.

— Por favor, me chame de Slade — Slade corrigiu.

Segunda base do time Arqueiro

Felicity estava no computador, ela vestia um vestido blousê sem mangas rosa, com sapatos de salto da mesma cor. Ela estava no computador enquanto Roy que vestia uma jaqueta vermelha, com uma camiseta preta, uma calça preta e tênis cinza, estava com Sarah vestindo a sua roupa de Canário branco e Laurel a sua roupa de Canário Negro sem a máscara. Oliver vestia sua jaqueta de couro marrom fechada, uma calça preta, e sapatos pretos.

Felicity então recebe um video de Slade Wilson na boate Verdant e fica apavorada.

— Oliver, você precisa ver isso.

Oliver foi até o computador onde Felicity estava e ficou perto dela.

— O que é, Felicity?

— Duas palavras. Slade. Wilson — balbuciou Felicity.

— Sla...O quê? Slade Wilson está preso em Lian Yu. Eu o prendi lá — recordou Oliver.

— Ele parece livre para mim.

Oliver não estava acreditando. Ele olhou para a imagem no computador e ficou chocado.

— Não, isso não é possível.

— E aqueles dois adolescentes? Quem são?

— Connor e Lian Harper.

— Connor e Lian? Eu os encontrei no caso do Aranha — lembrou Felicitiy.

— Nós precisamos ajudá-los, Felicity — sugeriu Oliver.

— Mas como? Você não tem o seu uniforme de Arqueiro.

Então uma voz se fez presente.

— Talvez eu possa ajudá-los.

Oliver achou aquela voz familiar. Ele olhou a sua volta e então das sombras saiu uma mulher asiática, de cabelos pretos na altura dos ombros, vestindo uma jaqueta de couro marrom aberta, com uma camiseta regata cinza, uma bermuda cargo bege, e sapatos pretos. Ela estava acompanhada de uma garota que vestia uma blusa preta transparente que deixava a mostra o seu sutiã também preto, uma saia curta preta, meia calça preta, e sapatos de salto pretos.

Oliver olhou para a mulher vindo em sua direção e ela surpreendeu a todos com sua chegada.

— Tatsu? — deduziu Oliver.

— Eu costumava me chamar assim até eu ir para o Tibete — replicou ela — Ai o meu nome e o de minha filha foram mudados, e agora você pode me chamar por esse nome.

Depois da morte de seu mestre, Tatsu e a filha haviam abandonado os nomes que adotaram no Tibete. A garota que acompanhava Tatsu era Himiko, a filha que ela havia concebido enquanto estava em sua viagem.

— Quem é a garota que está com você? — quis saber Oliver?

— Sua filha, Himiko — replicou Tatsu para o espanto de todos inclusive de Felicity.

— O quê?! Outro filho, Oliver? — disse Felicity farta com a revelação.

— Não se preocupe, Oliver. Eu estou cuidando bem dela sozinha.

— Oliver teve outro filho? — bradou Laurel — Quando é que a cegonha vai parar de entregar bebês?

— Você me superou, Oliver...— Roy ficou abismado.

— Roy!

— Deixem as explicações para depois. Como eu disse, eu posso treinar o Connor. Eu o conheci no Tibete — lembrou Tatsu.

— Você pode fazer isso,Tatsu? — quis saber Oliver.

— Posso, mas eu advirto. Eu o farei apenas porque ele está em perigo — advertiu Tatsu.

— Está bem — replicou Oliver.

Boate Verdant

Slade ainda estava ameaçando Connor e Lian.

— Garoto, você e a sua namorada vão servir de exemplo para o seu pai — disse Slade apontando o dedo.

—Slade, por favor, deixe a minha garota em paz — retrucou Slade.

— Qual é o seu nome, garota?

— Li-Lian Harper — replicou ela timidamente.

— Então você é filha do garoto do capuz vermelho que eu injetei o Mirakuru...— Slade começou a ligar os pontos — Dois coelhos que eu vou matar com uma só machadada, isso é claro, só dependerá de Oliver.

— Por favor, vá embora! — bradou Connor.

— Eu vou, mas eu volto — Slade se despediu ameaçando o jovem casal.

Então, Slade desapareceu da boate.

— Eu estou com medo, Connor — disse Lian segurando a mão de Connor e olhando para ele com uma expressão de pena no semblante.

— Não se preocupe. Nós descobriremos um jeito de impedi-lo — prometeu Connor.

— Você promete?

— É claro que sim. Não se preocupe com isso.

— Mas, você não está com medo dele?

— Talvez um pouco lá no fundo. Mas, nós já enfrentamos vilões mais perigosos, como a Condessa Vertigo — recordou Connor.

— Verdade. Ela deixou o Ray hospitalizado, mas ainda sim...

Slade Wilson, também conhecido como Deathstroke, o Exterminador, surgira como uma enorme ameaça a vida de Connor e Lian. No passado ele foi o responsável pela morte de Moira Queen, mãe de Oliver que pereceu pela lâmina da espada dele para salvar Thea.

Notas finais
Obrigado por ler^^ Se gostou,comente.