You'll love me again Hermione
6 Capítulo 5
Notas iniciais
Draco encontrava-se inquieto, se sentia culpado por ter mandado Toffe, com medo do que podia ter acontecido por sua demora. Ele se encontrava caminhando de um lado para o outro de seu quarto, quando decidiu ser inútil continuar ali remoendo a culpa. Ele precisava se distrair até Hermione ou Toffe darem as caras por ali. Foi então que decidiu ir até a cozinha do castelo, no intuito de comer algo, já que se recusara a ir jantar com o resto dos alunos.
Caminhou lentamente pelo castelo até estar em frente ao retrato com o cesta de frutas. Primeiro olhou para os lados para ver se realmente estava sozinho e então estendeu a mão para o quadro e fez o que chamaria de cócegas na pera. No momento seguinte ele estava com a mão em uma maçaneta que antes não se encontrava ali e adentrou na cozinha. Se surpreendendo mais uma vez pela grandiosidade do lugar.
– Sr. Malfoy. – o elfo mais próximo chegou perto do loiro e o reverenciou.
– Olá Nonfrey. Como vai? – Draco tentou sorrir apesar da tensão.
– Bem, obrigada senhor.
– Gostaria de saber se tem algo que possa me oferecer. Não pude ir jantar... – o loiro deixou a frase no ar, esperando pela resposta do Elfo.
Assim que as palavras foram ditas, Draco já se encontrava com uma dezena de elfos lhe estendendo com suas pequenas mãos diferentes tipos de comidas. Sendo bolos, tortas e bolachas recheadas de abóbora as preferidas de Draco.
A passos mais rápidos agora, ele se adiantou até a parede que sabia ocultar a sala comunal da Sonserina. Entrando ali deparou-se com muitos rostos conhecidos, sendo que a maioria o olhava com desprezo.
Draco’s pov
– Draco! – gritou Nott do outro lado da sala. Olhei espantado para ele. Eu não o via desde muito antes da batalha. Eu havia me excluído dos meus amigos para completar a tarefa para ele. Mesmo pensar no nome do cara de cobra me arrepiava. Era incrível como um coração podia ser tão negro quanto o dele.
– Nott? – perguntei surpreso, até mesmo me permiti sorrir.
– Cara, você realmente sumiu. Esqueceu que tem amigos?
Antes de conseguir falar qualquer coisa o encarei surpreso. O que quero dizer, é que eu achava que ninguém aqui concordaria com meus atos, principalmente meus antigos amigos. Sempre pensei que apoiassem terminantemente as ideias de... Voldemort – suspirei com a lembrança do nome.
– Não. – respondi por fim.
– Draco Malfoy. – surgiu uma voz atrás de mim.
– Blas. – olhei ainda mais surpreso.
– Você é um cretino filho de uma puta. – ele estreitou os olhos pra mim, me fazendo murchar um pouco.
– Eu fiz o que era certo. – estufei o peito um segundo depois. Querendo defender as minhas ações. Eu sabia o quanto eu dizia a eles que odiava Hogwarts e lembro terrivelmente das piadas de mal gosto que eu fazia sobre os trouxas e o quanto isso os agradava. Mas eu mudei, e estava na hora de todo mundo bruxo mudar. Afinal, foi esse maldito preconceito que matou tanta gente nessa guerra. Inclusive, pelo que ouvi falar, os pais de Blas. E principalmente foi esse estupido desse preconceito que fez minha garota me esquecer.
– O que? – Blas me olhou surpreso.
– Eu sei o que eu falava antes da guerra e não me orgulho disso. Hermione me fez ver pelo que realmente valia a pena lutar, e eu lutei. E não me arrependo e não me importo com a opinião de todos sobre como trai minha própria casa. Eu...
– Cala a boca Malfoy. – Nott revirou os olhos, me fazendo encará-lo outra vez, ainda mais surpreso.
