You are my future

25 People say goodbye in their own special way.


Notas iniciais
Obrigada a todos os comentários, vocês são incríveis. Desculpem qualquer erro. Musica do capítulo: https://www.youtube.com/watch?v=q0KZuZF01FA

Não disputo atenção, nunca disputei, eu sempre perco. Meus amigos sempre arranjam outro amigo e ele é sempre tão mais interessante e tão mais incrível do que eu jamais poderia ser. Não fico com raiva, já me acostumei com coisas assim, eu nunca sou a primeira da fila. Mas eu disfarço bem, fico chata e meio grossa, me distancio ao poucos, porque assim, as pessoas não precisam ter tanto trabalho, eu faço isso por mim mesma, eu vou deixando de ser e nem percebo, ninguém percebe. Eu poupo o esforço, nunca entro em uma disputa. Porque isso não é uma competição, nunca foi. Não é uma competição quando você sabe que vai perder .(Minha autoria)

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[...] No fundo, me sentia meio como o Chapeleiro Maluco, sentada em meio a todas aquelas folhas e canetas. Ele preso no país das Maravilhas, eu presa em minha própria mente, ambos tentando fugir dessa irrealidade toda que nós cercava. Ele fazia chapéus em sua esperança frenética de deixar o país das maravilhas, eu escrevia com basicamente a mesma intenção, mas era do mundo real que eu queria fugir, eram as pessoas reais que me assustavam. Talvez por isso, tivesse me identificado tanto com ele. Éramos ambos loucos, só que de maneiras diferentes. (Minha autoria)

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Nothing goes as planned. Everything will break. People say goodbye in their own special way.

[...] R: Você [sussurrou com raiva, olhando para alguém atrás de Emma]

E: O que? [perguntou, virando para olhar o que Regina estava encarando]

F.A: Desculpe, eu estou interrompendo o momento? [...]

E: O que você está fazendo aqui? [perguntou colocando-se em frente à Regina]

F.A: Isso são modos de tratar uma fada, querida?

E: Você não é bem vinda nessa cidade.

F.A: E por que não?

E: Eu sei o que você fez. Muita gente sabe.

F.A: Ah, é? E quem te contou essa linda história, querida? A mulher que mentia para sobreviver?

E: Vá embora.

F.A: Por que eu iria?

R: Porque eu posso te matar se você não for [disse friamente, finalmente saindo de seu estado de choque]

F.A: Me matar ? [riu] E você pretende fazer isso como, se escondendo atrás da salvadora?

R: O que você quer? Você já não fez o suficiente?

F.A: Não, eu ainda não tive tudo o que eu quero.

E: Você não tinha conseguido o que queria? Não tinha ido para casa? Por que você voltou?

F.A: Minha casa não é mais lá, graças a sua namorada minha casa não é em nenhum lugar.

R: O que você está dizendo? Eu nunca destruí a floresta encantada.

F.A: Não, você não destruiu, mas não existe mais nada lá. Nenhum reino, nenhuma pessoa decente, nenhum lugar para ir [disse com raiva enquanto se aproximava]

E: Eu estou te avisando, vá embora antes que alguém se machuque.

F.A: Mas eu quero que alguém se machuque [sorriu]

R: Você está sorrindo como Jefferson sorria enquanto fazia seus chapéus, você está louca.

F.A: Eu estou bem sã.

R: Você quer mesmo enfrentar a cidade toda?

F.A: Você acha que todos vão ficar do seu lado? Você destruiu a vida de muita gente.

R: E você vai destruir o resto. Foi você, não foi? Foi você que tentou quebrar a proteção da cidade?

F.A: Vejo que você continua esperta, Regina.

E: O que você ganha com isso?

F.A: Vingança [murmurou, seus olhos vidrados, quase doentios]

E: Você não vai conseguir nada aqui.

F.A: Isso é o que você pensa [sorriu] mas eu não vim brigar, não agora. Não, agora eu só vim tirar uma duvida.

