Notas iniciais
Gente linda, perdão pela demora. Eu queria postar antes, mas eu tava sem condições de escrever. Quase morri de tanta dor de garganta essa semana que passou. Triste a vida kkk LSankari e Dani Souza, muito obrigado por favoritarem s2

– Ah, oi Potter. – fui em direção ao grifinório ao vê-lo acenar.

– Você sabe onde está Hermione? Não vimos ela ainda. – disse ele parando na porta do Salão Comunal.

– Hum, ela está na ala Hospitalar.

– Ela... o que? – perguntou abismado, enquanto encarava a namorada que estava vindo em sua direção. – O que aconteceu? Você... – aqui ele elevou o tom de voz e me olhou com a raiva que ele me dedicava antigamente. – O que fez para ela?

– Ei, calma. – pude sentir meus olhos arregalados. – Eu não fiz nada. Quer dizer... – não consegui evitar de sorri minimamente. – Estávamos conversando e ela lembrou Harry. – não pude evitar de chama-lo pelo primeiro nome.

– Ela lembrou do que? – perguntou cético.

– Ela lembrou de uma conversa que tivemos. – sorri esperançoso. Harry colocou uma mão em meu ombro, com olhar de satisfação.

– Isso é ótimo. Mas aonde isso se encaixa com ela indo parar na ala hospitalar?

– Ela desmaiou assim que lembrou. – fiz uma careta.

– Precisamos ir vê-la, Harry. – me sobressaltei ao ouvir a voz da ruiva, eu havia ignorado completamente sua presença. – Vou chamar Rony. – e com isso ela se afastou.

– Hey, Weasley! – chamei ela, mas ela já estava longe para me ouvir. Harry deu de ombros.

– Ela nunca escuta.

– Tô vendo. Mas não adianta irem na ala agora. Ela está com dois curandeiros do St. Mungus. Eles querem descobrir como ela se lembrou ou algo assim. Não é normal.

– Eu sei. Ninguém nunca conseguiu reverter um Obliviate assim. A não ser Voldemort, mas ele o fez torturando e não acho que esse não foi seu caso.

Olhei atravessado para Potter que me arqueou as sobrancelhas.

Hermione’s pov

– Olá. – repeti para os dois curandeiros. No entanto minha mente não estava ali.

Eu ainda conseguia sentir o aperto no peito da “eu” da lembrança. Eu podia sentir a dor terrível que eu senti naquele momento. Eu achava que eu gostava do Ronald uma vez, mas depois da lembrança eu descobri que até então eu nunca me apaixonara de verdade.

Meu coração disparava desconfortavelmente ao lembrar do Draco da lembrança. Eu podia lembrar com clareza agora as marcas profundas de olheiras, sua cara desemparada, seu corpo mais magro. Podia lembrar de seu toque suave, da suavidade de seus cabelos e o cheiro do seu corpo. E eu lembrava, principalmente, da minha reação ao seu toque. Do tremor que me passava.

Eu lembrava muito claramente também do toque de seus lábios antes da lembrança me tomar. Eu lembrava, eu lembrava, eu lembrava e eu lembrava. O toque brando de seus lábios macios nos meus. O seu perfume sem igual. O toque de seus dedos em minha nuca. Seus olhos azuis acinzentados me olhando com admiração. Com súplica...

Esse era um Draco que eu queria lembrar nesse momento. Não aquele que eu me obrigava a recordar antes disso. Não aquele que eu queria continuar odiando.

Eu já fora apaixonada por ele uma vez. E eu estava terrivelmente a ponto de me apaixonar de novo, se eu já não estava. E tudo por uma lembrança. O que estava acontecendo comigo afinal? Como eu lembrara? Por que eu só conseguia pensar nas qualidades do loiro?

– Srtª Granger? Você está bem? – a moça perguntou.

– Me desculpe. – respondi envergonhada. Aparentemente a moça curandeira estava falando comigo.

