Young Legends —Os Herdeiros
19 Queima De Arquivo
Notas iniciais

"Queima De Arquivo"
— Eu estou com medo, Connor — disse Lian segurando a mão de Connor e olhando para ele com uma expressão de pena no semblante.
— Não se preocupe. Nós descobriremos um jeito de impedi-lo — prometeu Connor.
— Você promete?
— É claro que sim. Não se preocupe com isso.
— Mas, você não está com medo dele?
— Talvez um pouco lá no fundo. Mas, nós já enfrentamos vilões mais perigosos, como a Condessa Vertigo — recordou Connor.
— Verdade. Ela deixou o Ray hospitalizado, mas ainda sim...
— Vai ficar tudo bem, Lian. Eu prometo — prometeu Connor.
Lian ficou ponderando sobre aquilo.
— Slade vai nos perseguir se continuarmos juntos. Então...eu acho melhor nós terminarmos, Connor — Lian declarou mesmo relutando sobre aquilo.
— Lian...eu te amo. Desde que nos conhecemos aqui nessa boate — Connor atestou.
— Ele vai nos matar, Connor. Eu não me sinto segura estando com você nesse momento...
— Lian, como eu disse, nós descobrimos um jeito de impedi-lo.
— Eu não sei, eu preciso de um momento para pensar...— concluiu Lian.
Os olhos de Lian começaram a despejar lágrimas e ela se retirou indo para a frente da boate. Ela deu a volta no seu carro estacionado na frente da boate, abriu a porta do veículo, sentou no banco do motorista, e fechou a porta do carro.
— Onde eu coloquei a chave?
Lian começou a tatear os bolsos do shorts a procura da chave. Ela então sentiu uma saliência, colocou a mão em um dos bolsos e tirou a chave do bolso, colocou-a na ignição e deu partida no carro.
Ela manobrou o carro e saiu dirigindo-o.
[...]
Connor foi até a frente da boate e viu que Lian havia saído. De nada iria adiantar ir atrás dela, então ele voltou para a boate.
Algum tempo depois, Lian estava ao volante dirigindo e pensando em todas as coisas que acontecera com ela. Ela queria chorar e berrar, mas sentia que precisava ser forte e agüentar aquele fardo que carregara nas costas desde que se tornara uma vigilante.
Então, a figura do Exterminador surge na frente do carro que corria na direção dele. Lian freia e se choca contra o volante batendo a cabeça. Ela estava insciente e o sangue escorrera de sua testa sobre seu rosto.
De repente, tudo escurece.
[...]
Lian abre lentamente os olhos e se vê amarrada em uma cadeira dentro de um galpão abandonado e escuro. As luzes então se acendem e Slade Wilson surge vestindo a mesma roupa de quando ele se encontrara com ela e Connor na boate.
Ele caminha na direção dela com as mãos nos bolsos e ao se aproximar dela ele para, tira as mãos do bolso e ajeita a gravata.
— Olá, Lian. Eu estava esperando por esse momento — retrucou Slade com sua voz rouca.
— Slade? O que está acontecendo? O que eu estou fazendo aqui? Onde eu estou? — Lian se encheu de perguntas.
— Eu te trouxe aqui — confessou Slade.
— Por quê? — quis saber Lian — o que você quer comigo?
— Digamos que você vai ser a isca para o Arqueiro.
— Connor? O que ele te fez?
— Ele? Nada. Ele só errou em ser filho do Oliver. E eu vou cumprir a promessa que fiz ao Oliver de acabar com tudo que ele tem.
— Por quê?
— Porque ele tirou tudo de mim — replicou Slade.
— Slade, você é insano! — bradou Lian.
— Silêncio, garota — bradou Slade salivando que nem um cão raivoso.
— Me tire daqui, Slade! — suplicou Lian.
— Não!
Lian tentou se soltar da cadeira, mas estava muito bem amarrada.
— Me solte! — gritou Lian.
— Não!
— Eu vou te matar se você não me soltar dessa droga de cadeira!
— Eu adoraria ver isso, mas creio que você está desarmada.
— Eu ainda posso usar artes marciais.
— Não com as mãos amarradas.
— Connor vai acabar com você, Slade! — ameaçou Lian.
— Eu estou contando com isso — Slade retrucou— Eu estou só esperando ele aparecer para pegar dois coelhos com uma só machadada.
→
Base dos Young Legends
Thea que estava no computador e Rose voltam seus olhares para um Connor abatido com as mãos nos bolsos.
— Ei, Connor! O que aconteceu?
— Eu...não quero falar sobre isso agora. — replicou Connor.
— Por quê? — quis saber Thea.
Thea saiu do computador e foi até ele conversar.