R: Que duvi....? [antes que Regina pudesse terminar, uma bola de fogo azulada veio ao seu encontro]

Tudo aconteceu muito rápido, Emma rapidamente deu mais um passo para frente de Regina e as protegeu com uma barreira transparente. A loira encarou a fada com um sorriso arrogante, mas seu sorriso caiu quando ela percebeu que Azul também estava sorrindo.

F.A: Vejo que seus poderes não voltaram [disse encarando Regina]

E: Eles voltaram sim [disse sem muita convicção]

F.A: Se tivessem voltado, eu nem estaria mais aqui. Eles estão fracos, não estão? Eu os tirei de você naquela noite.

R: O que você quer? [perguntou com raiva]

F.A: Muitas coisas. Coisas que só você pode me dar. Você vai me encontrar, na linha da cidade amanhã, Regina, ao entardecer. E você vai sozinha.

R: E por que eu faria isso?

F.A: Porque se você não fizer, eu vou destruir sua família, sua linda namorada e seu lindo filho. Amanhã Regina [repetiu antes de desparecer]

E: O que ela quer com isso? Regina, Regina? [chamou tentando capturar a atenção da morena] Nós precisamos saber o que ela quer...

R: Eu sei o que ela quer [respondeu séria e um calafrio percorreu o corpo de Emma]

E: O que ela quer?

R: Meu coração [disse encarando a loira] ela quer meu coração, para quebrar o encantamento que protege a cidade.

E: Como você sabe disso?

R: Porque eu sou a unica capaz de quebrar a proteção inteiramente.

E: Por que ela quer tanto destruir a proteção da cidade?

R: Porque ela não vai só destruir a proteção [respondeu com os olhos fechados]

E: Não?

R: Não [encarou Emma] Ela vai destruir a cidade inteira.

E: O que? Como? Nós precisamos fazer alguma coisa.

R: Eu preciso.

E: Regina [advertiu]

R: Nós precisamos falar com seus pais, eles podem ajudar.

E: Você quer a ajuda dos meus pais? [perguntou perplexa]

R: Não me faça repetir isso.

E: Regina, o que você pretende fazer?

R: Eu não sei, mas ela não vai conseguir o que quer, não de novo.

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Eram exatamente quatro horas da manhã quando Snow acordou com o som de alguém batendo em sua porta. Seus olhos encontraram os de David e suas mãos foram parar automaticamente em sua barriga. Ela estava com uma sensação ruim e isso não era bom. Não era nada bom. David levantou-se da cama com Snow caminhando atrás dele, quando ele finalmente abriu a porta, sua respiração engatou.

D: Emma, Regina? O que aconteceu?

E: Ela voltou [murmurou entrando no apartamento]

S: Quem voltou?

R: Fada Azul, ela está de volta.

S: Você tem certeza?

R: Nós tivemos uma adorável conversa com ela há pouco tempo atrás.

D: O que ela quer?

R: Meu coração [respondeu fracamente sentando no sofá]

H: Quem quer o seu coração? [perguntou descendo rapidamente as escadas]

E: Henry, o que você está fazendo acordado?

H: Quem quer o coração da mamãe?

S: Ninguém Henry...

H: Não minta para mim [rosnou] eu ouvi vocês conversando. Quem quer o coração da mamãe?

E: A Fada Azul.

R: Emma [advertiu chocada]

E: O que? Ele merece saber.

R: Não há nada com que você precise se preocupar filho.

D: Nós vamos proteger sua mãe.

R: Vocês vão? [perguntou surpresa]

S: Nós somos uma família, e é isso que famílias fazem.

D: Eu vou ligar para Ruby.

S: É bom avisar Tinkerbell também.

H: Por que ela quer seu coração? Ela é má agora?

E: Eu acho que ela sempre foi garoto [sorriu de lado, bagunçando o cabelo de Henry com as mãos] Você deveria voltar a dormir.

H: Mas a mamãe...

R: Eu vou ficar bem Henry, eu vou dormir um pouco também, nós todos vamos, ninguém vai fazer nada essa noite.

H: Você promete?

