Young Legends —Os Herdeiros
13 Doces Ou Travessuras
Notas iniciais

"Doces Ou Travessuras?"
Era véspera de Halloween, e Connor havia planejado uma festa de Halloween na boate Verdant. Ele, Thea e Lian estavam cuidando dos preparativos para a festa.
—Como estão as coisas, Thea?
—Bem, ainda tenho que checar com um fornecedor quanto às bebidas. Mas, a parte da iluminação, som e etc, eu já cheguei.
—Certo. Você já escolheu a sua fantasia?
—Ainda não. Eu estava pensando se eu poderia ir de Arsenal?
—E eu vou de Arqueiro? Bem, não é uma má idéia, mas...
—A questão é, se nós usarmos nossos trajes quando precisarmos entrar em ação, nós já estaríamos prontos.
—Mas comemorar o Halloween vestido de nossos alter-egos? Eu acho que devíamos nos vestir de outra coisa.
—E quem vamos convidar? —indagou Lian.
—Vejamos, Wally, Laurel, Rose...apenas alguns.
—E o Diggle?
—Ele já vai estar presente, Lian. Eu já marquei o nome dele na lista de convidados.
—Certo.
Laurel surge com Rose na boate.
—Olá, pessoal! Eu vim trazer a Rose.
—Oi, Laurel! Como você está? —cumprimentou Connor.
—Eu estou bem. Vocês estão prontos para o dia das bruxas?
—Quase lá. Ainda estamos cuidando dos preparativos. Mas, você está na lista de convidados.
—Obrigada. Quem mais está na lista?
—Wally, Cisco...? Ainda não completei a lista.
—Entendo. O Cisco também vai estar na festa?
—Sim.
—Tudo bem.
—Por que? Você não gosta dele?
—Eu...gosto, mas...é complicado.
—Entendo.
—Como você está, Rose?
—Eu estou bem, Connor.
—Você está preparada para a festa de Halloween?
—...Não sei dizer. Essa data me faz lembrar da morte dos meus pais...
—Eu sei que isso é bastante triste, mas Halloween é divertido.
—Na verdade, eu estou com um pouco de medo. E se a Thorn assumir o controle de mim?
—Não se preocupe com isso, isso não vai acontecer.
—Eu não sei, Connor.
—Relaxe, eu não vou permitir que ela faça nada para te machucar.
—Connor...
—Eu tenho uma pergunta, Quem vai ficar na base para o caso de algum caso novo surgir? —indagou Lian.
—Eu fico —respondeu Thea.
—Mas, você não quer se divertir um pouco com a gente e dar um tempo com as missões?
—Eu gostaria, Connor. Mas, alguém tem que ficar na base. E além disso, eu estou meio que gostando de ficar vigilância.
—Está bem.
—Mas se divirtam por mim — Thea disse abrindo um sorriso.
Diggle chega no local vestindo uma camisa preta de gola V, uma calça preta e sapatos pretos.
—Olá, pessoal! Eu vim bater ponto.
—Diggle, nós estávamos falando de você. Você está convidado para a festa de Halloween aqui na Verdant. Convide a Layla.
—Obrigado, patrão. Mas, eu não sei se eu posso, acho que vou ter que ficar cuidando da minha filha, Sarah.
—Está bem. É uma pena, porque nós estávamos precisando de uma ajuda com a segurança da boate...
De repente, o celular que estava em um dos bolsos da calça de Diggle toca e ele atende.
—Alô? Oi, querida.
—Oi, John. Eu apenas liguei para saber se está tudo bem ai?
—Sim, está tudo bem. Como está a Sara?
—Ela está dormindo. John, que horas você vai voltar para casa?
—Eu não sei. Tem uma festa de Halloween acontecendo na boate do Connor. Eu disse que eu talvez tivesse que cuidar da nossa filha. Connor disse para convidar você para a festa.
—Está ok. Eu vou, eu vou ligar para a babá cuidar da Sarah.
