Notas iniciais
Esse capítulo é baseado na mini-série Rose And Thorn de 6 edições de 2004 e um pouco baseado também no retcon de Rose And Thorn para o universo de Os Novos 52 da DC Comics. Rhosyn Forrest/Rose Forrest foi criada por Robert Kanigher e Ross Ardu. Originalmente fora concebida para ser uma versão reboot da personagem chamada Rose Canton da era de ouro da DC comics, que era uma heroína trágica. Mas, resolveram mudar isso, já que a origem da personagem era muito parecida com a do Batman, e ela não seria uma vilã, pessoalmente acho que Rose Forrest, é uma ótima personagem e é bem diferente da sua versão de 1940, criação de John Broome, o criador de Hal Jordan. Rose Forrest tem seus pais assassinados por uma organização chamada "The 100", que mais tarde se chamaria One Million. A organização começou como "The 10", por ter 10 membros apenas, depois aumentou para 100 membros. Ela trabalha com tráfico de drogas e crime organizado. Depois de ter os pais assassinados, Rose vai para um orfanato e lá ela passa por um tratamento onde ganha dupla personalidade. Ela tenta matar o diretor do orfanato, e corta a mão dele. Uma paciente chamada Ashleigh coloca fogo no quarto de Rose, matando a companheira de quarto dela, Kimmy, no processo. Rose sai do orfanato e é perseguida por Ashleigh que quer matá-la. Já adulta, Rose assume sua segunda personalidade e se torna Thorn, uma assassina psicótica que usa todos os tipos de armas que lembram os espinhos de uma rosa, Foices, facas, explosivos, etc. De noite Rose é Thorn, e de dia ela é Rose. Rose já se encontrou uma vez com Connor Hawke, dai o motivo para introduzi-la nessa trama. Rose And Thorn não tem nenhum poder como a sua versão de 1940 que após tocar uma planta ganha super força, meio à lá Hera Venenosa (Poison Ivy) do Batman. O Retcon coloca Rose Canton como protagonista, porém uma versão adolescente, que faz até mesmo paródias com o Facebook, o iphone da Apple, mas eu não gostei, por isso resolvi pegar alguns elementos disso e fazer uma versão minha da trama de Rose And Thorn da Rose Forrest, porque eu adorei ela. Eu adaptei algumas coisas para o cenário de Central City, pois eu não tenho como usar alguns personagens mortos em Arrow, como o Edward Fyers, e como o universo da fic é um pouco diferente da série, então também não posso usar os mesmos personagens da série ou melhor dizendo, do universo de Arrow e Flash. Bom, espero que curtam esse capítulo e boa leitura^^

"A Rosa E A Flecha"

Rhosyn Forrest, ou Rose como seu pai chamava, era uma adolescente normal, ia para o colégio todos os dias como toda garota. O pai de Rose trabalhava para uma empresa farmacêutica chamada "The 100", que era apenas uma fachada para encobrir as operações com o tráfico de drogas e o crime organizado. A empresa era comandada por Henry Ballard, o CEO da companhia, um homem que administrava a companhia com punhos de ferro. A empresa começara com sede em 10 cidades e logo cresceu e se expandiu mundialmente com sedes em 100 cidades. A empresa tinha como objetivo a expansão global, assim, o mundo todo recorreria a ela quando precisasse de remédios mais acessíveis. O pai de Rose, Curtis Leland, era um mero empregado e nunca soubera o que a empresa realmente fazia por debaixo do pano, nem nunca procurara saber, por medo de uma "Queima de Arquivo". Ele simplesmente continuava trabalhando e cuidando de Rose como podia. Um dia, ele lera no jornal sobre um escândalo envolvendo a empresa. De acordo com o jornal, um homem havia tido uma overdose experimentando um novo medicamento fabricado pela empresa que ainda estaria em fase de testes na empresa. Todos culpavam a empresa pelo acidente e a empresa simplesmente rebatia que aquilo nunca teria ocorrido, que era apenas uma fantasia dos jornais para incriminar a empresa, que sempre se manteve Onipotente no mercado. Curioso, Curtis resolveu investigar o caso a fundo e descobrir o que acontecia dentro da empresa e quando ele descobriu as operações secretas da empresa com o tráfico de drogas, ele imediatamente voltou para sua casa e ficou alguns dias sem ir no trabalho. Ele nunca revelara a ninguém sobre o que descobrira sobre a empresa. Ele se emudecera e continuara tentando cuidar de Rose. Ele estava paranóico com o caso envolvendo a empresa que trabalhara. No jantar, ele mau comia. Quando Rose ia para a escola, ele sempre a alertava dizendo para nunca falar com estranhos, ou aceitar nada de estranhos, sempre tomar cuidado ao voltar para a casa.

