You could be Happy
22 Capítulo 21
Notas iniciais
YCBHCapítulo 21
Não imaginava que sofrer por amor seria tão forte assim, Christina não veio no dia seguinte, seu cachorro estava com uma virose grave, e isso a fez chorar ao telefone, me senti uma péssima amiga não podendo estar ao seu lado em uma hora destas.
Mas ela me ligava direto, chorando na maioria das vezes, não iria aguentar perder seu amigo, Parva virose, ela estava indignada porque geralmente era algo que cachorros novos sem vacina pegavam, e Ted estava sempre com as vacinas em dia, era saudável.
Depois de mais alguns dias de descanso, fui liberada do oxigênio e podia voltar à escola, pensei em não ir, mas eu lembrei que deveria enfrentar tudo, então respirei fundo assim que entrei no carro, minha mãe iria me levar pelo menos alguns dias.
Fiquei mentalmente imaginando como iria reagir quando visse Tobias, e a parte mais difícil como iria encaram a aula de história e estar tão próxima dele.
Coloquei os pés na escola morrendo de vontade de fingir um ataque para voltar e ir embora, mas isso preocuparia minha mãe então estava fora de cogitação.
As primeiras aulas foram tranquilas, na aula de literatura eu evitei olhar na direção de Tobias.
— Deve ser difícil imagino. — Isaac falou olhando em direção a Tobias que tinha um capuz em sua cabeça.
— Pare de olhar para ele, assim vai achar que estamos falando dele, Isaac!
— E estamos mesmo. — ele sorriu.
— Tudo bem, é complicado, mas não impossível.
— Não imagino, acho que eu sofreria muito se acontecesse comigo.
— Quem disse que eu não estou sofrendo? — o encarei levantando uma sobrancelha e revirando os olhos.
— Desculpe.
— Os dois lá no fundo podem, por favor, prestar atenção na aula? — disse o professor. — E Eaton retire esse capuz, falta de respeito!
Um uivo dos alunos invadiu a sala.
Tobias abaixou o capuz eu pude ver de longe seu rosto, ele não estava tão diferente do dia em que foi ao hospital, olheiras e aspecto de cansaço.
Assim que cheguei ao refeitório entrei na fila do almoço e Molli estava em minha frente.
— Hazel, eu achei que tinha enfartado?!
— Não foi desta vez que se livrou de mim.
— Nossa não é para tanto, não quero você morta...
Dei de ombros e continuei passando a bandeja, não havia muitos alimentos liberados em minha dieta o que a deixou quase vazia.
— Olhe aqui, Hazel — Molli parou em minha frente, medos surgiram, mas ela não estava me atacando. — eu sei que o coração que você está é de Tris, e confesso que fiquei com mais raiva de você quando a senhora Prior me contou, mas achei legal como você a tratou, ela é uma mulher maravilhosa.
Ela se virou e saiu.
— O que foi isso? — Christina falou próximo ao meu ouvido.
— Eu não faço a mínima ideia!
Sentámos a nossa mesa e nosso grupo era o de sempre, All sentou ao meu lado um pouco mais animado que o de costume.
— Está melhor, Hazel Grace?
— Sim, estou à medida do possível.
— Vai continuar não é mesmo? Na equipe de Matemática!
— Pretendo, mas acho que não vai rolar, não vou acompanhar o ritmo.
— Eu te ajudo. — All colocou a mão sobre meu ombro eu olhei para o lado e pude ver um Tobias encarando de forma apreensiva.
— All, muito obrigada. — falei retirando seu braço de meu ombro.
— Ei, me desculpe.
— Tudo bem.
Abaixei a cabeça pegando a maçã em minha bandeja, meu estômago estava enjoado devido aos novos medicamentos, e acho que tinha a ver com o emocional também.
— Posso ir a sua casa e te passar tudo que você perdeu. O que acha?
— Seria uma boa, o que acham Isaac e Will? — falei rapidamente tentando deixar entender que era somente um estudo All não poderia ficar tendo expectativas, se fosse para eu ficar com alguém lógico que estaria com quem eu amo que é Tobias.
− Podemos marcar um dia. –Will respondeu dando de ombros e Isaac concordou.
Depois do almoço Christina estava muito abatida.
— Não tem como ele melhorar?