—Bem, então eu estou liberado?
—Sim, John. E diga ao Connor que eu vou sim na festa.
—Está bem. Nós nos encontramos na festa?
—Isso. Você vai e eu te encontro lá.
—Está bem, tchau!
—Tchau, John!
A ligação se encerra e John guarda o celular no bolso.
—Quem era? A sua esposa Layla?
—Sim. E ela disse que vai deixar Sara com a babá, então eu não só estou liberado, como ela também disse que vai estar na festa.
—Bem, isso é ótimo! — Connor abriu um sorriso—
—E os outros convidados?
—Bem, ainda tenho que fazer umas ligações...
—Entendo.
—Laurel, você já comprou sua fantasia?
—Não, ainda não. Acho que vou de mulher — gato.
—Eu ainda não sei com que fantasia eu vou.
—Nem eu. —Lian falou.
—Eu vejo alguma coisa para vocês quando for ver a minha fantasia — Laurel disse.
—Está bem.
↑
Hospital psiquiátrico Saint Walker
Em um quarto, um homem de cabeço preto raspado do lado, usando uma sombra preta nos olhos, uma expressão de cansaço vestindo um pijama branco olhava para a janela de seu quarto. Ao lado da cama dele, na mesinha de cabeceira estava uma máscara feita do couro de suas vítimas, as quais ele havia esfolado depois de mortas. A máscara era composta por pedaços de pele costurados e remendados. A boca da máscara era costurada.
A enfermeira Downey, uma mulher loira de olhos azuis, vestindo uma camisa branca com botões na frente,o crachá com sua identificação do lado, uma calça branca e sapatos brancos entra no quarto do paciente com a ficha dele debaixo do braço.
—Senhor Johnathan Crane, como você está se sentindo hoje?
Johnathan volta seu olhar para a enfermeira.
—Como eu estou me sentindo? Eu pareço um pássaro preso em uma gaiola. Eu quero sair e ver como é o mundo! — Johnathan abriu um sorriso sardônico —
—O mundo é um lugar perigoso para você, Johnathan—
—Nisso eu concordo com você, enfermeira. Mas, não tem nada que me agrade mais do que ver o medo nos rostos das pessoas —Johnathan começou a rir—
A enfermeira puxou a ficha de Johnathan debaixo do braço e começou a ler o perfil dele.
—"Johnathan Crane, responsável por um verdadeiro massacre num estacionamento, assassinato, mutilação de pessoas inocentes..."
—Por favor, pare! Ninguém é inocente nesse mundo. Você faz idéia do que é ser rejeitado por todas as garotas do colégio, especialmente a única garota que eu amava? Você sabe o que é sofrer bullying das pessoas por causa da sua aparência? As pessoas fingem se importar com você para depois te tratar como um lixo.
—Johnathan, acho que você precisa de uma psiquiatra e alguns sedativos.
—Não, eu não preciso de nada! Eu sou um psiquiatra e sei que minha saúde mental está ótima.
—Johnathan, eu só quero te ajudar. Você está muito estressado. Eu acho que vou chamar a Dra. Avery Pressnall para vê-lo.
—Eu estou bem. Eu não preciso de nada. —Johnathan vociferou.
—Senhor Crane, procure se acalmar, está bem?
—Me acalmar? Eu estou calmo. É a minha paciência que está se esgotando.
Johnathan agarra a enfermeira e aplica uma gravata no pescoço dela. A enfermeira tenta resistir a dor. O rosto dela estava se tingindo de vermelho e ela já estava ficando com falta de ar.
—Eu estou cansado de todo esse tratamento, de toda essa sua conversa...você está me ouvindo?
—Si-Sim. Por favor, me solte —A enfermeira implorava por socorro.
—Te soltar? Deixe-me pensar sobre isso...não, eu acho que eu prefiro vê-la se estremecer de medo, implorando por sua vida como um mísero inseto preso numa teia de aranha, prestes a ser devorado.
—Por favor, deixe-me ir!