– Cara, a gente tá puto contigo, mas não por ter lutado a favor de Hogwarts. – Blas balançou a cabeça negativamente.
– Na verdade estamos com vergonha por não termos feito o mesmo. – afirmou Nott.
– A gente tá puto contigo por ter escondido tudo isso da gente, por ter sofrido isso sozinho. Como conseguiu esconder por todo esse tempo que era por isso que estava todo frouxo e chato? Nunca pensei que seria por um rabo de saia. – Blas parecia quase eufórico com a declaração.
– Quer dizer, o poderoso, pegador e puro-sangue Malfoy caiu nas graças de Granger. GRANGER! – grita por ultimo Nott. Fico encarando-os boquiaberto. Ignorando completamente os olhares curiosos que se dirigiu a eles pelo grito de Nott.
– Mas bem, se pararmos pra avaliar, ele estava passando tempo demais com a garota. E vamos combinar que ela é gostosa. Você viu como o uniforme dela parece até menor diante das curvas que ela ganhou? – Blas olha pra mim com malicia, enquanto Nott acena afirmativamente, concordando com suas palavras e suas frases foram suficiente para me tirar do meu torpor.
– Fala isso de novo de minha namorada e eu te quebro a cara. – Aponto o dedo para ele, apertando ainda mais a alça da sacola em que carrego as guloseimas. Nott e Blas se olham e caem na gargalhada. Até mesmo eu sorrio. Senti falta de duas amizades tão fieis. Então lembrei de Crabe e Goyle e meu estomago revirou.
– Draco, por que você anda tentando se esconder? Achou o que? Que não te aprovaríamos mais? Pensamos que fossemos seus melhores amigos. – Not diz mais sentimental do que eu poderia imaginar.
– Eu não sei. – dou de ombros por fim. – Nunca pensei que fossem aceitar esse novo eu.
– Cara, a gente está é feliz por esse seu novo eu. Você era legal e tal, mas era um saco ter que aturar tanto “trouxa, sangue-ruim” e bla bla bla toda hora. – afirma Blas. – E agora até consigo entender porque uma vez chamou a Granger de inteligente, quando só a chamava de sabe tudo. Tudo faz sentido na vida agora. – ele sorri amistoso.
– É... foi mal por esconder isso. Mas nunca pensei que fossem aceitar e eu não podia correr o risco disso cair em uma boca errada. Ia ser o fim dela. – dou de ombros.
– Não é como se fossemos contar para todo mundo cara. – Nott me da um soco fraco no braço.
– E afinal, como está a Granger? – pergunta Blas. – Ouvimos dizer que ela está na ala hospitalar.
– Ela está bem.
– E como você está? Também ouvimos da perda de memória, apesar de as teorias de como isso aconteceu serem ridículas. Tem gente até falando que você e ela estavam na floresta proibida com os testrálios e ela caiu de um. – Nott revira os olhos.
– As noticias voam mesmo. – digo mais para mim mesmo do que para eles. – Estou levando. – agora digo mais alto. – Vai tudo se resolver. Na verdade, ela está na enfermaria por ter relembrado de algo e agora ela parece estar mais tranquila com o que já tivemos. Eu a amo mais que tudo e não vou desistir. Ela lembra ter me amado e...
– Draco, você tá meloso demais cara, sério. – Blas me interrompe, enquanto Nott finge vomitar. – Se continuar assim o pobre Nott que vai pra enfermaria.
– Vão a merda. – resmungo, no entanto não consigo evitar sorrir para eles. – Bem, agora vou ir, Hermione deve estar chegando.
– Hermione, huuuum – Nott se encosta na parede e se deita de rir enquanto Blas faz graça de como meu rosto corou ao falar o nome dela. reviro os olhos para eles, uma mania que peguei de Hermione.
– Sério, eu odeio vocês.