Will perguntou enquanto ela estava deitada em seu ombro.
— Já te expliquei, não tem cura, minha mãe quer que eu o sacrifique, mas eu não tenho coragem.
— Deveria fazer isso. — falei sem ao menos pensar no peso de minhas palavras.
— Hazel, que coisa horrível! Eu quero apoio e não que me deem soluções de pôr fim a vida do meu cachorro.
Sabia que iria doer, mas eu precisava dar minha opinião.
— Pense bem Chris, se eu estivesse no lugar dele, eu não gostaria de ficar sofrendo.
— Hazel, pense se os seus pais tivessem desistido de você, antes do milagre de receber um coração.
— Talvez tivesse me poupado algumas coisas, mas o fato é que você já disse que não tem cura, não há nenhuma esperança que o prenda, pense bem.
As durezas em minhas palavras poderiam parecer insensíveis, mas eu estava me colocando no lugar de Ted, se eu soubesse que não teria esperança alguma, se soubesse que minha vida não teria mais nenhuma chance, ou que deveria viver ligada a aparelhos o resto dela, eu iria desejar que alguém escolhesse pôr fim a meu sofrimento.
Vi que Christina ficou muito triste, ela tinha razão era hora de confortá-la e não bombardeá-la, eu tinha uma boca enorme às vezes, e aquele maldito buraco nunca aparece quando se precisa.
— Desculpe Chris. — fui a sua direção e a abracei. — Às vezes eu sou meio grossa sem sentir.
— Não me leve a mal Hazel, mas já que estamos sendo francas, acho que tudo isso que está fazendo é errado, você não deveria afastar pessoas que ama, só por que acha que vai fazê-las sofrer.
Sabia que ela estava dizendo isso por uma pura vingança interna, já que eu falei coisas diretas referentes a Ted, ela por sua vez me deu uma tapa com coisas referentes a Tobias. Mas parte de mim sabia que poderia ser verdade.
Depois do intervalo, estava entrando na aula de Artes, quando fui abordada pelo professor.
— Hazel, está se sentindo melhor?
— Sim, na medida do possível.
— Que maravilha, bem depois de nosso recesso de inverno, e dos feriados retomaremos a nosso projeto, e agora terá de se dedicar dobrado, consegui uma audição e uma mostra com os olheiros da escola de arte.
Sorri meio sem jeito, eu não sabia o que esperar daqui para frente à palavra rejeição pulsava em meus ouvidos, mas parte de mim estava vendo uma luz no final do túnel, talvez as pessoas tenham razão, eu não posso ser tão pessimista e ter esperanças não dói nada.
Antes de entrar na aula de história respirei fundo, coloquei os pés na sala, fui até meu lugar ao lado de Christina que nem me olhou direito, eu havia tocado em sua ferida, me senti a mais péssima das amigas.
Não demorou muito e Tobias entrou, ele caminhou até seu lugar, meu coração ficou despedaçado por ele nem olhar em minha direção, eu fiquei me sentindo sem chão, a vontade de chorar foi difícil de segurar, eu tinha pedido um tempo, e não para ser ignorada, queria me afundar na terra se possível, me enterrar.
Christina esticou sua mão, e vi o que ela queria, então levei a minha mão na dela, ela sorriu mesmo que seu semblante mostrasse o contrário, ela estava tentando me passar força, apertei a sua mão e retribuí o sorriso, suspirei.
Soltamos as mãos e logo a professora entrou. O clima na aula só foi amenizado porque ela foi bem produtiva.
Mas eu não conseguia evitar erguer meus olhos e tentar ver Tobias, em uma dessas minhas encaradas, ele se virou lentamente e nossos olhos se encontraram, eu abaixei rapidamente meu olhar para o caderno, e durante a aula isso se repetiu até que em um momento que levantei meu olhar ele estava me encarando sorrindo.
Não teve como não retribuir. Abaixei novamente meu olhar para o exercício, tentei ficar focada na aula, mas percebia que Tobias me observava toda vez que podia.
Assim que o sinal tocou foi como se todos os nós de tensão que se formaram em meu ombro se desfizessem, tratei de guardar rapidamente meu material, quando derrubei as canetas.
Tobias se abaixou e me ajudou.
— Como você está? — senti a tensão em seu tom de voz.
Dei de ombros.
