Young Legends —Os Herdeiros
9 Dando As Cartas

"Dando As Cartas"
Prisão Iron Heights
Thomas e Carrie estavam em sua cela. Thomas lavava o rosto na pia enquanto Carrie estava lendo um livro na cama dela. Ele olha o seu reflexo no espelho e fica pensativo. Ele só pensava em sair da prisão.
"Essa prisão...eu estou ficando entediado. Eu quero sair daqui o mais rápido possível, não importa os meios" —Thomas pensou.
Thomas enxuga o rosto na toalha em cima da torneira da pia e vai até Carrie.
—Bom dia, princesa! —Cumprimentou Thomas.
—Bom dia, principe! —Carrie sem tirar os olhos do livro.
—Desculpa a pergunta, mas...o que você está lendo?
—20 mil léguas submarinas.
—E você está gostando?
—Sim, eu estou achando fantástico. Eu acho que você deveria experimentar.
—Obrigado. Depois de você ler, talvez?
—Claro. Eu te empresto assim que eu terminar de ler.
—Tudo bem. Aqui na cela é tão entediante. Eu gostaria de um pouco de ação...
—...
—Eu estou louco para sair daqui e ferrar com o Arqueiro.
—Eu gostaria de saber quem é esse novo Arqueiro.
—É por isso que eu estou louco para sair daqui. Ele vai me pagar por ter me colocado aqui.
—Relaxe, meu príncipe. Logo alguém deve vir nos resgatar.
↑
Algumas horas depois, sons de tiros e gritos ecoam pelas paredes da prisão e Thomas anda até a grade da cela para ver o que seria aquilo. Ele olha pelas barras da cela e não vê ninguém.
—O que você está olhando, Príncipe?
—Você não ouviu todo esse barulho?
—Barulho? Que barulho?
—Bem, parecem gritos e tiros...
—Deve ser o vento, queridinho.
— Não, não é o vento....
Thomas continuava olhando para fora da sala e então vê três sujeitos usando máscaras com tema de cartas de baralho, cada uma com um naipe diferente. Eram duas mulheres e um homem. As mulheres usavam máscaras representando as cartas Rei e Valete. O homem representando a carta Dez do baralho. O carcereiro que vigiava as celas da prisão entra em ação para impedi-los.
—Parados ai! —O Guarda tentando detê-los com sua arma apontada para o trio.
—Dez, você primeiro! —Rei comandando o Dez.
—Com prazer!
Dez se põe na frente do guarda.
—Parado ou eu atiro!
—Atire! Vamos ver se você é páreo.
O guarda fica nervoso e começa a suar frio. O corpo dele hesitava bastante em atender a ordem imposta pela mente de seu dono.
—Atire! Atire! Vamos!
O homem estremecia mas começara a puxar o gatilho da arma bem devagar até que dispara um tiro de sua arma. A bala atinge o corpo de Dez e ele não sofre nenhum arranhão. A cápsula da bala cai no chão.
—Nem fez cócegas! Continue!
O guarda dispara mais tiros contra Dez, até que fica sem balas no revolver. Ele aperta o gatilho e apenas ouve um "click".
—Que merda! Eu estou sem balas!
Dez se aproximava do guarda.
—Vamos brincar um pouco, sim?
Dez se aproxima do guarda e acerta um soco no abdômen dele. O Guarda se contorce de dor e larga a arma no chão.
—Você gosta disso?
Dez continua espancando o guarda e Thomas assiste a cena de longe.
—Olha só isso! Parece que a cavalaria chegou —comenta Thomas.
Carrie interrompe a leitura, se levanta da cama e vai até Thomas.
—Cavalaria? São os seus guardas, meu príncipe?
—Ahn...sim. E eles estão aqui, princesa — Thomas não queria contrariar Carrie, então ele insistia em continuar aquele conto de fadas entre eles —
—Que legal! —Carrie pula de alegria e bate palmas.
—Olha, eles estão dando uma surra naquele guarda.
Carrie assiste junto com Thomas o espancamento do guarda. Dez desfere um soco que faz com que o guarda seja lançado no teto e despenque quebrando todas as costelas.
O guarda agonizava bastante.
—Vai chamar os seus amigos? Levante-se!
