Notas iniciais
Oi ! Esse capitulo não foi gigante mas esta cheio de diálogos! PS: acho que posto mais um amanhã *-* Aproveitem!

Nós quatro estávamos sentados em uma das mesas da cantina.

Dylan naquele momento parecia ser o mais calmo na mesa. Eu havia acabado de contar tudo, nos mínimos detalhes, desde a conversa até a tinta. Bruce havia saído da mesa para comprar refrigerante ou qualquer coisa para esfriar a cabeça, Clarisse estava cerrando os punhos de um jeito ameaçador, Dylan estava sério e não demonstrava qualquer emoção, o que me assustava.

–- Eu não acredito que aquela... Aquela ridícula fez isso com você. — Clarisse falou quebrando o silêncio da mesa, ela estava serrando os dentes. — eu vou arrancar aquela peruca que ela chama de cabelo e dar para o Raul comer.

–- Clarisse, faça-me o favor de ficar quieta. — falou Dylan. — dar cabelo de segunda mão para um pobre chihuahua comer não vai resolver nada... — ele deu uma pausa. — Luke provavelmente continuaria a acha-la bonita.

–- Que se dane! — ela bateu o punho na mesa. — eu quero ao menos tirar aquele sorriso falso da boca dela!

–- Você acha que eu não quero? — Dylan se dirigiu a mim. — por que você não esta falando nada? Deveria estar com mais raiva do que a gente.

Suspirei.

–- Do que adianta? Ate parece... ele acha que ela não machucaria uma mosca de propósito, imagine fazer aquilo...

–- Ele te conhece desde de criança, você não acha que ele te ouviria? — Dylan franziu o cenho.

–- Ele esta cego de amor. — respondi. — posso até ver eles se casando e tendo filhos, todos de olhos verdes ou azuis e pele cor avelã.

–- Se tiverem olhos azuis há mais chance deles serem seus filhos do que dela. — Bruce se sentou na cadeira ao lado empurrando uma lata de refrigerante e um canudo e um pacote de salgadinhos. — achei que estivesse com fome.

Ele empurrou mais um pacote de salgados para Clarisse.

–- Achei que você também fosse estar. — ele sorriu docemente enquanto Clarisse pegava o pacote de salgadinhos e abriu com as mãos trêmulas.

–- Os olhos dela também são azuis. — falou Dylan que havia pegado alguns salgadinhos do pacote da irmã.

–- Lentes de contato. — Bruce respondeu. — ela começou a usar uns dois anos atrás, ela encomenda novas todo mês ao meu pai.

–- Seu pai é oculista? — perguntei abrindo a lata de refrigerante.

–- Sim. E tudo nela é falso pelo visto.

Dylan sorriu.

–- Como sabe disso?

–- Uma amiga, Jasmine, a representante da sala dela, falou que a viu enfiando papel higiênico no sutiã para que seus peitos ficassem maiores.

Eu ri.

–- Então representantes de turma fofocam?

–- As vezes. — ele deu de ombros sorrindo. — os assuntos em alta no momento são o namorado da diretora e a peruca do professor de biologia.

–- Aquilo é uma peruca? — perguntei incrédula.

–- Todo mundo sabe disso. — cortou Dylan. — a pergunta é: aquela coruja velha tem namorado? Como você sabe disso?

Bruce sorriu.

–- Eu vi isso. — ele falou. — ele já veio de noite busca-la para um encontro.

–- Quem diria? — Clarisse comentou. — ate aquela bruxa velha tem namorado e eu não.

–- Voltando ao assunto... — falou Bruce cortando a alegria de Dylan e Clarisse. — não tem a mínima chance de Luke acreditar em você?

–- Eu te mostrei as mensagens. — falei. — ele acha que ela é uma criatura perfeita.

–- Ele tem olhos? — resmungou Clarisse.

–- Por mais incrível que pareça, sim. — resmungou Bruce em resposta. — verdes por sinal.

–- Você não pode ficar calada. — falou Dylan ignorando Clarisse e Bruce que continuavam a cochichar sobre Luke.

–- Eu tenho outra escolha?

–- Poderia tentar contar a ele.

–- Você acha que ele me ouviria?

–- Como eu disse, você poderia tentar.

–- Ela praticamente esfregou na minha cara que eu não podia contar nada do que aconteceu sem ela saber. Ela viria atrás de mim novamente, dessa vez com gasolina e um isqueiro.

–- Nick...

–- Deixa para lá. — falei. — do que adiantaria?

–- Você poderia tentar. — falou Clarisse tentando demonstrar confiança.

–- Esquece. — murmurei. — por favor.

–- Como quiser. — respondeu Dylan, ele parecia triste com a minha resposta.

* * *

Bruce bateu na porta da sala de aula e a professora de literatura abriu a porta com um sorriso.

–- Senhor Davis, é um prazer vê-lo! — ela olhou para eu e Clarisse que estávamos logo atrás dele, franzindo os lábios. — em que posso ajudar-lo?

–- Houve alguns problemas que precisei resolver com as senhoritas e vim devolvê-las a sala de aula. — ele soava tão... Profissional.

–- Elas são ótimas alunas, creio eu que não fizeram nada de sério. — ela sorriu para mim e Clarisse.

–- Eu sei que são. — respondeu Bruce. — não foi nada de sério não se preocupe.

–- Se você esta dizendo. — ela abriu passagem para que nós passassemos e continuou conversando com Bruce.

Entramos na sala com todos os olhos sobre nós. Senti minhas bochechas corarem bruscamente. Os meninos me olhavam diferente do normal, alguns boquiabertos, outros cochichando e alguns estavam me olhando fixamente como se nunca tivessem me visto antes. Nunca havia sido olhada desse jeito, principalmente por meninos.

Notas finais
Bye bye