Young Legends —Os Herdeiros
8 Marcados Pelo Medo

“Marcados Pelo Medo”
"Cara Thea, eu não deveria ter chegado tão longe, eu devia estar preso ou morto.Mas, eu acabei te conhecendo e você me fez querer ser o homem que eu via em seus olhos. E agora tudo o que eu quero é retribuir e ajudá-la a ser a pessoa que você pode ser sem o Oliver, sem o seu pai, sem mim. Viver fugindo da polícia não é a vida que você merece Thea, não foi para isso que Oliver abriu mão da vida dele. Aconteça o que acontecer, eu sempre te amarei.
PS: Obrigado pelo uniforme, mas eu sempre achei que vermelho fosse mais a sua cara."
Roy Harper
Ho Chi Minh, Vietnam
Roy Harper andava pela rua com uma bolsa contendo suas coisas nas costas, quando ele vê uma mulher de longos cabelos pretos desgrenhados, vestindo alguns trapos verdes se aproximar dele para pedir esmola.
—Por favor, senhor. Teria alguns trocados? — diz ela em seu idioma nativo.
—Eu não entendo —diz Roy confuso.
A mulher responde em inglês, um tanto carregado com seu sotaque vietnamita.
—Por favor, senhor. Teria algum trocado para me dar? Eu preciso comprar comida —diz a mulher estendendo a mão.
Roy pega a carteira no bolso e ao tirá-la para fora para pegar algumas notas, a mulher olha fixamente para a carteira e a tira das mãos de Roy.
—Obrigada, senhor —diz a mulher saindo correndo com a carteira na mão.
—Mas que diabos…? Ei! Volte aqui! —grita Roy enquanto a mulher saia correndo com a carteira dele na mão.
…
—Porcaria! —Roy pragueja.
Roy sai correndo atrás da mulher, atravessa a rua no meio dos carros e continua correndo.
***
Debaixo de uma ponte, a mulher se senta e encosta as costas na parede. Ela abre a carteira de Roy e encontra a identidade dele. Ela olha para o documento por um tempo e o descarta. Então, ela abre o fundo da carteira e pega algumas notas de dólares e descarta a carteira ali. Em seguida ela segue para sua cabana próxima da ponte e se esconde ali.
Roy, depois de muito correr, chega na ponte e olha ao redor, mas não enxerga a mulher. Ele começa a olhar no chão e vê o seu documento e a carteira vazia jogados ali e os reúne. Ele respirava ofegante.
"Cadê o meu dinheiro?" — Ele pensava enquanto organizava a carteira.
Roy andou mais um pouco pelo local a procura do dinheiro, e então olhou para os lados. A mulher o enxergará no meio das sombras e quando viu que ele havia percebido sua presença, voltou a se esconder nas sombras. Roy foi em direção a cabana e entrou. Aflito e ainda ofegando muito, ele questionou a mulher.
—Onde está. o meu dinheiro?
A mulher permaneceu em silêncio.
—Me responda! Onde está o meu dinheiro?! —vociferou Roy.
Ela continuou em silêncio. Roy tocou na mulher e começou a vasculhar o corpo dela a procura do dinheiro dele. A mulher gritava apavorada. Então Roy deixou a mulher e olhou os cantos da cabana, até que encontrou uma velha caixa de lata, toda empoeirada, rosa, com alguns detalhes estilo Vintage e a pegou. Ele então virou para a mulher e a questionou sobre aquela caixa.
—O que é essa caixa?
A mulher olhou para Roy e respondeu em seu idioma.
—São os meus tesouros.
—Tesouros? O que tem nessa caixa?—indagou Roy.
—Apenas...coisas que eu pego de turistas como você — respondeu a mulher.
—Você não se importa se eu der uma olhada, não é? —indagou Roy abrindo a caixa e espalhando o conteúdo no chão.
Os itens que estavam na caixa, coisas como pulseiras, relógios, passaportes, identidades, cadernos, etc. caem no chão e a mulher fica bastante triste ao vê-las ali.
—Meus tesouros! —diz ela se apegando as coisas no chão.