Dez levanta o guarda do chão e o ergue pelo colarinho. Os pés dele estavam alguns centímetros do chão e ele se engasgava, tamanha era a força do criminoso mascarado.
—O que você acha disso?
O guarda se esforça para pegar o rádio preso no cinto e chamar os outros guardas.
—Você não vai se safar dessa —O guarda estava meio rouco —
—Por que você acha isso?
—Dez, vamos, acabe com ele —ordenou Rei —
—Não, espera!
—No que você está pensando, Valete?
—Talvez nós possamos usá-lo, Rei.
—Como?
—Deixe-me pensar por um momento.
—Pense rápido, Valete! Ele logo vai alertar os outros guardas e quando ele assim fizer, nós teremos que correr.
—Está bem. Nós precisamos de reforços. Olhe a sua volta, Rei. Só tem eu, você e Dez. Nós precisamos de novos recrutas.
— Bem, é melhor você começar a procurar, então.
—Está bem. Apenas segure-o assim, Dez.
—Está bem.
Thomas vê os três criminosos ali e logo lhes chama a atenção.
—Ei, podem nos tirar daqui?
—É! Nos tire daqui!!!
—Ei, vamos, pessoal!
Rei e Valete olham para Thomas e Carrie atrás das barras de sua cela.
—Vá ver o que eles querem, Valete!
—Sim, meu Rei.
Valete se aproxima da cela de Thomas e Carrie.
—Que ótimo! Vocês estão aqui para nos libertar, certo?
—Bem, o que eu posso dizer? Estamos em menor número, então...
—Quem são vocês?
—Nós somos a Gangue Royal Flush. Eu sou Jacqueline Fortunato, a Valete. E vocês são?
Jacqueline usava uma máscara representando a carta do Valete, e usava um vestido bordô com decote "V" profundo e sapatos de salto agulha da mesma cor.
—Eu sou Thomas Blackwell, mas você pode me chamar de "Black".
—Eu sei quem você é. Eles te chamam de "Ás Negro", não é mesmo?
—Eu não sei, me diz você.
—Nós vimos você dando uma surra nos Arqueiros e na Canário Negro. Mas, não achamos que fossemos encontrá-lo pessoalmente.
—Como vocês me acharam?
—Nós pesquisamos sobre você na internet.
—Entendo.
—Eu sou a Cupido, estúpido! Pode nos tirar daqui?
—Sim, minha Rainha. Na verdade, nós estamos trabalhando nisso agora. Esperem um momento, por favor.
Valete se distancia da cela de Thomas e Carrie e se reporta a Rei sobre a situação.
—É o seguinte, Rei. Nós temos a nossa Rainha e o nosso Às presos em uma cela. O Às diz se chamar Thomas Blackwell, ou apenas "Black". Ele é o cara do noticiário que nós vimos.
— E o que você acha dele, Valete?
—Eu acho que ele é o nosso cara. E a Rainha...também.
—Então, o que você está esperando? Vá soltá-los!
—Sim, sobre isso. Eu posso usar o guarda para fazer isso sem movermos um dedo.
—Então faça!
—Sim, alteza!
Valete faz um sinal com a cabeça para Dez soltar o guarda e ele coloca o guarda de joelhos no chão.
Ela se aproxima do guarda, se ajoelha e cobre os ouvidos do guarda com as duas mãos e o faz olhar para os olhos dela.
—Olhe para os meus olhos!
O guarda fica com uma expressão de medo no semblante.
—Olhe nos meus olhos! —insiste Valete —
—Não, por favor! Por favor! Não me machuque!—implorava o guarda.
—Confie em mim. Não vai doer —Valete abre um sorriso malicioso.
—Não, por favor! Por favor!
Valete faz o homem olhar para os olhos dela. Os olhos dela ganham um brilho branco e fazem com que ele comece a entrar em um estado de trânse hipnótico e ele fecha lentamente os olhos, deixando-a seduzir com seu olhar. A consciência de Valete é trtansferida para o corpo do guarda enquanto a consciência dele é transferida para o corpo dela.
↑
Depois de transferir sua consciência para o corpo do guarda, ele desperta, porém com a mente dela.
—Meu Rei!