Carmichael Elementary, Central City

Rose estava andando pelo corredor do colégio, quando encontra o seu único amigo, Connor Hawke. Rose tinha cabelos ruivos lisos e compridos até os ombros. Vestia uma blusa top rosa, uma calça jeans e sandálias de borracha rosa. Ela acena um "Oi" para ele que vestia uma camiseta branca, calça jeans, e tênis branco.

—Oi, Connor! —cumprimentou Rose.

—Ei, Rose! Como você está?

—Eu estou bem, obrigada —Rose sorriu para ele.

—Como estão os seus pais?

—Bem, meu pai está paranóico e não fala mais comigo e com a minha mãe. Ele só abre a boca para dizer para eu não andar com nenhum estranho, sempre ter cuidado ao voltar para casa. O que eu realmente não entendo, já que a minha mãe me pega sempre.

—Isso é normal. Pais, sempre se preocupando demais com seus filhos. Eu não posso dizer muito do meu pai...

—Eu sei. O seu pai te abandonou, não foi?

—Sim. Minha mãe tem cuidado de mim desde então...

—Eu estou curiosa, quem é o seu pai mesmo? Eu acho que nunca perguntei isso.

—Oliver Queen, você sabe...o vigilante de Starling City?

—Verdade. Todo mundo no colégio fala sobre ele, o "Arqueiro", certo?

—Sim. E minha mãe se chama Sandra Moonday Hawke.

—Eu sinto um pouco de inveja de você, Connor.

—Por que?

—Porque você tem um pai super famoso e eu tenho um pai paranóico por causa do trabalho dele. Ele costumava ser uma boa pessoa, mas agora...ele mudou.

—Bem, isso é muito ruim. Nós não escolhemos as nossas famílias. E eu acho muito ruim ter um pai famoso, ele provavelmente não sabe que eu existo...

—Connor...

—Eu gostaria de trocar de lugar com você, Rose...

—Por que? Você realmente gostaria de ter um pai paranóico?

—Acho que seria melhor do que ter um pai que não sabe que eu existo...

—Connor, você não está sozinho. Você tem à mim, eu sou sua amiga.

—Obrigado, Rose. Eu realmente agradeço muito.

Connor e Rose se olharam por um minuto e seus impulsos diziam para eles se beijarem naquela hora, mas eles estavam com medo de que aquela intimidade fosse estragar a amizade que eles tinham.

—Connor, eu gosto muito de você, mas...você é meu amigo. Eu acho que eu não estou pronta para algo mais sério...

—Eu te entendo, Rose. Eu também gosto de você e não me sinto preparado para algo mais também...

—Me desculpa, Connor.

—Não, não precisa se desculpar, Rose.

Connor e Rose ficaram em silêncio por um momento.

—Rose, você gostaria de, não sei, vir na minha casa algum dia, nós...podemos assistir algum filme juntos.

—Eu adoraria, Connor —Rose sorri para ele.

—Legal.

De repente o sinal para aula toca.

—Nós temos que ir, estamos atrasados para a aula de química.

—Sim. Eu te acompanho.

O dia fatídico

Residência da família Forrest, Central City

19:00

Rose e seus pais estavam jantando. O pai de Rose comia a comida em seu prato sem dar um único pio.

—Então, querida, como tem sido na escola?

—Bem, tem sido legal. Tem esse meu amigo, o Connor, ele é bem legal. O pai dele abandonou ele...eu sinto um pouco de pena dele...