Roy olha para um dos joelhos da mulher e vê que ele prendia como um peso de papel as notas de dinheiro dele que estavam na carteira.
—Meu dinheiro! —diz Roy indo pegar as notas.
Roy se abaixa para pegar o dinheiro e a mulher sai de cima liberando as notas. Roy pega as notas e começa a contá-las. Então ele as organiza e as mostra para a ladra.
—Isso é meu! Sua ladra! —diz Roy furioso.
—Está bem, pode ficar. Mas o resto é meu. —diz ela.
—Está bem. Obrigado —diz Roy tirando a carteira com a identidade e colocando as notas lá.
—Quem é você? E como sabe a minha língua? —indaga Roy curioso.
—Meu nome é Jade Nguyen. Eu ouço as músicas naquele rádio — disse ela apontando para um pequeno rádio de pilha que estava num canto ao lado de um caixote de madeira que ela usava como travesseiro.
Roy olhou para o velho rádio de pilha.
—Você tem família? —questionou Roy.
—Não. Eu moro aqui sozinha — respondeu a mulher.
—Olha,se tiver alguma coisa que eu possa fazer para ajudá-la...eu...
—Você sente pena de alguém como eu? Porquê? A maioria das pessoas não se importa com isso. Elas só se importam com dinheiro, carros, jóias, roupas.
—Mas, você não precisa viver assim.
—Eu vivo assim porque eu não tenho uma casa para morar, Roy Harper. Eu não tenho dinheiro, eu não tenho roupas...Eu vivo roubando para sobreviver. Eu roubo de tudo, comida, relógios...
— Venha comigo para a minha casa, Starling City. Vamos viver uma vida juntos. O que me diz?
—Não. O Vietnã é minha casa e eu gosto de fazer o que eu faço.
—Ser uma ladra de rua? Mas isso é tão...banal!
—Quem é você para me dizer isso?
—Me desculpa. Me desculpa...
—Essa roupa que você usa...você é um playboyzinho, um filhinho de papai que tem tudo, não é mesmo?
—Não. Eu já fui assim como você. Eu costumava roubar bolsas em um bairro da minha cidade.
—Você mente! Você nunca roubou para sobreviver!
—Não, isso não é verdade....está bem, você está certa sobre isso...
—Está vendo? Você não é um bom mentiroso...
Roy ficou caldo em seu canto por um momento.
—Você tem família, Roy Harper? —indagou a ladra curiosa.
—Não. Eu tive um caso com uma garota chamada Thea Queen, mas...nós acabamos nos separando...
—Porque você veio ao Vietnã?
—Porque eu queria dar um tempo. A minha vida estava muito conturbada na minha cidade.
—Starling City?
—Sim. Starling City. Venha comigo, por favor! Eu vou dar um jeito de fazer com que você tenha uma vida diferente comigo.
—Eu não sei, Roy Harper...
—Por favor, me chame apenas de Roy.
—Está bem, Roy —disse ela com um brilho nos olhos.
—Você está sorrindo para mim?
—Não. —disse ela virando a cabeça para o lado.
—Seus olhos brilharam assim que se encontraram com os meus...
—Eu não gosto de você. Vá para sua casa!
—Não. Eu quero que você venha comigo —disse Roy sorrindo para ela.
De repente, o tempo muda bruscamente e logo uma chuva forte começa a cair. Roy olha para fora da cabana de Jade e vê a chuva cair.
—Está chovendo, e eu não tenho um lugar para ficar. Parece que eu vou ter que ficar aqui essa noite. Posso?
Com certa relutância, Jade concordou.
—Está bem. Mas, só essa noite. Amanhã você deve partir!
—Está bem.
Roy se sentou no chão da cabana e cruzou as pernas.
—Se for ficar aqui, você terá que procurar algo para comer. Nós, podemos ir revirar um lixo alheio...
—Revirar um lixo? Não, obrigado. Mas, nós podemos roubar algo para comer.
—Ou podemos fazer isso, também.
Então, Roy se levantou e se aproximou de Jade.
—O que está fazendo? —Jade estranhou.
