You belong with me.
26 Capítulo bônus - Luke
Notas iniciais
–- É apenas um treino antes das aulas começarem, nada de mais. — falei pelo telefone.
–- Eu não sei... — Nick resmungou pelo outro lado da linha.
Era algo realmente bobo eu ligar para minha namorada que está na casa ao lado, mas pelo que parecia Nick só conseguira acordar agora, às 12:30 e não queria sair do quarto.
–- Por favor. — pedi baixinho.
–- Luke. — ela pediu a voz ainda carregada de sono. Ela estava falando de um jeito bonitinho.
Andei até a janela do quarto e vi seus pés balançando na ponta da cama.
–- Você está com medo de quê? — perguntei. O pé dela começou a se maxer mais rapidamente.
–- Eu não estou com medo. — ela resmungou.
–- Então vamos. Você pode ir com seu pijama de coelhinho, você ficou sexy nele.
–- Sexy? — ela riu.
–- Sim, sexy. — sorri apenas de lembrar. — mas se alguns dos outros jogadores olhar para você, eu juro que...
–- Não seja ciumento. — ela respondeu.
Eu suspirei.
–- Por favor, eu quero minha linda namorada junto comigo.
–- Luke, eu não entendo de basquete.
–- Eu conversei com Dylan, Clarisse também vai. Vocês podem conversar sobre o quanto eu sou bonito.
–- Não tem só você de bonito no time. — ela respondeu.
–- Mas eu sou seu namorado. — ri. — seu lindo e maravilhoso namorado.
–- Convencido. — resmungou.
–- Não sou convencido, eu apenas sei o que tenho.
–- Claro.
–- Por exemplo: uma linda namorada loira, que usa um maravilhoso pijama de coelhinhos.
Ela gruniu irritada.
–- Você nunca vai esquecer isso?
–- Nunca. — eu estava rindo feito um idiota. Cada palavra que ela falava com hostilmente era como se fosse uma piada. Era tudo muito divertido. — mas posso tentar se você aceitar.
Ela suspirou.
–- Está bem. Apenas me deixe tomar um banho e comer alguma coisa.
–- Já falei o quanto você é incrível? — perguntei.
–- Já. — ela desligou o telefone na minha cara.
Eu sorri e larguei o telefone em cima da cama. Nick saiu do quarto batendo a porta.
–- Mal humorada. Não sei como uma garota tão pequena tem tanta fúria dentro de si.
* * *
Nick me esperava sentada no meio fio em frente a sua casa. Os cabelos loiros presos em um coque e uma maçã vermelha mordida em uma das mãos. Ela não usava o pijama de coelhinhos.
–- Pronta? — perguntei quando cheguei perto dela.
Ela se levantou, a maçã presa a boca e dando tapas nos shorts para tirar a areia.
–- Vamos. — respondeu.
Eu peguei sua mão e entrelacei os dedos. Suas bochechas coraram levemente, mas ela continuou a manter sua mão ligada a minha. A mão dela era pequena e delicada, mas não só a mão. Tudo nela parecia mais delicado, dos dedos pequenos e lábios rosados a suas pernas e braços. Ela apertou um pouco mais minha mão.
–- O que acha de depois do treino irmos comer alguma coisa? — perguntei quebrando o silêncio.
–- Eu não trouxe dinheiro. — ela resmungou enquanto jogava os restos da maçã em um cesto lixo.
–- Eu sou seu namorado, tenho obrigação de pagar.
–- Não tem, não. — ela respondeu.
–- Sim, eu tenho. — sorri. Adorava esse tipo de brigas.
–- Não tem, não.
–- Sim, eu tenho.
–- Não tem, não.
–- Sim, eu tenho.
–- Não tem, não.
–- Sim, eu tenho.
–- Não tem, não.
–- Sim, eu... — eu fui interrompido por um beijo.
Nick estava me beijando, suas mãos seguravam firmes a gola da minha camisa me puxando para baixo. Ela estava na ponta dos pés. Seus lábios rosados contra os meus se movendo devagar. Pus minhas mãos em sua cintura, tomando cuidado para não aperta-la de mais. Aproximei-a mais ainda de mim. O cheiro dela era inebriante, uma mistura deliciosa de frutas e flores, quase tão doce quanto seus lábios.
Ela se afastou, mesmo meus lábios clamando por mais.