—Valete, liberte os prisioneiros!
—Sim, vossa majestade.
O guarda com a consciência trocada anda até a cela dos dois prisioneiros, enquanto Valete com a consciência do guarda ficava em estado de trânse.
Ele se aproxima da cela onde estavam Thomas e Carrie, saca o molho de chaves da cintura e pega a chave da cela e começa a abrir a porta da cela.
—Que gentil da sua parte, seu guarda, abrir a porta para nós —Elogia Carrie —
—Eu não sou o guarda. Eu sou a Valete no corpo dele.
O guarda vira a chave e destranca a cela. A porta se abre e o guarda fica na porta esperando por Carrie e Thomas.
—Saiam!
Carrie e Thomas saem da cela com o uniforme da prisão e agradecem ao guarda.
—Obrigada!
—Obrigado!
O guarda, Carrie e Thomas se juntam a Rei, Valete e Dez.
—Eles estão aqui, meu Rei. Seu Às e sua Rainha.
—Excelete! Bom trabalho, Valete!
Thomas e Carrie olham para Rei. Rei era uma mulher loira, quarentona, que vestia roupas masculinas. Ela vestia uma camiseta preta, um casaco Bomber Jacket bege de gola branca felpuda, uma calça marrom, e tênis preto. Ela usava uma mascara representando a carta do Rei.
—Belas roupas...para uma mulher.
—Calado! Eu sou o Rei, e você é apenas um vassalo.
—Está bem, eu peço perdão —Thomas se desculpou.
—Desculpas aceitas.
Rei estalou os dedos e logo as consciências do guarda e de Valete voltaram para seus respectivos corpos. O guarda desmaia e Valete volta a si.
—A seu dispor, meu Rei.
—Agora, vamos sair logo daqui.
—Espera quem é você?
—Que indelicadeza minha! Vocês já conheceram a Valete, eu sou Alicia King, o Rei!
—E eu sou Mason Hunter, o Dez.
Dez usava uma máscara representando a carta do número dez. Ele vestia uma camisa branca com um paletó branco, uma calça branca e sapatos sociais branco. Ele tinha cabelos castanhos.
—Nós não teremos que usar máscaras como vocês, temos? —indagou Cupido—
—Não. Vocês são mais valiosos pelos seus talentos.
—Mas, eu tenho uma máscara.
—Eu gostaria de vê-la —Cupido animada.
—Bem, peguem os seus pertences e vamos sair logo daqui —ordenou Rei.
—Está certo.
↑
Uma hora depois, Thomas e Carrie estavam devidamente trajados e se juntam a gangue perto da cela deles.
—Eu estou quase pronto!
—Eu estou pronta!
Carrie olha para Thomas que estava com a máscara presa no rosto.
—A sua máscara é muito bonita.
—Obrigado. Mas, ainda não estou pronto. Eu quero que vocês vejam a minha transformação.
—Eu adoraria ver isso —Rei estava excitada.
Thomas estalou os dedos e as sombras no chão debaixo dos pés dele começaram a envolvê-lo e a criar seu traje preto semelhante a um quimono japonês com facas presas no ombro, botas pretas com fivelas e luvas pretas sobre o terno cinza de Thomas. O tecido feito de sombras se assemelhava a couro sintético.
—Quem é você? —Rei Indagou
—Me chamem de Black —Falou ele com uma voz grossa e assustadora.
—Black, nosso "Às Negro" — vibrou Valete.
Então, o alarme da prisão de repente soou e logo os guardas da prisão chegaram onde eles estavam e os cercaram em um círculo.
—Parados ai!
Cupido se armou com o seu arco e o apontou para um dos guardas. Black encarava o líder dos guardas.
—Nos mostre o seu poder, Às!
—Com prazer!
Black estalou os dedos e uma revoada de corvos surgiu de repente sobre as cabeças deles. Ele articulou os dedos indicador e médio fazendo os corvos atacarem os guardas. Os guardas se atrapalhavam tentando se livrar dos corvos e começaram a atirar neles.
—É só isso o seu poder, Black?
—Vocês não viram nada! E isso é só uma distração.
Black bateu palmas e os corvos desapareceram de repente. Ele sacou suas facas dos ombros de sua roupa e as atirou nos guardas.