R: Eu prometo. Agora sua mãe vai te levar para cama e vai ficar lá com você até você dormir [disse dando uma olhada de lado para Emma]

E: Você ouviu sua mãe garoto, vamos. Eu volto logo [sussurrou dando um selinho em Regina]

...

Quando Emma finalmente voltou para sala, a loira pode ouvir duas vozes muito conhecidas vindo da cozinha. Ruby e Tinkerbell já estavam lá, a loira parou no meio do seu caminho para escutar o que sua mãe terminava de dizer.

S: ...Usamos Regina para chegar até ela.

D: Então a prendemos.

T: É a única maneira.

E: Vocês todos estão malucos? [perguntou entrando na cozinha]

S: Emma.

E: Não me venha com “Emma”. Vocês querem colocar minha namorada em uma provável luta até a morte?

S: Elas não vão lutar Emma.

E: Quem garante isso?

R: Eu [respondeu]

E: Eu não acredito que você concordou com esse plano estupido.

R: Não é estupido, e faz sentido, você nem ouviu tudo.

E: Eu não precisei, isso é loucura, você está com pouca magia. Você vai se matar Regina.

R: Não, eu não vou. Essa mulher já tirou minha felicidade uma vez, isso não vai acontecer de novo. Eu não posso... Eu... Eu não posso ficar sem você de novo [sussurrou]

E: Vocês podem nos dar um minuto? [pediu impaciente encarando as outras pessoas que estavam na cozinha]


Assim que fincara sozinhas, Emma voltou sua atenção para Regina, que estava olhando para ela com um carinho que a loira nunca tinha visto antes.

E: Me diz que você não vai fazer isso, por favor.

R: Nós não temos muitas escolhas.

E: Então eu vou com você.

R: Não, você precisa ficar e proteger Henry e sua mãe.

E: Você quer que eu fique aqui enquanto você vai para uma missão suicida? Ela vai esmagar seu coração Regina.

R: Isso era algo que eu queria falar com você.

E: O que?

Respirando fundo, Regina mergulhou a mão no próprio peito e tirou seu coração, como se fosse à coisa mais comum do mundo. A morena encarou seu coração por alguns segundos, embora estivesse mais vermelho que da ultima vez que tinha visto, seu coração ainda tinha muitos traços negros e a pequena rachadura que tinha aparecido quando ela lançou a maldição ainda continuava ali, intacta.

R: Você vai guardar isso para mim? [perguntou, como se fosse totalmente normal estar segurando seu próprio coração]

E: O que? Guardar onde? No meu bolso? [Emma estava chocada e perplexa. Regina apenas sorriu]

R: Não, aqui. [explicou, batendo de leve no peito da loira com a outra mão. Quando Emma a encarou sem entender nada, ela explicou] Minha mãe me ensinou uma coisa, nunca leve seu coração para uma briga com uma bruxa, bom, com uma fada nesse caso [franziu a testa]. Ele vai estar seguro com você.

E: Mas... tem espaço? Porque... isso parece muito irreal, até para os parâmetros de Storybrooke.

R: Sim, tem espaço [sorriu triste] As leis da física não se aplicam exatamente. Será que você confia em mim? [quando Emma fez um sim com a cabeça, Regina descansou seu coração contra o peito da loira, ao lado de onde Emma podia sentir seu próprio coração batendo descontroladamente] Posso? [perguntou de novo, e a loira assentiu]


Quando Regina colocou seu próprio coração dentro do peito da loira, Emma pode sentir um eco profundo de afeto percorrer seu corpo. Era quase como se ela pudesse sentir o amor de Regina correndo em suas veias.

E: E isso não vai prejudicá-la? [perguntou, passando a mão pelo próprio peito]

R: Não [sorriu] Você está apenas segurando-o para mim.

Percebendo que Emma ainda parecia preocupada, Regina passou as mãos pelo cabelo da loira e a puxou para um beijo.

R: Você é o lugar mais seguro para o meu coração [sussurrou] Vai ficar tudo bem [prometeu]

Mas quando elas se afastaram e, finalmente, quebraram o seu contato, toda luz se apagou dos olhos de Regina como se sua última conexão com seus sentimentos tivesse finalmente desaparecido.