—Entendo. E você ama ele?

—Eu amo, mas só como amigo. A gente nem está namorando ou coisa do tipo. Nós temos muito medo que isso possa estragar a nossa amizade...

—Entendo.

—Papai ainda está daquele jeito —Reparou Rose.

—Eu tento falar com ele, mas é inútil. Eu não sei o que diabos ele faz naquela empresa.

—Mãe...

—Ele mau come, raramente abre a boca, vive trancado na garagem...

Batidas surgem na porta e a mãe de Rose vai até a porta ver quem é. O pai de Rose olha para a mulher com uma cara de espanto e esvazia os pulmões pronunciando uma única frase.

—Querida, Não abra a porta! Por favor, não abra a porta!

A mãe de Rose não ouve as palavras do marido e abre a porta. Dois homens disfarçados de policiais a paisana falam com ela.

—Boa noite, senhora.

—Boa noite, policiais.

Os policiais mostram seus distintivos.

— Eu sou o oficial Dale Prescott e esse é o meu parceiro Phil Landford. Nós estávamos fazendo uma ronda pela vizinhança e resolvemos vir até sua casa, ver se nenhum assaltante teria entrado, ou algo do tipo...

—Senhora, você notou alguma coisa estranha, ouviu alguma coisa? Algo que parecesse suspeito?

—Não, policiais. Eu e minha família estávamos jantando.

—Você está certa de que não viu ou ouviu nada?

—Sim. Se vocês me derem licença, eu gostaria de voltar a jantar com a minha família.

—Bem, você pode continuar o seu jantar. Nós só queremos dar uma olhada para ver se está tudo ok, se não se importa.

—Está bem. Entrem, por favor.

—Com licença.

Os policiais entram e logo o pai de Rose os reconhece.

—Querida, se afaste deles! Eles são da 100!

—Pai, o que está acontecendo?

A mãe de Rose fica espantada que o marido finalmente tinha aberto a boca para dizer algo.

—Agora você está falando? Você está sempre mudo, não fala comigo...Esses oficiais vieram ver se está tudo ok na casa.

—Querida, eles não são policiais!

Os falsos policiais sacam suas pistolas automáticas do coldre na região dos braços e apontam a arma para as costas da mulher.

—Senhora!

A mãe de Rose vira para trás e é recebida com vários tiros no peito, deixando o pai de Rose chocado com aquilo.

—Querida, não!!!

—Pai, o que está acontecendo?!

Os policiais olham para o corpo da mãe de Rose no chão.

—Você deveria ter ouvido o seu marido, nós não somos policiais de verdade — Dale diz em um tom sarcástico.

—Agora, vamos apagar o rato —Phil ameaçou.

Os dois policiais se aproximaram da mesa e Curtis se levantou.

—Bastardos! Vocês acham que podem se safar dessa?

—Nós podemos! Melhor, nós iremos. Afinal, quem vai suspeitar de uma empresa farmacêutica?

—Eu vou denunciar vocês para a polícia de verdade!

—Não, você não vai!

Dale dá um tiro na cabeça de Curtis Leland. O corpo do homem cai no chão com uma poça de sangue ao redor dele. Rose vai até o corpo do pai e ao vê-lo caído no chão, ela fica bastante abalada.

—Pai! Não! Não morra, pai! Levanta do chão!

Os dois falsos policiais conversam entre eles.

—Devemos nos certificar de que ele morreu?

—Não, vamos fazer com que pareça que a garota matou os dois. Afinal, adolescentes são tão problemáticos, não é mesmo?

Os dois policiais falsos sorriram maliciosamente um para o outro e foram de encontro a garota.

Eles se aproximam de Rose. Ela olha para os dois com o rosto cheio de lágrimas.

—Malditos! Vocês mataram os meus pais! Porque vocês fizeram isso!

—Nós fizemos? Você é que fez isso. Aqui, pegue a arma. Você vai precisar de uma prova para polícia e eles vão te prender.

—Não, eu vou dizer que é tudo mentira, que vocês inventaram tudo isso!

