You'll love me again Hermione
7 Capítulo 6
Notas iniciais
Draco’s pov
– Hermione. – sussurrei com meus lábios ainda nos dela, meus olhos fechados. Eu mal podia conter a alegria por aquele momento.
Minhas mãos estavam enterradas em seus cabelos, segurando-a com a testa colada na minha. Eu tinha medo de abrir os olhos e ver alguma hesitação nos olhos dela. eu senti tanta falta daquele toque, que simplesmente de pensar na rejeição me doía profundamente.
– Draco. – chamou ela baixinho. Com a menção de meu nome abri lentamente meus olhos. – Precisamos ir, sua elfa, lembra?
Writer’s pov
– Toffe! – disse Draco parecendo sair de um transe. Seus olhos encarando profundamente os da morena. – Hermione, Mi... – aqui ele segurou em suas mãos, implorando internamente para ela desistir da ideia. – Eu não posso leva-la junto comigo.
– Sem chance Draco.
– Mi, eu já te perdi completamente uma vez. Eu não vou perder duas.
Hermione boquiabriu-se e apertou de volta as mãos do loiro. Seu coração disparou com aquela simples frase do garoto. Ela estava irremediavelmente apaixonando-se outra vez. Aqueles resquícios de lembranças que tivera mexia profundamente com seus sentimentos. A Hermione que ela via nas lembranças estava se juntando a ela, pelo menos quanto ao sentimento pelo loiro a frente.
– Eu também já te perdi. – ela sorriu fraco, tentando usar sua memória perdida como uma arma para fazê-lo aceitar sua ida.
– Mi... – Draco suspirou.
– Eu vou contigo e ponto final.
– Você tem medo de alturas. – disse ele uma ultima vez, pegando a vassoura para tentar convencê-la.
– Eu tenho certeza de que não vai me deixar cair.
Draco contrariado balançou a cabeça negativamente. Segurou Hermione pela mão livre e juntos saíram pela porta do dormitório e escritório, indo para o corredor. Na janela mais próxima o loiro puxou a garota pelo pulso, segurando-a contra o peito.
– Tem certeza disso?
– Vamos logo com isso. – disse ela, quase perdendo a paciência com o exagero do garoto.
Com essa deixa, Draco a soltou e montou na vassoura, esperando-a. Logo alçou voo em direção a Hogsmead. Lá chegando, pousou, transfigurou a vassoura para um tamanho menor e a guardou no bolso.
– Feche os olhos para não ficar tão tonta. – disse Draco num sussurro.
E então, mais uma vez segurou a mão de Hermione e girou sob seus pés, visualizando a casa que ficava a esquina da mansão Malfoy. Quando aparataram no lugar, a morena parecia levemente enjoada, mas Draco ignorou o fato e a passos decididos seguiu para o portão da mansão, tentando se manter escondido sob a sombra que a lua fazia contra a sebe verde.
– Por favor, tente não se deixar machucar. – disse Draco parando de supetão.
– Toda essa sua preocupação está começando a me irritar. – Hermione olhou duramente em seus olhos, o fazendo se encolher minimamente. Ele não a queria irritada se iam mesmo ter que entrar na mansão. Draco sabia do que pai era capaz, e isso o aterrorizava.
– Desculpa. – sussurrou o loiro, puxando-a para ainda mais perto da sebe, ao ouvir um ruído a esquerda, mas ao olhar em direção ao som percebeu ser só um gato. – Eu só não vou suportar te perder completamente mais uma vez.
– Você não vai me perder. – ela revirou os olhos, o que o fez sorrir. – Agora vamos entrar naquela merda de mansão, pegar a elfa e voltar para a porcaria do castelo.
– Sim senhora. – Draco sufocou um riso pela impaciência da garota.
Juntos seguiram até o portão, que estranhamente se encontrava aberto. Draco tinha um estranho sentimento sobre isso, uma vez que estava tudo muito fácil. A passos furtivos contornaram o jardim, indo parar diretamente atrás da mansão, cuja primeira sacada da esquerda pra direita se encontrava o quarto de Draco, destino que ele pretendia seguir.
Pegando a vassoura diminuta que Draco havia colocado no bolso, ele a transformou outra vez ao tamanho original. Segurando Hermione pela cintura a puxou para ficar em sua frente, sentada de lado e juntos voaram até a sacada, fazendo um pouso suave. Antes que a garota se levantasse, ele a puxou para perto selando-a nos lábios e fazendo um sinal que apontava muito bem que ela deveria se manter calada. Ela assentiu com um sorriso diminuto nos lábios.
Draco e Hermione sacaram suas varinhas, ficando atentos a qualquer barulho que poderia surgir.
Com um leve balançar de varinha, Hermione, com um feitiço não verbal, fez com que a porta não imitisse ruídos ao ser aberta. Draco a olhou alarmado ao vê-la avançar para a porta, mas a seguiu impossibilitado de chama-la antes que o ruído chegasse, mas esse não chegou.
