Notas iniciais
OI LEITORAS E LEITORES (se houver algum) Eu sei o que vocês devem estar pensando, "Nederland nunca posta um capítulo após o outro... O que houve?", bem, se querem mesmo saber, eu estou meio depre e quis fazer mais um capítulo, e como a bostinha das minhas depressões não querem sair cedo (geralmente demoram, sei la, uns três dias...) eu possivelmente (pode ser que não) vou escrever mais um capítulo amanhã, Desculpe a quem eu disse que demoraria para escrever e tal... Pera, porque eu estou me desculpando? Vocês devem estar pulando de alegria e desejando que eu fique depre pelo resto da semana... Bando de malvados. Bem aqui vai mais um capítulo esse é curtinho, mas o proximo possivelmente vai ser gigante, então... crianças se divirtão!

Clarisse estava a caminho, junto com Bruce e Dylan. Isso seria bom ou ruim?

Eu estava sentada na tampa da privada, os joelhos levantados, a cabeça escondida entre os joelhos e lagrimas rolando soltas.

Eu não deveria ter atendido. Clarisse agora esta mais preocupada do que nunca e viria correndo, e se Bruce soubesse o que havia acontecido ele iria tirar satisfações com Luke e uma grande briga iria acontecer.

Eu só queria desaparecer.

Ouvi a porta do banheiro se abrindo. Eu não iria sair até ter certeza de quem era.

–- Nick? — era a voz de Clarisse, eu soltei uma exclamação de alívio.

–- Aqui! — falei, saindo de dentro do box.

Clarisse assim que me viu soltou um gritinho.

–- Clarisse? — era a voz de Bruce através da porta. — Clarisse? Nick esta bem?

–- S-sim, ela está... — ela gaguejou. — só que esta mais vermelha do que eu esperava...

–- Quer que eu entre?

Clarisse me olhou nervosa. Ele estava perguntando a mim?

Eu me aproximei da porta do banheiro.

–- Não precisa. — respondi com minha voz baixa e transformada por causa do choro.

–- O quê?

–- Não precisa, Bruce. — repeti mais alto.

Ele suspirou, parecia mais aliviado do que preocupado.

–- Tudo bem. — ele deu uma pausa. — é bom ver que você está bem.

Eu sorri um pouco.

–- Obrigada por se preocupar.

–- Não há de quê. — ele elevou a voz. — eu vou esperar aqui fora e impedir que qualquer um entre no banheiro.

–- Certo. — respondi e diminui um pouco a voz. — obrigada Bruce.

–- Como eu disse antes: não há de quê. — pude perceber que ele sorria.

Voltei-me para Clarisse, que havia arrumado na pia um kit de banho que só veríamos acompanhado de uma princesa.

–- O que foi? — ela perguntou, franzindo o cenho.

–- Onde você arrumou isso? — falei indicando o kit completo de banho.

Ela sorriu orgulhosa.

–- É um dos meus kits de banho, eu tenho dois, um em casa e outro no colégio, onde eu uso para citações como essas.

–- Eu não sabia que você tinha um kit de banho dentro da bolsa.

–- Eu tenho um kit de banho no armário, não na bolsa. — corrigiu.

–- Hum...

Ela veio ate mim me entregando dois potes com shampoo e condicionador, um vidro cheio de sabonete líquido e uma toalha branca.

–- Côco tropical? — falei lendo o rótulo dos produtos.

–- Era esse ou era cereja toscana. — ela respondeu sentando na pia. -É melhor tomar banho enquanto a tinta ainda está fresca.

–- Certo. — eu me dirigi aos boxes que tinham chuveiro invés de privadas. — obrigada, você é a melhor amiga que eu poderia ter.

–- Não precisa agradecer.. — ela sorriu. — você também é a melhor amiga que eu poderia ter.

Eu entrei no box,liguei o chuveiro e comecei a tomar o banho mais chique que eu já tive na vida (tirando o fato que eu estava no banheiro do colégio.).

* * *

Saí do box enrolada na toalha branca que Clarisse havia me dado. Meus cabelos estavam parcialmente secos e a tinta havia saído do meu corpo e couro cabeludo (depois de ter esfregado cada milimetro vermelho do meu corpo uma duzia de vezes).

–- Dylan pegou algumas roupas para você com Layla.

–- Porque com sua irmã? — perguntei, lembrando que Layla era a irmã caçula dos dois, acho que ela estuda no nono ano.

–- Minhas roupas ficariam grandes em você, as de Dylan não precisaria nem falar e as de Bruce não ficariam nada atraentes em você. As de Layla seriam as únicas que caberiam.

–- Hum...

–- É melhor do que andar como nasceu pelo colégio.- ela resmungou.

–- Está bem. — resmunguei.

Ela me entregou um vestido de estampa floral junto com um par de sapatilhas pretas.

–- Por que sua irmã trás um vestido para o colégio? — perguntei começando a enfia-lo pela cabeça.

–- Ela ia sair com alguns amigos ontem depois do colégio, só que nossos pais não deixaram. Ela tentou ir escondida só que eu Dylan a flagramos.

–- Porque seus pais não deixaram? — perguntei lutando para passar os braços pelo vestido.

–- Você tem que passar um de cada vez. — ela falou vendo a minha complicação e voltando a contar a história em seguida. — ela tirou uma nota muito baixa em matemática e em português, acho que foram algo como... Nossa.

Clarisse me olhava boquiaberta.

–- Você esta parecendo uma boneca de porcelana. — ela falou olhando para mim dos pés a cabeça.

–- Boneca de porcelana?- perguntei.

–- Desculpe... Você está linda.

Eu me adiantei até o espelho.

Eu estava... Estranha, não parecia muito com a costumeira eu. Meus ombros estavam nús, mostrando minhas clavículas e algumas sardas quase transparentes, meus cabelos estavam caídos sobre os ombros de uma forma desorganizada. O vestido era de uma estampa linda, de cores vivas e rosas vermelhas sobre o tecido branco, as sapatilhas pretas combinavam perfeitamente com o vestido. Eu me sentia estranha vestida desse jeito... Mas eu acho que gostei, um pouco.

Passei uma mecha do meu cabelo para trás da orelha.

–- Ele está um pouco bagunçado, não acha? — Clarisse perguntou quebrando o gelo.

–- Eu acho que sim. Você tem...

–- ...Uma escova? — ela jogou uma escova de plástico azul para mim.

–- Valeu. — falei.

Pentiei meus cabelos e fiz uma trança lateral deixando de fora apenas a franja, que estava colada a minha testa.

–- Pronta? — perguntei, Clarisse havia guardado seu kit novamente em sua bolsinha vermelha.

–- Só falta uma coisa... — ela veio até mim e borrifou perfume dos meus pés a cabeça. — agora você esta perfeita!

–- Cheiro como se tivesse me esfregado em um canteiro de flores. — resmunguei.

–- Esse é o espírito? — ela perguntou.

–- Possivelmente, mas espirito para o quê?

–- Para dizer para mim, Bruce e Dylan porque aquela vagabunda fez isso com você. — seu rosto estava sério.

Merda.

Notas finais
bye bye. PS: I love donnuts. PSS: She is lieing PSSS: Your ass!