Notas iniciais
GENTE LINDA, O QUE FORAM ESSES REVIEWS?? QUEREM ME MATAR? kkk Vocês são tão lindos cara, eu acho que o dia que eu acabar essa fic vou morrer de depressão. Vocês fazem meus dias mais felizes com esses seus comentários maravilhosos. Sempre fico rindo que nem uma retardada de tanta alegria por aqui. Obrigada de coração. E Mah Salvatore, Katniss Di Angelo e Joyeclvr muito obrigada por terem favoritado! Espero que gostem do cap :D

Hermione’s pov

Eu não sei o que tinha em mente quando deixei o garoto chegar tão perto. Quem sabe fosse a vontade de ver se finalmente eu sentiria algo diferente ou alguma iluminação que me fizesse lembrar de tudo. Mas após ele desencostar os lábios dos meus e me olhar esperançoso a única coisa que consegui sentir foi frustração.

Eu acabara de deixar um sonserino me beijar para simplesmente descobrir que nada mudara em relação a ele. E o que mais me irritava é que eu achava estar fazendo isso por ele, mas foi por mim. Eu queria saber o que era isso que todos diziam que eu sentia por ele e agora não mais sentia, queria sentir isso que se foi num passe de magica.

– Desculpe. – me afastei dele, botando minhas mãos em minha frente como uma barreira. – Eu não devia ter te deixado fazer isso, vai ser só para te magoar mais. Eu não sinto nada com isso. Sinto muito Mal... Draco. Eu queria poder dizer que eu vou parar de te chatear com tudo isso, mas cada frase que penso vai te magoar mais. Por mais que eu tente isso não vai mudar, eu realmente não te amo mais.

– Então eu te farei se apaixonar de novo por mim. Eu nunca vou esquecer da garota que me fez melhor.

– Eu te odeio.

– Eu sei. – ele me olhou magoado.

– Eu queria que fosse diferente. Não me faz feliz a ideia de te magoar, mas eu ainda sinto algo negativo sobre você. Ou do que me lembro de você. Eu posso ver que está diferente, mas isso não é o suficiente. Me desculpe.

– Eu vou te ter de volta Mi. Eu prometo. Você ainda vai me amar.

Então algo se remexeu dentro de meu estomago. Um flash involuntário se passou pela minha mente. Estávamos ali, no mesmo lugar quando aquelas frases foram ditas pela primeira vez.

– Quando tudo isso acabar eu moverei os céus e o inferno para te ter de volta.

– Isso pode demorar tanto Draco. Eu tenho amor próprio o suficiente para desistir de você até lá.

– Então eu te farei se apaixonar de novo por mim. Eu nunca vou esquecer da garota que me fez melhor.

– Eu te odeio. – eu disse, sentindo uma lágrima escorrer por meu rosto. Ele então, inesperadamente, levantou, me puxando com ele e se sentando onde eu estava segundos antes, me puxou com ele, me abraçando com força.

– Eu sei. – sussurrou ele perto de minha orelha, o que me fez arrepiar de forma involuntária. – Eu vou te ter de volta Mi. Eu prometo. Você ainda vai me amar.

Eu suspirei frustrada e me deixei levar pelo momento. Meu coração pulava em meu peito.

(...)

– A gente vai ficar junto Mi. Eu prometo. – dizia ele enquanto tirava a minha camiseta com sofreguidão, tocando cada parte do meu corpo que conseguisse alcançar, arrancando arrepios involuntários por saudade – Me espera se puder. – completava ele dando beijos suaves em minha barriga para então ir subindo até a altura de meus seios. – Eu amo você, nada vai mudar isso. (N/A: I bet I’ll get you Hermione, Cap. 25)

– Draco... Eu lembro. – sussurrei e então eu vi a escuridão.

Draco’s pov

– Hermione? Hermione! – gritei assustado no momento que vi seus olhos se fecharem e a palidez tomar conta de seu rosto.

Antes que ela pudesse cair no chão me adiantei e a segurei em meus braços.

O medo perpassou como veneno por minhas veias. O que teria acontecido? Do que teria ela lembrado? Ela me chamou de Draco...

Sem mais delongas e com esses pensamentos em mente corri até a ala hospitalar. Tudo que eu podia desejar é que ela ficasse bem. Seu corpo continuava inconsciente em meus braços e sua pele parecia gelada contra mim.

– Srª Pomfrey! – gritei assim que passei pelas portas.

Repeti o nome dela mais uma vez e então a vi sair de seu escritório enrolada em um robe.