O quarto estava incrivelmente impecável, do jeito que Draco o deixara da ultima vez que estava ali. Hermione caminhava a passos leves ao redor do quarto, olhando-o atentamente, pensando consigo mesmo como o quarto era mais simples do que poderia ter imaginado e parecia meticulosamente arrumado, com exceção dos moveis, que se encontravam com uma certa quantidade de pó.
– Tem algo errado aqui. –Draco sussurrou. – Fique aqui.
– O quê? – reclamou ela, mas antes que pudesse fazer algo, Draco já saído por uma porta, que ela achava poder ser o closet. E ela não estava errada.
Momentos depois Draco voltou com algo em mãos que fez Hermione olhá-lo estarrecida.
– Um violão? – perguntou ela confusa.
– Ta dã! – disse ele erguendo as mãos como num ato de mágica.
– Sério? – perguntou ela outra vez.
– Bem, isso é novidade mesmo para a Hermione de antes. Então eu posso explicar depois.
– Fala sério. Hermione de antes? – ela parecia frustrada. Draco não podia acreditar que ela realmente ia querer falar sobre isso agora.
– Hermione, essa não é uma boa hora. – Draco se limitou a fechar os olhos e balançar a cabeça por um instante. Após, Draco depositou com cuidado o violão na cama, olhando mais uma vez para aquela caligrafia fina e complexa, e então fez com que o violão viajasse até a casa de sua mãe, imaginando especificamente embaixo da cama, escondido sob os leito longo da cama que ia até o chão.
Draco’s pov
Estar naquela casa me fazia ter calafrios. Todas as piores lembranças possíveis se encontravam ali. Um andar abaixo estava a sala de reuniões. A simples lembrança daquele lugar sombrio e de um circulo de comensais me olhando era o suficiente para me dar ânsia de vomito. Uma queimação incomoda se passou por toda extensão da cicatriz-tatuagem da marca que eu tinha em meu braço, como se uma pessoa estivesse sussurrando em meu ouvido e instigando aquela sensação. Dei um passo para trás tamanha a repulsa que sentia da simples sensação e minha mão direita voou em direção ao braço de forma involuntária, esfregando o local da marca negra.
– Você está bem? – Hermione perguntou baixinho, segurando minha mão livre e puxando meus dedos, me fazendo perceber que eu os havia cerrado em punhos.
– Não. – disse de forma honesta, fazendo com que Hermione me olhasse com preocupação. Tão logo eu disse aquela palavra, eu me arrependi. – Mas vou ficar bem, só precisamos sair daqui. – tentei sorrir, mas a ação não me vinha facilmente aos lábios.
– Vamos acha-la e ir embora. Vem. – minha morena tentou me puxar para a porta, mas firmei meus pés no chão.
– Só um segundo.
Lentamente caminhei até a cama de cabeceira e abri a primeira gaveta onde se encontrava um livro de capa de couro marrom escuro. Coloquei-o no bolso interno da capa e então voltei até Hermione que me olhava inquisitivamente. Apenas dei de ombros e fui até aporta, onde olhei atentamente pro corredor, me certificando que estávamos sozinhos.
Foi então que escutamos. Um grito de gelar o sangue ecoou pelo corredor vazio, fazendo-o soar mais fino que estridente do que deveria ser.
– Toffe! – sussurrei, meu coração foi para a garganta, o sangue gelou em minhas veias.
Sem pensar no que poderia acontecer corri mais rápido do que eu já tenha corrido um dia em direção a voz aguda e estridente de minha elfa. Eu precisava salvá-la. Por um momento esqueci até mesmo que minha amada corria atrás de mim.
Cheguei a sala principal derrapando. A cena que me deparei com fez a fúria tingir meu rosto de purpura.
Toffe se encontrava jazida no chão, seus pequenos bracinhos e pernas se encontravam em estranhos ângulos, como se tivesse sido jogada de certa altura e seus ossos tivessem se espatifado. Seu nariz comprido estava entortado para o lado direito e sangue escorria dali. Seus trapinhos usados como roupa outrora limpos se encontravam manchados de vermelho e rasgos ali se encontravam.
– Estupefaça! – gritei, vendo meu pai rir e se esquivar do feitiço.
– Finalmente! – Lúcio regozijou-se. – Achei que não viria mais. Estou interessado em saber o que o fez arriscar a vida dessa... dessa escória de ser.
Aquela fala foi com um punho de ferro espremendo meu coração. A culpa era o sentimento principal que eu sentia naquele momento, em ver a pequenina em tal estado. Mas isso não importava mais, eu tinha que pegá-la e tirá-la dali em segurança, antes que Lúcio fizesse algo ainda mais estupido. Eu só esperava que Hermione fosse esperta o suficiente para se manter longe dali.
Hermione’s pov
Ainda correndo cheguei ao que me parecia uma sala, Draco e Lúcio pareciam não ter me visto ainda, olhando para o chão vi um diminuto corpo estirado e ensanguentado. Toffe!
Então me deixei olhar pela sala em busca de um plano para tirá-la daqui e deixa-la em segurança antes de poder ajudar Draco. E foi olhando atentamente o lugar que uma tontura me atingiu:
“ Ele estava ali e faria algo estupido se eu não agisse rápido. Então num surto repentino de forças usei toda minha energia e vontade para fazer um feitiço paralisante nele.