— Vocês falaram com o senhor Wilson?
— Sim. E ele nos ameaçou — revelou Connor.
— O quê? — bradou Thea.
— Ele disse que vai matar nós dois, ou algo assim...— falou Connor cabisbaixo.
— E o que você fez, Connor? — quis saber Rose.
— Eu pedi educadamente que ele se retirasse da boate.
— E depois? — retrucou Thea.
— Depois ele nos ameaçou mais um pouco e então se retirou.
— E a Lian, onde está ela? — estranhou Thea.
— É sobre isso que eu não quero falar.
— Connor, você precisa se abrir. Eu sou da sua família e...tem a Rose, que é sua amiga. Você se lembra de quando você a trouxe para cá? Você queria tanto ajudá-la pois acreditava nela — lembrou Thea.
— Eu sei — Connor olhou para Rose— É complicado.
— Complicado? Você parece o Oliver falando agora.
Connor pensou um pouco e resolveu se abrir.
— Está bem. Nós discutimos sobre o que houve na boate, e...ela terminou comigo. Ela disse que não quer ficar perto de mim com o Slade nos perseguindo...— desabafou Connor.
— Eu entendo o que você está passando. Eu já terminei com um cara uma vez, e...fui seqüestrada pelo senhor Wilson...— lembrou Thea.
— É mesmo? E como foi isso? — quis saber Connor.
— Ele me levou para um galpão e depois me soltou. Então...eu acho que ele vai fazer o mesmo com a Lian. E nós precisamos impedí-lo — replicou Thea.
Rose foi até Connor.
— Connor, nós vamos resgatar a Lian — consolou Rose.
— Eu sei, Rose.
— Olha, talvez depois que isso tudo acabar, nós ainda possamos ficar juntos.
— Olha, Rose. Eu ainda amo você, mas apesar do que houve, o meu coração ainda é da Lian.
— Eu entendo, Connor. Eu só pensei que...deixa isso para lá.
— Vamos nos focar em pegar o Slade — retrucou Thea interrompendo a discussão.
— Sim.
[...]
Então, Oliver e Tatsu surgem na base.
— Olá, Connor!
Connor, Thea e Rose voltaram seus olhares para Oliver.
— Pai! O que está fazendo aqui? E quem é ela? — Quis saber Connor.
— Olá, Connor. Lembra de mim? — quis saber Tatsu.
— Não. Nós nos conhecemos de algum lugar?
— O nome Palden Pema te lembra alguma coisa? — questionou Tatsu.
— Palden Pema...
Connor ficou tentando se lembrar daquele nome.
[Fade In]
Lassa, Tibete
Connor foi recebido por uma jovem mulher vestindo uma túnica amarela, e o cabelo preso com um grampo que falava muito bem o inglês.
—Bem-vindo a Lassa, forasteiro — saudou a jovem mulher.
—Olá! Você fala a minha língua? — Quis saber Connor.
—Sim.Qual é o seu nome? — questionou a jovem mulher.
—Connor Hawke — ele se apresentou.
—Meu nome é Palden Pema. — ela se apresentou.
[Fade Out]
Então Connor se lembrou.
— Agora eu me lembro, você é aquela que me recebeu no Tibete!
— Exato. Meu nome verdadeiro é Tatsu Yamashiro — disse ela se apresentando.
— Bem, muito prazer, Tatsu.
— O prazer é todo meu.
— Então, onde está a Lian, filho? — quis saber Oliver.
— Esse é o problema. Thea?
— Ela desapareceu e aparentemente Slade Wilson a levou para algum galpão...— replicou Thea no lugar de Connor.
— Como daquela vez que ele a levou?
— Sim, Ollie.
— Entendo. Eu acho que vocês precisam deixar essa base. Juntem-se à nós na nova base — sugeriu Oliver.
— Bem pensado, Ollie. O que você acha, Connie? — quis saber Thea.
— Connie? Eu pareço uma garota? — questionou um Connor invocado.
— Relaxa, Connor. É apenas um apelido carinhoso. Você é muito teimoso...
— Ai ai — suspirou Thea— Como um certo irmão que eu tenho.
— Speedy! — falou Oliver bem sério.
— Vamos deixar isso de lado. Eu estou aqui para te treinar Connor — Falou Tatsu sendo direta.
— Mas, eu já fui treinado pelo mestre Kunchen — lembrou Connor.
— Verdade. Mas não na arte da espada — retrucou Tatsu.
— Desde que a ameaça de Slade é iminente, Tatsu se ofereceu para treiná-lo, filho — explanou Oliver — Eu estritamente recomendo que vocês venham para a nossa base. Nós podemos decidir melhor o que fazer quanto a isso lá.
— Já que você insiste...