—Não! Eu vou soltá-la quando eu quiser.
Johnathan sacou do bolso de sua calça uma seringa de Morfina e ameaçou injetá-la no pescoço da enfermeira.
—O que. O que você pretende fazer com isso?
—Isso? Eu guardei da sua última visita. E eu pretendo usá-la para acalmá-la. Você parece muito tensa, senhorita Downey.
Johnathan deslizou a mão que estava livre pelo peito da enfermeira e começou a abrir os botões da camisa dela um a um. A enfermeira começava a se engasgar e seu corpo estremecer.
—Sabe, eu nunca amei uma mulher antes e a minha primeira paixonite, se é que eu posso colocar assim, foi Sherry Squires, mas ela me rejeitou.
—Por favor, me solte —implorou a enfermeira.
—Relaxe, querida. Se você ficar bem quietinha, eu não aplico essa injeção no seu lindo pescoço. Mas, você tem que prometer ficar bem quietinha.
—Está bem, mas por favor, me solte! —balbuciou a enfermeira enquanto os olhos dela começavam a se encher de lágrimas.
Johnathan abriu todas as casas da camisa da enfermeira e expôs o tronco dela com o sutiã preto cobrindo seus seios. Os olhos dele brilharam e ele ficou encantado com a beleza da enfermeira.
—Você tem um belo corpo. Importa se eu tocá-lo? Eu nunca senti o corpo de uma mulher antes.
—Por favor, me solte! —A enfermeira continuava implorando.
Johnathan se deleitava tocando a pele da enfermeira.
—Você tem uma pele macia, lisa...
A enfermeira já não agüentava mais. Invés de implorar para Johnathan poupar a vida dela, ela agora pedia para ele dar um fim no sofrimento.
—Me mate! Eu não ligo!
—É mesmo? Eu não sei, acho que eu gostaria de me aproveitar um pouco de você antes de dar lhe a misericórdia que você tanto me pede.
—Faça o que você quiser comigo, eu não ligo.
—Está bem. Eu vou te soltar, mas você tem que me prometer que não vai fazer nada estúpido. Está bem?
—Sim, eu prometo.
—Está bem.
Johnathan soltou a mulher, guardou a seringa no bolso e começou a despi-la. Suas roupas caíram no chão. Ela estava completamente nua para ele. Johnathan atracou seu corpo ao dela e começou a beijá-la.
—Eu nunca fui beijado antes.
—Eu entendo como você se sente, como você sofre por nunca ter amado ninguém.
Johnathan encostou a mulher na parede e continuou a beijá-la.
—Eu só queria ser amado como todo mundo. Mas, as pessoas faziam chacota de mim.
—Calma, Johnathan. Eu vou chamar a Dra. Pressnall. Ela vai te ajudar.
—Ajuda? Eu não preciso de ajuda. Eu já disse! Eu estou bem! — Johnathan vociferou.
A enfermeira correu de Johnathan e foi até o botão de emergência que havia na parede perto da cama dele. Johnathan foi atrás da enfermeira e a puxou pelo cabelo.
—Largue isso ou eu vou injetar a morfina —Johnatan alertou.
—Está bem, está bem!
Johnathan puxou a enfermeira, tirando-a de perto do interruptor.
—Não me faça usar a máscara.
Ele então jogou a enfermeira na cama dele enquanto descia a calça e a cueca.
—Agora, faça!
A enfermeira se levantou da cama, se pôs de joelhos no chão enquanto começava a fazer sexo oral nele.
—Maravilhoso! Continue!
De repente, o dispositivo perto da cama de Johnathan tocou e a voz da Dra. Avery Pressnall saiu.
—Downey, qual é a emergência? Downey? Você está ai? Responda!
—Downey?
Johnathan interrompeu o sexo e mandou a enfermeira atender a chamada.
—Vá, e sem truques!
—Sim.
A enfermeira foi até o dispositivo na parede enquanto Johnathan subia a cueca e a calça.