—Apenas pegue a arma, garota!

—Não!!!

—Acho que é melhor amaciá-la.

—Boa ideia!

Dale larga a arma no chão e puxa Rose pelo braço levantando-a do chão.

—Venha aqui. Eu não vou te machucar, docinho.

Dale abaixa uma das alças da blusa azul marinho que Rose estava usando naquela noite e começa a tocar nos peitos dela.

—Que delícia!

—Pare! Quem disse que você pode me tocar!

—Confesse, garota. Você até que está gostando...

—Não mesmo!

—Se dispa para mim, por favor.

—Não! Eu não quero!

—Então eu acho que terei que fazer isso eu mesmo!

Dale segura no decote da blusa de Rose, a rasga toda e a joga no chão. Rose fica apenas de sutiã perto do falso policial.

—Vão embora daqui, AGORA!

—Agora que a festa começou? Não, eu e o meu parceiro vamos nos divertir um pouco com você.

Dale chamou então o parceiro.

—Ei, Phil! O que acha de nos divertirmos um pouco com a garota?

Phil se juntou a Dale.

—Vai ser ótimo! Eu estou louco para fazer essa flor desabrochar.

Rose se abaixou e pegou a arma no chão e apontou para os falsos policiais.

—Saiam agora daqui!!!

—Ou o quê? Você vai atirar em nós? Você não tem coragem para fazer isso, você é só uma garota!

—Tem certeza de que eu sou apenas uma garota?

Rose puxou o cão para trás com o dedão e continuou com a arma apontada para os policiais.

—Atire, vamos! Vamos ver se você tem coragem!

A garota puxou lentamente o gatilho até o fim e disparou um tiro na perna do primeiro policial. Ele caiu no chão e ficou tentando estancar o sangue com a mão.

—Filha de uma...

—Dale! Você está bem? —Phil olhando para Dale ferido.

—Nada disso! Olhe para cá!

Phil volta o olhar para Rose.

—Eu peço desculpas, está bem? Não atire!

—Vá pro inferno!

Rose puxa o gatilho mais uma vez e atira na cabeça do segundo policial, que cai morto no chão, ao lado de Dale.

Dale ainda se contorcia de dor então Rose resolve dar o tiro de misericórdia. Ela se aproxima dele e dá um tiro na cabeça dele. Rose olha para os corpos no chão e todo aquele sangue e surta, deixando a arma com suas digitais cair no chão.

—Oh Deus! Mãe, Pai...

Rose começa a chorar com as mãos cobrindo o rosto. A sirene da verdadeira polícia ecoa próxima a casa e os policiais estacionam perto da casa com as luzes ligadas, e saem dos carros.

—Aqui é da polícia de Central City, coloque as mãos na cabeça e saia! —Grita um dos oficiais no megafone.

No interior da casa dos Forrest, Rose ainda chorava.

Não vendo respostas, os policiais resolvem entrar na propriedade.

—Nós estamos entrando!—Avisa o oficial com o megafone.

Quando os policiais entram na casa, eles se deparam com os vários corpos caídos no chão e todo aquele sangue.

—Jesus! O que houve aqui? —Exclama um dos policiais com a arma nas mãos.

Os policiais vão se aproximando e encontram Rose ao lado dos corpos dos falsos policiais com a arma perto dela.

—A garota atirou em 2 policiais e nos pais —Analisou um policial.

Rose enxuga as lágrimas, levanta a cabeça e olha para os policiais.

—Não foi eu! Vocês tem que acreditar em mim, eu não fiz isso! Eles mataram os meus pais!

O Capitão da polícia de Central City que estava encarregado do caso naquela ocasião chega no local, estaciona o carro, entra na casa e encontra rose. O nome dele era John Mercado.

Rose olha para o Capitão Mercado.

—Eu não fiz isso! Acredite em mim!

—Meu nome é John Mercado. Eu sou Capitão da polícia de Central City. Relaxe e me conte o que houve.

—Uns policiais entraram aqui e mataram a minha mãe e o meu pai. E eu atirei neles, mas foi legítima defesa. Eu juro!

