You and I
1 Observando o habitat de loiras nojentas
Notas iniciais
Já fazia mais de três horas que eu estava sentada naquele sofá marfim tomando taças de champanhe e vendo minha irmã provar mais de mil vestidos e não decidir qual ira usar em seu casamento.
Eu não aquentava mais ver tantos vestidos, ela havia provado longos, curtos, justos, bufantes, simples, enfeitados... Era mais que uma pessoa com um pouco de massa encefálica poderia aguentar, mas como as madrinhas que estavam ali eram loiras falsas que a cada vestido novo insistiam em dizer Elisabeth você esta linda Este caiu muito bem em você comecei a criar uma hipótese de que tanta água oxigenada afetava o cérebro de forma permanente.
Cathe, o que você achou desse? Elie se virou para mim me fazendo levantar o olhar para mais um vestido.
Ela realmente estava linda como nos outros mil que ela vestiu. naquele vestido incrivelmente branco, com a parte de cima num lindo tomara que caia que valorizava seu busto e um corpete extremamente acinturado e cheio de brilhos, que não sabia dizer se era cristal, e ia diminuindo o brilho conforme a parte de baixo ia começando que não era muito cheia, com certeza com poucas camadas em baixo. Era extraordinário.
Elie, é esse! Com certeza é esse! disse sem saber realmente se dizia por estar lindo ou por estar cansada demais para opinar em outro vestido.
Ela mordeu o lábio inferior se virando novamente para o espelho e admirando aquela beleza em forma de tecido. Eu via em seus olhos que o vestido escolhido era aquele, mas como eu sabia que minha irmã era uma completa vadia ela iria querer experimentar mais alguns só para poder inflar seu ego com mais elogios falsos de suas amigas falsas e também era imprevisível então estava tão preparada para ficar ali divagando sobre minhas observações da vida de loiras riquinhas quanto ir embora.
Eu acho que é esse, mas... Eu vou experimentar mais alguns pra ter certeza.
Naquele momento olhei para moça que estava a atendendo e vi a cara de cansaço que a pobre coitada estava, ela devia ter atendido garotas nojentas, mas nunca havia cruzado com Elisabeth Stuart.
Eu apenas revirei os olhos e voltei a fitar a taça de champanhe que aquela loja chique havia oferecido.
Mas vocês devem estar se perguntando "Catherine se você não esta gostando porque diabos não vai embora?". Eu queria, bem que queria, mas o motivo de eu estar ali tinha nome e sobrenome.
Ana Stuart.
Minha linda e diabólica mãe. E eu sabia que tentar discutir com essa mulher era praticamente impossível, era impressionante como ela tinha argumentos pra tudo e muitas vezes até fazia você mudar de ideia e apoiar seu próprio ponto.
Eu já havia comunicado a minha irmã de que não iria aparecer ela realmente não fazia questão. mas a Sra. Ana ao ficar sabendo disso e não sei como raios ela descobria tudo, me bombardeou de milhares motivos de que eu deveria ir.
Em sua maioria de que a família Stuart era completamente unida, de que em um momento tão importante para irmã como uma Stuart de respeito como eu não iria participar de uma decisão daquela e o que as pessoas iriam falar ao ver que Catherine não estava no momento de escolha com sua irmã Elisabeth.
Depois de tanto argumentar, ouvir sua voz me enjoava já e a única coisa que me via fazendo era concordando, na realidade minha mãe sempre ganhava as discussões por cansaço. Pelo menos comigo.
Há anos que eu não me dava ao trabalho de colocar algum ponto contra aquela mulher, me cansava menos concordar e fazer o que era pedido do que entrar numa discussão maçante que mesmo que eu ganhasse mais tarde ela iria me fazer perder de alguma forma.
Então no final o que me restou foram três horas de observação da vida de gente que eu abominava. Realmente aquelas garotas eram nojentas, algumas mal esperavam Elie sair do recinto para soltar alguma alfinetada e muitas eram tão burras que mal percebiam a irmã dela estava ao seu lado.
