Notas iniciais
Nesse capítulo temos a aparição de Lady Shiva, a participação de Ted Grant, o Pantera, e o desfecho da história da Rose. Espero que curtam o capítulo e boa leitura^^

"Canário Jade"

Pouco tempo depois de voltar de sua viagem ao Tibet, em um sábado, Connor havia feito uma visita ao "Monastério de Ken Zhi Jansen" em Starling City. Era noite e batia um vento gelado. Ele vestia uma blusa de gola roulê verde, calça preta e tênis preto.

Connor andou pela propriedade explorando o lugar até logo sentiu o cano de uma arma encostado na nuca.

—Não se mexa!

Connor arfou e lentamente virou para trás com as mãos levantadas e olhou para aquele que havia apontado a arma para ele. Era um dos seguranças do local.

—O que você está fazendo aqui? Estamos fechados.

—Desculpa, eu não vi a placa com o horário de funcionamento.

—Venha comigo!

—Está bem.

O guarda fez Connor andar enquanto mantinha a arma apontada nas costas dele.

—Mexa-se!

O Guarda e Connor foram andando até uma casa no meio do monastério que anteriormente havia pertencido ao mestre Jansen. Ao chegarem na entrada da casa com portas de papel arroz e madeira de bambu, o guarda se afastou de Connor e continuou apontando a arma para Connor que mantinha as mãos no alto.

—Ei, abaixa essa arma. Eu não vou fazer nada.

O guarda se comunicou com um outro guarda que estava dentro da casa pelo ponto no ouvido.

—Peguei um intruso andando pela propriedade. Lady Shiva vai querer ver isso.

Connor ouviu um pouco aquela conversa e ficou se perguntou quem afinal era Lady Shiva.

—Ok, deixe-o entrar —respondeu uma voz no ponto do guarda.

—Está bem.

Duas sombras surgiram atrás das portas da casa e as abriram deixando um espaço para eles entrarem e ficaram parados no lugar.

—Venha. Mestre Shiva quer vê-lo —chamou o guarda.

—Está bem.

Connor subiu o pequeno degrau que havia na entrada da casa e entrou na casa escoltado pelo guarda. Quando chegou dentro dela, ele viu o ambiente todo iluminado por tochas e uma mulher sentada de costas para ele. Ela vestia um vestido chinês verde com detalhes dourados e sapatos de salto verde esmeralda. O guarda o levou até perto dela e o apresentou.

—Nós o pegamos andando pela propriedade.

—Obrigada. Por favor, deixe- nos à sós.

—Sim, senhora.

O guarda se retirou da casa e voltou para o seu posto. A mulher se levantou e virou para Connor.

—Boa noite, senhora. Desculpa incomodá-la. Eu achei que o lugar fosse público...

—Sim, o lugar é público. Mas, estamos fechados agora.

—Está bem, me desculpe pela invasão. Eu vou indo.

Connor ameaçou se retirar, e a mulher interveio.

—Espere!

Ele voltou para trás e virou.

—Quem é você?

—Meu nome é Connor Hawke. E você é?

—Sandra Wu-san, mais conhecida como Lady Shiva. Eu sou a dona desse lugar depois da morte do mestre Ken Zhi Jansen.

—Entendo.

—Mas, porque você veio aqui?

—Bem, eu pensei em ir a um lugar tranqüilo para relaxar um pouco, então...eu pulei o muro e vim aqui explorar esse lugar.

—Entendo.

Connor olhou fixo para a mulher de longos cabelos pretos presos por dois pauzinhos verde, e brinco de dragão nas duas orelhas. Ela usava uma sombra verde ao redor dos olhos, e um batom verde.

—Você me lembra alguém...

—Quem?

—Ninguém. Eu me enganei.

—...Então, senhor Hawke, você veio aqui procurando ajuda...?

—Bem, na verdade...

—Eu posso te ajudar. Eu posso treiná-lo.

—Obrigado. Então, você será minha mestra?

—Sim. Mostre-me o que você sabe.

—Está bem.

Connor fechou os olhos, canalizou sua energia começou a desferir golpes no ar. Lady Shiva apenas observou a técnica do rapaz.

Tendo visto o suficiente, ela o parou.

—Pare!

—Está bem.

—Onde você aprendeu isso?

—No Tibet. Eu treinei por sete anos lá.

—Interessante. Agora, deixe-me mostrar a minha técnica.

—Está bem.