—Vamos ver se eu acredito na sua história...não, eu não acredito. Você está perto de um corpo ao lado de uma arma que obviamente você usou.

O Capitão então fala com os policiais.

—Algemem ela.

—Não, por favor! Eu não matei meus pais! Por favor —Rose implorou.

—Desculpa, garota.

—Foram os 100! Foram eles!

—Uma empresa farmacêutica? me poupe!

Hospital Psiquiátrico St.Walker, Starling City

Depois do incidente, Rose Forrest estava amarrada a uma camisa de força na solitária do hospital psiquiátrico de Starling City, ela havia sido transferida de Central City para Starling City alguns meses depois do ocorrido. Rose estava cabisbaixa com o seu cabelo cobrindo o rosto.

Ela havia passado por um tratamento psiquiátrico bastante intenso e acabara desenvolvendo uma segunda personalidade na clínica psiquiátrica de Central City, e por ser considerada instável demais, os médicos haviam transferido ela para a clínica em Starling City.

Na solitária, ela começa a ouvir uma voz em sua cabeça.

"Rose, deixe-me sair"

—Vá embora, Thorn!

"Rose, deixe-me sair! Vai ser melhor!"

—Não, eu não quero isso!

"Rose, eu posso te ajudar a sair daqui"

—Me deixe em paz! Me deixe em paz!!! —Rose vociferou.

"Rose, eu sou sua amiga!"

—Por favor, me deixa!

"Rose..."

Na cabeça de Rose, Thorn corria em direção a uma porta iluminada por um feixe de luz amarela.

—Bem, Rose, eu vou derrubar essa porta mesmo assim! —exclamou Thorn.

Thorn arromba a porta na mente de Rose com um chute e então Thorn emerge no corpo de Rose.

O olho de Rose havia mudado de azul para verde e Thorn havia assumido o controle.

—Finalmente estou livre! —Thorn começou a gargalhar.

Então, os enfermeiros da clínica psiquiátrica resolveram ver o que estava acontecendo na solitária e abriram a porta.

—O que está acontecendo aqui?

—Vocês podem tirar essa coisa de mim, por favor? Eu estou me sentindo um pouco...como eu diria? Cansada de usar isso, isso.

—Não, não faça isso! —falou um enfermeiro para o outro.

—Por favor, eu estou me sentindo tão...sozinha.

—Não faça isso!

—Por favor! Eu te imploro!

—Está bem, mas sem truques!

O enfermeiro resolve tirar a camisa de força mesmo com o outro enfermeiro discordando e Thorn logo se vê livre.

Thorn sai da solitária e se põe atrás da porta ameaçando fechar a porta com os enfermeiros dentro dela.

—Adeus!

Thorn fecha a porta da solitária, tranca e joga a chave fora. O alarme da clínica começa a soar enquanto ela escapa dali.

Algum tempo depois de escapar da clínica psiquiátrica, Thorn surge na cidade em uma noite qualquer, e assalta uma loja de roupas femininas. Ela quebra o vidro da loja com as mãos e pega a roupa que estava em um dos manequins da loja, uma blusa verde com uma saia rodada verde, e botas sete oitavos verdes, com uma gargantilha preta com uma rosa vermelha no centro.

Base dos Young Legends

—Como está a situação, Thea?

Thea observa as imagens das câmeras de segurança da cidade que flagram Thorn roubando a loja de roupas.

—E nós temos uma ladra roubando uma loja de roupas. —Thea informou.

—Será que é a Lince? Connor indagou.

—Eu não sei, vou aproximar mais a imagem para dar uma olhada na nossa criminosa.

Thea dá zoom na imagem da câmera de segurança e o computador começa a renderizar a imagem de Thorn que aparecia na tela já com a roupa olhando ao seu redor.

—Bingo!

—O que você conseguiu, Thea?

—Eu consegui uma imagem da nossa assaltante. Veja se parece familiar.

Connor se aproxima da tela e olha no monitor.

—Esse rosto...eu acho que eu conheço ela...

—E quem seria essa pessoa?

Connor fica pensativo por um momento. Será que poderia ser Rose, sua amiga do colégio?