—Bem, eu queria te agradecer por me abrigar, mesmo que temporariamente — disse Roy.
—Não se acostume — disse Jade com uma carranca.
—...Jade? Olhe para mim! — disse Roy virando o rosto dela para ele pelo queixo.
—Que foi, Roy? —disse Jade fazendo biquinho.
—Olhe para mim.
—Seus olhos são tão bonitos...
—O que você está dizendo, Roy? Eu sou feia e...suja! Eu não tomo banho há dias...porquê você se importa comigo?
—Porque...você é parecida comigo. E...você me acolheu, mesmo depois de ter roubado a minha carteira...
—Você vai me entregar para a polícia?
—Não, porque ficar fugindo da polícia, não é a vida que você merece. Eu disse isso para a garota que eu amava...—disse Roy lembrando de um trecho da carta que escrevera para Thea.
—Como você sobreviveu?
—Eu fui para a cadeia uma vez, e...graças a uns amigos meus, eu sai de lá e...comecei a ver que eu não queria mais ter uma vida assim. Ficar preso...—Roy ficou pensativo por um momento — tudo o que eu mais queria era ficar junto da garota que eu mais amo, mas...nossos caminhos se bifurcaram, e então eu vim parar aqui...
Roy colocou as duas mãos sobre os ombros de Jade e aproximou o rosto do rosto dela. Eles se olharam e...um momento mágico aconteceu entre eles.
—Jade...Eu...você roubou o meu coração...eu não sei o que dizer.
Jade olhava para Roy, mas tentava evitar a sensação que começara a sentir por ele. Ela então começou a ficar um tanto abobalhada e começou a rir.
—Porque você está rindo?
—Eu não sei...acho que de repente eu me apaixonei por você...mas...
—Eu também estou sentindo a mesma coisa...
Jade começa a se despir daqueles trapos que usava e eles caem no chão. Ela fica completamente nua em pelo perto dele. Roy se despe em seguida, joga as roupas que usava no chão e fica pelado perto dela. Jade acaba se sentindo um pouco tímida perto de Roy.
—Não olhe para mim...—disse ela um pouco desconfortável.
—Debaixo dessa sujeira toda, eu sei que tem uma mulher muito bonita.
—Para, Roy! Eu não sou bonita!
Roy aproxima o corpo dele do de Jade e eles acabam fazendo amor ali no chão, na companhia daquela forte chuva que caia.
***
Meses se passaram e Roy e Jade acabaram tendo uma filha ali mesmo. Jade resolveu chamá-la de Lian Harper. Roy estava tão feliz com a filha que tivera com Jade que se esquecera de voltar para Starling City. Ele estava romanticamente apaixonado por Jade e sua pequena Lian Harper.
Lian logo crescera e Jade voltara a roubar coisas para poder sustentar a filha. Eles viveram juntos no Vietnã por um tempo, até que o dia em que Roy resolvera ir para Starling City, chegara.
***
—Bem, eu vou voltar para Starling City, mas ainda gostaria que você e Lian viessem comigo. Vamos começar uma vida nova...o que você acha?
—...Está bem. Eu vou com você.
—Ótimo! Eu vou fazer o possível para sustentar vocês duas. Nós seremos uma grande família feliz.
Roy e Jade mais tarde pegam o navio e partem para Starling City.
Starling City
POV Lian
Depois que nós viemos do Vietnã para cá,nós fomos morar na antiga casa do meu pai que ficava na região do Glades, e nossas vidas mudaram completamente. Eu passei um tempo treinando com ele. Eu me lembro de algumas coisas que ele me dizia, "Nunca vire as costas para o seu adversário", "Nunca baixe a guarda". Até que eu cresci, fiquei mais velha e minha mãe e meu pai seguiram caminhos diferentes. Meu pai desapareceu e eu nunca mais o vi depois que minha mãe nos deixou. Minha mãe começou uma nova vida, mas um vida de crimes, e cometeu vários crimes, mas tudo começou com os livros que ela me trazia todos os dias. Todos os dias eu assistia o noticiário e as noticias sobre ela se alastravam e sua má fama crescia a cada dia.
