Notas iniciais
Queria agradecer a Isadora berry sarfati, Raphilds e a GabiAndrade0905 que mandaram comentários. Muito obrigada gente, é legal saber que tem gente gostando da história! Boa leitura!

Rachel

"Você não vai acreditar! Ps: Como vai Londres?" — Escrevi para a minha melhor amiga, Tina, assim que cheguei no quarto.
"O QUE?? Ah, está legal, mas não posso fazer muitas coisas porque, sabe como é, estou com os meus pais. Pss: Como foi a escola sem mim?" — Respondeu ela quase imediatamente.
"Mas os seus pais são tão legais. Então… eu meio que conheci um garoto…" — Cliquei no botão de enviar com um certo sentimento de vitória, até porque mesmo a Tina (que lembrando, tem a vida social parecida com a minha, ou seja, nenhuma) já havia tido experiência com o sexo oposto.
"Com você, que é a filha que eles pediram aos céus, eles são, mas comigo é outra história né? NÃO BRINCA BERRY! Quem é o sortudo? Por favor que não seja alguém do clube de xadrez!" — Tina esnobava o quanto podia o clube de xadrez porque, de acordo com ela, eles faziam parte do único grupo de pessoas em toda a escola que conseguia ser ainda menos popular que a gente. Eu achava eles legais, até porque ao contrário de praticamente todas as outras pessoas que frequentavam a WMHS, eles não nos tratavam de um jeito inferior. Por isso ignorei a última parte do seu comentário e respondi:
" O nome dele é Sam Evans e ele é novo. Eu esbarrei com ele no corredor e a gente se sentou em algumas aulas juntos. Ah, e ele me convidou pra almoçar na mesa dele." — Escrevi a última frase como sendo algo nada de mais, mas no fundo eu ainda estava dando pulinhos de alegria.
"Ai meu deus Rachel!!! E ele é gato??" —
Depois disso eu o descrevi em detalhes para a Tina, que por sua vez respondeu com um "Nada mal Berry." Já se passavam das onze quando me despedi dela e fui deitar.
(…)
Infelizmente o mundo continuou girando enquanto eu dormia, então quando o relógio marcou seis horas "Hit me baby one more time" começou a tocar em pleno refrão (nota mental para mim mesma: mudar a música do meu despertador senão vou começar a não gostar da Britney).
A empolgação de ontem havia realmente sido só por ontem. Hoje os meus olhos mal abriram quando, com um movimento rápido, desliguei o despertador. Levantei da cama antes que voltasse a dormir e consequentemente perdesse a hora, entrei no chuveiro sem ao menos me olhar no espelho, até porque se eu normalmente não sou lá essas coisas, imagine quando acabei de acordar. Pois é, não é nada agradável.
Depois de tomar banho, me demorando sob a água quente, me dirigi ao armário e optei por um vestido de alças com uma estampa floral e uma sapatilha, fiz isso como uma despedida ao verão, já que agora o clima só tenderia a piorar.
Meus pais já haviam saído de casa quando eu desci então acabei tomando o meu cereal sozinha.
Saí de casa com ainda alguns minutos de folga e assim pude reparar no lindo dia que estava fazendo. O sol já havia saído e esquentava a pele mas não muito, uma brisa suave soprava em meu rosto, como que me dando energia, ela trazia consigo um cheiro que eu costumava sentir quando ia a uma casa no lago com os meus pais. Isso me fez sorrir.
Entrei no carro e com a falta de trânsito acabei chegando na escola em apenas dez minutos. Consegui uma vaga relativamente perto da entrada e estava pegando as minhas coisas na mala quando ouvi vozes.
– Não, eu não quero ir Quinn. Desiste.- Disse uma voz de homem. Provavelmente vindo do carro que acabara de estacionar na vaga do lado.