→
Segunda base do time Arqueiro.
Connor, Rose, Thea, Tatsu e Oliver se reunem com o resto do grupo.
Thea encontra Roy e é tomada por imensa felicidade. Ela se aproxima dele.
— Oi, Roy! Por onde você esteve? Como tem passado? — Thea o interroga.
— Oi, Thea! — Roy abre um enorme sorriso— Eu estou tranqüilo. Eu fui para o Vietnã começar uma nova vida, e...acabei me envolvendo com essa ladra de rua...
— Eu conheci a sua filha, Lian. Ela me falou que era sua filha, mas não me falou detalhadamente sobre essa sua viajem ao Vietnã — retrucou Thea.
— Bem, é porque essa história é um pouco complicada. Mas, é bom te ver por aqui — replicou Roy.
— É bom te ver também, Roy — comentou Thea.
Enquanto isso, Rose se encontra com Laurel vestindo o seu traje de Canário Negro.
— Ei, Rose! Como você está? Você deu uma de fujona, moçinha. Outro dia eu voltei para o apartamento e você não estava lá — retrucou Laurel dando uma chamada em Rose.
— Eu estava com o Connor e os outros. Eu gosto de estar com ele. Digo, é melhor do que ficar sozinha no seu apartamento comendo sorvete...— retrucou Rose.
— Está bem. Você está perdoada, moçinha.
— Laurel, para de me trata como se eu fosse criança — Falou Rose fazendo beicinho.
— Mas, você ainda é uma mocinha, e não uma mulher adulta — lembrou Laurel.
Sarah se aproximou de Rose e deu um "chega para lá em Laurel".
— Deixa ela, Laurel. Ela já sabe se cuidar, não é, Rose? — questionou Sarah.
— Sim. Eu sou que nem você, Sarah — retrucou Rose com um sorriso.
Felicity se aproximou e interrompeu.
— Eu não queria estragar a sua reunião, mas eu gostaria de lembrar que a Rose tem um lado durona. Se você visse Laurel, você não iria acreditar. Eu estava lá na outra base e eu vi com os meus próprios olhos — atestou Felicity.
— Como assim, Felicity? — Laurel ficou perplexa com o que Felicity dissera.
— Eu também não entendi — retrucou Sarah.
— Ela é uma psicopata! — declarou Felicity.
— A Rose? Mas ela é só uma garota inocente — Laurel contestou.
— Não, eu falo sério. Ela tem esses surtos e ai surge essa assassina no lugar dela.
— Felicity, do que você está falando? — questionou Sarah.
Connor viu a discussão e antes que pudesse cumprimentar os membros que ele não conhecia, ele foi até onde Rose e as outras garotas estavam defendê-la.
— Com licença. O que a Felicity diz é verdade. Mas eu não a acho uma Psicopata ou algo do tipo — contestou Connor.
— Connor, você conhece ela? mate nossa curiosidade — insistiu Sarah.
— Olha, Sarah, Laurel, Felicity...eu posso explicar o comportamento da Rose. Eu e ela costumávamos estudar juntos no mesmo colégio. E acontece que os pais da Rose foram assassinados por um organização chamada "The 100" (As Cem). Ela sofreu um tratamento, algo como uma lavagem cerebral que aparentemente fez com que ela desenvolvesse essa segunda personalidade. Ela não tem para onde ir desde então, e eu resolvi deixá-la com a Laurel — comentou Connor — A Thea pesquisou sobre essa organização, eles se passam por uma empresa filantrópica, algo assim, mas é apenas fachada para o crime organizado e o tráfico de drogas — completou Connor.
— Nossa! Eu estou devastada — falou Felicity.
— Eu não sabia disso. — replicou Sarah.
— O caso dela é muito delicado. Ela mesma me disse que não queria se envolver com a polícia, porque aparentemente a força policial deixou ela traumatizada de alguma forma — continuou Connor — E eu cheguei a enfrentar esse lado da Rose. Ela simplesmente não é ela quando essa personalidade assume.
— Eu não sabia disso, Connor — comentou Laurel.
— Na verdade, eu acho que nós não teríamos conseguido derrotar o "Aranha" se não fosse por esse lado da Rose. A Thea comentou comigo depois disso — replicou Connor.
— Então vocês conseguiram derrotá-lo? — quis saber Laurel.
— Sim. Na verdade, foi a Rose — contestou Connor.
→
O grupo se reúne em torno da base e Oliver se posiciona como um líder.
— Está certo. O que temos até agora? — Oliver puxou assunto.
— Slade Wilson ameaçando o seu filho e a minha — replicou Roy.
— Ok. E o que mais? — Oliver continuou.