— Bem. — levantei e continuei o encarando. — Vai ser assim sempre?
— Como? — ele perguntou arqueando as sobrancelhas, e eu amava quando ele fazia isso era tão Tobias...
— Nós, eu, você, esse clima, primeiro você não almoça conosco, depois nem me olha e depois isso, esses olhares! — eu sabia que por mais que eu tentasse estar soando coerente, as palavras saíam mais desconexas possíveis.
— Me fiz a mesma pergunta, e quando eu achei que deveria ir e almoçar na mesma mesa que você, seu amigo estava tentando investir em algo e você sabe, não sou de ter reações favoráveis quando algo me provoca.
— Ah! All, ele é meio... — eu não tinha uma palavra para descrever. — sabe... Mas eu tento contornar.
— Precisa ser direta às vezes.
— Está com ciúmes, Tobias? — tentei soar engraçada, mas vi que ele vincou a sua testa, e isso era algo seu.
— Não sei o que significa "dar um tempo", e a meu ver não isenta você do cargo de namorada.
— Um cargo? Interessante... Olhe Tobias, não quero esse clima.
— Mas é o que temos, nós não éramos "amigos" vamos assim dizer antes de sermos namorados, então não tem um ponto a se retomar, por isso fica o clima.
Tobias tinha razão, não tínhamos um ponto de partida. Nós nos implicávamos até que nos tornamos namorados.
— Pensarei em algo.
— Eu também, tenha um bom dia, Hazel.
Passei por ele, e assim que esbarrei em seu corpo, senti seu perfume, um misto de sensações me fez perceber que seria difícil manter esse tempo.
Cheguei ao estacionamento e fui até o carro de minha mãe.
— E aí tudo bem, filha?
— Sim, eu acho que está e se não estiver vai estar logo. — suspirei.
Durante o trajeto eu fiquei tendo mil imagens de Tobias, estranho quando se evita pensar em alguém, aí que você é bombardeado de imagens.
Assim que minha mãe estacionou o carro em frente a nossa casa, meu telefone tocou, era o número de Christina.
— Chris?
"Hazel, por favor, pode vir aqui em casa?" — a voz em completo desespero de minha amiga já me deu entender o que tinha acontecido.
— Mãe, pode me levar na casa de Christina?
— Filha, eu deixei roupa na máquina e um assado no forno que tenho que verificar, pegue a chave e vá.
— Tem certeza?
— Sim, qualquer coisa ligue.
Troquei de lado no carro, dei um beijo na bochecha de minha mãe pelo vidro.
— Tenho que estar com ela mãe, Ted é o cachorro dela, mas...
— Vá filha, os animais são como da família para muitos, sua amiga precisa de você.
Cheguei à frente de sua casa e já avistei o carro de Will.
Assim que a irmã de Chris abriu a porta vi que ela também estava chorando a abracei. Mesmo não tendo muita amizade e cumplicidade com essa pequena cópia de Chris, eu sabia que ela só precisava de consolo.
— Hazel! — Chris veio em minha direção e me abraçou também. — Cheguei da escola e fui dar os remédios e ele já estava... Estava gelado... Ele estava...
— Calma, agora ele está onde?
— Não tive coragem de mexer nele, está no meu quarto, em seu cesto.
O que dizer em uma hora destas? Eu sabia que era um animal, muitos poderiam negligenciar, eu mesma fui insensível hoje, mas a vendo ali com aquele sofrimento todo, era visível, Ted era mais que um animal de estimação.
Enquanto eu estava abraçada com a minha amiga chorando, meus olhos vagaram pela sua casa, e vários porta-retratos em que tinham as garotas ele estava na maioria das fotos, Ted fez parte da família, vi Will encostado na soleira da porta, sorri para ele.
— Me ajude? — sussurrei para ele.
Ele concordou com a cabeça.
— Sente-se ali com a sua irmã, eu vou com Will arrumar Ted, o que faremos?
— Bem, eu não vou deixar que o levem, o quintal é grande, quero enterrar ele aqui.
— Tudo bem. — olhei para Will. — Vamos.
Chegamos até a cozinha de Christina.
— O que eu faço Hazel? Eu não sei o que falar a ela!
— Calma, a conforte, deixe-a chorar, vamos fazer a cova, depois enterrá-lo, isso já ajuda.