– Mas Finn, essa festa vai ser o máximo. E a gente precisa ir se quiser continuar sendo o casal mais popular da escola. — Quinn dizia isso no tom de voz típico de quem não aceita ser contrariada.
– Olha, se você gosta de rótulos e essas coisas, o problema não é meu. O único rótulo que eu quero é o que eu mesmo um dia vou me dar e acho que ser popular no ensino médio não é um motivo de orgulho tão grande. Então eu não vou. — Eu sorri com esse comentário porque era exatamente o que eu pensava e nunca imaginei que Finn Hudson, dentre todas as pessoas que eu conhecia, compartilhava desse pensamento comigo.
– Finn… — Ela começou a dizer enquanto eu me virava para ir para a aula.
Foi então que o meu corpo se chocou com o dele. Eu senti uma descarga elétrica vinda do lugar onde nos encostamos, mas é claro que devia ser alguma coisa relacionada ao clima ou coisa parecida.
– Desculpa. — Disse ele me olhando nos olhos. O que foi estranho se for levado em conta o fato de que ontem passei uma aula inteira do seu lado e ele nem deu uma leve olhada em mim.
– Tudo bem. — Respondi dando um sorriso fraco.
Ele, para aumentar ainda mais a minha surpresa, sorriu de volta e depois saiu andando com a sua namorada muito zangada tentando acompanhar o seu ritmo.
Comecei a andar com os pensamentos ainda na descarga elétrica que acabara de sentir quando uma voz me fez sair do meu estado de devaneio.
– Sonhando acordada? — Perguntou Sam.
Ele estava usando uma camisa branca que realçava o seu sorriso, além de parecer super confortável, uma calça jeans e um vans também branco de aspecto novo.
– Não. — Respondi rapidamente. — E bom dia pra você também. — Falei, fingindo estar ofendida pela falta de saudação do garoto.
– Ah, perdão senhorita, deixa eu começar de novo. — Ele andou uns três passos para o lado enquanto eu o observava curiosa, então ele deu meia volta, abriu um sorriso e disse:
– Bom dia Rachel.
Eu soltei uma risada e respondi.
– Ah, e uma coisa. Você se importa de ter a minha companhia? — Percebendo a minha expressão de dúvida, ele rapidamente emendou. — Quero dizer, eu estou sendo aquele cara chato que não larga do pé? Porque você é uma das únicas pessoas que eu realmente falei daqui e posso estar sendo irritante por falar com você toda hora, e eu entendo se você quiser que eu pare, então pode me falar sem problemas… — Ele continuaria com o seu discurso por mais tempo mais logo eu o interrompi.
– Imagina Sam, você é muito legal, de verdade. Já pode me considerar sua amiga, se quiser. — Disse com honestidade.
– Sério? — Disse ele surpreso. Por um segundo pareceu que iria me abraçar mas então recuperou a compostura e abriu um largo sorriso. — Obrigada Rach.
– O prazer é todo o meu. — Disse, devolvendo o sorriso. — Só me faça um favor se quiser mesmo ser meu amigo. — Avisei com uma cara séria.
– O que? — Perguntou ele preocupado.
– Nunca mais use um sapato combinando com a blusa. — Disse rindo. Conversar com Sam era fácil e natural. Eu nunca havia me sentindo tão a vontade com um garoto de fora da minha família desde, bem, desde sempre.
Ele riu e automaticamente olhou para os pés.
– Isso vai ser um problema. Minha mãe vem tentando me ensinar isso há anos mas nada da certo. Mas por você eu me esforço. — E deu uma piscada para mim.
Eu ri mais ainda ao imaginar uma versão menor do Sam tentando escolher o par certo de calçados. E foi nessa diversão que entramos na escola e seguimos para diferentes aulas.

Notas finais
O que acharam? Por favor comentem. Mesmo que não tenham gostado me ajudem falando o que eu posso melhorar e etc (quem gostou pode e deve comentar críticas também, por favor). Obrigada e continuem lendo!
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.