– Por Merlim. O que aconteceu Sr Malfoy? – perguntou ela com espanto me conduzindo até uma das camas que ali tinham.

– Não sei, estávamos conversando sobre como ela não lembrava mais de nada sobre mim. E então ela disse que lembrava e desmaiou.

– Oh Merlim. Então é verdade sobre o Obliviate?

Sério? Até você sabe disso Papoula?

– Sim. O que você acha que ela tenha lembrado?

– Eu não sei Sr Malfoy. Eu nunca vi alguém sofrer um Obliviate e depois ter lembranças sobre algo que tenha sido apagado da memória. Não crie esperanças. Agora por favor saía daqui para que eu possa cuidá-la e descobrir o que aconteceu.

– Eu não vou deixa-la.

– Oh o senhor vai. Ela pode acordar e vê-lo e isso fazer com que ela desmorone novamente. Agora o senhor vai ir para seu dormitório e descansará. Sua cara está péssima. Amanha de manhã se quiser pode voltar aqui. Agora SAIA.

Minha vontade era socar Pomfrey, mas resisti a tentação e obedeci ela. Afinal, já imaginou a minha morena novamente ficar mal e tudo isso devido a minha presença? O que tinha acontecido afinal? Do que ela teria lembrado?

A passos lentos fui para a torre de astronomia, onde encontraria o dormitório dos monitores. Amanhã eu passaria vê-la. Eu apenas esperava que ela estivesse bem. No entanto quando cheguei no quarto andar algo me impediu de continuar.

Invés de continuar meu caminho para a torre me direcionei para a biblioteca. A lembrança de Arktorius Malfoy voltando em minha mente, depois de tê-lo esquecido por completo. Quem será que ele fora? Ele tinha gosto por um artefato trouxa, então muito provavelmente seu final não fora feliz se alguém da família havia descoberto.

Silenciosamente adentrei na biblioteca e furtivamente fui aonde eu sabia que poderia encontrar os registros das famílias bruxas mais famosas. Com cuidado, deslizei meu dedo indicador pela lombada dos livros de registros e fui seguindo pelas letras com cuidado, até chegar na letra M. Dali retirei um grande livro preto e verde. Balancei a cabeça com a frase que se destacava logo abaixo do título “Família Malfoy”:

Puro sangue acima de tudo e todos.

Com cuidado, coloquei o livro sob minha capa e voltei meu caminho para o dormitório. Chegando lá, larguei o livro sobre o armário de eu tinha em meu quarto e fui deitar, de roupa e tudo, cansado demais para qualquer coisa.

–*-

Acordei como se um mamute tivesse dormido sobre minhas costas. O cansaço era a coisa mais predominante sobre meu corpo, afinal eu não havia dormido direito. Passara a noite inteira com Arktorius e Hermione na cabeça.

Sem mais delongas fui tomar um banho antes de ir para a Ala Hospitalar, para poder descobrir como Hermione se encontrava. Chegando lá fui diretamente até sua cama, aproveitando que milagrosamente a Srª Pomfrey não estaria ali para me expulsar.

Cheguei até sua cama e pude observá-la ainda dormindo. Fiquei preocupado, no entanto seu rosto estava tranquilo e corado, então tentei me manter calmo. Sentei sob os pés da cama e fiquei observando-a.

Como se ela tivesse percebido que tinha visita seus olhos se abriram lentamente, pestanejando contra a claridade.

– Oi. – sussurrei baixinho, com medo de assustá-la ou algo do gênero.

– Oi. – respondeu ela parecendo tímida. – Como se sente?

– Bem, obrigada.

– Você sabe por que está aqui? – tentei soar educado, apesar de estar sendo realmente direto.

– Sim. – novamente ela parecia tímida. Até mesmo me pareceu corar. – Desculpa por ter feito você me trazer.

– Não tem motivos para se desculpar Hermione. Madame Pomfrey já sabe o porque de ter desmaiado?

– Na verdade sr Malfoy, eu sei em partes. – Papoula pareceu por trás de mim, me encarando com cara feia.

– Sim? – incitei-a a continuar.

– A srtª Granger que vai te contar os fatos. No entanto, quero que saiba que muito provavelmente logo um casal de curandeiros de St. Mungus estará aqui, portanto sejam breves.

– Curandeiros? – meu coração começou a martelar contra meu peito. Olhei para Hermione de forma julgadora. – Mas você me disse que estava bem.