—Ataque-me! —Lady Shiva fez um sinal de "pode vir" com a mão direita—

Connor se aproximou da mulher e desferiu um chute na direção do rosto dela. Ela bloqueou e pos a perna dele de lado.

—Bom. Muito bom.

Lady Shiva revidou desferindo um chute na direção do rosto dele. Connor se esquivou e desferiu um soco no queixo dela. Ele então se afastou e ela desferiu outro chute nele, mas ele se protegeu com as mãos na frente do rosto. Ele manteve as mãos na guarda e se preparou para desferir o próximo golpe nela.

Ela então desferiu um chute no abdômen dele e o fez cair dando uma rasteira nele.

Connor se contorceu de dor.

—Você está bem, senhor Hawke?

—Sim, eu estou.

Connor se levantou com as mãos atrás da cabeça e jogou os pés para cima e ao fincar os dois pés no chão, subiu e ficou em posição de ataque.

—Muito bom. Seus movimentos são ótimos.

—Obrigado. Você também é uma ótima oponente.

Connor saltou e desferiu um chute na direção dela. Lady Shiva leu o movimento dele e interceptou. Ela saltou e desferiu um chute na direção dele. Ambos se cruzaram e caíram no chão.

Eles se levantaram e continuaram a luta. Lady Shiva desferiu uma sequência de chutes em Connor e ele se esquivou.

Connor concentrou seu foco em Lady Shiva e desferiu sequência de socos e chutes nela. Ela então saltou e desferiu chutes no peito de Connor enquanto ainda estava no ar.

Antes de cair no chão, ela deu um chute no rosto de Connor, ele girou e caiu no chão. Shiva pousa graciosamente no chão e permanece em posição de ataque.

—Venha! Me enfrente!

Connor se levantou e pos as mãos em posição de guarda.

—Está certo! Aqui vou eu!

—Vamos!

Connor se aproximou de Lady Shiva e desferiu um chute com a ponta do pé esquerdo, depois a do direito. Shiva bloqueou ambos os pés e revidou com um soco na direção do rosto de Connor. Ele então segurou o punho dela e a arremessou ao chão, depois torceu o braço dela. Shiva rangeu os dentes, mas não sentiu dor.

Ele largou o braço dela.

—Me desculpa, mestra. Você precisa de ajuda?

Connor estendeu a mão para Shiva. Ela a segurou e a ajudou a se levantar do chão.

—Desculpa por isso.

Shiva ajeitou o braço no lugar fazendo um movimento circular com ele e pegou Connor distraído com um chute.

—A dor é inevitável, mas o sofrimento é opcional. Eu consigo comandar o meu sistema nervoso para que eu não sofra com a dor.

—Como você faz isso?

—Eu te mostro algum dia, agora, vamos voltar ao treino.

—Sim, mestra.

Algum tempo depois, Connor e Lady Shiva estavam dentro do templo.

—Então, o treino termina aqui?

—Não, Connor. O seu treinamento não está terminado. Nós faremos uma pausa e continuaremos amanhã.

—Está bem.

Apartamento de Laurel Lance

16:00

Connor e Rose chegam no apartamento de Laurel. Rose vestia uma blusa de renda verde, uma calça verde, e sapatos de salto verde. Connor estava vestindo uma jaqueta preta, com uma camisa regata preta por baixo, calça de couro preto e botas pretas de couro com fivelas estilo motoqueiro. Ele usava no pescoço vários pingentes de cordão preto entrelaçados e alguns anéis nos dedos.

Ele bate na porta do apartamento de Laurel e ela abre para ele. Ela vestia uma blusa de manga comprida bordô de decote canoa, uma calça preta e sapatos de salto pretos.

—Ei, Connor! Como você está?

—Bem, eu estou ótimo, obrigado. Podemos entrar?

—Claro, fiquem à vontade.

Connor e Rose entram no apartamento.

—Obrigado.

—De nada. Como você achou o meu apartamento?

—Bem, digamos que...eu procurei no google?

—Sério? Então agora meu apartamento está no Google Maps?

—Não, eu estou brincando. Eu olhei nos arquivos da polícia. Mas, isso não é relevante, por hora.

Laurel fecha a porta do apartamento dela e oferece o sofá.

—Por favor, sentem-se.

—Obrigado.

Connor e Rose se sentam no sofá da sala do apartamento de Laurel e ela fica de pé mesmo.

