Notas iniciais
TheEvilQueen: Como em toda sexta, estamos aqui o/ esse capítulo está bem "quente", então pode ser que não agrade muito para algumas pessoas, mas enfim... só queria avisar :) TheOnlyOne (IAmTheDarkness): Eu tenho até vergonha de dizer algo hoje, porque quem escreveu 90% desse capítulo foi a TheEvilQueen, mas mesmo assim eu desejo uma boa leitura.

...NICOLAS HENDERSON...

Acordei sentindo os raios fortes de sol em meu rosto. Apertei meus olhos com força, incomodado com a forte claridade que me atingia. Levantei para poder sair da frente do sol e acabei percebendo que eu estava no meu quarto e não no de Elieser, onde eu havia dormido.

Me senti extremamente vazio por estar ali, mas mesmo assim segui com meu cronograma comum de todos os dias: levantar, tomar banho, me vestir, pegar meu material, tomar café da manhã e ir para a escola.

Os dias começaram a se passar rapidamente e logo seis semanas já haviam ficado para trás sem eu nem mesmo perceber. Elieser se tornava um mistério cada vez maior e não deve ter trocado nem vinte palavras comigo nesse tempo que se passou. Eu o encarava nas trocas de aulas e no intervalo, ficava o encarando durante o almoço na escola e tudo o mais, mas ele não parecia estar preocupado comigo. Não mais.

Ele tinha uma facilidade enorme para aparecer do nada perto de mim e, ao me virar para ele, sumir no ar, como se fosse a coisa mais comum do mundo. E o pior é que quando o questionei sobre isso, ele mandou eu parar de sonhar acordado e riu sarcasticamente.

Eu tinha certeza de que ele acelerava meu coração, me deixava nervoso e dormia em meus sonhos, tinha certeza de que estava sentindo algo forte por ele, mas se em mais de um mês não nos falamos, por que falaríamos agora?

Hoje é sábado. Estou atirado em meu quarto e meus pais não estão em casa, foram viajar e só retornam na segunda-feira à noite. Após almoçar e fazer as lições de casa para a próxima semana, atirei-me em minha cama para ler um pouco. Coloquei para tocar em meu celular uma lista de músicas e me concentrei em minha leitura.

Tomei um susto ao sentir alguém puxar meu livro e me encolhi instintivamente.

— Como entrou aqui? – Perguntei assustado, encarando seus olhos escuros.

— A porta estava aberta. – Explicou Elieser, sentando-se ao meu lado na cama. – Você gosta de vampiros, é?

Apenas assenti, torcendo para ele não desmarcar a página onde eu havia parado, por culpa dele, a leitura. Ele botou o marcador na página certa e largou meu livro em cima de minha escrivaninha, voltando seus olhos para mim e abrindo um sorriso de canto.

— O que veio fazer aqui? – Indaguei, vendo ele dar de ombros.

— O garoto que me beijou essa manhã estava querendo me cobrar demais, então eu simplesmente o deixei falando sozinho e vim te ver. – Sorriu mais uma vez.

Minha vontade era encher Elieser de tapas. Ele passa mais de um mês sem falar comigo, esfrega na minha cara os inúmeros garotos com quem tem ficado na escola, e quando vem falar comigo faz questão de me dizer desse outro garoto? Qual o meu interesse nisso?

— Legal. – Sorri falso, me ajeitando na cama enquanto pensava em mais algo para falar. – E veio só me ver?

— Sim. – Confirmou. – A não ser que você tenha em mente algo mais interessante para fazermos.

O sorriso malicioso dele entregava exatamente que tipo de "algo interessante" ele queria que eu sugerisse. Ele queria algo interessante que envolvesse nós dois nus. Era só isso que ele queria. E se minha relação com ele já era péssima, se transássemos seria ainda pior. Ele iria embora e não iria voltar, como ele mesmo já havia me dito. Isso me faz pensar em todos os garotos que ele teve nesse último mês. Por que ele não fica com um só garoto? Um só poderia muito bem proporcionar coisas incríveis para ele. Ou será que não? Eu não poderia dizer, mesmo que quisesse.