—Morram!
Os outros guardas começaram a disparar contra os criminosos. Cupido atirou algumas de suas flechas nos guardas.
Black manipulou as sombras dos guardas e as fez atacá-los. Os tiros perfuraram as paredes da prisão e os detentos restantes se abaixaram dentro de suas celas.
Ele manipulou as sombras novamente e fez um tornado negro que começou a rodopiar ao redor deles e começou a tragar os guardas um a um.
—Esse é o nosso "Às de espadas" —Valete riu em um tom sarcástico.
—Eu sou um Às! Não me testem! — Black falou em um tom sério.
—Eu devo dizer, Black, você está indo muito bem. E pessoalmente? Eu gosto mais de você do que seu outro eu —Argumentou Rei com um sorriso no rosto.
—Obrigado! Eu vou tirar nós daqui.
Black começou a dançar com as sombras a sua volta e criou um portal.
—Rápido! Entrem no portal!
Cupido abaixou o arco e se juntou aos outros, que começaram a atravessar o portal um a um, até que Black ficou sozinho no local.
Antes que o portal se fechasse, Cupido fez um sinal para Black entrar no portal, mas ele se recusava a ir.
—Vão! Eu vou depois de vocês!
—Não, Black! Venha conosco! —Cupido implorou.
—Eu vou ficar bem. Eu encontrarei vocês depois, vão!
Black estalou os dedos e o portal se fechou rapidamente. Ele olhou a sua volta todos os guardas estavam caídos.
—Bem, eu acho que está na hora de me despedir de vocês, rapazes!
Ele bate palmas e começa a submergir no chão através de uma fenda negra e desaparece.
↑
Galpão abandonado, pier de Starling City
Cupido e o resto da gangue Royal Flush saem do portal em um galpão abandonado.
—Onde está ele, o meu príncipe encantado? —Cupido indagou.
—Eu acho que estamos seguros aqui.
Alguns minutos depois, Black emerge do chão e se junta a Cupido e os outros.
—Eu disse que eu encontraria vocês depois.
Cupido corre e abraça Black.
—Meu príncipe!
—Minha princesa.
—Não importa nossas posições nessa equipe, você será meu Rei de agora em diante.
—E você será a minha Rainha.
Black e Cupido se abraçam.
—Ok, desculpa interromper os pombinhos, mas...seria bom se decidíssemos o que fazer agora que estamos livres, não acham? —Valete interrompeu.
—Verdade. Eu peço desculpas...
—Eu já sei, por que não vamos assaltar o banco de Starling City? —Cupido sugeriu.
—Boa idéia! Por hora estamos seguros aqui, mas logo precisaremos procurar um novo lugar para nos escondermos. Um lugar onde os Arqueiros não nos encontre.
↑
Noticiário do canal 7
Jornalista: Hoje, o criminoso mascarado conhecido como "Black", escapou com a Gangue Royal Flush, da prisão Iron Heights junto com uma nova integrante do grupo, Carrie Cutter, mais conhecida como a criminosa Cupido. Ao que tudo indica eles estão à solta e devem planejar um novo ataque em breve. Vamos agora a previsão do tempo de hoje...
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Base dos Young Legends
Thea, Connor e Lian estavam assistindo ao noticiário do canal 7.
—Thea, desligue isso.
Connor estava se sentindo um pouco incomodado com aquela notícia.
—Está bem.
Thea fechou a janela que exibia o noticiário e voltou a observar as imagens das câmeras de segurança.
—Ahn...com licença, mas nós não deveríamos ter impedido isso? —Lian indagou.
—Sim, se soubéssemos antes que isso iria acontecer...mas, não é isso que me incomoda.
—E o que te incomoda, Connor? Questiona Thea.
—É esse Black...Digo, quase o pegamos uma vez, e agora ele está à solta com a Gangue Royal Flush.
—E..?
—E...Agora que eles se juntaram, não vai ser tão fácil pegá-lo.
—Verdade —Lian respondeu.
—Nós teremos que planejar com cuidado o nosso próximo passo —Argumentou Connor.
—Nós teremos que estar um passo a frente deles. Mas como? —questionou Thea.