—Não, será mesmo ela?

—Quem, Connor? —Lian indagou.

—É apenas alguém que você não conhece, Lian.

—Connor, o que está acontecendo aqui?

—Bem, nós temos uma ladra assaltando uma loja de roupas.

—Ótimo! Posso ir?

—Não, eu vou!

—Por que, o que tem de especial nessa criminosa?

—Isso eu não posso dizer, Lian.

Connor voltou sua atenção para Thea e o monitor.

—Quem você acha que é nossa ladra misteriosa, Connor? Dê um nome à ela.

—Rhosyn Forrest, ou Rose Forrest, uma amiga do tempo que eu estava no colegial em Central City.

Connor olhou mais de perto a imagem na tela e acabou reconhecendo-a.

—É ela! Mas...ela está bastante mudada...—Connor observou.

—Está bem, quem é essa Ros...Rose Forrest? —indagou Thea

—Ela era minha única amiga no colegial. Eu gostava muito dela. Ela tinha um pai paranóico por causa do trabalho dele...nós estudávamos juntos. Teve esse dia, nós estávamos conversando no corredor da escola e...de certo modo nós nos sentimos atraídos um pelo outro, e...quase nos beijamos, mas acabamos não nos beijando, porque não queríamos estragar nossa amizade. Faz um bom tempo que eu não vejo ela...—disse Connor se lembrando.

—Entendo —respondeu Thea tentando processar aquela informação.

Lian interrompeu a conversa entre Connor e Thea.

—Então, você já esteve com quantas garotas antes de mim, exatamente? —Questionou Lian com um pouco de inveja.

—Lian, eu não quero falar sobre isso. No momento, você é quem eu amo.

—Meu Deus! Você se parece muito com o seu pai...

—Acredite Lian, apesar do Connor se parecer muito com o meu irmão, ele ainda não supera o meu irmão no número de garotas...

O Arqueiro surge de repente na rua e encara Thorn.

—Rose? É mesmo você?

—O meu nome não é Rose, é THORN! —Gritou Thorn.

O Arqueiro olhou bem para os olhos da mulher e notou que eram verdes ao contrário de Rose que eram azuis.

—Os seus olhos são verdes, não azuis?

—Porque eu não sou Rose, eu sou Thorn—insistiu Thorn.

—Está bem.

O Arqueiro se viu forçado a revelar sua identidade. Ele abaixou o capuz e a máscara que cobria a região dos olhos.

—Sou eu, Connor. Você se lembra de mim?

Os olhos de Thorn estremeceram e Rose assumiu por um breve tempo o comando.

—Connor, fuja!

—Rose, eu estou aqui para te ajudar.

—Connor, esqueça de mim e fuja.

—Rose, o que aconteceu com você? Eu não a vejo desde o tempo do colégio.

—Uma organização chamada "The 100" matou os meus pais...eu fui mandada para um hospital psiquiátrico...

Então, Thorn voltou a assumir o controle e Rose desapareceu.

—Rose!

—Rose não está mais aqui!

Connor pôs a máscara e o capuz de volta rapidamente e armou seu arco.

—O que você fez com a Rose? Eu a amava!

—O amor será a sua ruína, Arqueiro!

—Eu estou disposto a arriscar tudo...

—Está mesmo?

—Se isso puder trazer a Rose de volta...

Thorn soltou uma gargalhada sinistra.

—Eu não quero te machucar para não machucar a Rose. Não me faça atirar essa flecha!

—Atire! Eu não ligo!

Connor hesitou e baixou o arco.

—Não, eu não posso! Eu não posso machucar a Rose, ela é minha amiga...

Logo, Connor começou a se sentir tomado por uma grande tristeza. Ele se recusava a aceitar que havia perdido Rose. Para ele, Rose ainda estava lá e podia ser salva.

—Eu não vou fazer isso! —O Arqueiro se lamentou.

O Arqueiro jogou o Arco com a flecha não usada no chão, caiu de joelhos e começou a chorar. Thorn aproveitou aquele momento de fraqueza, pegou o Arco e a Flecha no chão e armou-os apontando para o Arqueiro.