—Então, por que vocês estão aqui?

—Bem, eu queria te pedir uma coisa.

—Claro, o que seria?

—Bem, essa é a minha amiga Rose. Nós nos conhecemos nos tempos de colégio, lá em Central City. E...ela acabou de perder os pais, não é, Rose?

—Sim, Connor. Uma noite, dois policiais vieram na minha casa e mataram a minha mãe e o meu pai.

—Meu Deus! E você não chamou a polícia?

—Bem, acontece que eles não eram da polícia. O meu pai exclamou que eles eram de uma organização chamada "The 100".

—A organização é mundial. Eles tem sede em 100 cidades ao redor do globo e buscam a dominação global. Eles se disfarçam de industria farmacêutica, mas isso é apenas uma fachada para o tráfico de drogas e o crime organizado —Connor interrompeu—

—Então eu, peguei a arma que um deles havia jogado no chão e...eu atirei neles. Foi horrível, eles tentaram me estuprar...

Rose começou a chorar e Connor a acolheu colocando o seu braço direito envolta dela e abraçando.

—Rose, está tudo bem. Você está comigo agora e a Laurel vai te ajudar...

—Com certeza. Rose...você não está sozinha, amiga.

Laurel se aproximou de Rose e ficou de joelhos perto dela.

—Rose, não chora. Você está segura aqui.

Rose enxugou as lágrimas, levantou a cabeça e olhou para Laurel.

—Obrigada. Eu...Eu não quero voltar para a cadeia de novo.

—Eles a prenderam pois viram a arma perto dela e acharam que ela tinha matado os pais. Então eles a mandaram para uma clínica psiquiátrica. Eles fizeram um tratamento nela que a deixou com a mente perturbada.

—Sim —Rose atestou.

—Pobrezinha...

—Então, Laurel. O que eu gostaria de te pedir é...se ela pode vir morar aqui no seu apartamento. Ela já não tem mais uma casa para morar e está sozinha. Eu até abrigaria ela na mansão, mas...acho que a Lian não iria gostar.

—Claro. Você pode morar aqui comigo, Rose.

—Obrigada mais uma vez.

—De nada.

Laurel e Rose se levantaram e se abraçaram.

—Vai ficar tudo bem, amiga.

Connor olhou para Laurel e Rose e ficou a ponderar sobre uma questão.

—Laurel, o seu pai é policial, não é mesmo?

—Sim.

Rose olhou para Laurel e ficou um pouco aflita.

—Não, por favor, Laurel. Não deixe ele me mandar para a cadeia.

—Calma, Rose. Eu não vou deixar ele fazer nada com você.

—Ela está bastante abalada. Deve ter sido horrível mesmo esse episódio dos pais dela.

—Eu acredito que sim.

—Sabe, eu sinto pena da Rose. Ela era minha única amiga no colegial, e agora ela está assim, desse jeito.

—Eu imagino. Deve ter sido muito difícil para você vê-la nessas condições.

—Sim. Eu ainda não consigo acreditar que fizeram o que fizeram com ela... Não sei, se eu estivesse lá...

—Se você estivesse lá você não teria feito absolutamente nada. Você seria outra vítima, como ela. Você só veio a se tornar o arqueiro depois que Oliver se aposentou como Arqueiro, não é mesmo?

—Sim, é verdade. Meu treinamento no Tibet, com Lady Shiva...

—Quem é essa tal Lady Shiva?

—Alguém do meu passado. Alguém que você não conhece.

—Entendo. Você é que nem o Oliver, cheio de segredos.

—Eu fico a pensar se ela ainda está em Starling. Eu não a vejo desde muito tempo —Connor evitou— Eu creio que esse seja um mau de família.

Em alguma parte do passado, Connor e Sandra estavam sentados em um restaurante de comida chinesa. Sandra vestia uma blusa verde turquesa de decote canoa com as alças do sutiã aparecendo, uma calça preta e sandálias de tira verde. Eles estavam sentados em uma mesa quando a garçonete chega trazendo o cardápio para eles.

—Obrigado —Connor agradece pegando o cardápio.

—Obrigada —Sandra agradece.

A garçonete se despede dizendo para eles ficarem à vontade e se retira da mesa.

—Então, Connor, por que você me trouxe aqui?

—Bem, você tem sido uma ótima professora e eu queria te agradecer por isso.

—Se você queria me agradecer era só dizer.

—Eu sei, mas...eu queria fazer diferente.