Nesse dia em especial, eu assistia o noticiário do Canal 7. Estava passando uma notícia sobre a minha mãe.
Noticiário: "Hoje houve mais um roubo a biblioteca pública de Starling City. Vários livros foram roubados pela ladra Cheshire, mais conhecida como Lince. A ladra ainda está à solta."
Então, eu desliguei a televisão e fui para o meu quarto. Eu olhei para a janela e lá estava a minha mãe de ponta cabeça batendo no vidro da janela do meu quarto para eu abrir.
—Querida, cheguei! Abre a janela!
Eu fui até a janela e a abri. Minha mãe desceu do telhado com meu velho cobertor azul do enxoval amarrado como uma mochila e carregado com os livros que ela havia roubado da biblioteca pública. Aquela foi a última vez que eu tinha visto ela e a primeira vez, depois de muito tempo sem vê-la, que eu conversei com ela. Ela estava usando o seu uniforme. Uma blusa verde-esmeralda com decote transpassado, uma calça de lycra preta sem bolsos, e um sapato de salto alto verde – esmeralda e usava uma pintura verde nos olhos na época.
—Querida, eu trouxe mais livros para você estudar —disse minha mãe.
Ela me entregou os livros. Eram livros sobre anatomia, química, história, matemática, e outros assuntos. Eu estava cansada daquilo, gostaria que ela vivessem uma vida honesta junto de mim e do meu pai.
—Mais um roubo, mãe? —eu questionei.
—Eu estou fazendo isso para providenciar um pouco de educação para você.
—Porquê eu não posso ir a escola como todo mundo?
—Porque a escola é cara e eu não sei levar uma vida honestamente como todas as pessoas fazem.
—Mas, mãe!
—Sem mais, minha criança.
Eu estava bastante chateada com aquilo, mas o que eu poderia fazer?
—Eu temo que essa seja a nossa última conversa e a última vez que nos vemos, Lian — disse minha mãe em um tom de tristeza.
—Mas, porque?
—Eu estou em um lugar que você não gostaria de estar, e eu apenas queria aproveitar esse momento para te ver. Você sabe que eu te amo, não?
—Sim, eu sei. E eu também te amo muito, mãe. Papai já me falou que você está trabalhando para Ras Al Ghul, e que você estaria ausente durante um tempo, antes dele desaparecer da minha vida, como você que está me abandonando...
—Lian...eu não estou te abandonando. E se você ouviu isso do seu pai, me desculpa, é mentira. Seu pai não sabe mentir.
—Não, mãe. Isso é o que eu sinto. Você quase não para em casa...
—Confie em mim, Lian. Eu estou tentando te proteger de Ras Al Ghul. Se ele souber que você existe, ele vai querer te levar para a terra dele e transformará você em uma assassina, e eu não quero isso. Eu não quero também que você siga o mesmo caminho que eu escolhi. Eu estou trazendo esses livros para você estudar, pois eu quero que você tenha uma vida melhor que a minha.
—Eu sei, o meu pai me falou sobre isso e sobre o tal Ras Al Ghul. Mas, quem é esse cara?
—Alguém que você não gostaria de conhecer. Você deve ter muito medo dele. Ele é muito poderoso e faz de tudo para ter o que deseja.
—Ainda sim...eu não entendo porque eu preciso, você sabe...
—Por causa que isso é necessário. Eu não quero que você caia nas mãos dele, filha. Você é a única filha que eu tenho, e eu não quero que ele tire isso de mim. Eu estou tentando fazer o melhor que eu posso para evitar contato com a polícia e para que Ras não saiba sobre você.
—Mas, mãe...eu sinto tanto a sua falta...
—Eu também sinto, querida.
—Quando isso vai parar,mãe?
—...no dia que Ras Al Ghul for eliminado e um novo Ras surgir...talvez.
—Eu só queria a minha família unida novamente.
—Eu sei, querida. Eu estou tentando viver uma vida dupla para não me distanciar de você.
—Eu acho que ter vindo para essa cidade não foi uma boa ideia...
—Lian...um dia nós seremos uma família feliz e unida...