Peguei na cozinha um saco preto de lixo, Will foi até o quintal e cavou um buraco, quando passei pela sala Christina estava olhando algumas fotos com sua irmã, subi as escadas entrei em seu quarto e Ted estava lá deitado, quem olhasse não diria que estava morto, ele estava dormindo, seu pelo não tinha mais o brilho de quando eu o via aqui com vida, ele estava mais magro.
Mesmo sendo pesado eu tentei colocar ele no saco, amarrei logo Will estava ali também, ele me ajudou a descer com o corpo de Ted.
O colocamos no buraco e chamamos Chris.
— Quer falar alguma coisa? — falei tentando não estar sendo rude, pois realmente era um animal, porém eu sabia o que ele significava a ela.
— Sim. — Chris falou.
— Então fale.
— Ted foi o melhor cachorro do mundo, ele viveu a sua vida em função de nos dar amor, e por mais que ele tenha ido cedo demais, valeu a pena cada momento em que passei com ele.
Em meio a soluços esse pequeno discurso saiu, ela não conseguiu falar mais nada, mas aquelas simples palavras valiam tudo.
Eu mesma chorei, fiquei mais um tempo ali com ela vendo fotos ouvindo histórias sobre Ted,
— Acho que é por isso que não tenho um animal. — Will falou.
O Encarei pensando se isso foi algo sábio a se dizer, Christina encarou o namorado.
— Isso é tão egoísta, se privar de amar alguém ou um animal que seja por medo de que vá perdê-lo, na vida perdemos pessoas mesmo sem a morte, veja meu pai, ele foi embora, não é o tempo que se passa com alguém e sim se você faz esse tempo valer a pena!
As palavras de Chris foram de longe uma indireta para meu caso, mas eu as absorvi, fiquei mais um tempo ali até que me lembrei de que teria de tomar meus remédios.
Chris não se opôs a eu ir embora, mas durante o caminho as poucas palavras que ela disse ficaram me atormentando, ‘’por mais que ele tenha ido cedo demais, valeu a pena cada momento... ’’
Era isso, não importava se quem nos deu amor ia embora ou morria, importava como ela mesma disse: se "valia a pena ter amado".
Neste instante eu dei meia volta em meu carro, e fui em direção da casa de Tobias, eu não podia fazer isso, não podia evitar magoá-lo ou evitar ser magoada sem dar a chance de ao menos tentarmos.
Eu poderia enfrentar uma rejeição, mas se alguém que me amava estava disposto a estar ao meu lado, por que eu rejeitaria isso?
Estacionei, respirei fundo e fui até a porta de Tobias, eu mal bati a campainha e ele atendeu.
— Hazel! — seu olhar abatido em segundos foi iluminado.
— Tobias. — eu sorri e não disse mais nada. Saltei em seu pescoço abraçando-o, senti que estava com os olhos cheios de lágrimas, beijei seu pescoço ele então me abraçou suas mãos me envolveram com um pouco de força, ele encaixou seu rosto na curva do meu pescoço inalando meu perfume, sorri com a sua barba por fazer me fazendo cócegas, então beijou a região.
Seus beijos foram subindo a meu queixo, passaram a minha bochecha, sabia que ele esperava somente que eu tomasse a iniciativa, foi quando meus lábios buscaram os dele desesperadamente.
Desta vez eu fui mais ousada tentando introduzir minha língua, senti seu sorriso em meio ao beijo em seguida ele também deixou que o beijo ficasse mais intenso.
Suas mãos subiam e desciam em minhas costas, eu sentia que todo mundo poderia desabar, eu poderia ficar doente, mas eu necessitava estar naquele lugar, o meu lugar feliz.
Quando o ar foi necessário me afastei observando seu olhar de dúvida, entramos ele fechou a porta atrás de suas costas.
— O que houve?
— Nada, quer dizer, Christina, seu cachorro morreu, e eu... Bem eu...
As palavras não faziam sentido. Suspirei fundo e continuei.
— Eu te amo Tobias, não posso deixar de te amar mesmo que um dia eu morra, eu quero você e quero te amar!
Tobias sorriu de lado, sem deixar de segurar minha cintura.
— Você é uma coisinha irritante sabia Hazel?!