“Mi, o que está fazendo?”– a voz dele era desesperada como eu nunca tinha escutado até então.
“Não seja estúpido.” – minha voz soou fraca, mas igualmente exigente e firme, eu precisava que ele acreditasse em mim e que me desse ouvidos. “Não arrisque sua vida por mim, você tem que ajuda-los” – minha voz tremeu ao sentir o impacto do chute de Bella em meu braço. Draco retesou. “Você ainda tem tempo. Ajude meus amigos. Você não pode enfrentar sua família.”
“Não! Você está errada!” – ele gritou para mim, fazendo meu peito se estilhaçar. Mesmo sob a capa eu podia perceber que suas mãos estariam em punhos. “Me deixe ajuda-la Hermione! Eu não sou nada sem você. Sou apenas uma sombra do que eu posso ser se eu não estiver ao seu lado. Eu não quero voltar a ser como antes. Só você pode me salvar. Sem você eu...” — por um momento o feitiço paralisante que eu havia tão insistentemente lançado se foi e ele o percebeu, então mais uma vez, agora mais esgotada do que anteriormente o mantive com os movimentos controlados.
“Você não vai voltar a ser como antes, porque você é bom. Bom a ponto de fazer o que estou pedindo.” deixei um gemido escapar entre meus lábios quando Bella mais uma vez lançava um crucius, dessa vez por eu não responder. Eu podia sentir emanar de Draco um sentimento de culpa, pude ver que seus joelhos teimavam em querer ceder mais uma vez ao precipício devido a dor que se espalhava por seu corpo, uma dor igual a minha. Aquilo me partia, mas quanto antes ele cede-se a meu apelo, antes ele pararia de sentir o que eu sentia também. Eu precisava dele para salvar meus amigos. Então eu imploraria “Por favor.” minha voz não passou de um sussurro em sua mente, enquanto eu podia ouvir por seus ouvidos meus gritos, gritos de dor que ultrapassavam qualquer coisa que eu já me ouvira fazer. Mas eu suportaria aquilo pelo tempo que fosse, desde que meus amigos estivessem bem longe dali.
– Como você entrou lá? Como conseguiram? – gritava Bella descontroladamente.
– Nós encontramos ela essa noite! – minha voz era estranhamente apelativa. — Nós nunca entramos em seu cofre. É impossível! É uma cópia. – choraminguei enquanto meus dedos eram esmagados pela sola do sapato daquela megera. “ (N/A: está mesma parte se encontra no Capítulo 41 – I bet I’ll get you Hermione, no entanto, sob a versão de Draco).
Sob o peso da memoria me encostei na parede, a dor do Cruciatus ainda parecia reverberar por meu corpo, a dor que Draco impunha em suas palavras, mais meu medo dele fazer uma loucura invés de salvar Harry e Rony. Trinquei meus dentes.
Pude ver Draco dar um passo a frente, fazendo Lúcio recuar um e assim se distanciarem de Toffe, a elfo doméstico de Draco. Tentando limpar minha mente da memória que acabara de sofrer, apontei a varinha para o topo de minha cabeça e fez um ligeiro feitiço desilusório. Estando oculta a passos furtivos e me ocultando o máximo que pude atrás de moveis tentei me aproximar rapidamente da elfa. Seu estado me preocupava.
– Me conte mais sobre como o grande heróis traidor de sua própria raça está se virando sem o amor de sua grande e nojenta sangue sujo?
– Crucius! – Apontou Draco em direção ao pai.
Lúcio caiu de joelhos e se retorceu de dor, mas sua face se encontrava com uma estranha feição de riso e satisfação.
– Como ousa falar assim de Hermione, quando você mesmo é a escória do mundo bruxo? – bradou Draco, mesmo sem ver seu rosto eu podia jurar que ele estaria vermelho. Lúcio se limitava a rir.
Lentamente Draco começou a girar para a esquerda, enquanto Lúcio vinha pela esquerda. Sabiamente Draco resolveu inverter as suas posições, talvez imaginando que eu pudesse aparecer e salvar sua elfa. Finalmente ele queria minha ajuda.
Esperei até o momento que Draco conseguiu conduzir seu pai até que ele ficasse ligeiramente de costas para mim e ela. Então, fui abaixada até a elfa e muito silenciosamente tentei conjurar uma maca, para poder prender seu corpo e não mexer em nada caso houvesse algo quebrado – o que pela aparência da coitada era o que mais teria.
Ao transferir Toffe do chão para a maca, a elfa soltou um leve suspiro. O mundo pareceu parar. Ainda ajoelhada olhei para frente, com a varinha ainda erguida do feitiço de levitação. Draco pareceu me olhar congelado, enquanto Lúcio olhou atentamente para mim, vendo através do feitiço desilusório. Seu rosto se fez num sorriso de satisfação.
– Ora, vejam se não é a senhorita sangue-ruim. O ar de sua graça vai tornar tudo ainda mais divertido.
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