Notas iniciais
Então, esse capítulo é só da Rachel, mas eu queria saber se vocês preferem que o narrador seja de só um personagem ou de mais de um (como foi no primeiro capítulo). Espero que gostem! Boa leitura!

Rachel

Ele devia ter a minha idade, tinha um cabelo loiro com uma franja meio longa, mas não tão longa que chegasse a parecer um emo ou gótico. Ela acabava deixando um pouco de sua testa visível, e realçava os seus olhos, que por sua vez eram castanhos claros. Devo ter ficado um bom tempo o admirando porque quando me dei conta ele estava me olhando e tentando conter um sorriso.

– Então… — disse ele, ainda tentando não demonstrar que havia achado graça.

– A-ah me desculpe de novo, disse alguma coisa? — gaguejei, não acredito no mico que estava pagando.

– Na verdade sim. — disse ele de um jeito simpático — Eu te perguntei se o seu nome é Rachel.

– É, é sim… mas como você sabe? — tive que perguntar, afinal apenas professores sabiam o meu nome.

– Ah… na verdade eu vi no seu caderno… — disse ele como quem se desculpa, fazendo um gesto de cabeça para o caderno que estava segurando. — Acho que isso é seu.

– É. — não tinha sido uma pergunta mas me senti na obrigação de responder.

– Eu sou Sam Evans. Sou novo aqui.

Isso explicava o porque de ele continuar falando comigo.

– Bem-vindo — disse de um jeito meio bobo.

– Valeu. — disse ele sorrindo — Então, qual aula você tem agora?

– Inglês — respondi sem pensar, afinal, já havia decorado os horários da aula.

– Eu também, posso me sentar com você? — perguntou meio nervoso, quase corando.

– Cla-claro. — gaguejei, mas dessa vez com algum motivo concreto, afinal nunca tinham me perguntado se podiam se sentar comigo. Na verdade acho que nunca tinham sequer pensado em se sentar comigo.

Fomos andando em silêncio pelo resto do caminho, entramos na sala e nos sentamos. O silêncio estava bom, mas pelo visto não para Sam, porque pouco depois do professor chegar, ele disse:

– Você conhece muita gente por aqui? — perguntou ele.

– Na verdade não. Não sou aquela pessoa que se pode chamar de popular. — disse dando de ombros.

– Que bom! — disse ele sem tirar os olhos do professor.

Aquilo me pegou de surpresa, quero dizer, se ele estava apenas sendo educado não teria elogiado. Para falar a verdade nunca tinha imaginado alguém que pudesse elogiar a falta de popularidade de outra pessoa. Admito que eu mesma, em meus mais secretos sonhos, me via como uma pessoa muito mais sociável, sempre indo para todas as festas que quis ir, com um namorado, ou pelo menos mais de uma amiga. Como não sabia o que dizer, fiquei simplesmente o olhando, quando ele virou a cabeça para me olhar, tinha um leve sorriso nos lábios, e sem perceber eu estava sorrindo também.

O resto da aula se passou rápido, mas infelizmente a terceira aula do meu dia não era a mesma que a de Sam, então voltei para a minha solidão de sempre. A aula de agora era de química, que iria se passar no laboratório pelos próximos dias do ano. A má notícia foi que a professora, Srta. Pillsbury, achou que precisávamos de um novo incentivo para a união de alunos e nos fez sortear o nome do nosso parceiro de laboratório por meio de um pote com diversos papeizinhos onde cada um possuía o nome de uma pessoa. Ninguém ainda havia me tirado, então a professora me chamou para "tentar a sorte", bem provável que ela tenha mesmo é ficado com pena de mim. Mas sem me demorar enfiei a mão no pote, fechei os olhos e tirei um papel. Quando o abri eis o que estava escrito:

Santana Lopez

Disse o nome em voz alta, e tudo o que pude ver foi Santana dando de ombros para os amigos como quem diz "já esperava", então me sentei rapidamente em um dos bancos de nossa bancada. Mas mesmo estando já sentada não foi o suficiente para não ouvir um de seus amigos, acho que Puck, falando, "pelo menos ela pode fazer o seu trabalho". Não me controlei e tive que olhar. Santana estava andando em direção a nossa mesa com o seu uniforme de líder de torcida e um sorriso nos lábios, acho que estava tentando ser simpática. Quando se sentou no banco do meu lado ela olhou para mim e disse de um jeito sincero:

– Oi, desculpa se você ouviu o que o Puckerman disse, ele é um idiota.

– Tudo bem, já estou acostumada. — disse sorrindo, já estava gostando um pouquinho dessa garota.

Então começamos a fazer o primeiro trabalho do ano, e para a minha surpresa Santana tinha um certo talento para química, o que nos ajudou e com isso terminamos o trabalho faltando ainda uns quinze minutos para o fim da aula. Como todas as outras pessoas ainda estavam fazendo o trabalho, eu e Santana não tivemos muito o que fazer, então comecei a rabiscar palavras no meu caderno.

– Então, você faz alguma atividade extra curricular? — perguntou Santana me pegando completamente de surpresa.

– Bom, eu, eu não faço, mas queria. Só não sei bem o que. — disse, a última parte tinha sido mais para mim do que para ela, afinal já vinha fazendo essa pergunta para mim mesma há um bom tempo. Mas eu já tinha tentado quase todos os grupos existentes no colégio, e nada havia despertado o meu interesse ainda.

– Ah sim, mas vai ver você acha alguma coisa legal para fazer. — disse ela tentando me dar esperanças.

– É, espero. — respondi sinceramente.

E a aula se seguiu em um silêncio incômodo, até que finalmente bateu o sinal, que por sua vez indicava o horário do almoço. Só me dei conta de que não tinha ninguém com quem me sentar quando estava na fila para pegar a comida, e isso me preocupou um pouco. E então aconteceu algo que eu realmente não esperava, enquanto eu procurava uma mesa vazia, uma pessoa chegou por trás de mim e disse:

– Oi Rachel, arranjei uma mesa, quer se sentar comigo?

Com o susto quase derrubei a minha bandeja no chão, só depois de uns dois segundos quando já tinha recuperado o meu fôlego que olhei para a pessoa atrás de mim. E assim como eu já desconfiava, meus olhos se depararam com um Sam sorridente.

– Claro. — respondi sem hesitar.

O almoço se passou mais rápido do que eu queria, Sam se mostrou um cara muito legal, na verdade tinha dado muitas risadas com ele durante aquela hora de almoço. O resto das aulas não tiveram nada de especial, me sentei em outra aula com Sam, e nas outras com quem não havia com quem mais se sentar, para a minha tristeza Finn Hudson estava em quatro aulas iguais as minhas no dia inteiro. Mas até que o meu dia estava sendo bem agradável.

Saí da escola e fui direto para casa, quando cheguei não fiquei surpresa em ver que ela estava vazia. Meus pais deviam estar no trabalho. Aproveitei então para começar o meu dever de casa, o que acabou gastando apenas uma hora do meu dia. Como não tinha mais o que fazer, preparei o meu jantar e o comi enquanto via tv.

Meus país chegaram juntos e passamos algum tempo conversando sobre coisas aleatórias, foi só quando o assunto estava começando a acabar que resolvi ir me deitar. Já estava no meio da escada quando minha mãe me perguntou:

– E o seu dia na escola? Foi bom?

– Melhor do que eu esperava. — disse com um sorriso no rosto.

Notas finais
Por favor comentem o que acharam (podem criticar a vontade)! E por favor, por favor, respondam o que eu perguntei no início desse capítulo! Obrigada!