—Entendo. Bem, obrigada por me trazer até aqui.

—De nada. Sabe, Sandra, eu te admiro muito. Como minha professora e...

—Você não está flertando comigo, está?

—Eu...não tenho nenhuma intenção de...

—Está tudo bem, Connor. Eu também te acho muito atraente.

—Sério? —Connor abriu um enorme sorriso e seus olhos brilharam— Eu fico lisonjeado.

—Então, o que você vai pedir? —indagou Sandra olhando o cardápio —

—Eu não sei, nunca provei comida chinesa antes. Talvez eu peça a sopa de Wontons, frango xadrez...

—Você não se decidiu ainda?

—Não. Vamos fazer o seguinte? Eu vou deixar você escolher.

Connor abaixou o cardápio e pois na mesa.

—Que cavalheiro, me deixando escolher o prato.

—Bem, você deve conhecer mais que eu, então...

Sandra riu por um momento.

—O que foi? Por que você está rindo?

—Nada. É que você é muito fofo.

—Obrigado. Bem, sendo filho de você sabe quem, eu fico com a conta essa noite.

—Como assim?

—Meu pai é o Oliver Queen, mas...ele me abandonou.

—Que triste. Mas, você deve deixar isso para lá, desencana.

—Obrigado pelo seu conselho.

—De nada.

Sandra chamou a garçonete para fazer o pedido.

—Duas taças de vinho, por favor.

—Claro. Algo mais?

Sandra chamou a garçonete no canto e fez o pedido. A garçonete foi anotando tudo em um bloquinho de papel. Connor ficou apenas observando a cena.

—Certo. Eu já volto.

—Tudo bem, obrigada.

A garçonete se retirou da mesa.

A garçonete volta e serve o vinho para eles.

—Obrigado.

—Obrigada.

—Eu já volto com o pedido de vocês.

—Obrigada.

A garçonete se retira e vai atender as outras mesas enquanto Connor e Sandra começam a beber o vinho.

—Então, me fale sobre você, Sandra.

—O que você quer saber sobre mim?

—Você tem irmãos, família?

—Eu...tinha uma irmã, Carolyn. Nós éramos gêmeas.

—Tinha? O que aconteceu com ela?

—Ela está morta. Ela foi morta por uma assassina chamada Chien Na Wei, ou China White. Nossos pais eram da tríade chinesa e foram mortos em uma rixa. Chien matou os meus pais e a minha irmã. Foi um banho de sangue e somente eu sobrevivi.

—Que história terrível.

—Sim. Eu não gosto de falar muito sobre isso...

—Está tudo bem.

A garçonete chega trazendo a comida. Havia macarrão com pedaços de frango e vegetais, sopa de Wontons, bolinhos recheados de carne de porco cozidos no vapor.

—Bom apetite —diz a garçonete.

—Obrigada.

—Obrigado.

A garçonete se retira.

Connor começa a comer um pouco da comida.

—A comida está ótima.

—Você gostou?

—Sim, eu adorei.

—Que bom.

—Depois do jantar, eu gostaria de levá-la para a minha casa.

—Você leva todas as garotas que conhece para a sua casa?

—Não. Eu nunca tive uma namorada antes.

—Então eu sou a primeira da lista?

—Pode ser. Quero dizer, eu espero que isso não atrapalhe a nossa relação pupilo e mestre.

—Connor, você é um rapaz muito bonito, jovem...e um bom aluno. Eu realmente estou surpresa com o modo como as coisas estão evoluindo...

—Olha, se você não quiser namorar comigo eu vou entender, de verdade...

—Não é isso, Connor...

—Olha, eu realmente estou te amando. Você conseguiu tocar o meu coração... e eu não sei o que dizer...

—Connor...

Connor e Sandra se beijam.

De volta ao apartamento de Laurel Lance, Connor conversa com ela em particular.

—Eu gostaria de falar um pouco com você, Laurel.

—Sobre o quê?

—Sobre a Rose. Ela me pediu para ajudá-la a vingar a morte dos pais dela...e eu recusei. Digo, eu disse que poderia ajudá-la, mas não com vingança. E ela prometeu para mim que não iria pensar em vingança, então eu a deixei entrar para o Young Legends.

—E onde eu entro nessa história?

—Bem, eu estava pensando se você poderia ajudá-la de alguma forma, treiná-la, eu não sei...

