You can come to me
32 Mãe, eu te amo Part 2
Notas iniciais
Austin... – digo olhando para minhas mãos.
Você ouviu... Eu me apaixonei por você – ele diz enquanto pega na minha mão e a beija.
Eu não sou boa para você – sussurro.
Por que você pensa isso? – pergunta ele.
Bom, por que... Você merece uma pessoa melhor – diz ela.
Olha, você é a pessoa com que eu quero estar- diz Austin.
Eu não falo mais nada.
Você não me ama, não é? – diz ele.
Não é isso, é que é tudo tão diferente não estou acostumada com isso – digo baixinho.
Oh, nem eu – diz ele.
Por favor, você já teve uma namorada – digo.
Eu te assustaria se eu dissesse que não? – ele pergunta.
Sério?- pergunto.
Não Ally, nunca me apaixonei por alguém antes – diz ele.
De repente ele me abraça, tão forte como se ele precisasse disso para viver, ele precisa de mim.
Você é o meu primeiro amor – sussurra ele.
Você é o meu primeiro e único amor – digo.
Ele me solta rapidamente.
O que você disse? – pergunta ele surpreso.
Eu te amo – digo.
Ele sorri e coloca as duas mãos no meu rosto.
Eu também te amo – diz ele.
Já pode me beijar – digo.
Ele sorri maliciosamente e me beija profundamente.
Eu sinto muito por sua mãe – diz Austin.
Parece que agora eu tenho que escolher – digo.
Como assim? – pergunta ele.
Bom, como minha mãe... Morreu,eu acho que vou me mudar para a casa da minha tia Célia – digo.
Oh Ally, você quer isso? – pergunta Austin.
Não sei – digo.
Quer morar sozinha? – pergunta ele.
Seria bom – digo enquanto caminho de volta para o quarto.
É você já tem idade para isso – fala ele.
Sim, mas no momento eu só tenho uma certeza que é: eu quero tomar banho – digo.
Vou esperar você na sala – diz ele.
Ok – respondo.
Entro no chuveiro e penso como vai ser minha vida agora, não vai mudar muita coisa, só que vai ser mais difícil, olho para meu braço.
O que eu fiz? – pergunto.
...
Coloco uma calça jeans, um moletom cinza e meias, penteio o cabelo e o prendo em um elástico de cabelo.
Saio do quarto e vou até a cozinha.
Fiz chá – diz Austin.
Obrigada – digo recebendo a xícara e sentando no sofá.
Trish ligou umas cinco vezes – diz Austin.
Daqui a pouco eu mando uma mensagem para ela – digo.
Austin caminha até mim e se senta no sofá ao meu lado. Coloco a cabeça do seu ombro.
Vai ficar tudo bem, se não ficar nós damos um jeito – diz Austin.
Olho para ele e dou um selinho.
...
Acordo na minha cama e olho no relógio são 3 horas da tarde.
Levanto rapidamente e atordoada, saio do quarto e Austin está conversando com minha tia.
Ally querida sinto muito – diz ela triste e com cara de quem chorou o dia todo.
Sinto muito tia – digo.
Você vai vir morar comigo, não é? – pergunta ela.
Eu não sei – digo.
Pense nisso, querida – diz ela.
Eu vou, já marcaram o enterro da mamãe?- digo e meus olhos se enchem de lágrima.
Amanhã de tarde, venho buscar você-diz ela.
Ok – digo.
Ela sai e Austin vem até mim.
Olha, tá tudo bem, a gente convive com a dor, eu vou ficar bem Austin, meu pai se foi cedo e eu tive que me virar, agora não será diferente- digo.
Eu só queria dizer que eu te admiro muito – diz ele.
Sorrio.
Vou fazer algo para comer, estou faminta – digo.
ALLY – ouço gritos.
Viro e dou de cara com Trish e Dez que me abraçam e ela beija meu cabelo.
Eu estava tão preocupada – diz ela.
Trish, eu estou bem – digo.
Ela olha para mim e puxa a manga do meu moletom.
Eu vejo – diz ela.
Trish... – digo.
Eu estava tão preocupada, que queria te ver só que não deixavam eu sair da escola – diz ela.
Você está aqui agora – digo.
Não queria deixar você sozinha – diz ela.
Eu não fiquei sozinha Austin ficou comigo – digo.
Oh, ótimo – diz ela.
Trish me solta e Dez me abraça.
Sinto muito – diz ele.
Eu vi sua tia saindo, você vai mesmo morar com ela? – pergunta Trish.
Eu não sei ainda – digo.
Eu estava pensando em me mudar e morar com minha tia Nancy em Colorado – digo.
O quê? – diz Austin se levantando.
Mas essa ideia já foi totalmente descartada hoje de manhã – digo.
Austin sorri.
O que eu perdi? – pergunta Trish.
Nada – falo.
Você ainda vai me contar – diz ela.
Agora eu vou comer, não sei vocês – digo.
Nós vamos sim – diz Austin.
Vou para a cozinha.
Ah, esqueci-me de falar... Eu fiz uma lasanha – diz Austin.
Desde quando você cozinha? – pergunto.
Isso me ajudou- diz ele mostrando o celular.
Eu ri.
Então eu vou servir já que você fez – digo.
Alguém mais aqui tá achando que o amor tá muito forte aqui? – diz Dez.
Reviro os olhos.
...
Isso está muito bom – diz Dez.
Realmente – digo.
Dá para casar – diz Trish.
Rimos e minha tristeza foi desaparecendo.
É possível conviver com a dor – penso.
Bom gente, eu adorei mais preciso estudar para a prova surpresa de amanhã – diz Trish.
Todos olham para Trish.
Está doente? – pergunto rindo.
Haha – diz ela.
Vamos Dez, você vai me deixar em casa – diz Trish.
Tchau gente – diz Dez.
Tchau Dez – digo.
Sua mãe não está preocupada?- pergunto colocando os pratos na pia.
Ela me ligou mais cedo, já falei para ela o que aconteceu – diz Dez.
Ah bom – digo.
Nós temos que estudar para a prova de também – diz Austin.
Vou pegar o livro – digo.
Austin me puxa.
Mas primeiro eu quero te beijar- diz ele.
Talvez depois – digo.
Vai me fazer esperar? –pergunta Austin.
Já estou fazendo – digo.
Ele ri e me libera.
‘’Acho que te amo’’
Fale com o autor