You can come to me
31 Mãe, eu te amo
Notas iniciais
Eu poderia acreditar que eu estava apaixonada por ele, ou que isso tudo não passava de uma bobagem emocional.
Acordo as 7hrs e vejo que se não me apressar vou chegar atrasada.
Isso é o que dá dormir muito tarde – resmungo.
Tomo banho rapidamente e coloco uma roupa, vou até a cozinha e pego uma maçã, logo depois saio apressada.
...
Nossa você está acabada – diz Trish.
Sim, eu sei – falo andando até a sala de aula.
O que houve? – pergunta ela.
Só assistimos a um filme e comemos besteira – digo.
Sério? Que legal – fala Trish.
É... Trish – falo colocando minha mochila na carteira.
Eu fiquei na esperança que vocês pudessem namorar casar e ter lindos filhos – diz Trish.
Olho para ela com surpresa e medo.
Nossa você viajou – digo.
Talvez, mas isso não muda o fato que poderá acontecer algum dia – Trish diz.
Não posso passar o resto da minha vida esperando por algo que nunca acontecerá Trish – falo.
Você está acreditando muito nisso, pense positivo – fala Trish.
Eu tento – digo.
Você está apaixonada? – sussurra Trish.
Eu não sei como é amar – digo.
O professor chega à sala, dá bom dia e todos sentam.
Ninguém sabe – sussurra ela.
Pov Austin
Acordei 06h40min e fiz minhas higienes matinais, vesti uma roupa e sai.
Dez veio até mim e me explicou tudo sobre a noite dele com a Trish, falou que os pais de inicio não gostaram tanto, mas logo depois se tornaram amigos, ótimo para ele.
Muito bem cara, espero que vocês sejam muito felizes – digo.
Obrigada cara – diz Dez com um sorriso.
Sorrio.
Aliás, você viu a Trish? – pergunta Dez.
Não cara – digo.
Vamos para sala logo, vai já tocar o sinal – diz Dez.
Sigo-o e entramos na sala, sento-me do lado da Ally.
Oi – sussurro.
Oi – fala Ally.
Tudo bem? – pergunta Ally.
Ela demora um pouco para responder.
Sim – responde Ally.
Suspiro e digo.
Certeza? – pergunto.
Sim Austin – diz ela.
Okay – falo.
O professor chega e começa a aula, pego meu caderno e coloco em cima da carteira.
A diretora entra na sala de aula e o professor para de escrever.
Com licença, Ally Dawson me acompanhe – diz ela.
Ally se levanta e vai até a diretora que fecha a porta.
O que houve será? – pergunto.
Eu não sei – diz Trish.
Pov Ally
O que a diretora quer comigo? Eu não sei o que eu fiz.
Ally... Como eu posso dizer disso? – diz ela.
Eu realmente não sei diretora... O que eu fiz? – pergunto.
Nada Ally, mas sua mãe... – diz ela.
Senti meu peito apertar.
O que? – pergunto.
Ela foi atropelada – diz ela.
Fico em choque e as lágrimas começam a descer, mesmo depois de tudo que ela já havia dito para mim, e também o que me fez passar isso não importava agora, ela é minha mãe e eu estou totalmente quebrada agora.
Se acalme senhorita Dawson – diz ela me servindo uma água com açúcar.
Minha mãe foi atropelada e você acha que eu devo ficar calma – dito entre gritos.
Bebo a água.
Ela já está melhor? – pergunto.
O hospital não me informou ainda... – diz ela.
Eu tenho que ir para lá – digo.
Vou deixa-la – diz ela.
Levanto da cadeira e enxugo minhas lágrimas com meu moletom, cubro a cara para passar entre os alunos, escuto meu nome e me viro devagar.
Ally o que foi? – pergunta Austin.
Tchau – digo.
Você tá chorando? – pergunta ele.
Não – digo seco.
Saio da escola e sigo a diretora.
Pov Austin
A aula termina e eu vejo Ally saindo da escola corro até lá e ela me trata com tanta ignorância.
O que houve? – pergunta Dez.
Vocês não sabem... A mãe dessa Ally aí foi atropelada deve ser porque deveria estar bêbada e jogada novamente – diz Priscila.
Olha sua vadia cala a sua boca e vai pro inferno – digo.
Aff – diz ela.
Ally deve estar péssima – diz Trish.
Eu preciso ir até lá – diz Austin.