– Vai lá que a HERMIONE está te esperando cara. – Diz Blas, enquanto Nott ainda tenta se recuperar da crise de risos. – E a gente espera seriamente que nos apresente ela. Temos o direito de conhecer a trouxa que conseguiu conquistar o macho alfa aí.
– Cala a boca Nott. – digo pegando um bolinho da sacola e jogando em sua testa. – Isso já está ridículo. E sim Blas, eu vou apresentar, mas se em um só momento vocês olharem indevidamente para elas. Por Merlim, eu mato vocês.
– Foi mal cara, mas eu já disse ela é gostosa. Só nunca tentei ficar com ela porque ela é muito rato de biblioteca, deve nem saber beijar.
Olho para ele e arqueio uma sobrancelha para então rir. Não consegui evitar achar graça no quão redondamente enganado ele estava... que eu estava. Eu nunca poderia imaginar o quanto Hermione poderia ser... bem, gostosa, antes de realmente tê-la pra mim.
– Você se surpreenderia com o que ela pode fazer.
E virando minhas costas para os dois, deixo-os com um olhar surpreso me encarando. Assim que eles se recuperam eles correm atrás de mim para saber mais sobre isso, mas simplesmente os ignoro e digo a senha baixo, atravessando para meu quarto de monitor. Sorrio satisfeito com a cena que a pouco ocorreu.
Era bom ter meus amigos de volta, mas eles não teriam detalhes de minha vida sexual com Hermione da mesma maneira que tinham sobre as outras garotas. Hermione era um segredo só meu, era minha e somente minha.
Estremeço ao olhar no relógio que já aponta estar tarde e nada de Toffe ter aparecerido, meu coração martelava com desespero. Teria Lucio feito algo para ela? E Hermione? Teria o teste dado errado? Largo os bolinhos em cima da cama mais uma vez sem fome. E caminho até a sala, encarando a lareira. E então escuto a porta abrir suavemente. Viro automaticamente, olhando para a morena que vem em minha direção.
– Hermione. – suspiro com alivio. – Finalmente.
– Oi Malfoy. – diz ela seria, fazendo meu sorriso se desfazer. Ela estava sendo seria comigo mais uma vez. O que teria mudado? E então ela ri.
– Qual a graça? – pergunto, ainda com meu coração martelando, querendo entender o porque dela ter ficado tão seria novamente.
– Você. – ela sorri agora parecendo sem jeito. – A maneira como ficou preocupado quando o chamei de Malfoy.
– Isso não tem graça. – digo me sentindo traído. Era uma brincadeira tremendamente sem graça. – Você sabe que a amo. É doloroso ver a forma como ainda me odeia, odiava. Não sei. – suspiro frustrado, me sentindo cansado demais. A única coisa que eu tinha em mente agora que Hermione estava aqui e bem, era em como eu provavelmente mandei Toffe para a forca. A culpa tomando conta de cada uma de minhas células. — Mas fico feliz por estar aqui, por estar melhor. – sorrio fraco e me sento no sofá, botando a cabeça entre as mãos, uma dor de cabeça terrível me invadindo.
Mesmo com Hermione ali na minha frente eu não conseguia me sentir bem. Eu a amava com todas minhas forças, no entanto ela não sabia mais de nada do que passamos, dos momentos bons e reconfortantes. Ela não me amava mais, portanto não tinha motivos para eu estressa-la com meus problemas, ainda mais agora, quando ela tinha acabado de se recuperar do choque de uma lembrança. Portanto me levantei de supetão, decidido em ir pro meu quarto e esperar mais meia hora. Se Toffe não voltasse, eu iria trás dela.
Hermione’s pov
Assim que a brincadeira saiu de meus lábios eu a achei tremendamente engraçada, no entanto agora eu me sentia culpada pela maneira como ele reagiu. Eu não pensava que isso podia magoa-lo tanto. E estranhamente, isso me magoou também.