— Ele levou Lian para um galpão em algum lugar...bem similar a vez quando ele me sequestrou — replicou Thea.
— Ele parece ter alguma coisa contra mim, pai. Ele mencionou que vai fazer eu pagar pelos seus erros, algo assim — replicou Connor — se me permitem dizer uma coisa...
Todos voltaram os olhares para Connor.
— Eu queria saber qual é a desse Slade Wilson. Minha mãe também foi morta por um assassino que eu até agora desconheço...— continuou Connor.
— Sandra está morta? — Oliver se surpreendeu — Eu...não sabia disso.
— Nem eu, acho que foi quando eu me mudei de Central City para cá. E você estava viajando com a Felicity, então é novidade para nós. Mas, eu visitei o tumulo dela depois do caso "Aranha".
— Entendo. Eu sinto muito, filho. Enfim, Slade Wilson era meu amigo em Lian Yu, mas ele enlouqueceu e...eu o tranquei numa prisão da A.R.G.U.S, mas aparentemente ele escapou de lá. Ele matou a sua avó, Connor, o nome dela era Moira Queen .
— Ahn...ela nunca me falou sobre ela.
— Ela não...? Eu estou surpreso com isso...
[...]
De repente, Diggle que estava na boate surge na base e se encontra com Oliver e os outros.
— Olá, Oliver!
— Olá, John! Como você está?
— Eu vou bem, Oliver. Eu estava na boate cuidando de algumas coisas e não vi o meu patrão ou a filha do Roy. Então vim até aqui, ver se eles estavam por aqui.
— Seu patrão? Que história é essa? Eu não entendo.
Connor então se viu lascado e resolveu confessar a Oliver.
— Ahn...Eu contratei ele para cuidar da boate Verdant quando você estava ausente viajando — confessou Connor.
— Sério? Você fez isso, Connor?
— Oliver, eu estava procurando emprego e me deparei com o seu filho acabando de se tornar o novo dono da boate. Thea me disse que você tinha deixado ela responsável pela boate e que ela aceitou assinar um contrato com o garoto...
— Assinar um contrato? Você acha que você já tem experiência com contratos para preparar um, Connor?
Oliver estava bastante irado com aquilo.
— Me desculpa, pai. Eu deveria ter consultado a Laurel antes...
— Eu estou, desapontado com você quanto a isso...
— Eu achei que você não ia se importar.
— Vamos direto ao assunto. Himiko está esperando na área de treinamento — interrompeu Tatsu.
— Himiko? Quem é ela? — indagou Connor.
— Ela é minha filha, Connor — replicou Tatsu.
— Ok. Vamos.
→
Àrea de treinamento
Connor e Tatsu se encontram com Himiko que segurava uma espada japonesa embainhada nas mãos.
— Connor, essa é Himiko. Himiko esse é Connor — disse Tatsu introduzindo-os.
— Oi, muito prazer, Himiko. — Connor juntou as mãos na frente do peito e deu uma leva curvada para frente.
Himiko era do tipo reservada, não falava muito. Ela apenas abriu a boca para falar um "Oi, muito prazer".
— Himiko! — Tatsu retrucou como se a garota estivesse sendo mau educada por não ser tão aberta.
Himiko olhou para Tatsu e então cumprimentou Connor se curvando levemente para frente e se levantando logo em seguida.
— Está certo. Entre o presente à ele — mandou Tatsu.
Himiko levantou as duas mãos e segurou a espada pela parte da lâmina coberta pela bainha e abaixou a cabeça fazendo uma reverência. Connor se aproximou de Himiko e tomou a espada para si das mãos dela. Ela então voltou a ficar ereta e cruzou os braços.
Connor ficou maravilhado com a espada que estava em suas mãos.
— Nossa! Essa espada é muito bonita. Obrigado — agradeceu ele.
Então Tatsu explanou sobre a origem da lâmina.
— Essa espada pertenceu ao meu falecido marido, Maseo Yamashiro. Eu espero que você cuide muito bem dela, Connor — aconselhou Tatsu.
— Pode deixar. Eu vou cuidar muito bem dessa espada — prometeu Connor enquanto continuava a admirar a espada.
Tatsu colocou a mão direita no peito, segurou o tecido fazendo dobras no mesmo e jogou a roupa que estava usando para o alto revelando o seu uniforme de Katana que estava por baixo da roupa. Em seguida ela colocou sua máscara branca com um círculo vermelho no meio da testa no rosto e então sacou sua espada da bainha nas costas.
— Prepare-se! — Ela disse empunhando a lâmina para cima e segurando no cabo com as duas mãos.
— Nossa! — Connor ficou admirado. Então ele colocou a espada de Maseo na frente do rosto e sacou a lâmina de dentro dela.