— Não tenho nem ideia. – Falei depois de um tempo, vendo seu sorriso se desfazer. – Se quiser me beijar, você pode, mas é só isso que vai ter de mim.

— E se eu convencer você a mudar de ideia? – Perguntou subindo sobre mim.

— Pode até tentar, mas sei que não vai conseguir. – Sorri desafiador e ele também sorriu, como se aceitasse o desafio.

No instante seguinte nossas bocas já estavam coladas em um beijo avassalador. Nossas línguas se tocavam, assim como nossos corpos que cada vez estavam mais grudados, desafiando o limite possível.

Ao separar sua boca da minha, Elieser passou a beijar meu pescoço, passeando com sua língua até minha orelha e sussurrando em seguida:

— E você ainda diz que não me quer... – E, após dizer isso, ele apalpou meu membro por cima da calça de moletom e eu me segurei para não esboçar reação alguma.

— Isso é jogo sujo. – Argumentei, o vendo rir enquanto me encarava.

— Eu disse que te convenceria a mudar de ideia, mas eu não disse como. – Piscou para mim e eu me perdi em algum momento naqueles olhos escuros e seu olhar profundo.

Nem percebi quando o puxei pela nuca e o beijei ardentemente, já tentando enfiar minhas mãos por dentro da camisa dele para tocar suas costas, sentindo ele fazer o mesmo em mim e me puxar para cima de si.

...ELIESER CHERMONT...

Precisei sorrir de maneira maliciosa ao sentir as mãos de Nicolas em minhas costas. As minhas mãos também entraram na camiseta dele e passearam por seu peito. Eu percebi que ele estava excitado, o que já valeu como uma vitória para o meu desafio. Eu sabia que minha irmã ficaria pelo resto do ano me incomodando por eu estar agora com Nicolas, mas no momento eu não conseguia me importar nem um pouco.

Levei meus lábios mais uma vez ao pescoço de Nicolas, parando apenas para tirar sua camiseta fora. Ele estava agora em meu colo, sentado sobre minhas coxas e me tocando de todas as maneiras que conseguia. Quase não consegui me controlar no, instante em que ele mordeu minha orelha e sussurrou:

— Eu quero sentir você, Elieser...

— Já não está sentindo o suficiente? – Provoquei, vendo ele morder o próprio lábio e me responder logo depois.

— Não... Eu quero sentir você dentro de mim... – Ele praticamente sussurrou e aquelas palavras atingiram com força todos os meus sentidos de um verdadeiro predador sexual.

Mas eu não sou nenhum estuprador, mesmo contra minha vontade eu iria fazer o que ele sentisse que era confortável para ele e, infelizmente, teria paciência. Esse é um dos motivos de eu não transar com pessoas inexperientes, ainda mais ele que nunca havia beijado um garoto antes de mim: Eu não tinha paciência alguma.

Não sou romântico, não tenho paciência e não sou carinhoso. São bons motivos para eu não namorar, não é? Embora realmente sejam bons motivos, eu, por alguma razão, encontrei forças para ser paciente com Nicolas e ir na velocidade dele. Fazer tudo com calma e não aterrorizá-lo com uma primeira vez desastrosa – coisa que é bem de meu feitio.

Quando o deitei na cama e coloquei minhas mãos na barra de sua calça de moletom, o ouvi suspirar fortemente e o encarei, como se eu esperasse por uma afirmação de que eu poderia continuar. Ele pareceu captar a mensagem e assentiu lentamente. Eu levei minhas mãos ao seu pescoço e o puxei pela nuca para um caloroso beijo. Mesmo com meu corpo frio eu podia sentir o calor dele emanando até minha pele. Não era tão ruim assim, tenho que admitir.

— Se você quiser continuar, vamos levar isso até o fim. – O encarei enquanto tirava sua calça fora, juntamente com sua roupa íntima. – O que me diz? – Sussurrei no seu ouvido ao colocar minha mão em seu membro e começar a masturbá-lo.

— Quero continuar. – Ele praticamente gemeu sua resposta. Eu definitivamente estava perdendo o controle da minha mente.