E então ele levanta rapidamente, dando um passo para perto da porta de seu quarto, no mesmo momento em que eu havia dado um passo para me dirigir ao sofá. Meu peito aperta com a culpa. Eu realmente o havia o machucado se ele estava decidido a se afastar de mim. Estaria ele desistindo de mim? Justo agora quando eu havia lembrado algo?
– Desculpe. – digo baixo. – Foi sem pensar que eu disse. Eu sinto muito mesmo por tê-lo magoado, não era minha intenção.
– Está tudo bem, tendo você fora daquela porcaria de ala hospitalar já me deixa feliz. – ele sorri para mim, mas seu sorriso não chega em seus olhos. – Boa noite Hermione. – diz ele por fim, quando chega a porta do quarto.
Suspiro me sentando no sofá. Encaro o fogo e penso pelo que eu e ele já devíamos ter passado juntos para conseguir o relacionamento que tínhamos. Fico pensando em quantas historias ele deveria ter para me contar sobre esse verão que passamos juntos e sobre antes disso, quando as coisas costumavam dar errado.
Depois de ficar algum tempo encarando a lareira, me levanto e vou para meu quarto, entrando no closet, procurando uma roupa para o banho, quando vejo no fundo do armário uma luz refletir. Curiosa me direciono até ela e encontro um colar em formato de coração, que parecia ter sido jogado lá para ser esquecido. A pedra de que era feita era de um azul acinzentado que me lembrava terrivelmente os olhos dele. Então pisquei os olhos e foi aí que aconteceu.
– Aqui. – disse Draco abrindo a mala e tirando de lá uma caixa fina e retangular. Meu coração batia irregularmente.
Me aproximei e peguei a caixa, visivelmente de joia, e a abri lentamente. Dentro se encontrava um fino colar, com um pingente em formato de coração. A cor da pedra era ligeiramente acinzentada, lembrando o tom de seus olhos. Eu podia sentir meu rosto ruborizar, sorri tão feliz com aquilo que meu rosto chegava a doer.
– É lindo. – disse num sussurro, entregando o colar para ele que me olhou confuso, então virei de costas para ele. – Por favor?
Com uma delicadeza incrível ele pôs o colar em volta de meu pescoço e suspirou.
– Você é linda. – ele disse. – Bendito o dia em que fomos escolhidos para trabalharmos juntos. Eu nunca me perdoaria por perder esses momentos contigo Hermione.
– Obrigada por tudo Malfoy. – disse piscando e então segurei em suas mãos e o arrastei para a cama que se encontrava no fim do aposento e o joguei lá, desabotoando lentamente os botões de sua camiseta. Tudo o que eu queria ela senti-lo colado em meu corpo, sentir seus lábios colados nos meus. Queria sentir todo o amor que ele podia me dar.
– Merlim. – suspiro ao finalmente voltar ao momento presente, ainda sentindo meu coração pulsar no ritmo da “eu” de minha memória.
Sem mais delongas corri para o quarto ao lado e sem bater escancarei a porta, ao mesmo tempo que Draco pelo jeito ia abri-la. Ele me olhou confuso com sua vassoura na mão.
– Hermione?
Estendi minha mão em punho para ele, arrancando um olhar questionador de sua parte.
Draco’s pov
A encarei surpresa, sem entender o motivo de sua visita e então lentamente ela abriu os dedos e me deixou ver o que estava escondido na palma de sua mão. Meu olhar se arregalou. Eu achava que ela o tinha jogado fora quando terminamos a primeira vez. Eu nunca mais a vi com ele, depois que terminei com ela.
– Você ainda tinha. – digo em tom de surpresa. – Você não o jogou fora.
– Draco, eu lembrei de quando me deu o colar. – e então ela ruborizou, me fazendo pensar em tom alto:
– Em que momento a memória parou? – perguntei, interessado em saber se ela se lembrava do momento maravilhoso que me proporcionou naquele dia. Do momento em que ela me fez esquecer por um momento da tarefa que eu deveria cumprir. Me fazendo esquecer de que Voldemort finalmente tinha vindo atrás de mim.