– Tudo bem, aposto que tem bastante no que pensar. – ela sorriu amigavelmente. – Me chamo Carmen. E esse é Robert.

– Olá. – sorri para o baixo atarracado e bigodudo.

– Olá srtª Granger. – disse ele.

– Oh, por favor, podem me chamar de Hermione. – balancei a cabeça para desanuvia-la dos pensamentos sobre Draco.

– Tudo bem, Hermione. – Carmen se aproximou e se sentou sob os pés da cama. – Como se sente?

– Ótima na realidade. – disse baixinho.

– Isso é uma boa noticia. – ela olhou para Robert que assentiu com que a moça disse. – Eu e Robert estamos muito interessados em saber tintim por tintim de sua história. Será que você poderia nos contar? Sobre tudo que se lembra de antes e depois da memória fragmentada retornar?

– Claro. – suspirei, me acomodando melhor na cama. – Eu estava...

–*-

Writer’s pov

Draco estava deitado sobre o sofá, esperando por Hermione, batendo num ritmo nervoso contra o braço do sofá. O que ele faria até ela voltar? O que ela estava pensando sobre o assunto? Será que ela lhe daria alguma chance agora?

Não suportando mais ficar parado Draco se levantou e começou a andar em frente a lareira. Ele sequer havia ido almoçar devido ao nervosismo. Ele achava que poderia vomitar se comesse. Será que ela voltaria antes da noite? Ele deveria fazer algo especial para ela?

Draco ficou nesse vai e vem até perceber que estava na hora de ir para a sua próxima aula. O garoto suspirou pegando a mochila e se direcionando para a aula de Trato de Criaturas Mágicas. Nessa altura ele sequer se lembrava de seu pai ou de Arktorius, sua mente se mantinha somente na morena. Tanto é que chegar a aula ele sequer se importou com os olhares torto das pessoas para ele. Simplesmente fez as coisas ordenadas por Hagrid de forma automática.

– Sr. Malfoy. – chamou Hagrid quando ele estava pronto para sair da aula, afinal o sinal já havia tocado.

– Sim? – perguntou o garoto, olhando distraidamente para o professor.

– Como está Hermione? Ouvi falar que ela estava na enfermaria. Ainda não pude ir vê-la. Draco olhou surpreso para o professor. Desde quando conversavam amigavelmente?

– Ela vai ficar bem. Ela somente desmaiou. Vou vê-la agora, na verdade. – respondeu da forma mais educada que conseguiu. Afinal, ele não tinha motivos para odiar o gigante.

– Ok. Se ela estiver acordada diga que eu mandei um abraço.

– Sim... senhor Hagrid. – disse ele e sorriu torto ao ver a expressão de surpresa do meio-gigante.

– O... o que? – perguntou ele, mas Draco já estava longe demais para escutá-lo.

A única coisa que Hagrid conseguiu pensar naquele momento foi que sua garota devia realmente ter feito uma lavagem cerebral no loiro. Sua pequena Hermione era muito persuasiva. O meio gigante sorriu e foi preparar as larvas gigantes para os primeiranistas.

Draco por sua vez estava indo diretamente para a ala hospitalar, uma vez que aquela fora sua ultima aula. Ao chegar lá bateu na porta e sem esperar por resposta foi entrando. Ao atravessar o portal da porta olhou em direção a cama de Hermione. O que viu não o agradou.

Caminhou a passos lentos em direção a cama de sua morena e encarou na maneira mais sutil que conseguiu para o ruivo que se encontrava segurando sua mão como se sua vida dependesse disso.

– Olá. – Draco disse de forma arrastada, redirecionando seu olhar para os olhos de Hermione.

– Oi. – disse ela fraquinho, devolvendo o olhar dele na mesma intensidade. Parecia que algo pesado tinha descido pelo estomago do casal. Aqueles olhares pareciam compartilhar tanto...