E isso era um problema. Eu precisava controlar minha força, ou o mataria sem nem mesmo forçar o mínimo piscar dos meus olhos. E eu o desejava tanto nesse momento, que me perguntei quando isso já havia acontecido anteriormente nesses todos os anos que vivenciei. Só aconteceu uma vez e eu prefiro nem me lembrar disso.

Lembram daquele meu primeiro e único amor que me trocou na primeira oportunidade? Pois é. É dele mesmo que estou falando.

— Por mais que eu não seja a pessoa mais amorosa do mundo, se eu te machucar, quero que me diga. Tudo bem? – Perguntei calmo, o vendo assentir e me puxar para mais perto.

Enquanto eu ainda fazia movimentos de vem e vai com uma de minhas mãos em seu membro, com a outra mão eu comecei a prepará-lo para não correr o risco de o machucar, mas antes que eu pudesse mesmo fazer algo, ele se virou comigo na cama e passou a beijar meu peito enquanto tirava minha calça fora e me acariciava de todas as maneiras que conseguia. Ele queria me tirar dos meus eixos.

O atirei contra a cama e fui para cima dele, segurando firmemente seus pulsos acima de sua cabeça. E, acreditem ou não, ele gostou daquilo e ainda por cima abriu um sorriso praticamente sádico para mim. Depois ainda diz que não me quer...

Me encaixei no meio de suas pernas e levei um dedo até sua entrada enquanto usava minha boca para beijar seu pescoço, quando vi ele relaxar e se acostumar, coloquei mais um dedo e em seguida outro. Quando pensei que ele já estivesse bem, tirei os dedos e encaixei meu membro ali, entrando lentamente para ele poder se acostumar. Eu nunca tenho essa paciência e olha que eu já transei com vários garotos virgens, porém eu não me importava com eles estarem bem ou não. Esses meus cuidados com Nicolas chegam a me preocupar, pois parece que eu estou saindo do personagem, parece que estou deixando de ser eu mesmo.

— Você está bem? – Sussurrei a pergunta em seu ouvido.

A resposta se tornou um murmurado assentimento. Meu dever ali era proporcionar prazer a ele e evitar que ele sentisse qualquer dor possível, então eu precisava ir com calma, por mais torturante que isso pudesse ser. Eu beijava seu pescoço ao mesmo tempo em que o penetrava e estava o masturbando. Eu definitivamente merecia uma recompensa depois disso.

Eu ouvia seus gemidos baixos e sentia sua respiração descompassada. Ouvia também, infelizmente, o som de seu coração acelerado. Era uma vida em minhas mãos e mais uma possível morte em minhas costas. Mas eu não o mataria... Me faltaria essa coragem.

Continuei a me mover até que ele chegasse ao orgasmo, acelerando um pouco os movimentos para também chegar ao meu ápice. Eu apenas caí ao seu lado e senti ele deitar sobre meu peito.

Ele ainda queria carinho? Sério?

Ele se debruçou sobre mim e eu me senti praticamente na obrigação de dar um chamego a ele, então passei meu braço em sua volta e o puxei mais para perto de mim, afagando seu cabelo com uma calma assustadora.

Eu perdi a noção do tempo enquanto estava ali, por incrível que pareça não era uma situação que me incomodava, e sim me agradava. Era preocupante? Com certeza. Mas, ao mesmo tempo, era bom e eu queria sentir isso. Depois de tantos anos longe de sentimentos, sentir um pouco de alegria e me sentir, finalmente, completo, não é algo tão ruim assim.

Mas eu sabia que não poderia permanecer ali. Meu destino não era ser feliz, era ser assombrado para sempre por um amor que nunca retribuiu meu sentimento.

Notas finais
TheEvilQueen & TheOnlyOne (IAmTheDarkness): Nós queríamos, de coração, dizer que estamos seriamente pensando em largar a fic. Com exceção de duas pessoas, ninguém comenta e não faz sentido algum ficarmos postando desse jeito... ainda não decidimos por completo, mas há sim a possibilidade de largarmos de mão. E, em respeito as nossas duas leitoras, iremos comunicar. Esperamos que tenham gostado ♥