– Eu... hum.
– Você chegou a ver quando me jogou na cama? – tento soar brincalhão, mas o nervosismo toma conta de mim.
– Na verdade sim... – ela fica cada vez mais vermelha. – E bem... eu lembro de começar a tirar sua roupa. E então a memoria acaba. – ela da de ombros.
– Foi incrível o modo como me fez esquecer de tanta coisa ruim naquele dia. Você foi o melhor balsamo para meus problemas. – levei minha mão até seu rosto e acariciei suavemente.
– Você estava tenso, o que tinha acontecido? – perguntou ela curiosa.
– Foi o dia em que Voldemort veio para me dar minha tarefa.
– E por que aceitou? – perguntou ela desolada, me encarando com seus grande olhos castanhos.
– Porque ou eu aceitava ou meu pai mataria minha mãe. – sorri com desgosto.
– Sinto muito. – diz ela.
– Eu sei. – me aproximei dela e beijei seu rosto. – Agora preciso ir.
– Aonde está indo? – o olhar dela me pareceu decepcionado, mas não pude entender porque.
– Mansão Malfoy. – olhei-a com desgosto.
– O que? – sua voz sob uma oitava. – Eu pensei que seu pai morasse lá agora.
– E ele mora. – fecho os olhos por um breve minuto. – Cometi um erro grave ao mandar Toffe, minha elfa, para lá. Preciso ir resgatá-la antes que seja tarde demais.
– Draco. – chama ela baixinho. – Não vá. – sua voz parecia estar dividida entre algo. – É perigoso.
– Eu a mandei e eu devo ir resgata-la. Eu não posso abandoná-la. Ela me salvou em muitos sentidos já.
– Eu... eu – e então seus olhos me encararam com determinação. – Então eu vou com você.
– Você ficou louca? – arregalo os olhos. – Eu nunca a deixaria ficar num raio de 10 km de Lúcio. Foi por culpa dele que te perdi.
– Por isso mesmo. Ele tirou minha memória e eu o odeio por isso. Odeio não lembrar das coisas e então ter flashs que me deixam tão confusa. Eu posso ver o quanto eu o amava. E ainda posso ver o quanto me ama. Isso é frustrante.
– Confusa? – pergunto para ela.
– Draco, sou eu nas lembranças, eu sinto o que eu sentia quando tenho esses flashs. – ela sorri fraco. – Agora vamos logo, sua elfa pode estar sofrendo. E bem, se não lembra, eu ainda defendo terminantemente a F.A.L.E.
– Não Hermione. Você não vai ir comigo. Eu não poderia suportar vê-la perto dele.
E então, para minha surpresa, ela vem a passos largos até mim e envolve meu pescoço com seus braços, me puxando em direção a ela. Antes que eu pudesse ter alguma reação seus lábios estão nos meus, enquanto suas mãos brincam com os cabelos de minha nuca.
A vassoura cai de minha mão, fazendo um barulho estridente ao tocar chão. Minhas mãos voam até a cintura da garota, a puxando para ainda mais perto de mim. Então minhas mãos deslizam por suas costas, até chegarem em seu cabelo acariciando-os. Minha mão direita acaricia seu rosto, segurando-a presa em meu abraço.
Eu posso sentir seu peito martelar contra o meu. Nossas pulsações combinam, ambas aceleradas. O beijo que havia começado urgentemente, com necessidade e saudade, agora diminuía o ritmo tornando-se calmo, profundo. A sensação de seus lábios nos meus era única. Involuntariamente soltei um gemido no momento em que minha morena mordeu suavemente meu lábio.
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PS: Não faço ideia de qual capítulo a Mi ganha o colar, porque eu peguei no word e eu não separo lá por capítulo, é a história corrida =x
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