—Então, morra!

O Arqueiro levantou a cabeça e se deparou com a flecha apontada para ele.

—Mate-me!

Enquanto isso, Thea e Lian que observavam a cena no monitor da base dos Young Legends e ficaram chocadas com aquilo.

—Não, Connor! —exclamou Lian.

—Connor! —exclamou Thea

—Mate-me! Liberte a Rose! —exclamou o Arqueiro.

—Com prazer!

Thorn soltou a corda que prendia a flecha e a disparou. A flecha voou e acertou o peito do Arqueiro. O Arqueiro havia caído no chão.

—Agora que eu tirei você do meu caminho, eu estou livre para caçar os assassinos de nossos pais.

O tempo foi passando e logo amanhecera em Starling City. Thorn havia desaparecido e Rose surgira. Ao ver o Arqueiro caído no chão, ela se aproximou dele, abaixou o capuz e a máscara para confirmar, e começou a chorar.

—Connor! Não morra! Por favor! Eu ainda te amo!

Thea e Lian que continuavam olhando o monitor e vendo o corpo de Connor caído no chão, entraram em colapso.

—Não, Connor! Por que?

—Eu não acredito que ele tenha morrido...

Thea e Lian se abraçaram e choraram juntas a suposta morte de Connor.

Enquanto isso, Rose ainda chorava sobre o corpo do Arqueiro. O Arqueiro se levanta e diz algumas palavras antes de ficar inconsciente.

—Rose, olhe para mim, é você mesmo?

Rose olha para o Arqueiro com os olhos cheios de lágrimas.

—Sim, Connor! Sou eu!

—Que bom! Eu sento tanta a sua falta! —Connor sorriu para ela.

Então, o Arqueiro apagou. Ele estava inconsciente.

—Não, Connor! Por favor! Não morra!

Na base dos Young Legends, Thea e Lian se separaram e Thea resolveu ir até o local.

—Eu vou até lá!

—O quê? Não, eu vou!

—Lian, fique aqui.

—Não, eu vou! O Connor é minha prioridade!

—Lian...

Thea logo viu que não iria conseguir convencer Lian assim tão fácil.

—Está bem. Nós vamos juntas.

—Está bem.

Thea e Lian surgem no local em seus trajes de Arsenal e Black Boa. Arsenal abaixa o capuz e fica apenas de máscara. As duas se aproximam de onde Connor e Rose estavam e a garota ao ver as duas vigilantes, se espanta.

—Quem são vocês?

—Nós somos amigas do Arqueiro.

—Por favor! Salvem ele!

Logo a sirene da polícia ecoou pelo local e ao ouvi-la, Arsenal e Black Boa sabiam que era hora de irem.

—Os policiais chegaram! Temos que ir! —Avisou Arsenal.

—Mas, nós não podemos deixar o Connor aqui, nem a garota —exclamou Black Boa.

—Por favor, me levem com vocês! Eu não posso ir para a cadeia outra vez —suplicou Rose.

—Está bem —respondeu Arsenal

Então, Arsenal e Black Boa desapareceram ao vento junto com Rose e Connor.

Quando os policiais chegaram no local com o Capitão Lance que achou que iria pegar os vigilantes mais uma vez, eles acabaram se dando mau.

—Maldição! —praguejou o Capitão Lance.

Na base dos Young Legends, Thea e Lian colocam o corpo de Connor numa mesa e Thea remove a flecha do peito de Connor.

—Eu vou cuidar do ferimento dele —Lian disse.

—Como? Você sabe como fazer curativos? —Thea indagou.

—Eu aprendi algumas coisas com a internet. Eu ainda estou estudando medicina. —revelou Lian.

—Ok. Deve ter um kit de primeiros socorros em algum lugar...talvez eu deva pedir ao senhor Diggle para trazer um para cá...

Rose olhava para o corpo do seu amigo e ficava preocupada.

—Ele vai ficar bem?

—Eu acho que sim. Eu só preciso remendá-lo...

—E você sabe como fazer isso, certo?