—Isso me lembra quando eu perguntei ao seu pai se ele poderia me treinar para vingar a morte da minha irmã, e ele recusou, então eu tive que procurar outra pessoa.

—O meu pai fez isso?

—Sim. E aparentemente você está agindo que nem ele.

—Pois é. Mas eu não sou ele. Eu não sei o que fazer quanto a isso.

—Relaxa, Connor. Eu posso ver com o meu instrutor...

—Quem é o seu instrutor?

—Ted Grant, mais conhecido como o "Pantera". Ele tem um ginásio, o "Wildcat Gym".

—Entendo. Bem, você poderia falar com esse seu instrutor.

—Sim.

—Bem, eu acho que eu vou indo. Thea e Lian devem estar precisando de mim na base.

—Tudo bem.

Connor se despede de Laurel com um abraço e acena um "tchau" para Rose. Ela retribui com um aceno. E então ele se retira do apartamento de Laurel fechando a porta ao sair.

—Bem, Rose. Eu vou te levar para conhecer o meu mestre.

—Como assim?

—Nós vamos treinar juntas na mesma academia. Você já praticou Boxe antes?

—Não.

—É muito bom. Alivia o estresse. Eu acho que você vai gostar.

Ginásio Wildcat

Laurel entra no ginásio com Rose e encontra Ted Grant todo suado após um treino. Ele estava sem camisa, com apenas uma bermuda preta e descalço.

—Olá, Laurel! Tudo bem?

—Olá, Ted! Eu estou ótima.

—Quem é a garota?

—Essa é a minha amiga Rose. Ela se mudou para o meu apartamento.

—Olá, prazer, Rose —Ted estende a mão para Rose.

—Muito prazer —Rose aperta a mão de Ted.

—Os pais da Rose foram mortos e ela quer vingá-los.

—Entendo. Eu acho que você não deve fazer isso. Eu acho que você deve treinar para trabalhar a sua alto-estima.

—Entendo. Mas, como posso superar a morte deles?

—Você deve esquecer o passado e se focar no presente. O treino irá te ajudar nisso.

—Não se preocupe Rose, você se sairá muito bem nos treinos —Laurel disse confiante.

—Obrigada. Eu vou tentar dar o meu melhor.

—Ótimo! Eu acho que você pode fazer uma aula demonstrativa hoje, e se você gostar, você começa amanhã, tudo bem?

—Parece ótimo, não acha, Rose?

—Sim, Laurel.

—Está bem, então vamos começar.

Na base dos Young Legends, Connor chega e encontra Thea e Lian.

—Olá, Thea, Lian!

—Olá!

—Olá!

Thea se levanta do computador e recebe Connor.

—Connor, onde você esteve?

—Eu estava no apartamento da Laurel. Eu fui deixar a Rose com ela.

—Entendo.

Lian vai até Connor e o beija.

—Como você está, Connor?

—Eu estou tranqüilo.

Connor fica um pouco pensativo.

—O que foi? Algum problema?

—Não, não é nada.

—Connor, me conta. Talvez eu possa te ajudar.

Connor evita Lian e fala com Thea.

—Thea, você poderia fazer um favor para mim e ver se você encontra algo sobre uma certa Sandra Wu-San?

—E quem seria essa pessoa?

—Alguém que eu conheci no passado.

—Está bem. Eu vou ver no sistema. Você parece muito o meu irmão.

—Laurel disse o mesmo. Acho que está no sangue essa coisa de guardar segredos, não?

—É um mau de família. Minha mãe guardava segredos, meu irmão...e agora virou uma epidemia.

Lian interrompeu Connor.

—Connor, por que você está me evitando desse jeito?

—Evitando? Eu não estou evitando você, Lian.

—Está sim. Você foi falar com a Thea ao invés de mim.

—Está bem. Me desculpa. Eu...tem algo me incomodando.

—O que é, Connor?

—Minha mestra, Sandra Wu-san. De repente eu comecei a lembrar dela.

—Então além de treinar no Tibet, você teve uma mestra, e ela se chamava Sandra Wu-san.

—Sim, mas na verdade, ela foi mais do que uma mestra para mim.

—Você teve um caso com ela também?

—Sim, mas foi antes de nos conhecermos, Lian. E eu sinto muito saudade dela.

Fuçando no computador, Thea encontra o perfil de Sandra Wu-San.