E: Eu ainda acho que isso vai dar errado, se eu pudesse ir junto com você...

R: Eu vou estar com seu pai e Ruby, tudo vai ficar bem, eu preciso que você fique aqui com Henry, eu preciso que você o proteja, eu preciso que você proteja o meu coração também.

E: Eles vão estar longe observando. E se ela...

R: Nada vai acontecer.

E: Não se esqueça de voltar para mim [sussurrou]

R: Nunca. Agora, nós precisamos dormir um pouco também, temos um dia cheio amanhã.

E: Como você pode estar com tanta calma?

R: Porque eu estou morrendo de medo [admitiu] e sei que não posso perder a calma agora...

Oh, you're in my veins, and I cannot get you out. Oh, you're all I taste, at night inside of my mouth. Oh, you run away, 'cause I am not what you found. Oh, you're in my veins, and I cannot get you out



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Era um bonito final de tarde, estava frio e a luz do sol ia deixando lentamente o céu de Storybrook. Estava escurecendo e Regina Mills caminhava calmamente até a linha da cidade, ela tinha um plano, isso não poderia dar errado, poderia?

F.A: Olá Regina [cumprimentou quando a morena se aproximou]

R: Você conseguiu o que queria, por que você voltou? [perguntou diretamente, ignorando o cumprimento da outra mulher]

F.A: Alguém está irritada [sorriu] O que aconteceu, você não dormiu direito?

R: Você pode cortar toda essa palhaçada e ir direto ao assunto. O que você quer comigo? Me diga a verdade, sem truques.

F.A: Sem truques? [riu] Isso soa irônico vindo da mulher que deveria ter aparecido aqui sozinha.

R: Eu estou sozinha [mentiu]

F.A: Você acha que eu não vi seus amigos vindo com você? Por que você acha que eu coloquei essa proteção ao redor de nós?

R: Proteção? [perguntou preocupada]

F.A: Você acha que eu seria tão inocente assim? Seus amigos até podem ver você, mas eles não poderão interferir.

R: O que você quer?

F.A: Destruir você era o que eu queria, agora, destruir sua preciosa cidade se tornou minha prioridade.

R: Você sempre pensou grande demais para o seu próprio bem Azul.

F.A: Acho que essa frase se aplicaria muito melhor a você.

R: Seja lá o que você estiver planejando, eu não vou deixar você ganhar.

F.A: Eu já ganhei [sorriu e fazendo um gesto com as mãos, o corpo de Regina foi jogado contra uma arvore próxima]

R: Isso é tudo o que você tem? [perguntou ficando de pé novamente]

F.A: Não seja estupida, querida, você não tem praticamente nenhuma magia. Me de o que eu quero ou você só vai se machucar mais.

R: E o que exatamente você quer?

F.A: Seu coração [respondeu, aparecendo exatamente na frente de Regina]

R: Boa sorte com isso.

F.A: Eu preciso do seu coração para destruir essa cidade [disse colocando sua mão dentro do peito da morena]

R: Seria uma pena se meu coração não estivesse comigo, querida [respondeu sorrindo ironicamente]

F.A: Você ainda é esperta [sorriu, pressionando sua mão dentro do peito vazio de Regina, fazendo a morena cair de joelhos no chão] Mas você sabe que eu não preciso dele para matar você.

R: Não [sussurrou com a voz fraca] mas você precisa de mim viva se quiser encontra-lo.

F.A: Você vai tirar esse sorriso arrogante quando perceber que nós apenas começamos Regina. Eu já esperava algum truque seu.

R: O que você quer dizer com isso?

F.A: Você vai ver [sorriu] e quando você perceber que não tem nenhuma chance, então você virá até mim.

R: Eu nunca vou fazer isso.

F.A: Sim, você vai. Afinal, você faria qualquer coisa por aqueles que você ama, não faria? [perguntou, fazendo Regina desmaiar antes de desaparecer em uma fumaça azul]

...

H: Vovô já deu alguma noticia?

E: Ainda não, mas ainda é cedo [sorriu de lado tentando disfarçar seu nervosismo]

H: Ela vai ficar bem, não vai?