—Está tudo bem, doutora. Eu me enganei.
—Está bem. Você não quer que eu vá ai para ter certeza da situação?
—Não, está tudo bem. Eu estou bem.
—Está bem.
A enfermeira se afastou do interfone e quando olhou para Johnathan, ele estava usando a sua máscara de Espantalho.
—Olá, enfermeira. Agora que Johnathan saiu, vamos brincar um pouco.
A enfermeira deu um berro. Ela estava estremecida com a aparição do Espantalho.
O Espantalho se aproximou de onde ela estava, sacou a seringa que estava no bolso da calça e a dopou.
—Tenha bons sonhos, ou seriam pesadelos?
↑
Na sala de vigilância, o guarda que assistia as câmeras de vigilância viu quando Crane largou o corpo dopado da enfermeira no chão do quarto e saiu do dormitório. Os guardas presentes apontaram suas armas presentes para ele e resolveu comunicar o que havia visto com o escritório da Dra. Pressnall.
—Dra. Presnall, é o Crane, ele está no corredor. Ele está fugindo.
—O que você está esperando?vá para lá agora!
—Sim, senhora.
↑
No corredor da clínica, dois guardas apontavam suas armas para Crane. O guarda que estava cuidando da vigilância surge e se junta aos outros.
—Crane, fique onde está!
—Saiam do meu caminho!
—Crane, volte para o seu quarto!
—Sopor!*
Sopor*= "Sono profundo" em latim.
Ao ouvir aquela palavra os três guardas entram em um estado de trânse hipnótico e começam a olhar para o rosto daquele ser. A visão deles fica dobrada e eles começam a enxergar seus medos ganharem vida no rosto do espantalho.
O primeiro guarda vê o rosto do Espantalho cheio de ratos andando pela cabeça dele. O segundo enxerga minhocas saindo da boca do espantalho, e o terceiro baratas saindo da boca do Espantalho.
Os três guardas ficam com suas mentes divagando em suas fantasias. O Espantalho tomba a cabeça para a direita e depois para a esquerda para ver se eles estavam mesmo em trânse.
Então, o Espantalho se aproxima do guarda do meio e toma a arma da mão dele.
—Obrigado por me emprestar isso.
Os guardas estavam tão distraídos que não vêem o paciente fugindo.
↑
Halloween
Boate Verdant, 18:30
Na boate de Connor Hawke, ele, Laurel, Rose e Lian estavam fantasiados com suas fantasias. Connor vestia uma fantasia de Tio Sam, Laurel uma fantasia de mulher — gato, Lian vestia uma fantasia de zumbi, Rose estava vestindo um vestido de decote coração verde, com sapatos de saltos verdes, e uma gargantilha preta com uma rosa vermelha no meio.
No lado de fora da boate, John Diggle vigiava com uma fantasia de Frankenstein. Layla chega na boate com uma fantasia de mulher — maravilha.
—Boa noite, Layla!
—Boa noite, John!
—Você também escolheu uma fantasia?
—Sim, eu sou a mulher — maravilha.
—E eu o monstro de Frankenstein.
—Você está muito bonito para um monstro.
—Obrigado, querida.
No centro da boate, em meio a multidão de pessoas, Connor, Lian, Rose e Laurel esperavam por um convidado especial.
—Então, o Cisco já chegou?—indagou Laurel?
—Não, mas ele não deve demorar muito —Connor respondeu.
—Pessoal, eu estou com medo de que a Thorn possa assumir o controle —Falou Rose um pouco aflita.
—Rose, tente se controlar e tudo ficará bem. Confie em mim —disse Connor olhando para Rose.
Um borrão amarelo surge e para em frente de Connor e os outros. Era Wally West vestindo um smoking preto bem elegante, sem gravata e sapatos pretos e Cisco Ramon que estava vestindo uma fantasia de Dr. Brown do filme "De volta para o Futuro".
—E ai, pessoal. Oi Laurel, você está literalmente uma gata —Cisco comentou.