—Bingo! Sandra Wu-San, mais conhecida como Lady Shiva. Poxa Connor, você tem um péssimo gosto para mulheres —Thea sendo sarcástica— Ela teve os pais e a irmã mortas pela Tríade chinesa, que mais...

—Por que, Thea? Ela é mais bonita que eu? —indagou uma Lian ficando com ciúmes— Eu quero ver isso.

—Melhor não.

Lian foi até onde Thea estava e quando viu a foto no perfil de Sandra, ficou chocada.

—Connor, eu te odeio! Ai que ódio!—Lian vociferou.

—Eu te avisei, Lian —Thea lembrou.

—E você beijou essa velha? Que nojo!

—Lian...isso foi no passado. No momento eu gosto de você, mas também me preocupo com a Sandra porque ela foi uma inspiração para mim.

—"Lady Shiva é uma assassina treinada em técnicas mortais e armas." —Thea lendo uma parte da descrição na ficha de Sandra — Ela tem uma rixa com a atual líder da Tríade Chinesa, Chien Na Wei, ou China White.

—Eu não consigo entender os homens. Eles gostam de garotas perigosas...

—Lian, o seu pai não é diferente, se apaixonou por uma ladra —Connor lembrou.

—Eu sei, não precisa me lembrar.

—Mas, por outro lado, o seu pai tentou mudar o coração da sua mãe, presenteando-a com você. E eu amo muito você. Isso é tudo que importa agora.

Um som de bip surge no computador e as câmeras de segurança captam uma imagem de China White no cais de Starling City negociando com um homem de terno branco enquanto uma mulher vestindo um sobretudo verde, com uma camisa vermelha de seda, uma calça preta e botas pretas aparece no telhado de um galpão próximo ao cais onde a negociação estava acontecendo.

—Parece que as câmeras captaram algum movimento. China White está em uma negociação com um homem misterioso e adivinha quem está por perto?

—Lady Shiva? Eu vou lá!

—Eu vou junto!

—Lian, você fica aqui.

—De jeito nenhum. Eu vou, e você não vai me impedir de ter uma conversinha com a sua ex-namorada.

—Lian...Está bem. Você vem comigo.

—Tudo bem.

Cais de Starling City

China White estava em uma negociação com Henry Ballard, CEO da "The 100".

—Senhor Ballard, eu fiquei sabendo que a sua empresa trabalha com drogas. —China White falou olhando séria para o homem.

Henry Ballard era um homem alto, de cabelo preto bem curto, usava óculos escuro estilo aviador, vestia um terno branco impecável, com uma camisa social azul com algumas casas abertas e sem gravata, e sapatos brancos.

—Senhora White, minha companhia fornece todo o tipo de droga. Peça e eu terei o prazer de entregar. E claro, nós garantimos sigilo absoluto sobre nossas transações.

—Parece justo. Eu quero um carregamento de ópio no endereço que eu der. Depois disso, o senhor não me verá mais.

—Muito bem. Você terá o que você pede.

—Então, nós temos um acordo? —China White estendeu a mão para Henry.

Enquanto isso no telhado, Lady Shiva estava louca para vingar a morte da família e já ia intervir na negociação quando o Arqueiro e Black Boa inteferiram.

—Pare! —O arqueiro falou com o seu modulador de voz ativado.

Lady Shiva voltou sua atenção para os arqueiros.

—Quem é você?

—Eu sou o Arqueiro.

—E eu sou Black Boa.

—Eu não preciso da sua ajuda.

—Nós não estamos aqui para ajudá-la.

Os Arqueiros levantaram os seus arcos e apontaram para Lady Shiva.

—Não se mexa! —Ordenou o Arqueiro.

—Você não entende? China White matou a minha família! —Vociferou Lady Shiva.

—Sim, eu entendo. Mas não vale a pena lutar com as próprias mãos.

—Quem realmente é você, Arqueiro?

Connor começou a abaixar o capuz, mesmo com Black Boa dizendo para ele não fazer.

—Não faça isso!

—Está tudo bem. Você se lembra de mim?

O Arqueiro abaixou o capuz revelando o seu rosto ainda oculto pela máscara. Lady Shiva olhou para os olhos do Arqueiro e logo o reconheceu.

—Connor?

—Eu sinto tanto a sua falta.

—Foco na missão!

O Arqueiro cobriu a cabeça com o capuz.

—Eu vou impedi-los! Saiam da minha frente.

—Nada pessoal —O Arqueiro atirou uma flecha em uma das pernas de Lady Shiva e ela caiu no chão— Vamos!