—Um dia, um dia...promessas, promessas...quando é que elas vão se realizar?
—Lian, procure entender. Você precisa estar fora do campo de visão de Ras Al Ghul, e eu estou fazendo o possível para manter as coisas assim.
—Mãe...
Eu vi a minha mãe desaparecer depois de me entregar aqueles livros e comecei a chorar muito. A dor no meu peito era...indescritível. Eu não sei como explicar a sensação que eu tive depois que ela deixou a nossa casa naquele dia. Eu nunca entendi o porque eu precisava estar invisível aos olhos de Ras Al Ghul. Afinal, quem é realmente esse Ras Al Ghul de quem meus pais tanto falam? Porque ele quer tanto assim separar a minha família?
Enfim, outro dia eu estava assistindo a televisão e pensando na minha última conversa com minha mãe. Aquilo não saia da minha cabeça. Mas, eu resolvi me distrair um pouco, me desligar desse assunto. Foi quando eu estava trocando de canal e vi a propaganda da reabertura da casa noturna que pertencera a Oliver Queen. Eu já tinha lido sobre ela nos jornais que secretamente eram deixado na porta de casa e quando eu ia ver quem era que deixava os jornais ali, não havia ninguém lá. Eu nunca soube quem era o misterioso entregador de jornais.
***
Starling City
Base dos Young Justice
Thea estava no computador acompanhando a movimentação na boate Verdant, e na cidade. Connor e Lian estavam trajados com seus uniformes ao lado dela.
—Alguma movimentação, Thea? — indagou Connor.
—Nada. Tudo parece estar normal até agora —respondeu Thea sem tirar os olhos do monitor.
Lian estava de braços cruzados. Ela ficava pensando na última vez que encontrará com sua mãe. Connor olha para o lado e vê que Lian estava um pouco calada.
—Alguma coisa errada, Lian? Você está bastante quieta, hoje.
—N-Não é nada. Eu estou bem.
—O que é, Lian? Conte para mim. Você sabe que pode confiar em mim, não sabe?
—Não é nada, Connor. É assunto meu.
—Lian, eu só quero te ajudar...
—...Está bem. Eu estava pensando em...talvez morar com você na mansão que pertenceu ao Oliver Queen, por uns tempos...sabe, talvez seja melhor.
—E a pendenga com a sua mãe?
—Eu sei. O meu medo é que ela...pare de falar comigo.
—Lian. Isso é uma questão de tempo. Eu acho que ela vai entender. Afinal, o contato entre vocês tem sido complicado, não é?
—Sim, Connor. Eu acho que tudo o que eu posso fazer é dar o meu melhor nas missões.
Palmer Technologies
19:00
Ray Palmer estava em sua sala, trabalhando no computador, quando sua secretária, Rebecca Strain entra para falar com ele. Os estalos dos saltos de Rebecca ecoam pela sala e ela se aproxima da mesa dele.
—Boa noite, senhor Palmer.
—Boa noite, Rebecca —diz ele sem tirar os olhos do computador— Você quer alguma coisa?
—Eu...vinha aqui me despedir do senhor. Eu estou indo para a minha casa mais cedo. Estou um pouco cansada, e…
Ray olhou para Rebecca por um tempo.
—Ah sim. Desculpa. Eu estava distraído com o computador. Boa noite —disse Ray com um sorriso.
—Senhor Palmer, tem uma coisa que eu gostaria de falar com o senhor antes de eu ir.
—Pode falar, Rebecca.
—Eu tenho notado que o senhor anda trabalhando muito. Então, eu...deixei algo especial para você na sua mesa, você notou?
Ray olha ao seu redor e não vê nada de mais. Em cima da mesa, perto do porta-lápis estava uma lata do energético Chemo.
—Não, não notei nada de diferente.
Rebecca pega a lata na mesa e a oferece para Ray.
—Aqui.
Ray pega a lata, olha o nome da bebida e resolve perguntar.
—Chemo? O que é isso?
—É uma nova bebida que está no mercado. É um energético.
—Chemo...esse nome me sugere algo para queimar calorias.