E: Sim Henry, sua mãe é muito esperta. Ela vai ficar bem. Nós só... [seu discurso foi interrompido por alguém batendo na porta]

H: Acho que a Belle [disse, correndo para atender a porta]

E: Quem é? [perguntou preocupada]

H: Ninguém [respondeu franzindo a testa] Mas nós recebemos uma encomenda.

E: Encomenda?

H: Sim, isso estava na porta, tem seu nome escrito.

E: Deixa eu ver [disse pegando o embrulho nas mãos]

H: De quem é?

E: Não tenho ideia. Ai! [exclamou largando pacote o pacote no chão]

H: O que aconteceu?

E: Nada, eu só furei meu dedo em alguma parte do que está ali dentro [respondeu, dando um passo cambaleante para trás]

H: Mãe, você está bem? Mãe? [chamou de novo quando Emma não respondeu]

Antes que Henry pudesse chamar Emma pela terceira vez, a loira fechou os olhos e seu corpo tombou para trás, fazendo um barulho alto quando encontrou o chão.

S: Emma? Emma? [gritou correndo na direção da filha]

T: Henry, o que aconteceu?

H: Eu não sei, eu ... nós estávamos aqui e ela pegou esse pacote... e...

T: Henry, calma. Respira e nos diga o que aconteceu.

H: Ela recebeu esse pacote, e quando estava desembrulhando, ela acabou espetando o dedo em algum lugar, depois disse ela simplesmente caiu.

T: Snow me diz que isso não é o que eu estou pensando que é.

S: Nós precisamos chamar a Regina, rápido...

Everything will change. Nothing stays the same, nobody is perfect oh, but everyone is to blame.

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Regina mal teve tempo de entrar no apartamento antes de ser bombardeada pelas perguntas de Snow, Henry e Tinkerbell. Sua cabeça doía tanto que seus olhos estavam encontrando uma dificuldade absurda em permanecer abertos.

R: Onde está Emma? Você parecia preocupada no telefone Snow. O que aconteceu com ela?

S: Eu preciso que você sente.

R: Eu não quero sentar [respondeu com raiva] Por que todo mundo está aqui? [perguntou encarando Bella, Gancho, Leroy e Tinkerbell]

S: Eles só querem ajudar.

D: O que está acontecendo Snow?

T: Vocês a pegaram? [perguntou se referindo a Fada Azul]

D: Não.

R: O que está acontecendo Snow? [repetiu a pergunta]

S: Emma, aconteceu algo com Emma.

R: O que? Onde ela está Snow?

S: Ela está no quarto.

R.L: Por que ela está lá?

H: Porque a mãe está dormindo.

R.L: Dormindo?

S: Henry, explica para eles o que aconteceu, querido.

H: Nós estávamos aqui, vovó e Tinke estavam no quarto, alguém bateu na porta, mas quando eu abri não tinha ninguém, apenas um pacote. Eu entreguei para mãe porque tinha o nome dela. Então quando ela foi abrir ela espetou o dedo em algum lugar e então ela desmaiou. Ela está dormindo desde então.

R: Onde ela espetou o dedo Snow? [perguntou com medo de receber uma resposta que ela já sabia]

S: Em algum tipo de agulha.

D: Ela está em uma maldição do sono?

S: Eu acho que sim.

R.L: Então é só a Regina acorda-la, não é?

S: Eu estava esperando por isso.

R.L: O que você está esperando Regina, vá acorda-la [disse um pouco desesperada]

Regina foi em direção ao quarto, sua cabeça parecia que ia rachar ao meio e seus olhos ardiam mais do que antes. Ela queria gritar para todo mundo deixa-la sozinha com Emma, mas não era o momento para fazer aquilo, e ela chegou a pensar que não conseguiria gritar, nem se quisesse. Todos que estavam na casa entraram no quarto atrás dela. Regina se aproximou da cama e passou o polegar pelo rosto de Emma, era incrível como a loira continuava com uma expressão calma, quase angelical. Respirando fundo, Regina inclinou seus lábios e os colocou por cima dos de Emma, tentando demonstrar tudo o que sentia. Demorou alguns segundo para a morena se afastar. A sala continuava em silencio e Regina só queria poder pegar a loira e fugir dali. Mas então Regina abriu os olhos, mas os de Emma continuaram fechados.