Amber, uma das madrinhas, que estava sentada ao meu lado, duas vezes esbarou em mim com aqueles braços magros e extremamente bronzeados e depois me dava uma olhada de canto e um sorriso falso murmurando um Desculpe e voltando a contar para a outra garota alguma fofoca de alguém que ela odiava ou fazer imitações de minha irmã para as outras que davam risadinhas de leve que paravam toda vez que viam Elie estrar no recinto novamente.
Eu classificava Amber no grupo das Alfas. Bem eu havia criado três grupos para as amigas da Elie: As Alfas, que são normalmente as com mais dinheiro e praticamente guiavam o grupo e são grudadas mais que tudo, agindo normalmente como melhores amigas. As Burrinhas, que são realmente muito burras e faziam tudo, simplesmente tudo que as alfas quisessem apenas para um dia se elevar ao nível delas, mas a maioria era burra demais para isso. E as não tão esquecidas, as Avulsas, que não eram tão burras ao ponto de se rebaixar para as alfas como as outras faziam, mas maquiavelicamente sabia que criavam um plano para tentar tomar seu lugar. E poucas vezes eu via essas garotas migrarem de grupo, no máximo alguma avulsa conseguir ir parar nas alfas e largava o bando já que conseguiu chegar ao seu objetivo.
Quando para pra se olhar essas garotas é como ver algum documentário no National Geographic elas são como animais, só seguem um instinto e criam milhares de estratégias para alcançar o seu objetivo. Tudo isso é realmente engraçado, é tanto pouco cérebro naquele recinto que as atitudes delas chegam a ser miseráveis e engraçadas.
Eu realmente me divertia com aquelas loirinhas.
Não que eu goste, mas da desgraça vamos tirar algum proveito, não é?
Felizmente meia hora depois Elie acabou escolhendo o vestido que sabia que era o certo e enfim fomos embora.
Era exatamente sete horas da noite e o céu já estava completamente escuro, eu me recusei a ir de carro com minha irmã e suas amigas e disse que tinha que passar em uma loja antes de ir para casa e que pegava um taxi mais tarde. Na verdade eu apenas precisava espairecer e livrar da cabeça de pensamentos como casamento já que em alguns meses quem iria se casar era eu. Isto até que poderia ser uma boa noticia se eu estivesse noiva de alguém que eu realmente amava, na verdade meu futuro estava marcado para um completo babaca, um daqueles garotos de beleza extrema e muito dinheiro no bolso que nunca resulta em algo bom, não iria negar ele realmente era bonito. Com cabelos curtos e loiros sempre bem cortados, com um rosto de traços bem marcados e másculos, uma expressão sedutora que seus olhos sempre passavam e seu corpo era algo realmente de outro mundo que ele cuidava mais do que tudo, com seus músculos bem definidos e não perdia uma chance de tirar a camiseta e fazer as garotas suspirarem. Muitas de minhas amigas praticamente me matariam para ficar com James Hood, mas a escolhida infelizmente era eu. James ao mesmo tempo em que podia ser um amor de pessoa consegui ser um filho da puta nojento. Tudo para ele era em volta de seus carros, seus relógios e como ele iria herdar a empresa de imóveis do pai mesmo não sabendo nada sobre tal. Era muita futilidade para uma pessoa só, mas mesmo assim eu teria que me casar com ele já que para a família Stuart e sua empresa imobiliária era uma grande vantagem se juntar com a família Hood e sua empresa de imóveis. Falando deste jeito até me sinto no século XVI.
Mas era o que estava acontecendo e minha mãe queria passar a bola adiante já que meu avô a fez casar desta mesma maneira já que ela era a única filha e ele como um extremo homem machista não iria deixar a empresa S-Móveis nas mãos de uma mulher burra que mal conseguia escolher um marido.
Sim era insuportável viver no meio de tanta gente mesquinha que o que valia era mais o dinheiro do que ter uma vida feliz e eu não aguentava aquilo, nunca gostei e não era agora com 21 anos que iria gostar. E eu já estava começando a pensar em como sair disso tudo.
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