—Na verdade, é um super energético e dá mais energia para realizar as atividades do trabalho.
—Hmm...parece interessante. Vou experimentar.
Ray abre a lata e dá o primeiro gole enquanto Rebecca apenas olha com um sorriso malicioso.
—Hmm...gostoso.
—Você está sentindo alguma coisa?
—Não, nada.
—Talvez você deva beber mais um pouco.
—Bem pensado?
Ray começa a beber e a cada gole sua força começa a aumentar e ao mesmo tempo ele começa a ter alucinações. Ele olha para Rebecca, com a cabeça girando e começa a enxergar duas esferas pretas no lugar dos olhos dela e uma boca enorme cheia de dentes tentando devorá-lo.
—O que está acontecendo comigo? Eu estou ficando tonto...—diz Ray já meio grogue.
Ele involuntariamente bate na mesa e ela se parte no meio. Em seguida a cabeça dele continua a rodar e rodar, até que ele desmaia sobre a mesa quebrada.
—Tenha bons sonhos, chefe!
Rebecca desaparece deixando Ray desmaiado.
***
Na base dos Young Legends, Thea começa a visualizar uma imagem do escritório de Ray Palmer com ele caído no chão.
—Meu Deus! É o Ray Palmer! Ele está...morto? —indagou Thea assustada.
—O Ray? Onde é isso? —Questionou Connor.
—Na Palmer Technologies, que costumava ser a empresa do meu irmão...
—A Consolidações Queen — Completou Lian —Espera! Quê?!
—Ah Meu Deus! Alguém precisa ajudar ele antes que os policiais entrem no local —exclamou Thea.
—Eu vou!
—Não, Connor. Eu vou!
—Lian, eu conheço esse cara. Eu vou!
—Eu sei, Connor. Mas, é melhor eu ir. Eu não quero pareça suspeito se você estiver lá. Além disso, você e a Thea já tem fama o suficiente para deixarem os policiais loucos...
—Eu odeio ter que dizer isso, mas eu acho que a Lian está certa dessa vez.
—Obrigada.
—Lembre-se, sua missão é resgatar Ray antes que os policiais entrem no prédio —lembrou Thea —Não perca tempo, vá!
—Está bem.
***
Palmer Technologies
Black Boa entra no prédio segurando na corda de sua flecha-arpão e entra quebrando o vidro da sala de Ray. Ela olha para o corpo do CEO no chão e checa os sinais vitais dele. Porém, na mesma hora ela ouve as vozes dos policiais que entravam de fininho na sala e reporta o status da missão para a base dos Young Legends.
—Ok. Eu estou aqui com o corpo do Ray. Os sinais dele parecem normais e...temos um problema. Os policiais já chegaram.
Então, Black Boa ouve a instrução de Thea.
—Abortar missão, AGORA! Saia já dai!
—Entendido.
Black Boa desaparece antes dos policiais chegarem no corpo de Ray Palmer.
***
Os Policiais chegam no local armados com seus revólveres e o Capitão Lance vai até o corpo de Ray e checa os sinais vitais dele.
—Os sinais vitais dele parecem estáveis —analisou o Capítão.
Capitão Lance resolve chamar uma ambulância pelo rádio.
—Eu preciso de uma ambulância aqui, AGORA!
O Capitão e os outros policiais vasculham o local a procura de pistas sobre o que teria acontecido, até que um dos policiais encontra a lata de Chemo perto do corpo de Ray Palmer e chama o Capitão.
—Capitão, você precisa ver isso!
Capitão Lance vai até onde o policial estava e ele mostra o saco plástico com a lata do energético recolhida como prova.
—Chemo? O que é esse negócio? —indagou o Capitão examinando a lata com a lanterna.
Em um dos cantos da lata estava escrito: "Produto da Condessa Vertigo". O Capitão fica bastante perplexo com a descoberta.
—Condessa Vertigo? Isso é alguma piada? Os dois primeiros Conde Vertigo foram eliminados e agora temos uma Condessa? Mande isso para análise.
—Sim, senhor.
***
Hospital de Starling City, ala médica.
Ray Palmer estava descansando no hospital.
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