R: Não, [sussurrou] não, não. Emma, por favor, acorda.

L: Eu sabia.

R.L: Não seja ridículo.

L: Ridículo? Você tem alguma explicação para isso?

R.L: Tem que ter alguma explicação sim.

L: E tem, só tem uma explicação para isso.

R: E qual é Leroy? [perguntou cheia de veneno, o quarto inteiro estava girando e Regina estava tentando usar toda força que tinha para não desmaiar]

L: Você não é o seu verdadeiro amor.

O corpo de Regina vacilou e a morena deu um passo para trás em tom defensivo. Seus olhos se encheram de lágrimas e ela desviou o corpo para o lado quando percebeu que Snow iria abraça-la. Seus olhos ardiam, mas ninguém iria vê-la chorar. Não ali, com todas aquelas pessoas, com todos aqueles olhares acusatórios ou pior, olhares de pena. Seu beijo não tinha acordado Emma, e ninguém ali precisava ser um grande bruxo para saber o que isso significava. Mesmo sabendo que sua magia não seria forte o suficiente para leva-la para casa, Regina reuniu toda força que restava em seu corpo e desapareceu em sua fumaça roxa com as palavras de Leroy ainda gritavam em sua mente “Você não é o seu verdadeiro amor”. O pouco que restava de sua magia a levou para algum lugar no meio de Storybrooke, mas Regina não conseguiu identificar qual era o lugar. Assim que seus pés firmaram no chão, a morena desmaiou.

...

Ela é adorável. Suas mãos estão tremendo, pois ela foi movida pelo meu amor. Minha dor. Porque ninguém nunca a amou com essa paixão, porque ela tem quase 30 anos e mesmo se morresse no dia seguinte, ninguém lamentaria mais do que eu. Ela sabe que eu ainda lamentaria 30 anos depois. Me apaixonei por ela porque a primeira coisa que fiz foi magoa-la. Talvez eu nunca a tivesse reconhecido como pessoa se não tivesse visto a dor em seus olhos. A hora veio e eu estava esperando que ela fosse embora. Ela não foi. Eu não estava realmente apta a pensar no que estava acontecendo. Eu apenas estava ali. Quando eu dirigi pela última vez para vê-la, não parecia a última vez. Eu não me lembro de ter dirigido para casa. Destranquei a porta, fechei as janelas, tomei um banho, me sentei, escutei o telefone tocar e fui dormir. Era aquele dia de novo e então não era. Isso aconteceu várias vezes. Às vezes eu esticava a mão para tocar o rosto dela, mas ela não estava então, eu sabia que estava sozinha. Alguém me disse que a dor iria embora, mas não tenho certeza se quero que ela vá. É onde eu a sinto com mais clareza e sem isso todo movimento que eu faço ecoa, pois ela não está aqui para me absorver. Não é um evento, não é nada que aconteceu. É só você. A raiva e a beleza que nunca realmente vão embora. Não é algo que você pode esperar desaparecer, nada nunca realmente desaparece. Minha mente ainda se apega a imagem dela. O amor cresce além do físico. Ele acha o significado mais profundo no espiritual. Querendo ou não, ela está presente e isso é algo importante para mim. Eu sinto falta de me sentir tão confortável sabendo que ela me amava, pensando que nada iria nos separar. Ela se foi e você não pode fazer nada sobre isso. E essa é a parte mais difícil, quando você não pode fazer nada sobre isso. Quando você sabe o que quer fazer e que faria se pudesse. ( Away From Her — Andrew Landon)

Você vai encontrá-la, ela é muito bonita, mesmo que às vezes ela fique triste por muitos dias. Você vai ver, quando ela sorrir, você vai amá-la. (Minha autoria)

Notas finais
Não me matem, eu vou explicar tudo no próximo. A fic está em seus capítulos finais :