Então Connor descartou a bainha, jogando a no chão e se posicionou na mesma posição que Katana.
— Pode vir — provocou ele acenando com a mão para Katana atacar.
Katana foi na direção de Connor com sua espada na mão e desferiu um corte frontal cortando o ar com a lâmina.
Connor bloqueou o golpe, colocando a espada na diagonal. Um "Clash" fez a lâmina vibrar e faíscas se acenderem ao céu.
Eles então se afastaram e suas lâminas se separaram.
— Bom, para um iniciante — avaliou Katana empunhando sua espada.
— Claro, e você é mestre...— Connor interrompeu.
— Pare de falar e concentre-se, garoto! — advertiu Katana.
Connor voou na direção de Katana com sua espada apontada para baixo e a ponta dela rasgando o chão enquanto ele corria na direção de sua oponente. O atrito entre a lâmina e o chão fazia faíscas voarem.
Katana correu com sua espada na mão na direção de Connor. Ao passar por ele, ela desferiu um corte na horizontal que abriu o tecido do terno que ele estava usando fazendo um rasgo e uma ferida com gotículas de sangue escorrendo. Connor se manteve em pé por um tempo antes de cair. Ele tapou o machucado e manteve o local pressionado.
— Caramba! Você é boa nisso — gemeu Connor tentando suportar a dor.
Katana ficou de costas para Connor e abaixou sua espada.
[...]
Então Connor desmaiou. Himiko resolveu ajudá-lo a se levantar. Ela se aproximou de onde ele estava e estendeu a mão para ele.
Ele então abriu os olhos e apertou a mão dela. Himiko então puxou ele para cima.
— Obrigado — agradeceu ele enquanto recolhia a espada do chão e a empunhava .
Connor olhou para a sua ferida e percebeu que havia sido apenas um arranhão, nada demais.
Ele então correu de volta para Katana empunhando a espada e exibindo os dentes. Ela fez o mesmo e suas lâminas se cruzaram fazendo pequenas faíscas ressoarem do atrito entre elas. Os corpos de ambos estavam bem próximos.
Quanto mais eles pressionavam suas lâminas, os sons de "Clash" iam aumentando e as lâminas iam se lapidando.
— Agora você está pegando o jeito da coisa — testemunhou Katana empurrando a sua lâmina contra a de Connor.
— "Pare de falar e se concentre na luta", não era isso que você tinha me dito antes? — questionou Connor exibindo os dentes e jogando sua lâmina contra a de Katana.
Katana abriu um sorriso. Ele parecia ter aprendido algo durante aquela demonstração.
Ambos continuaram medindo suas forças enquanto suas lâminas se atritavam.
[...]
Então ambos se separam e Connor desfere um corte na horizontal com sua espada. Katana se abaixa e dá uma rasteira nele, fazendo o cair junto com sua espada que é largada ao lado dele.
— Se levanta, Connor!
Connor pega a espada, crava a ponta dela no chão servindo de apoio e se levanta empunhando-a.
Ele então desfere um corte frontal e depois um lateral na direção de Katana. Ela se esquiva dos golpes e depois se afasta.
[...]
Enquanto isso, um Slade Wilson trajando seu traje de Exterminador vigiava Lian amarrada na cadeira.
— Me tira daqui, seu psicopata! — gritou Lian em desespero.
— Não! — Berrou Slade.
Slade levantou sua espada e deitou a lâmina sobre um de seus ombros e deu leves batidas. Ele parecia impaciente.
— Droga! — praguejou Lian.
— Pare de gritar! Eu só vou parar quando eu conseguir o que eu quero. Ver o seu querido Oliver sofrer — ameaçou Slade.
Lian começou a verter lágrimas enquanto pensava em Connor para tentar desviar seus pensamentos a fim de sofrer menos.
— Connor...— suspirou Lian enquanto flashes dos momentos em que eles estiveram juntos passavam diante dos olhos delas.
De repente, Lian começou a sentir que suas esperanças haviam desaparecido e que ela estava desamparada e sozinha em meio a escuridão. Ela então chegou a um ponto onde ela já não tinha certeza se queria continuar vivendo.
[...]
Na área de treinamento da base do time Arqueiro, Connor e Katana desferiam os últimos golpes cruzando suas lâminas, até que ela interveio.
— Basta! — concluiu Katana.
— Como eu fui? — questionou Connor.
— Impressionante. Você se demonstrou bastante habilidoso para um iniciante. A lâmina é sua, Connor.
Então Himiko surgiu trazendo a bainha da espada. Connor a pegou das mãos dela e guardou a lâmina na bainha.
— Obrigado — agradeceu ele se curvando e Katana fez o mesmo.