—Olá, Cisco!
Cisco fez um gesto de miado para Laurel e um movimento de arranhão com as mãos como se fossem patas de gato.
—Cisco!
—Sério, eu pirei com essa sua fantasia.
—Wally, você não tem fantasia? —indagou Laurel.
—Tenho, eu vim de eu mesmo. E...eu não sei dar nó em gravata que nem o meu pai.
—Sério? Você nunca deu nó numa gravata antes?
—Não. Eu tenho muita raiva de gravata. E...eu não achei uma fantasia legal para usar.
—Bela roupa, Wally. Mas nós não estamos em um baile de gala — Connor brincou.
—Eu sei.
—Não ligue para ele, Wally. Ele só está brincando.
—Eu sei, Laurel. E pessoalmente eu acho que a minha roupa tá muito ruim.
—Cara, eu falei para você que você pode usar qualquer fantasia que você queira no Halloween —Cisco Lembrou.
—Eu sei, Cisco. Eu só...não sei escolher.
—Então estamos todos prontos para a noite?
—Cara, eu não reparei que você estava de Batman —Cisco analisou.
—Você sabe, eu sou fã do Batman.
—Claro, combina perfeitamente com você. O seu pai era sombrio igual.
↑
De repente, no meio da festa, as luzes se apagam e a música para de tocar. Todos começam a olhar ao redor, mas era difícil enxergar naquele breu todo. No meio da pista de dança, uma figura misteriosa é iluminada pela luz de um isqueiro aceso. Era o Espantalho vestido com um terno azul marinho que ele supostamente teria roubado de um dos convidados da festa para entrar nela de penetra.
—Feliz dia das bruxas, pessoal! Doces ou travessuras — Vociferou o Espantalho com uma voz grossa.
Todos que estavam iluminado pela luz do fogo do isqueiro segurado pelo Espantalho ficaram assustados com aquela presença.
—Cara, que fantasia assustadora de Halloween. Esse cara realmente levou muito à sério o Halloween. —Cisco comentou.
—Quem é esse cara? De onde ele saiu? —indagou Connor.
—Connor, eu não estou gostando nada disso — exclamou Lian.
—O Dia das bruxas é o meu dia favorito. —balbuciou o Espantalho — É o dia perfeito para assustar as pessoas.
Connor fitou aquela figura e apenas se lamentou não estar vestindo o seu traje de Arqueiro.
—É nessas horas que eu gostaria de estar vestindo o meu uniforme.
O Espantalho olhou de soslaio para as pessoas.
—O que vamos fazer, Lian?
—Nós precisamos dos nossos trajes, Connor.
—Mas, tem muitas pessoas aqui na boate.
De repente, a voz dentro da cabeça de Rose começou a se manifestar.
"Liberte-me, Rose"
"Eu posso ajudar"
"Liberte-me, Rose!"
"Rose!"
—Não! Eu não quero isso!
"Liberte-me!"
"Rose, vamos lá!"
—Não!
Connor olha para Rose falando sozinha no canto e estranha.
—Rose, com quem você está falando?
—Eu posso cuidar desse cara, pessoal — Wally interveio.
O Espantalho apagou o isqueiro fechando a tampa e abriu acendendo de novo. Ele assoprou a chama do isqueiro fazendo uma bola de fogo que assustou a todos.
—Um pouco de fogo para iluminar as coisas —O espantalho soltou uma gargalhada sinistra.
A voz dentro da cabeça de Rose continuou a falar com ela.
"Rose, me liberte!"
"Rose!"
"Por favor, vá embora!"
"Rose, eu sou parte de você. Eu não vou embora!"
O Espantalho voltou sua atenção para Rose que estava bastante abalada com a voz na cabeça dela.
—Você está com medo, garotinha?
O Espantalho se aproximou de Rose.
—Vamos brincar um pouco, sim? A brincadeira é a seguinte, "Quem tem medo do Espantalho?"