—Bem, eu não sou nenhuma profissional, mas...eu vou dar o meu melhor.

Thea logo achou o kit de primeiros socorros que Felicity deixava numa mesa perto dos computadores e levou para Lian que começou a tratar Connor.

—Aqui está o kit de primeiros socorros.

—Obrigada, Thea.

—Desculpa, mas quem é você? —Lian indagou enquanto preparava para tratar o ferimento de Connor.

—Rose Forrest. Eu e Connor éramos muito amigos no colegial.

—Muito prazer. Eu sou Lian Harper, a atual namorada dele e a outra garota é Thea Queen, irmã de...

—Oliver Queen, o Arqueiro Verde? Eu imagino.

—Você é muito bonita, Rose —Elogiou Lian sem tirar os olhos do que estava fazendo.

—Obrigada. Você também é, Lian. Poxa, eu estou com um pouco de inveja que o Connor tenha você como namorada.

—Por que?

—Bem, é que eu também tive medo de levar um relacionamento a sério com ele por causa da nossa amizade.

—Ele me falou sobre isso...

—Bom, eu fico feliz que vocês estejam se dando bem...

—Claro, nós brigamos algumas vezes, mas...eu ainda o amo.

—Entendo.

—E essa sua roupa?

Rose olhou para si e viu que estava usando uma roupa que não era dela.

—Mas que...? Eu não me lembro de estar usando essa roupa. Isso deve ser coisa da Thorn.

—Eu posso pedir para um amigo desenvolver uma nova roupa para você...

—Obrigada, Lian...

Algum tempo depois, Connor se levanta com um curativo no peito e sem a parte de cima da roupa, só de calça.

—Connor, você está bem? —Rose indagou

—Sim, eu estou bem —Connor respondeu.

Connor e Rose se olharam por um momento.

—Eu estou feliz de ver você, Rose.

—Eu também. Me desculpe, mas aquela não era eu.

—O que houve, Rose? Me conta.

—Bem, uns homens vestindo roupa de policiais foram na minha casa e mataram os meus pais. Eu atirei neles, mas a polícia de Central City não acreditou em mim, acharam que eu tinha mesmo feito aquilo, e ai me mandaram para um hospital psiquiátrico...desde então, eu estou fugindo da polícia. E eu sei que tudo isso é culpa da "The 100"...

—The 100? O que é isso? Thea!

—Eu vou checar no computador.

Thea começa a pesquisar no computador pelo nome da organização e encontra vários sites falando sobre o grupo.

—Uma empresa farmacêutica que começou com sede em 10 cidades ao redor do globo, agora ela expandiu para 100 cidades. O objetivo dela é a dominação global. A empresa farmacêutica é só uma fachada, ela trabalha com tráfico de drogas e crime organizado...o CEO da organização é Henry Ballard.

—Obrigado, Thea.

—De nada.

—Por favor, Connor! Me ajude a vingar a morte dos meus pais!

—Rose...se o meu pai tivesse no meu lugar ele diria que vingança só gera mais vingança, que isso não é a solução para o problema, que nós devemos esquecer o passado e continuar lutando para superarmos a dor da perda, eu acho...

—Por favor, Connor! Eu não tenho mais a quem recorrer, e eu não quero ir para a cadeia de novo.

—Eu acho que você deveria introduzi-la no nosso time.—Lian sugeriu.

—Eu apoio —Thea concordou.

—Está bem. Mas, só se você esquecer esse negócio de vingança. Você não quer ir para a cadeia? Tudo bem. Mas, esqueça a vingança. Você pode ser melhor que isso.

—Está bem. Eu só não sei se Thorn vai querer isso, mas eu vou tentar controlá-la.

—Tudo bem. Bem — Vinda ao grupo, Rose And Thorn. Eu vou pedir a Cisco Ramon para desenhar um novo uniforme para você.

—Obrigada, Connor. E...eu preciso de um lugar para ficar...

—Eu vou ver o que eu posso fazer.

—Obrigada, muito obrigada.

Notas finais
Obrigado por ler^^ Se gostou, comente. Dúvidas, sugestões? Comente.