Himiko então se aproximou de Connor e o beijou na boca, completamente por impulso.
Então ela se afastou dele.
— Himiko, por que você fez isso? — questionou Connor.
— Me desculpe...— ela se desculpou.
Katana olhou para ambos e concluiu a sua suspeita.
— Parece que Himiko está apaixonada por você — retrucou Katana.
— Mas...eu ainda amo a Lian...— Connor devolveu.
Katana então traduziu o que Connor havia dito para o japonês para Himiko entender.
—Ele está comprometido, Himiko. Desista — disse Katana aconselhando a filha.
Himiko começou a derramar lágrimas só de olhar para Connor. Ela queria tê-lo em seus braços, mas mesmo assim evitava o conselho de sua mãe.
Ver aquela expressão de tristeza no rosto de Himiko fez com que Connor começasse a ponderar se ainda continuaria com Lian. Ele também não conseguia ver Himiko triste daquele jeito.
— Himiko! — Chamou Connor.
Himiko se aproximou de Connor e ele então a beijou no rosto.
— Olha, me desculpe. Eu não quero te magoar, mas espero que você entenda. É complicado...eu não sei o que fazer.
→
Na base do time Arqueiro.
Katana, Himiko, e Connor se reúnem com o grupo.
— Pai, eu estou pronto. Vamos pegar o Slade — disse um Connor decidido.
— Como foi o treino, Tatsu? — quis saber Oliver?
— Foi...ótimo. Seu filho aprendeu a manejar uma espada em pouco tempo — replicou Katana.
— Entendo. Então você acha que consegue deter o Slade? — perguntou Oliver retoricamente.
— Eu tenho que responder essa indagação? — devolveu Connor com uma pergunta.
— Não, é apenas uma pergunta retórica — replicou Oliver.
Então Oliver e Connor foram até as vitrines com os trajes de Arqueiro, Arsenal, Black Boa.
Oliver e Connor ficaram olhando para o mesmo traje, o de Arqueiro.
— Olhar para esse traje me faz pensar...todo esse tempo sendo o Arqueiro, e então Roy me disse para deixar vocês, nossos filhos, continuarem o nosso legado...— falou um Oliver pensativo.
— Antes de vestir esse traje, eu ficava com medo de não fazer jus ao seu legado, pai. Mas então, eu vesti o traje e...confesso que ser o Arqueiro me deixou bastante excitado. — confessou Connor.
— Eu disse que não queria ser mais o Arqueiro, então eu tive a oportunidade de ser ele mais uma vez para salvá-lo de Ras Al Ghoul. E tenho que confessar que eu senti vontade de vestir um traje de novo. Mas, Roy está certo, está na hora de você assumir o meu legado, Connor.
— Obrigado. No momento eu não sei exatamente o que eu quero, mas só tem uma coisa que eu preciso fazer, e essa coisa é salvar a Lian do Slade.
— Então vá, salve-a, filho — Oliver pediu.
[...]
Mais uma vez, Connor estava vestindo o uniforme de Arqueiro. Sua espada agora fazia parte de seu traje.
— Eu quero que você faça uma coisa por mim, filho.
— O que é?
— Derrote o Slade de uma vez por todas.
Connor olhou fixamente nos olhos de Oliver.
— Pode deixar. Eu vou fazer isso por você.
→
O Exterminador estava impaciente com a demora do Arqueiro.
— Onde está o seu Romeu, Julieta? — inquiriu ele.
Lian estava cabisbaixa e em silêncio. Ela já não pensava mais.
— Me diga! Onde está o seu namorado?! — bradou Slade.
Então, uma flecha chegou voando e se cravou no chão. Após a luz na ponta dela bipar, ela explodiu fazendo uma pequena fumaça se levantar. Slade se protegeu colocando as mãos na frente do rosto.
— Desculpa, pela demora — se pronunciou o Arqueiro com a voz alterada.
A voz de Connor como Arqueiro fez Lian erguer a cabeça e voltar o olhar para ele.
— Connor...— Lian suspirou em seu estado deplorável.
Slade sacou sua espada e o Arqueiro fez o mesmo. Ambos se aproximaram um do outro e se encararam.
— Eu estava ansioso pela sua vinda, Arqueiro — bradou Slade.
— Slade, vamos acabar logo com isso. — retrucou o Arqueiro — Mas antes...
O Arqueiro resolveu abaixar o capuz para Slade.
— Eu cansei de usar o capuz. Eu não sou o meu pai.
— Não, você não é, garoto. Você é infantil demais, provavelmente puxou a sua mãe, que a propósito, eu vi você ajoelhado em frente ao tumulo dela.
Slade tirou o capacete bicolor laranja e preto e o segurou debaixo do braço.