Rose fechou os olhos e os abriu de repente. Seus olhos haviam se tornado azuis e uma expressão de sádica foi estampada no semblante dela. A nova persona sorriu para o espantalho. Rose havia assumido a personalidade de Thorn.
—Sim, vamos brincar um pouco! — Thorn começou a gargalhar alto.
O Espantalho logo estranhou o comportamento da garota.
—Você não está com medo do Espantalho?
—Deveria? Olhe para você, escória! Você não é nada para mim.
—Como ousa? Você é igual a todos os que fizeram chacota de mim!
—Você é ridículo!
O Espantalho guardou o isqueiro e sacou a arma do bolso interno do paletó e a apontou para Thorn.
—Eu não estou com medo de você!
—Mas deveria. Eu tenho uma arma e você?
Thorn avançou a perna esquerda e com a direita deu um chute na arma do espantalho que caiu no chão e acertou um tiro no alto. As pessoas começaram a correr, mas estavam perdidas no meio daquela escuridão.
—O que é você?
—Alguém que você deveria temer.
—Não, é impossível. Ninguém põe mais medo do que o Espantalho.
—Por favor, cale a boca!
Thorn desferiu um soco no rosto do Espantalho.
—Isso deve te ensinar uma lição.
O Espantalho pronunciou a palavra para deixar suas vítimas em estado de trânse hipnótico, tentando fazer Thorn seder.
—Sopor!
Thorn se provou imune ao efeito alucinógeno da máscara do Espantalho.
—Parece que o seu truquezinho não funciona em mim.
As luzes voltam e as coisas ficam mais claras.
Thorn salta no espantalho, o prende entre as pernas e tira a máscara do rosto dele, revelando sua identidade. Thorn joga a máscara no chão e arranha a cara do homem.
Ela então salta para trás e cai com as mãos no chão e se levanta.
—Maldita!
Johnathan procura pela arma que estava caída em uma parte da boate. Thorn e Johnatan se fitam antes de pegar a arma do chão como cão e gato.
E então eles se jogam no chão para pegar a arma e Johnathan, mas Thorn o desarmar e toma-a para si. Ela aponta para Johnathan.
—Mate-me! Eu estou cansado disso. Eu costumava ser um psiquiatra brilhante, mas caçaram minha licença alegando que os meus métodos eram "Nada ortodoxos" —Murmurou Johnathan— E então me mandaram para o hospital psiquiátrico. Portanto, se você for me matar, me mate, pois eu não vou voltar para a clínica!
Na mente de Thorn, Rose estava bastante chocada por ter encontrado alguém que sofreu como ela e também sentia pena dele. Rose tentava assumir o controle de si.
—Rose, pare! Eu vou acabar com ele!
"Não, Thorn, eu vou cuidar disso!"
Os olhos de Thorn ficaram verdes e Rose assumiu o controle. Ao ver a arma na mão, Rose entrou em pânico e largou a arma no chão. Ela colocou as mãos na cabeça e começou a chorar.
—O que eu estou fazendo? Eu não sou assim.
Johnathan pegou a arma do chão e apontou para a cabeça.
—Sayonara!
Johnathan puxou o gatilho e disparou um tiro contra a própria cabeça. A arma caiu no chão junto com o corpo de Johnathan.
Rose olhou para o corpo de Johnathan e começou a sentir pena dele.
Os policiais junto com o Capitão Lance entraram na boate.
—Polícia de Starling City!
—Oh Deus! Papai está aqui e trouxe a cavalaria toda.
—Eu vou falar com ele —Connor falou.
Connor se aproximou do Capitão e conversou com ele. Os outros policiais trataram de recolher evidência.
—Capitão.
—Senhor...
—Hawke, Connor Hawke. Eu sou filho de Oliver Queen.
—Eu li a sua ficha. Tal pai, tal filho. Outro criminoso.