—Agora!

O Arqueiro e Black Boa andaram pelo telhado até a ponta e olharam de cima para China White e Henry Ballard que olharam de volta para eles.

—Parece que nós temos companhia, senhor Ballard.

—Não se preocupe com isso —Henry retirou uma pistola automática do couldre sobre o paletó, mirou nos arqueiros e atirou—

Os Arqueiros saltaram do telhado e cairam com as mãos no chão. Ao se levantarem, ambos se posicionaram costas com costas e apontaram seus arcos para os criminosos.

—Não se mexa! —Falou o Arqueiro e depois Black Boa.

Henry apontou sua arma para o Arqueiro.

—Eu vou por uma bala na sua cabeça por interferir em minha transação.

—Não se eu atirar primeiro.

—Vamos nos separar —exclamou Black Boa.

—Bem pensado!

O Arqueiro e Black Boa se separam. Black Boa enfrenta China White com suas flechas e ela saca suas facas e bloqueia as flechas da arqueira.

Enquanto isso, o Arqueiro encara Henry Ballard que ainda apontava a arma para ele.

—O que você vai fazer? Me prender? Eu tenho os melhores advogados para me defender —questionou Ballard.

—Não conte com isso!

O Arqueiro dispara uma flecha que acerta o peito de Henry e o sangue do ferimento mancha a roupa, mas ele ainda continua de pé e com a arma na mão.

—Isso é pela Rose.

—Rose? Que Rose? Eu não sei de nenhuma Rose.

—Rhosyn Forrest, ou melhor Rose Forrest. A sua organização mandou matar os pais dela.

—Ah! Agora eu me lembro. O pai dela sabia demais sobre nossa organização, então eu mandei dois subordinados meus disfarçados de policiais, para eliminar a ameaça.

Henry Ballard arfava e mesmo assim resistia.

—Desista e se entregue para a polícia de verdade.

—Eu sou poderoso. Eu posso comprar a polícia.

—Desista! Esse é o seu último aviso.

—Não!

O Arqueiro dispara seis flechas no peito de Henry Ballard e ele cai no chão.

Black Boa e China White ainda se enfrentavam desferindo seqüência de socos e chutes.

Enquanto isso, Lady Shiva tira a flecha de sua perna e se levanta do telhado do galpão. Ela corre pelo telhado e salta em direção ao chão e cai com as duas mãos no chão, e então se levanta.

Andando com dificuldade, Lady Shiva se aproxima de China White e Black Boa e entra na frente da vigilante quando China White ia desferir uma facada na vigilante. mas a criminosa hesita.

—Me mate! Eu já não tenho mais uma família.

—O que você está fazendo? —Black Boa indagou.

—Vamos resolver isso de uma vez, me mate!

—Não —China White respondeu.

—Por que?

—Eu estou perdendo o meu tempo. Os policiais logo estarão aqui.

China White desaparece ao vento. O som das sirenes ecoa pela vizinhança.

—Nós temos que ir! —Exclamou Black Boa.

O Arqueiro se reuniu com Black Boa e Lady Shiva.

—Você está bem?

—Sim —Black Boa respondeu.

—Eu vou indo.

—Por favor, venha conosco. Nós temos muito o que conversar —O Arqueiro exclamou.

—Eu não posso.

—Por que? Eu não vejo você desde muito tempo...

—Connor, você precisa continuar sem mim. Eu vou ficar bem. O que houve no passado fica no passado.

O Arqueiro baixou o capuz e a máscara.

—Sandra...

—Vão! Saiam daqui!

O som da sirene ia ficando cada vez mais próximo e os Arqueiros e Lady Shiva desaparecem ao vento.

Na base dos Young Legends, Connor e Lian se encontram com Thea.

—Como foram?

—Nada bem, Thea.

—Por que? O que houve?

—Ela se foi.

—Quem? Sua mestra?

—Sim. Maldição! Eu só queria falar com ela...

—Connor, você não disse que quem você ama no momento, é eu?

—Eu sei, Lian. Mas...

—Deixa isso para lá, Connor. —Disse Thea tentando convencer Connor.

Connor refletiu sobre as palavras de Thea.

—Está certo. Me disseram que o amor seria minha ruína, talvez seja isso...

Notas finais
Obrigado por ler^^ Se gostou, comente. Dúvidas e sugestões, nos comentários.