– Oi também. – Rony disse asperamente, não gostando daqueles olhares. Ele estava satisfeito demais pela amnésia de Hermione. Ele a queria, descobrira ele.

– Olá cara de cenoura. – Draco sequer desviou o olhar de Hermione para dizer isso. Ela mordeu o lábio para não ter que defender nenhum dos lados.

– O que disse? – perguntou Rony se levantando e inclinando o corpo para Malfoy. A única coisa que os separava era a cama.

– Ronald Weasley! – Madame Promfrey saiu de seu escritório indo diretamente até o trio. – Pensei que já houvesse dito para SAIR dessa enfermaria.

– Mas... – começou o ruivo.

– Sem mas!

– Então Malfoy também tem que se retirar. – disse Rony satisfeito.

– Nem pensar. Acabei de chegar e não tenho mais aulas por hoje. – Draco olhou em direção a senhora.

– Você tem 5 minutos Malfoy. Srtª Granger tem um teste para fazer em 10 minutos, então. Saia já daqui Weasley. Não quero todos incomodando-a!

Arrastando os pés e resmungando Rony se retirou dali.

– Oi de novo. – disse Draco se virando para a morena. Delicadamente ele pegou sua mão direita e a puxou para si, beijando suavemente cada dedo dela, deliciando-se com sua pele suave.

– Como foi seu dia? – perguntou ela baixinho, tentando ignorar o aperto no peito que lhe dava esses simples toques.

– Uma merda. Passei o dia inteiro pensando em você. – respondeu ele, voltando a olhá-la com intensidade. – E o seu? Quando você vai poder sair daqui?

– Passei o dia respondendo perguntas e fazendo testes chatos. – ela revirou os olhos pela lembrança e Draco não pode evitar de sorrir. – Quer dizer, eu estou bem. Eles poderiam me deixar ir para as aulas e deixar isso para lá até o final de semana. Mas não. Eles não podem.

– Eles devem estar realmente curiosos sobre você. Ninguém nunca conseguiu lembrar nada sobre o que o Obliviate apagou. Você é um novo mistério para eles. – Draco deu de ombros, tentando mostrar que aquilo não era algo ruim. Mas ele mesmo estava curioso e preocupado.

– Eu sei, mas isso não faz com que seja menos irritante. – ela suspirou cansada, esfregando a mão livre no rosto.

– E o que o cara de cenoura estava fazendo aqui? – perguntou ele.

– Ele é meu amigo. – disse ela revirando os olhos e puxando sua mão da dele. – Não gosto que fale assim.

– Desculpe-me. – Draco parecia estar ressentido de Hermione esquivar-se do seu toque. – Mas é difícil ter que gostar de alguém que quer sua namorada.

Hermione não conseguiu responder por alguns segundos, mas logo após respirou fundo e revirou mais uma vez os olhos. Draco achava essa mania dela no mínimo meiga.

– Ele não me quer, não há motivo para ciúmes. – ela encarou Draco. – E eu não sou sua namorada.

– Ai! – disse ele fazendo uma careta e colocando a mão sobre o coração. – Essa doeu! – ele realmente ficou magoado com a frase, mas tentou fazer uma brincadeira. Não queria deixa-la irritada ou preocupada com sua própria tristeza.

– Deixa de ser babaca. – disse ela esboçando um sorriso de canto, tentando evitar rir.

– Doeu mesmo. – ele mostrou a língua num ato infantil, o que a fez rir de verdade dessa vez. Draco sorriu, se inclinando para acariciar seu rosto. Hermione parou de rir, no entanto ainda tinha um sorriso estupido em seu rosto. – Você ainda vai voltar a ser minha namorada, Hermione. – disse ele suavemente, sem dor ou suplica, mas com determinação. Ele sabia que a teria. Ele sentia em seu coração que ela lembrava porque o sentimento que tinham antes disso era muito maior que um feitiço estupido de memoria.