— Como voc}e sabe disso? — questionou Connor espantado.
— Eu estava lá. E eu estava lá vendo ela sangrar...— confessou Slade abertamente.
— O quê?! Então...? Não pode ser!
— Eu a matei, garoto. Agora eu pretendo te matar e a garota também, ou talvez a garota, para vê-lo sofrer o mesmo que o seu pai me fez sofrer.
— Slade, você é um psicopata!
— O seu pai me disse a mesma coisa. Agora, prepare-se!
Slade colocou de volta o seu capacete e levantou sua espada. Connor bradou com toda a força dos pulmões empunhando sua espada e voou na direção dele.
Ao se aproximar de Slade, ele desferiu um corte frontal, mas fora bloqueado pela lâmina de Slade. Ele a segurava com uma mão no cabo e outra na ponta da espada.
— Bela tentativa, garoto.
Slade empurrou a espada para Connor e em seguida desferiu um chute que o fez derrubar a lâmina no chão e ir para trás.
— Desista, garoto. Eu vencerei no final.
— Nunca! — bradou o Arqueiro.
O Arqueiro sacou seu arco e armou uma flecha. Ele a apontou para Slade e a disparou.
A flecha seguiu sua trajetória até seu alvo, mas fora interceptada por ele que a pegou e a destruiu. A flecha fora partida pela força de Slade.
— Você parece ser melhor de mira que o seu pai — Ele disse descartando a flecha quebrada.
— Maldição! — Connor praguejou.
Connor continuou a atirar flechas em Slade e ele foi defletindo-as com a espada enquanto se aproximava dele.
[...]
Slade se aproximou do Arqueiro e parou na frente dele. Ele olhou fixamente para ele.
— Você não é páreo para mim. Morra, garoto!
Slade perfurou o abdômen do Arqueiro com sua espada, arrancando-lhe um urro. O sangue começou a brotar do ferimento.
Lian testemunhou aquela cena. Os olhos dela se arregalaram e ela suspirou ao ver Connor nas mãos de Slade.
Slade arrancou a espada do abdômen de Connor e ele caiu de joelhos no chão e desmaiou. O sangue de Connor derramara no chão formando várias possas de sangue.
— Connor! — Lian olhou para o corpo estendido de Connor e começou a se afogar em lágrimas.
— Vamos terminar isso!
Slade foi até onde Lian estava, cortou a corda com a espada. Lian engoliu as lágrimas e saiu subitamente na direção de Slade para acabar com ele,mas ele cravou sua lâmina no peito dela e o sangue começou a manchar a roupa dela.
Lian olhou para a espada cravada no peito e todo aquele sangue, e estremeceu.
Slade rapidamente puxou a espada e ela agonizou. Ela começara a tremer, até que seu corpo fraco devido a quantia de sangue derramada, caiu de joelhos no chão, antes de deitar.
— Eu admito, você tem mais coragem que o seu namorado, garota — Slade ficou impressionado.
O corpo de Lian fica esticado no chão. Slade olha a sua volta como se tivesse visto câmeras filmando e berra para o alto.
— EU VENCI,OLIVER! —declarou ele.
→
Na base do time Arqueiro, Felicity assistia as imagens da morte de Connor e Lian repetidas vezes. Resolveu chamar Oliver para ver.
— Oliver? é o seu filho. E aparentemente a sua filha, Roy — informou Felicity.
Oliver e Roy se aproximaram da tela do computador e ficaram ao lado de Felicity.
— Está bem. Passe o vídeo do começo — pediu Oliver cruzando os braços.
— Está bem — replicou Felicity.
Felicity colocou o vídeo para tocar e Oliver e Roy ficaram chocados com as mortes de seus filhos.
— Não! Não! Ele matou o meu filho...aquele psicopata! — praguejou Oliver bastante comovido.
— E a minha filha está morta também, Oliver. Sabe, isso é culpa sua! — insinuou Roy.
— Não, não é minha culpa...— contestou Oliver.
— Sinceramente? É sim. Você não matou Slade quando teve a chance, ao invés disso, você o pos em uma prisão, que aparentemente não conseguiu mantê-lo preso.
— Roy, eu fiz o que achei necessário para detê-lo. Eu não o soltei...A não ser...
— A não ser que o quê? — retrucou Roy.
— A não ser que Amanda Waller tenha soltado ele de lá — deduziu Oliver.
— Por que Amanda Waller iria soltar Slade da prisão em Lian Yu?
— Porque a prisão é administrada pela A.R.G.U.S.
— Eu acho que é mais do que isso, Oliver. Ela provavelmente está querendo estabelecer uma nova formação do Esquadrão Suicida — interrompeu Diggle.
— O quê?! — Oliver espantou.