Você está doido? Como vai sair da escola? E se conseguir como vai entrar e conversar com a Ally? – pergunta Trish.
Eu não sei, eu só preciso ir até lá e ficar com ela – digo.
Depois, ela está muito abalada Austin-diz Dez.
Por isso mesmo, eu preciso ir até lá conforta-la – falo.
Cara, eu te dou cobertura vai logo antes que eu me arrependa, eu escondo suas coisas – diz Dez.
Cara, muito obrigada – digo.
Aqui as chaves do meu carro – diz Dez.
Valeu – respondo.
...
Pov Ally
Chegamos ao hospital e a diretora disse o nome da minha mãe e ela fez algumas perguntas e eu fui até a sala onde minha mãe estava diretora nos deixou sozinha.
Vi minha mãe machucada e coberta com todos aqueles aparelhos rodeados dela e sua pele pálida, comecei a chorar novamente.
De novo mãe? – digo pegando em sua mão.
Suspiro e dou um beijo em sua mão.
A senhora não poderia ter prometido que ia parar de beber? Se você não resistir quem vai me dar broncas e dizer que eu não presto, quem vai me forçar a comer e dar uma esperança que quer que tudo melhore em nossas vidas? Eu não te odeio... Nunca odiei, e a senhora sabe – digo chorando.
A mão dela se mexe embaixo da minha.
Eu também nunca te odiei minha filha – diz ela com um tom fraco na voz.
Não me deixa – digo com as minhas lágrimas pingando no chão.
Eu sempre vou estar com você – diz Penny.
Mãe... – sussurro.
Ela fecha os olhos bem devagar e eu suspiro.
Eu te amo muito – sussurro.
Aquele som que eu nunca imaginaria ouvir novamente em minha vida, aquele som interminável e depois médicos entrando e pedindo para eu sair, eu estava em pratos e gritando muito alto, isso era um sentimento insuportável, eu não queria isso novamente em minha vida, é um sentimento que você não consegue descrever.
Eles me deram água e eu estava com uma dor no peito e eu não aguentaria mais, eu preciso aliviar isso, tá doendo tanto.
Ally – alguém grita meu nome.
Olho pro lado vejo Austin correndo até mim e me abraça muito forte.
O que você está fazendo aqui? – pergunto.
Vim ver você – diz Austin.
Não precisava, eu só quero ir para casa – digo.
Vou te deixar lá – diz Austin.
Falei com a diretora sobre isso e ela falou que chamaria minha tia Célia para cá e que eu poderia ir.
Entro no carro e Austin o liga.
Passo a mão nos meus cabelos e olho para o vidro.
Eu sinto muito Ally – diz Austin.
Obrigada – digo.
Pelo quê? – pergunta Austin.
Por me deixar em casa – digo.
Ah, sempre vou estar com você, lembra? — diz ele.
É eu lembro – falo.
Chegamos em casa, saio do carro e ele sai também.
Não precisa, tchau, obrigada – digo.
Ally me deixa entrar – diz Austin.
Eu vou tomar um banho e chorar mais um pouco Austin – digo.
Precisa ficar sozinha não é? – pergunta Austin.
Sim – digo.
Ok, tchau – diz Austin me abraçando.
Entro dentro de casa vou até meu quarto, pego minha caixinha e abro entro no banheiro pego minha lâmina e passo no meu pulso esquerdo, choro e lembro-me do que minha mãe tinha me dito, faço mais cortes e choro mais um pouco, lembro-me de quando ela me levava para passear e brincar no parquinho com meu pai lembra quando minha mãe falou sobre meu pai e como eu chorei quando soube da noticia, tudo isso estava acumulado e eu olhei para o sangue escorrendo e como eu tinha ido mais fundo do que antes dessa vez, e que eu poderia passar mais forte e acabar com essa dor logo, algo me prendia aqui.
Eu sabia que você não ia só chorar – fala Austin atrás de mim.
Solto minha lâmina rapidamente e ela cai no vaso.
Vai embora – digo.
Não – diz Austin.
Por quê? – pergunto.
Por que... Eu estou loucamente apaixonado por você e eu não me importo se você maltratar meu coração de todas as maneiras possíveis porque eu estarei lá de novo para juntar os cacos e te amar novamente – diz ele.
Ele chega mais perto e pega uma toalha limpa o sangue do meu pulso e dá descarga no vaso.
Eu vou estar sempre aqui – repete ele.
‘’Meu coração nunca para de bater por você’’
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