—Detetive, por favor, vamos deixar isso de lado. Hoje é Halloween, nós devíamos estar celebrando...apesar do que acabou de acontecer na minha boate. E eu assumo total responsabilidade sobre o que houve. Foi minha culpa, eu deveria ter impedido isso, mas no espaço de tempo que tínhamos...eu não pude me vestir adequadamente.
—E agora você é o Batman?
—É a minha fantasia de Halloween. Como disse, nós estávamos celebrando até o incidente acontecer.
Na outra parte da boate, um dos policiais pega no braço de Rose para prendê-la, achando que ela teria matado o homem, mas Laurel intervém.
—Tire as suas mãos dela. Ela não teve nada a ver com isso. Foi esse louco que se matou.
—Entendo, me desculpe.
Wally e Cisco se aproximam de Laurel e Rose.
—Você está bem, Laurel?
—Sim, eu estou bem, Cisco.
—Se vocês quiserem eu posso fazer uma análise do caso, mas...eu não sou tão bom quanto o meu pai.
—Não é necessário, Wally.
Lian chega e se junta Laurel, Cisco, Wally e Rose. Lian vê Rose chorando muito perto do corpo de Johnathan e fala com ela.
—Está tudo bem, Rose?
—Sim, eu acho...
—Vem aqui, Rose.
Rose abraça Lian.
—É esse dia das bruxas. Ele me fez me transformar na Thorn e eu não queria. Eu queria apenas ser eu.
—Está tudo bem, Rose. Não é sua culpa. Nada disso é.
Thea surge na boate e se encontra com Lian e os outros.
—E ai, pessoal! O que houve? Eu estava nos computadores, mas de repente houve um blecaute e o sistema caiu. Eu não sabia o que fazer até a força voltar.
—Thea, olha para o chão.
— Está bem...
Thea olhou para o chão e viu o corpo de Johnathan.
—Quem é esse cara?
—Nós não sabemos. Você não viu no sistema?
—Como eu disse, o sistema caiu assim que o blecaute aconteceu. Agora temos um desconhecido morto na boate.
Um dos policiais que havia pego a carteira de identificação no bolso do morto a entregou para Laurel.
—Obrigada. Vejamos, Johnathan Crane, ex — psiquiatra. Ele era paciente no hospital Saint Walker.
—E como, porque ele veio até aqui?
Laurel falou para o policial entregar o documento para o Capitão Lance.
—Eu não sei. Isso é bem estranho. Mas acho que é a magia do Halloween. A bruxa fica à solta no Halloween.
↑
Quartel General da A.R.G.U.S
O Alarme soa e Amanda Waller chega no recinto. Uma operadora da Força Tarefa X a alerta sobre a emergência.
—Qual é a situação?
—A nossa cobaia de testes para a Força Tarefa X escapou. Nós tentamos contê-la, mas ela matou seis de nossos guardas e conseguiu escapar.
—Mas ela não vai longe. Eu quero que você rastreie o sinal do chip dela e a exploda.
—Sim, senhora.
A Operadora e Amanda vão para a base de operações e tentam encontrar a localização da interna foragida.
↑
Em um beco nas ruas de Starling City, a interna foragida arfava após ter matado um homem que tentara assaltá-la, e com o canivete semelhante a uma faca de lâmina retrátil do homem morto no chão, ela faz uma pequena incisão atrás do pescoço e com um pouco de esforço, remove o chip do pescoço e o joga na rua.
—Agora eu estou livre! —Ela disse com uma voz estridente.
↑
Na base de operações da A.R.G.U.S, a operadora localiza o sinal do chip que havia sido implantada na interna, porém, nem ela e nem Amanda Waller, sabiam que o chip havia sido removido.
—Senhora Waller, nós localizamos o chip da interna.
—Ative-o!
—Sim, senhora.
↑
Na rua, um carro passa correndo no asfalto e fica sobre o chip no chão. Uma luz vermelha do mecanismo do chip começa a piscar e então o chip explode gerando uma explosão que não só queima o carro com o motorista dentro, mas também faz o veículo capotar.
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