— Lembra aquela interna que nós estávamos rastreando? — quis saber Diggle — Ela provavelmente irá reunir ela e Slade para se juntarem ao Esquadrão Suicida...
— E o que isso tem a ver com a morte do meu filho? — questionou Oliver.
— Tecnicamente, quase nada. Exceto que Slade é obcecado por vingança e prometeu tirar tudo de você — lembrou Diggle.
— É, talvez você tenha razão, John — avaliou Oliver.
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Galpão
Connor de repente juntou forças de onde não tinha e se levantou com dificuldade do chão, com o abdômen ainda sangrando.
Ele olhou para baixo e então rasgou parte da manga de seu traje,e enrolou a tira na área da ferida, fazendo um torniquete.
[...]
Ele se rastejou até onde estava a sua espada e a pegou do chão e a colocou na bainha.
Connor foi ver como Lian estava e a encontrou morta próximo a cadeira. Ele tentou socorrê-la, mas ela não reagia. Ele despejava suas lágrimas sobre o corpo sem vida dela e ficou completamente devastado.
— LIAAAAN! — berrou Connor.
O berro de Connor atraiu a atenção de Slade, que já dava aquele trabalho como terminado.
Ele caminhou na direção de Connor e Lian e parou na frente deles.
— Parece que eu superestimei você, garoto. Você é teimoso como o seu pai...— Slade se lamentou.
Connor olhou com ódio para Slade.
— Você a matou, seu psicopata! — bradou Connor.
— Você é como o seu pai. A única diferença, é que vocês dois amam demais.
Depois de ouvir aquilo, Connor sentiu um "click" na mente dele. Ele se lembrou das palavras que ouvira antes: "O Amor será a sua ruína", e ele entendeu o significado delas, mas o desejo de vingar Lian começara a falar mais alto e ele fora cegado por tais palavras.
Connor sacou sua espada e se levantou contra Slade disposto a colocar um ponto final naquilo.
— Você vai pagar pela morte da Lian e da minha mãe — bradou um Connor cheio de raiva, prestes a explodir como um vulcão.
— Nós ainda nos veremos algum dia, garoto. Faça um favor a si mesmo, e poupe-se desse esforço — Slade observou o ferimento de Connor que fora coberto pelo torniquete.
— Você é um covarde, fugir assim!
— Não, eu vou viver para lutar outro dia. Além disso, eu não vou lutar com um oponente fraco...— observou Slade.
— Me enfrente, Slade! Vamos!
Slade não respondeu e desapareceu ao vento. Connor ficou sozinho com o corpo de Lian.
[...]
Os policiais então chegaram no local acompanhados do Capitão Lance.
Lance saiu de seu carro e anunciou com sua arma apontada para o Arqueiro a prisão do mesmo.
— Mãos aonde eu possa ver! Hoje você não me escapa, Arqueiro — retrucou Lance.
Os policiais atrás do Capitão faziam mira apoiados nas portas abertas de suas viaturas.
Connor se viu encurralado pelos policiais. De repente, um sinal de bip surgiu no aparelho Bluetooth dele.
— Connor, é Felicity. Saia logo dai, agora!
— Felicity? Mas como?
— Eu explico depois.
— Está bem.
O Arqueiro guardou a espada na bainha e disparou uma flecha de fumaça para manter os policiais ocupados enquanto ele fugia.
Então ele desapareceu. Quando a fumaça se dissipou, os policiais e o Capitão Lance se viram apontando suas armas para o nada.
— Filho da...— praguejou Lance.
Do you know what's worth fighting for?
When it's not worth dying for?
Does it take your breath away and you feel yourself suffocating?
Does the pain weigh out the pride?
And you look for a place to hide?
Did someone break your heart inside, you're in ruins
One, 21 Guns
Lay down your arms
Give up the fight
One, 21 Guns
Throw up your arms into the sky
You and I ...
When you're at the end of the road
And you lost all sense of control
And your thoughts have taken their toll
When your mind breaks the spirit of your soul
Your faith walks on broken glass and the hangover doesn't pass
Nothing's ever built to last, you're in ruins
One, 21 Guns
Lay down your arms
Give up the fight
One, 21 Guns
Throw up your arms into the sky
You and I ...
Did you try to live on your own?
When you burned down the house and home?
Did you stand too close to the fire?
Like a liar looking for forgiveness from a stone
When it's time to live and let die
And you can't get another try
Something inside this heart has died, you're in ruins
One, 21 Guns
Lay down your arms
Give up the fight
One, 21 Guns
Throw up your arms into the sky
One, 21 Guns
Lay down your arms
Give up the fight
One, 21 Guns
Throw up your arms into the sky
You and I
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