— Já ouvi muito isso. — dei de ombros. — Tobias não respondeu novamente, porém eu tentei não ficar neurótica com isso.
Nesse instante levei um susto quando suas mãos fortes apertaram minha cintura me levantando com facilidade, enrosquei minhas mãos em seu pescoço e minhas pernas em sua cintura, comecei a beijar seu pescoço, arrancando-lhe suspiros longos.
Ele, sem pestanejar e com facilidade, subiu as escadas me carregando. Soltei gritinhos.
— Seus pais! — falei.
Tobias parou no alto da escada me encarou e vi seu olhar de malícia.
— Não estão em casa, então estou sendo um adolescente normal e aproveitando da situação levando uma garota a meu quarto.
— Espere!... Uma garota?! Agora eu sou somente uma garota?!
— Hazel Grace o que você é?
— Pensei que "Um tempo" não me isentasse de ser a sua namorada.
Ele estava se divertindo, deu uma mordida de leve em meu queixo, e continuou comigo enroscada caminhou até seu quarto.
— Não isenta. — ele abriu a porta soltou meu corpo no chão, fiquei em pé em sua frente observando seu olhar, ele colocou minha mecha do cabelo atrás da orelha.
— Seu cabelo está crescendo, vai deixá-lo assim?
Dei de ombros.
— Não sei, ainda estou pensando.
Seus lábios chegaram aos meus com urgência, e em segundos estávamos na cama.
***
Depois de um tempo, eu estava enroscada em seu corpo quando me lembrei dos meus remédios.
— Tenho que ir embora! — falei apressadamente fazendo com que ele me abraçasse.
— Não tem não! — Tobias falou me segurando mais forte.
— Preciso, eu atrasei meus remédios!
Vi que imediatamente seu olhar de realização e divertido se transformar em preocupação.
— Como fez algo assim? Vamos! — ele falou firme levantando-se apressadamente.
— Calma, não vou ter um enfarte só por atrasar uma vez os remédios! — tentei soar divertida e despreocupada para que o clima ficasse mais leve.
— É bom mesmo, olhe Hazel. — ele chegou até minha frente eu corei de vê-lo somente usando sua cueca box, seus olhos chegaram até os meus, tentei focar neles fortemente quando vi que realmente Tobias estava tentando ter uma conversa séria.
— Não quero mais saber de você me dispensar a cada dificuldade, eu também vou tentar parar de ser um idiota completo, mas quero que me prometa, passaremos por tudo que tiver de passar juntos!
Tentei processar o peso daquelas palavras e o valor de cada uma delas, senti uma pequena lágrima correndo pelo canto de meus olhos, era uma lágrima solitária e pesada, mas eu estava diante de um impasse, eu poderia me tornar como um buraco negro tragando tudo ao meu redor para dentro de um completo desconhecido.
— Tudo bem. — falei desviando o olhar, não sabia se estava convicta o suficiente para aguentar isso, aguentar levar as pessoas que amo para esse buraco, mas Tobias insistiu segurando meu queixo e olhando firme em meus olhos.
— Prometa! — ele falou firme, com meu olhar preso ao seu, aqueles olhos azuis firmes nos meus me tragavam, e me davam conforto e força, eu percebi que não adiantava lutar, por mais que eu soubesse que meu destino era incerto e que a qualquer momento eu poderia transformar momentos felizes em momentos de dor, no entanto Tobias estava ali em minha frente disposto a enfrentar isso, então eu sabia que não importava o que eu fizesse eu o queria ao meu lado, e ele queria isso.
— Eu prometo. Juntos!
Ele sorriu segurando minha mão, senti o calor e a energia presentes nesse gesto, seguido de um sorriso realizado e feliz, eu juntei aquelas inseguranças e decidi trancá-las junto com meus medos e decidi que eu jamais deixaria que nada me separasse daquele que estava disposto a enfrentar o desconhecido comigo... Juntos!
— Juntos!
Ele sorriu de uma forma aliviada, como se eu acabasse de retirar um enorme peso de seus ombros, me deu um beijo que foi esquentando, até que interrompi, mesmo querendo ficar ali e aproveitar cada minuto com Tobias, eu precisava mesmo ir para casa, minha mãe também deveria estar preocupada.
— Aliás, — ele sorriu — eu também te amo, Hazel.
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