–- Você. Não. Tem. Que. Pagar. Coisas. Para. Mim. — ela falou pausadamente.
–- Você me beijou como artifício para estar certa?
–- Sim. — ela respondeu franzindo as sobrancelhas.
Lancei-lhe um sorriso digno do gato de Alice no país das maravilhas.
–- Você deveria fazer isso mais vezes.
Ela riu, um riso gostoso e sapeca que somente ela conseguia fazer.
–- Vou tentar me lembrar. — ela resmungou.
–- Achei que nossas brigas por esse motivo acabariam depois de começarmos a namorar.
–- Algumas coisas nunca mudam. — ela riu. — eu não gosto que pagem coisas para mim.
–- Eu sei, mas não vou desistir.
–- Eu sei que não vai.
Ela puxou uma das minhas mãos e entrelaçou nossos dedos. Eu acariciei as costas de suas mãos com o polegar e ela emitiu um suspiro baixo, quase inaudível.
Chegamos ao colégio em poucos minutos com um confortável silêncio reinando sobre nós.
–- Elas estão me olhando feio. — Nick sussurrou quando passamos por um grupo de lideres de torcida, com olhares realmente homicidas.
–- Elas estão com inveja. — respondi largando sua mão passando o braço por seus ombros, a puxando mais para perto de mim. — agora elas tem mesmo motivos para isso.
Ela soltou um risinho nervoso.
–- Elas vão me matar.
–- Eu não vou deixar. — sussurrei no seu ouvido dela.
Nós caminhamos pelos corredores do colégio em busca do ginásio. Nick parecia avoada, olhando para as paredes e corredores vazios pelos quais passávamos. Ela parecia preocupada e isso ME preocupava ainda mais.
Eu a puxei para um corredor vazio e a olhei nos olhos.
–- O que foi? — ela perguntou, suas íris azuis brilhando.
–- Porque está tão estranha? — perguntei.
–- Como assim?
–- Você está avoada, se não fosse por mim teria batido na parede duas vezes.
Ela engoliu em seco.
–- Sabe que pode confiar em mim, certo? — passei a mão por seus cabelos e ela sorriu.
–- Eu só estava pensando. Sabe, pensando em tudo, você pedindo a chance e eu tendo de dar a resposta, é tudo tão irônico...
–- Irônico?
–- Sim, eu deveria ser aquela que pediria a chance eu era a idiota apaixonada, mas... Você foi quem pediu. É tudo muito estranhoo.
Eu sorri.
–- Concordo, aconteceu tudo de uma forma tão estranha, tão diferente, tão...
–- Irônico? — ela completou com um riso.
–- Sim, isso mesmo.
Aproximei-me dela parando a poucos centímetros de distância. Já conseguia sentir seu cheiro, seu perfume. Nick se escorou na parede, um sorriso nervoso nos lábios. Cheguei mais perto, meu rosto frente a frente ao dela. Passei meu nariz sobre o dela carinhosamente e depositei um pequenino beijo no canto de seus lábios. Levei uma de minhas mãos ao seu rosto, que nesse momento parecia um tomate. Eu não pude deixar de rir. Suas íris azuis brilhavam por baixo dos lindos cílios loiros. Curvei-me sobre ela, um sorriso travesso nos pequenos lábios rosados, que estavam vermelhos como o resto de seu rosco.
Ela ficou na ponta dos pés e me beijou. Minha mão livre deslizou para suas costas e as delas deslizaram para meus ombros procurando apoio para seu corpo que ainda se mantinha nas pontas dos pés. Delizei minha outra mão para a cintura dela, impedindo-a de cair. Fastei meus lábios dos dela, desse modo eu nunca a largaria.
Passei uma das minhas mãos no rosto dela. Nick ainda estava com as bochechas vermelhas. Nunca pensei que ela fosse capaz de estar tão envergonhada.
–- Você está parecendo uma pimenta. — murmurei em seu ouvido.
Ela riu baixinho.
–- Cala a boca.
–- Nunca. — rebati.
–- Idiota.
–- Eu sei, princesa.
Dei um beijo no canto de seus lábios e a puxei para fora do corredor.
–- Já falei que você esta linda? — perguntei enquanto saiamos andando pelo corredor.
–- Já falei que você deveria calar a boca? — ela perguntou com um sorriso brincalhão no rosto.
–- Touché.
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