– Boa sorte. – ela tentou soar brincalhona, no entanto ela sabia que aquilo tudo estava mexendo terrivelmente com seus sentimentos. Seu coração parecia querer sair do peito naquele momento.

– Draco Black Malfoy! – gritou a Madame Promfrey. Draco olhou para Hermione com um sorriso que parecia ser de desculpas.

– Acho que preciso ir.

– Acho que você precisa ir. – disse ela rindo.

– Você tem que sair daqui agora. – disse ela agora mais próxima. Draco e Hermione se olharam e trocaram um sorriso maroto de cumplicidade.

Draco piscou para Hermione e se inclinou para a garota, beijando-a no topo da cabeça.

– Se cuide. Espero te ver logo de volta. – Draco se levantou.

Hermione não queria admitir, mas nesse momento um sentimento de decepção a invadiu. Ela queria terrivelmente que o garoto pudesse ficar e queria ainda mais que ele tivesse a beijado nos lábios. Ela queria poder sentir outra vez sua boca na dela, experimentar a suavidade de seus lábios. Ela fechou os olhos enquanto o via se levantar e dar um passo para trás, ainda olhando-a. Ao reabrir os olhos ele a encarou com carinho e então piscou para ela, e ela não pode deixar de sorrir.

– A senhora sabe me dizer quando ela poderá sair daqui?

– Se o teste ocorrer bem ainda hoje, Sr Malfoy. – respondeu ela.

– Até daqui a pouco Hermione. – disse ele satisfeito e então sem mais delongas virou as costas e foi em direção a saída.

Ela não tivera os lábios dele nos seus, mas ainda sim ela podia sentir o cheiro dele no ar. O perfume dele lhe era terrivelmente bom e familiar. Ela sorriu satisfeita. Isso bastava para ela.

– Olá Hermione. – disse Carmen saindo do escritório com o que parecia ser um capacete.

– Último teste do dia. Depois lhe deixaremos em paz. Mas esperamos seriamente que nos contate se qualquer outra lembrança surgir.

– Claro! – disse Hermione animada por logo poder sair da enfermaria.

Novamente em seu quarto Draco sorriu. Hermione ficaria bem e ele realmente estava crente que ela poderia lembrar de mais coisas, agora que ela lembrara de uma parte.

Agora mais tranquilo, Draco foi até a cabeceira da cama e puxou o livro que ele havia pego da biblioteca. Aquilo lhe causava arrepios, mas ele estava terrivelmente curioso sobre Ark. E ele tinha a leve impressão de que o destino de Ark não fora justo. Ele quase podia sentir a morte irradiando do livro.

Draco passou a mão pela capa do livro distraidamente, pensando aonde seu pai poderia estar.

– Toffe. – chamou baixinho, sabendo que ela apareceria.

– Sr Malfoy. – disse ela sorrindo, aparecendo com um estalo de aparatação.

– Lembra-se do violão que te pedi para levar a mansão para mim? – perguntou sem delongas.

– Sim, senhor.

– Pode trazê-lo para cá de volta?

– Claro senhor! Quando vou conhece-la?

– Se tudo der certo hoje, quando você voltar. – ele sorriu para ela. Ele sentira sua falta. – Mas por favor, tenha cuidado Toffe. Lembre-se de quem pode estar na mansão. Ele não hesitaria em prendê-la e tortura-la.

Um arrepio passou pelo corpo de Toffe. Ele quase se sentia culpado em enviá-la para a mansão, mas ele precisava daquele violão. E se tinha alguém que poderia ir e voltar da mansão sem ser notada era ela. Ele não tinha como sair de Hogwarts por enquanto, mas ele iria assim que pudesse para lá, e ele mesmo, com suas mãos, iria mata-lo por tudo que já fizera para sua família e as famílias de outras pessoas.

– Sim, senhor. Nos vemos mais tarde. – disse ela piscando seus grandes olhos verdes.

– Tome cuidado. – disse ele, mas ela já havia partido quando ele o disse.