– Eu estou bem. Pode ficar calmo. – ela tentou sorrir confiante, mas ela mesmo parecia ter perdido uma batida de coração naquele momento.

– Eu não vou ficar calmo nem por todo ouro do mundo. O que aconteceu afinal?

– Draco. Acalme-se. Por favor, sente.

Eu nem sequer havia percebido que eu estava em pé novamente, tudo que eu queria era vê-la bem. O que no mundo de Hogwarts poderia Madame Pomfrey não curar? Como poderia eu não estar preocupado?

– Hermione, o que aconteceu?

– Eu lembrei sobre algo que havíamos tido. – disse ela tímida, se sentando e escorando nos travesseiros atrás de si.

– Você lembra de nós? – não pude deixar de acender uma fagulha de esperança, no entanto ela balançou a cabeça.

– A única coisa que lembro é sobre uma conversa que tivemos um dia e que foi muito semelhante a de ontem. – ela parecia cada vez mais tímida. Eu podia ver que ela queria dizer algo a mais, mas ela não dizia.

– Só isso? – perguntei, meu coração parecia querer sair do peito. Eu podia lembrar perfeitamente daquele dia. Eu conseguia lembrar muito bem que depois de eu ter acabado com ela sofremos muito e um belo dia, sai daquela maldita sala precisa e fui direto para nossa sala e a vi numa poltrona e, após algumas palavras que se assemelharam um monte as que tivemos ontem a noite, eu a beijei e antes que eu pudesse evitar nos deitamos mais uma vez.

– Não. Eu consigo lembrar de suas palavras... e então a memória corta um pedaço, para então parar alguns momentos depois... nós estávamos. Hum, bem... você estava me beijando e me pedindo para te esperar.

Meu nó se formou em meu estomago com a lembrança. Fora um momento de pura angustia, saber que eu estava a tocando naquele momento, mas que seria a ultima vez em um bom tempo.

– Você se lembrou disso. – fechei meus olhos, parecia que meus ossos viraram pó por isso. Finalmente eu tinha esperanças. – Mas como?

– Não sei. – ela sorriu fraco. – Por isso os curandeiros estão vindo. Isso não é normal, mesmo no mundo bruxo.

– Eu sei. – balancei a cabeça negativamente.

– Draco. – chamou ela mais uma vez, no momento em que eu havia desviado o olhar.

– Você está me chamando de Draco mais facilmente hoje. – sorri aliviado para ela.

– Isso porque eu senti o que a eu de minha lembrança sentiu. Eu realmente te amava e estava sofrendo por isso. – aquilo saiu de seus lábios tão suavemente e timidamente que fizeram meu coração parar uma batida.

– Hermione. – sussurrei me aproximando dela, minha mão fechou-se sobre sua bochecha macia. Lentamente aproximei meu rosto, encostando minha testa na dela. – Me desculpe pelo que te fiz passar aquela vez.

– Eu não entendo. Por que você e eu não estávamos juntos, se parecia que era o que queria e definitivamente era o que eu queria? – perguntou ela baixinho, segurando em meu ombro e me afastando suavemente.

– Voldemort. – disse como resposta. Seus olhos se iluminaram com entendimento.

– Foi por medo que você se afasto então?

– Ele estava ameaçando minha mãe. Eu tinha que concertar algo para ele e eu precisava me dedicar a isso ou ela sofreria. Fora que se alguém descobrisse nós dois você sofreria as consequências mais do que qualquer um.

– Ah... – disse ela e então, antes que eu pudesse dizer mais qualquer outra coisa um homem baixinho atarracado com óculos demasiadamente grandes entrou no quarto, ao seu lado uma mulher alta e loira, em salto alto.

– Olá. – sorriu a mulher para mim e Hermione. – Você é a moça das lembranças?

– É, devo ser. – respondeu ela baixo. Me afastei para os pés da cama, ficando em pé e observando a cena.

– Sr Malfoy. Vou pedir que se retire. – Madame Pomfrey chegou e me obrigou a sair do quarto antes que eu pudesse entreouvir qualquer outra coisa. Meu coração palpitava em meu peito.

Ela lembrava. Ela me chamara de Draco. Ela lembrava...

Notas finais
Pra quem se interessar aqui estão algumas outras fics minhas: Short Dramione - Stay with me tonight -> http://fanfiction.com.br/historia/477263/Stay_with_me_tonight_Dramione_-_Short_Fiction/ Fic sobre a Batalha do Apocalipse e Percy Jackson ~> http://fanfiction.com.br/historia/501099/Demigods_Are_Real/