—De qualquer forma, não temos muito o que fazer por hora. Eu acho que vou para a antiga Mansão. Lian, você vem?
—Claro. Eu estou pronta para me mudar.
—Ótimo!
↑
Antiga mansão da família Queen
Connor e Lian entram na mansão que havia sido de Oliver Queen no passado, mas fora abandonada, depois que Isabel Rochev morreu, perdendo assim o seu poder sobre a antiga empresa de Oliver Queen e sobre a propriedade.
Eles são recebidos por Raisa, a antiga empregada dos Queen que os cumprimenta com uma alegria contagiante.
—Bem — Vindo de volta, Connor —Raisa sorri para o rapaz.
—Obrigado, Raisa. Você sempre cuidou muito bem do meu pai no passado e de mim depois dele.
—Sempre é um prazer trabalhar para a família Queen. E quem seria essa adorável jovem?
—Essa é Lian Harper, minha...
—Connor! Você está com vergonha de dizer que eu sou sua namorada? —questionou Lian com espanto.
Connor ficara um pouco sem graça e abriu um sorriso amarelo em resposta.
—Ela é realmente muito bonita, jovem, e você realmente lembra muito o seu pai. Eu sempre achei que ele tinha um bom coração, e você também tem, Connor —Raisa comentou.
—Bem, eu também tenho algumas falhas dele.
—De qualquer forma, bem — vinda, querida.
—Obrigada...?
—Raisa, eu costumava trabalhar para o senhor Oliver Queen, agora trabalho para o senhor Connor Hawke.
—Bem, é um prazer conhecê-la, Raisa —cumprimentou Lian.
—O prazer é meu. Existe alguma coisa que eu possa fazer para vocês?
—Raisa, você poderia preparar um banho para nós dois? Nós estamos um pouco exaustos e...a senhorita Harper vai dormir essa noite aqui. Ela está se mudando permanentemente para cá.
—Claro que sim. Será um prazer.
—Obrigado, Raisa.
—De nada, Connor. Se me dão licença...
—Claro.
Raisa se retira e sobe as escadas. Lian observa tudo ao seu redor e fica maravilhada.
—Então essa é a antiga mansão do Oliver?
—Sim. Eu a comprei depois que ela foi abandonada.
—Interessante.
—Eu posso te mostrar os arredores, se você quiser.
—Eu adoraria, já que estamos aqui.
—Tudo bem, então.
—Mas, antes eu tenho uma pergunta?
—E o que seria?
—A Thea...ela mora aqui com você?
—Não, ela mora em um flat.
—Entendo. Bem, vamos ao tour.
—Está bem.
Connor guia Lian pelo corredor embaixo das escadas onde havia vários quadros com os retratos pintados da família Queen.
—Aqui temos alguns quadros da família do meu pai. Sabe, sempre que eu olho para esses quadros, me bate uma tristeza. Eu não sei, talvez porque eu não tive a oportunidade de conhecer pessoalmente algumas das pessoas que estão aqui nessas pinturas.
—Entendo.
Connor e Lian andam pelo corredor olhando cada uma das pinturas, até que Lian vê um quadro com o retrato de Moira Queen.
—Quem é essa?
Connor olha para o Retrato de Moira e fica um pouco pensativo.
—...Ela seria a minha avó?
—Aqui em baixo diz "Moira Queen".
—Eu sei. Mas, eu não gosto de olhar para esse retrato.
—Por que?
—Eu não sei. Só não gosto dessa pintura e ponto.
Connor nunca soube da verdadeira história por trás daquela figura retratada ali no quadro. Para ele ver o retrato de Moira Queen era como ver o retrato de Mona Lisa sem saber a sua história, ou mesmo se havia alguma era indiferente.
—Bem, vamos andando.
Connor pegou a mão de Lian e a guiou a uma sala que havia no final do corredor onde estavam os quadros da família Queen. Lá, eles se sentaram em um sofá e descansaram por um momento.
—Bem, vamos fazer uma pausa no nosso tour pela mansão Queen.
—Está bem.
—Sabe, eu estou gostando de dar um tempo com a boate e poder relaxar um pouco na mansão.
—Eu também estou. Parece que é como tirar um fardo enorme das costas.
—Sim.
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